sábado, 22 de outubro de 2016

Como um cristão deve relacionar-se com o movimento da Nova Era?




Embora os vestígios de uma perspectiva bíblica ainda sejam evidentes, pesquisas de opinião revelam que as crenças doutrinárias de, talvez, uma terça parte dos ocidentais,podem ser caracterizados como de Nova Era. As ideias deste Movimento da Nova Era (MNE) são amplamente, e às vezes subconscientemente, disseminados por meio da televisão (por exemplo, o programa de Opra Winfrey) e dos filmes (por exemplo, Guerra nas Estrelas). O MNE também tornou-se um grande negócio, com suas miríades de seminários de autoajuda, publicações e guias para oração (de modo frequentemente imitando tradições cristãs), e livros.

Os seguidores do movimento muitas vezes rejeitam a expressão "Nova Era" devido às suas conotações.De qualquer forma, um nome melhor talvez seja "religião pós moderna", em vista das suposições que ela tem em comum com o pós-modernismo filosófico. Rejeitando, de modo geral, uma abordagem científica ou analítica (modernista) à vida, os seguidores creem que o conhecimento é construído de maneira subjetiva e determinado socialmente. A verdade não é universal para todos os humanos, mas pode variar, de acordo com o que "funciona" para alguns, e não para outros. Os valores morais não são universalmente objetivos, mas apenas propriedades de comunidades que decidem aderir a eles. As pessoas adeptas à perspectiva do MNE consideram a realidade como um conjunto unificado em evolução; na verdade, eles muitas vezes consideram Deus como sendo um nome para este conjunto. Eles desdenham particularmente o cristianismo bíblico, devido às suas reivindicações de ser a verdade universal.

Uma vez que o MNE não está sob a autoridade de nenhum texto religioso em particular, os proponentes são identificados por vários "sintomas", como os seguintes: eles preferem a prática da espiritualidade às organizadas e clássicas de religião; eles creem que nenhum professor religioso pode reivindicar a adesão de todos; as declarações de Jesus como sendo o Caminho devem ser reinterpretadas ou completamente rejeitadas;de acordo com eles, em lugar da graça de Deus revelada completamente rejeitadas; de acordo com eles, em lugar da graça de Deus revelada no Jesus da Bíblia, "anjos", forças paranormais ou até mesmo o potencial humano puro servem como "salvadores" das dificuldades da raça; misturando e combinando os objetos de adoração, eles muitas vezes identificam-se simultaneamente com palavras como budista, judeu e presbiteriano. Em última análise, o MNE representa um retorno ao politeísmo, ou a crença em vários falsos deuses.

Como, então, devem os cristãos começar a compartilhar Cristo com os que pertencem ao MNE? Muitas vezes, é uma discussão sobre a verdade que abre o caminho. Se a verdade universal e objetiva não existe, então as declarações do Evangelho são falsas. Mas todas as pessoas vivem como se as crenças cotidianas devessem corresponder a realidade (por exemplo, ninguém consegue viver de veneno, em lugar de água). Assim sendo, por que alguém deve defender que a crença em Deus e na vida após a morte é, de alguma maneira, diferente? A incoerência nos assuntos cotidianos é considerada desonesta e irracional ("Sim, senhor guarda, aquele carro parado em fila dupla é meu, mas não é meu"). Por que, então aceitar declarações do tipo: "Cristo pode ser verdadeiro para você, mas não para mim?'

À primeira vista, o tratamento de má qualidade dispensado à verdade no MNE faz com que ele pareça mais tolerante que o cristianismo. Mas, na verdade, ele considera, de maneira condescendente, as declarações de todas as outras religiões como erradas, ignorantes, e divisoras, crendo que somente os que estão no MNE veem o quadro completo; outras religiões, concentradas em seus ensinamentos tradicionais, não tem ciência da profunda unidade oculta entre todas as religiões. Mas, há uma boa razão para crer que realmente existem muitos caminhos para o céu? Como alguém pode afirmar conhecer a verdade universal (especialmente se não existem verdades universais)? Os mapas rodoviários não pressupõem que há apenas um caminho que pode levar a um destino. Os caminhos podem ser escolhidos pelo seu percurso tranquilo ou pelas suas belas paisagens, mas nem todas levam ao mesmo lugar.

Ted Cabal



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