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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Cristo segundo as escrituras

O fato de abordarmos a Bíblia com expectativas e pré-entendimentos próprios não significa que a leitura da Escritura esteja presa na gaiola de nossa própria subjetividade ou aprisionada incorrigivelmente nas tradições em que fomos criados. A própria Escritura oferece “caminhos” próprios, convidando-nos a entrar no texto. São caminhos que confirmam e desafiam as formas nas quais a abordamos. Os que estão procurando encontram, mas nem sempre encontram exatamente o que pensavam que encontrariam. A convergência de todos esses caminhos está na pessoa de Cristo, pois Ele mesmo é o único “Guia” de seu povo (Mt 23.10, ARA) e o único “caminho” ao Pai (Jo 14.6). Mas a presença de Cristo na junção de todos os caminhos das Escrituras não elimina a necessidade de caminhos próprios. Não existe verdadeiro conhecimento de Cristo que não seja “segundo as Escrituras”, assim como não existe verdadeiro conhecimento das Escrituras que não esteja de acordo com Cristo. Nossa abordagem às Escrituras, e não apenas a primeira abordagem, mas todo o conjunto de propósitos e expectativas com que voltamos às Escrituras todos os dias, precisam ser testados e renovados pelas próprias Escrituras, para que nossos pés andem pelos caminhos que as Escrituras abrem para nós.

Hermenêutica - David Starling



sábado, 23 de março de 2019

Quem?

Todos aqueles que creem que Jesus é o Messias são filhos de Deus. E quem ama um pai ama também os filhos desse pai. Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e obedecemos aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de obedecer porque todo filho de Deus pode vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo. Quem pode vencer o mundo?

Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus.


olheparaacruz@hotmail.com



sábado, 14 de julho de 2018

Pressa, correria, ansiedade...


"Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!"

"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus."

"Fiquem quietos! Saibam, de uma vez por todas, que Eu sou Deus!"





jairtomaz@olheparaacruz.com.br



sábado, 23 de junho de 2018

Pense

Quando os críticos da Bíblia perguntam: "Como você pode crer na Bíblia, estando ela crivada de erros?", o que você responde? Muitos cristãos arremessam isso direto para a fé; apegam-se tenazmente a sua crença, não importando quanto possa haver de evidência em contrário. Entretanto, isso não só contraria as escrituras como também é uma insensatez.


A Bíblia declara: "Portai-vos com sabedoria [...] para saberdes como deveis responder a cada um" (Cl 4.5-6). Pedro instou aos crentes: "Santificai a Cristo, Como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor" (1Pe 3.15-16).

De fato, Jesus ordenou: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mt 22.37). Uma parte desse amor que devemos a Cristo é encontrar respostas para aqueles que questionam a Palavra de Deus. Pois, como disse Salomão: "Ao insensato responde segundo a sua astultícia, para que não seja ele sábio aos próprios olhos" (Pv 26.5)

A verdade é capaz de se manter sobre os seus dois pés. Jesus disse: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.32). Nada temos a temer quanto à verdade. Jesus disse ao Pai: "A tua palavra é a verdade" (Jo 17.17). A Bíblia resistiu à crítica dos maiores céticos, agnósticos e ateístas por todos esses séculos, e ela pode resistir aos fracos esforços nesse sentido feitos pelos críticos incrédulos de hoje. Contrariamente a muitas outras religiões atuais que apelam a sentimentos místicos ou a uma fé cega, o cristianismo diz: "Pense antes de agir".



Norman Geisler




sábado, 12 de maio de 2018

A Bíblia contém erros?




"Por que você crê na Bíblia? É um livro antigo, cheio de erros e contradições". Todos nós já ouvimos isto muitas vezes. Contudo, muitos cristãos evangélicos conservadores discordam desta declaração. Eles defendem uma doutrina chamada infalibilidade das Escrituras.

O ponto de início da nossa discussão é uma definição de infalibilidade e erro. Por infalibilidade, queremos dizer que, quando todos os fatos são conhecidos, a Bíblia - em seus manuscritos originais e interpretada de modo apropriado - provará ser verdadeira, e nunca falsa, em tudo o que afirma, quer com relação à doutrina, ética ou às ciências sociais, físicas ou da vida. Três aspectos nesta definição são dignos de nota. Em primeiro lugar, existe o reconhecimento de que nós não possuímos toda a informação para demonstrar a verdade da Bíblia. Muitas informações foram perdidas devido a passagem do tempo. Elas simplesmente não mais existem. Outras informações esperam por escavações arqueológicas. Em segundo lugar, a infalibilidade é definida em termos da verdade que muitos filósofos hoje em dia interpretam como sendo uma propriedade de sentenças, e não de palavras. Isto quer dize que todas as sentenças, ou afirmações, indicativas da Bíblia são verdadeiras. Com base nesta definição, portanto, um erro na Bíblia exigiria que ela fizesse uma falsa declaração. Finalmente, toda informação contida na Bíblia, qualquer que seja o assunto, é verdadeira. Isto é, ela registra com exatidão eventos e conversas, incluindo as mentiras de homens e Satanás. Ela ensina verdadeiramente Sobre Deus, a condição humana, e o céu e o inferno.

A crença na infalibilidade se apoia em pelo menos quatro linhas de argumentação: a bíblia, a história, a epistemologia e a do terreno escorregadio.

O argumento bíblico é obtido do que a Bíblia tem a dizer sobre si mesma, e é o mais importante. Este argumento pode ser formulado de uma maneira circular e de uma não-circular. É circular, quando alguém afirma que a Bíblia diz é inspirado e inequívoco, e que é verdade, porque é encontrado em uma escritura inspirada e inequívoca. Não é circular, quando são feitas declarações que podem ser comprováveis fora do documento. Isto é possível, porque a Bíblia faz declarações históricas e geográficas que podem ser confirmadas independentemente. A  infalibilidade resulta do que a Bíblia tem a dizer sobre a sua inspiração. É o sopro de Deus (2 Tm 3.16) e o resultado da orientação do espirito Santo sobre os autores humanos (2 Pe 1.21). É um livro humano-divino. Além disto, o reconhecimento de um profeta no Antigo Testamento requer nada menos do que a total honestidade (Dt 13.1-5; 18.20-22). A comunicação escrita de Deus pode ter um padrão inferior a esse? Deve-se observar que tanto a forma oral de comunicação como a escrita envolvem o elemento humano. Isto mostra que o envolvimento humano não indica necessariamente a presença de erro. A Bíblia ensina a sua própria autoridade, também. Mateus 5.17-20 ensina que os céus e terra passarão antes que o menor detalhe da lei deixe de cumprir-se. João 10.34,35 ensina que as escrituras não podem ser anuladas. Além disto, a maneira como as Escrituras usam as Escrituras respalda a sua infalibilidade. Às vezes, os argumentos nas escrituras se baseiam em uma única palavra (Sl 82.6; Jo 10.34,35), no tempo de um verbo (Mt 22.32), ou no número de um substantivo (Gl 3.16). Finalmente, o caráter de Deus está por trás da sua palavra, e Ele não mente (Nm 23.19; 1 Sm 15.29; Tt 1.2; Hb 6.18).

Um segundo argumento é o histórico. Embora haja os que discordam, a infalibilidade tem sido a perspectiva cristã padrão ao longo da história. Agostinho escreve: "Eu aprendi a dedicar este respeito e esta honra somente aos livros canônicos das Escrituras: estes livros são os únicos sobre os quais eu posso crer firmemente que os autores estavam completamente isentos de erros". Lutero diz: "Todos, na verdade, sabem que, às vezes, eles (os pais) erraram, como os homens erram; por isto, eu estou pronto a confiar neles, somente quando eles provam suas opiniões com base nas Escrituras, que nunca erra". John Wesley tem uma opinião similar: "Na verdade, se houvesse algum engano no livro, poderia igualmente haver mil. Se há alguma falsidade nesse livro, ela não vem do Deus da verdade".

Um terceiro argumento é o epistemológico (baseado no que sabemos, e como sabemos). Uma maneira útil de formular este argumento é reconhecer que, se a Bíblia não é inteiramente verdade, então qualquer parte dela pode ser falsa. Isto é particularmente problemático quando algumas das mais importantes informações que a Bíblia transmite não podem ser confirmadas por meio de fatos independentes. Ela ensina sobre um Deus invisível, anjos e céu. A infalibilidade requer que as afirmações da Bíblia que podem ser comprovadas sejam apresentadas como verdadeiras, sempre que toda informação relevante esteja disponível. Os que criticam a veracidade integral da Bíblia apontam vários supostos erros. Mas nestes casos, a passagem em questão pode ter sido mal interpretada pelo crítico, ou nem todos os fatos relevantes foram esclarecidos. Durante o século XX, numerosas declarações da Bíblia, que eram consideradas equivocadas, foram provadas como verdadeiras, com a ajuda de novas informações. Sendo assim, por que alguém deveria crer no que não é possível verificar? Somente uma Bíblia infalível assegura-nos de que o que lemos é verdade.

O quarto argumento é o terreno escorregadio (neste caso, não uma falácia). O argumento afirma que a infalibilidade é tão fundamental que o que admitem a ocorrência de erros na Bíblia logo abrirão mão de outras doutrinas essenciais, como a divindade de Cristo e/ou a expiação substitutiva. A negação da infalibilidade leva a maior erro doutrinário. Isto não acontece em todos os casos, mas é demonstrável como uma tendência.

Cada um desses argumentos foi alvo de críticas. Todavia, uma objeção comum e fundamental a eles afirma que esta doutrina não tem sentido, uma vez que é verdade apenas com respeito a originais que não existem (os manuscritos originais). Mas é mesmo sem sentido? Não, se satisfizermos duas condições: (1) nós possuímos um número suficiente de cópias de alta qualidade dos originais, e (2) existe uma disciplina sofisticada de crítica textual aplicada ao uso destas cópias na determinação do que o original deve ter dito. Estas condições são satisfeitas, no caso da Bíblia.

A questão fundamental é o ensinamento da Bíblia sobre a sua própria infalibilidade. E para os que são céticos, a ciência, a arqueologia e a história confirmaram esta afirmação repetida vezes.


Paul D. Feinberg



sábado, 10 de fevereiro de 2018

Gosto pela análise.




Quando leio a Bíblia, não faço da mesma maneira pelo qual me aproximo de outras formas de literatura. Isso não significa que eu ponha de lado minha capacidade crítica. Na verdade, meu gosto pela análise fica ainda mais aguçado quando leio a Escritura, porque me vejo motivado por um desejo profundo de compreendê-la.

R C Sproul



sábado, 20 de janeiro de 2018

Ideias equivocadas




Se você não se preocupa com teologia isso não significa que você não tenha ideia alguma a respeito de Deus. Significa, isto sim, que você tem uma porção de ideias equivocadas, ruins, confusas e ultrapassadas.


C S Lewis



sábado, 26 de agosto de 2017

A Bíblia foi Copiada com Exatidão ao Longo dos Séculos?




A Bíblia foi Copiada com Exatidão ao Longo dos Séculos? 
   A Bíblia é o livro do mundo antigo que é transmitido com maior exatidão. Nenhum outro livro antigo tem tantos manuscritos, ou tão antigos, ou copiados com tanta precisão.


   O Antigo Testamento

   A confiabilidade do Antigo Testamento está baseada em três fatores: a sua abundância, datação e exatidão. Muitas obras da antiguidade sobrevivem apenas em um punhado de manuscritos: somente 7 para Platão, 8 para Tucídides, 8 para Heródoto, 10 para Gallic Wars, de César, e 20 para Tácito. Somente as obras de Demóstenes e Homero chegam a ter centenas de manuscritos. Mas mesmo antes de 1890, um estudioso chamado Giovanni de Rossi publicou 731 manuscritos do Antigo Testamento, em Geniza, no Cairo, e, em 1947, as cavernas do Mar Morto, em Qumran produziram mais de 600 manuscritos do Antigo Testamento.
   Além disto, os Pergaminhos do Mar Morto, que contêm pelo menos fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento com excessão do Livro de Ester, todos datam de antes do fim do século I D.C., e alguns  do século III A.C. O Papiro Nash está datado entre o século II A.C. e o século I D.C.
   A exatidão dos manuscritos é conhecida, com base em evidências internas e externas: (1) Sabe-se que a reverência dos escribas judeus pelas Escrituras levou à sua transmissão cuidadosa; (2) O exame de passagens duplicadas (por exemplo, Sl 14 e Sl 53) mostra transmissão paralela; (3) A Septuaginta, que é a antiga tradução do Antigo Testamento ao idioma grego, está substancialmente de acordo com os manuscritos hebreus; (4) A comparação do Pentateuco Samaritano com os mesmos livros bíblicos preservados na tradição judaica mostra íntima similaridade; (5) Os Manuscritos do Mar Morto fornecem manuscritos que datam de mil anos antes do que muitos usados para estabelecer o texto hebraico.
   Estudos comparativos revelam uma identidade palavra por palavra, em 95 por cento do texto. Variantes de menor importância consistem, principalmente, de erros de escrita ou de grafia. Somente 13 pequenas variações foram descobertas em toda a cópia de Isaías do Manuscritos do Mar Morto, das quais oito eram conhecidas de outras fontes antigas. Depois de mil anos de cópias, não houve mudança de significado, e praticamente não houve nenhuma mudança no uso de palavras!



   O Novo Testamento

   A confiabilidade do Novo Testamento é estabelecida porque o número, a data e a exatidão de seus manuscritos permitem a reconstrução do texto original, com mais precisão do que qualquer outro texto antigo. O número de manuscritos do Novo Testamento é impressionante (quase 5700 manuscritos gregos) em comparação com os livros típicos da antiguidade (cerca de 7 a 10 manuscritos; a Ilíada, de Homero, é a obra que tem a maior quantidade de manuscritos, 643). O Novo Testamento é simplesmente o livro mais respaldado textualmente do mundo antigo.
   O mais antigo manuscrito do Novo Testamento, sobre o qual não paira nenhuma disputa, é o papiro de John Rylands, com data entre 117 e 138 D.C. Livros inteiros (por exemplo, os contidos nos papiros Bodmer) estão disponíveis a partir do ano 200. A grande parte do Novo Testamento, incluindo todos os Evangelhos, está disponível nos manuscritos de Chester Beatty Papyri, que datam aproximadamente de 250 D.C.
   O famoso estudioso britânico de manuscritos, Sir Frederick Kenyon, escreveu: "O intervalo, então, entre as datas da composição original e a mais antiga evidência existente se torna tão pequeno, a ponto de ser, na verdade, insignificante, e a última fundação para qualquer dúvida de que as Escrituras nos tenham vindo substancialmente, da maneira como foram escritas, agora foi removida". Assim, tanto "a autenticidade como a integridade geral dos livros do [NT] podem ser considerados firmemente estabelecidas". Nenhum outro livro antigo tem um intervalo tão pequeno de tempo, entre a sua composição e as suas primeiras cópias manuscritas, como o Novo Testamento.
   Não apenas há mais manuscritos do Novo Testamento, e mais antigos, como também foram copiados com mais exatidão do que outros textos antigos. O estudioso do Novo Testamento e professor em Princeton, Bruce Metzger, fez uma comparação do Novo Testamento com a Ilíada de Homero e o Mahabharata, do hinduísmo. Ele descobriu que o texto desta última obra representa apenas 90 por cento do original (com 10 por cento de correção textual); a Ilíada era 95 por cento pura, e somente meio por cento do texto do Novo Testamento permanecia em dúvida. O estudioso grego A. T. Robertso avaliou que as dúvidas textuais do Novo Testamento tem a ver apenas com "uma milésima parte de todo o texto", avaliando a exatidão do texto do Novo Testamento em 99,5 por cento - a maior exatidão conhecida para qualquer livro do mundo antigo. Sir Frederick Kenyon observou que o "número de [manuscritos] do Novo Testamento, de traduções antigas dele, e de citações feitas dele nos autores mais antigos da igreja, é tão grande que é praticamente certo que o texto original de cada passagem duvidosa esteja preservado, em uma ou outra destas autoridades antigas. Não é possível dizer isto sobre nenhum outro livro antigo do mundo".
   Em resumo, o grande número, as datas antigas e a exatidão incomparável das cópias manuscritas do Antigo e do Novo Testamento, estabelecem a confiabilidade da Bíblia, muito além da de qualquer outro livro antigo. A sua mensagem substancial não foi reduzida com o passar dos séculos, e a sua exatidão, até mesmo em detalhes menos importantes, foi confirmada. Assim, a Bíblia que temos hoje em nossas mãos é uma cópia altamente confiável do original, que nos veio das penas dos profetas e dos apóstolos.

Norman L. Geister

Fonte: Bíblia de Estudo Defesa da Fé- CPAD - págs. 540 e 541

sábado, 20 de maio de 2017

A Verdade e a Bíblia III

Objeção: Cumprimento Deliberado.


Outra objeção é que Jesus tentou deliberadamente cumprir as profecias judaicas. Esta objeção parece plausível até compreendermos que muitos dos detalhes da vinda do Messias estavam totalmente fora do controle humano. Por exemplo, o lugar do nascimento, a época da sua vinda, a maneira como ele nasceu, a traição e o preço da traição, a maneira como ele morreu, a reação do povo, as zombarias e ultrajes, os espectadores, o lançar de sortes por suas roupas, e assim por diante.Metade das profecias estava fora do seu controle; ele não poderia cumpri-las deliberadamente.Não é de admirar que Jesus e os apóstolos tivessem apelado para a profecia cumprida a fim de consubstanciar suas afirmações.

Por que Deus teve todo esse trabalho?
Creio que ele queria que Jesus cristo tivesse todas as credenciais necessárias quando veio a este mundo. Todavia, a coisa mais empolgante sobre Jesus é que ele veio para transformar vidas. Só ele provou serem corretas as centenas de profecias do Antigo Testamento que descrevem a sua vinda. E só ele pode cumprir a maior profecia de todas para os que a aceitarem, a promessa de uma nova vida. "Eu lhes darei um coração novo e porei em vocês um espírito novo. Tirarei de vocês o coração de pedra, desobediente, e lhes darei um coração bondoso, obediente. Porei o mesmo Espírito dentro de vocês e farei que obedeçam as minhas leis e cumpram todos os mandamentos que lhes dei" (Ez 36.26-27).

"Portanto se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas antigas já passaram; eis que coisas novas surgiram!" (2Co 5.17).

Em vista de Jesus ter cumprido nos mínimos detalhes as profecias do Antigo Testamento relativas ao Messias, podemos extrair duas conclusões gerais sobre a credibilidade da Bíblia. Primeira, os escritores do Antigo Testamento não falaram por si mesmo, mas foram inspirados por Deus. Isto significa que aquilo que escreveram, o Antigo Testamento, é a Palavra de Deus. Segunda, em vista de Jesus ter cumprido as profecias sobre o Messias, podemos ter certeza de que ele era quem afirmou ser - o Messias, O Filho de Deus. Isto significa que tudo que ele fez e disse foi inspirado por Deus e pode ser aceito como as palavras e atos do próprio Deus.


 
 

domingo, 16 de abril de 2017

Páscoa



Celebre a Páscoa e agradeça a Deus pelo sangue de Jesus derramado por nós.


Uma noite antes de entregar a vida para expiar os pecados da humanidade, Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos. Chegara o dia em que o Cordeiro deveria ser morto. Cristo então enviou Pedro e João a fim de que fizessem os preparativos e assim pudessem comemorar juntos.
Os discípulos, seguindo a instrução de Jesus, prepararam a refeição. Depois que todos já se haviam postado ao redor da mesa, Jesus, sabendo que em poucas horas ia ser torturado e morto, declarou: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer. Pois eu lhes digo: Não comerei dela novamente até que se cumpra no Reino de Deus” (Lc 22. 15,16).
Enquanto comiam, Jesus pegou o pão, deu graças, partiu-o e o entregou aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim” (v. 19).
Então tomou o cálice nas mãos e explicou: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês” (v. 20).
Foi um momento maravilhoso na celebração daquela festa tão importante. Em poucas horas Jesus se tornaria o Cordeiro imaculado do sacrifício, morto para remover os pecados da humanidade!
Deus determinou que a Festa da Páscoa seja celebrada para sempre, por todas as gerações, começando com Moisés e os filhos de Israel: “Estas são as festas fixas do SENHOR, as reuniões sagradas que vocês proclamarão no tempo devido: a Páscoa do SENHOR, que começa no entardecer do décimo quarto dia o primeiro mês” (Lv 23. 4,5). E também: “Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao SENHOR. Celebrem-no como decreto perpétuo” (Ex 12. 14).
Deus enfatizou que essas eram as suas festas e se referiu à Páscoa como a “Páscoa do Senhor”. Os filhos de Israel iniciavam o ano com essa festividade, realizando-a no décimo quarto dia do primeiro mês, durante a primeira colheita da cevada, o que corresponde ao mês de abril em nosso calendário.
O propósito de Deus ao estabelecer essa festa era lembrar a todos a libertação sobrenatural de Israel do cativeiro e o cordeiro do sacrifício, que os protegera do anjo da morte, quando este veio matar os primogênitos dos egípcios.
A Páscoa deveria ser um tempo de regozijo e celebração. O termo “Páscoa” vem do hebraico pessach e significa “passar por cima”, uma alusão a passagem do anjo da morte sobre as casas ungidas com sangue.
Para relembrar a libertação do cativeiro, no décimo dia do mês, cada família selecionava um cordeiro, um para cada casa. O animal tinha de ser macho de um ano e não podia ter defeitos (Êx 12. 3,5,6).
No décimo quarto dia, o chefe de cada casa matava o cordeiro e o apresentava ao sacerdote, que aspergia o sangue do animal sobre o altar. O sangue também era borrifado, com um ramo de hissopo, na verga e nos umbrais da porta de entrada da casa do ofertante.
Na mesma noite, todos os familiares se reuniam e comiam a Páscoa. O cordeiro era assado, e eles o comiam com pão sem fermento e ervas amargas. Antes e depois da refeição, os israelitas cantavam o hallel: iniciavam entoando os Salmos 103 e 104 e terminavam cantando os Salmos 105 a 108.
Foi essa mesma refeição que Jesus celebrou com seus discípulos. Ao tomar o pão, dar graças e distribuí-los aos discípulos, estava se identificando com o holocausto. Ao passar-lhes o cálice de vinho, informou-lhes de que o seu sangue seria derramado para purificar a humanidade do pecado.
Jesus declarou aos discípulos: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer” (Lc 22.15). Ele era o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Muito antes que a terra fosse tomada, Ele estava aguardando esse dia, em que ia entregar a própria vida em sacrifício.
Por meio de sua morte, Jesus cumpriu a Páscoa. Como Cordeiro de Deus, foi morto, e o seu sangue foi derramado para nos redimir dos pecados. “Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca” (Is 53.7).
O sangue do cordeiro colocado nos umbrais da porta protegeu os israelitas do anjo da morte, pois foi esse o meio que Deus usou para livrá-los do cativeiro egípcio.
O sangue de Cristo derramado na cruz e aspergido sobre a nossa vida nos purifica do pecado e nos livra da escravidão de Satanás e da morte eterna. O sangue de Cristo é a base para nossa libertação.
Não somos mais escravos do pecado, e sim filhos de Deus! Não temos mais de permanecer presos à doença, às moléstias ou à pobreza. Já fomos libertos! O sangue do Cordeiro imaculado de Deus nos libertou! Estamos livres do pecado e de suas consequências. Deus já concedeu a provisão plena para suprir todas as nossas necessidades!
A vontade de Deus é que guardemos a Páscoa. Paulo recomenda aos coríntios: “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade” (1Co 5.7,8).
O apóstolo recomendou que “celebremos a festa”, mas como fazer isso?
Jesus declarou: “Façam isto em memória de mim” (Lc 22.19). participar da Ceia do Senhor é mais que cumprir ordenança. Guardamos a festa da Páscoa aspergindo o sangue em nossa vida, pela fé. CRISTO É O NOSSO CORDEIRO PASCAL SACRIFICADO EM NOSSO LUGAR!
O “fermento velho” ao qual Paulo se refere é o pecado.
O pão sem fermento, comido durante a refeição da Páscoa com o cordeiro assado, representava a vida pura e sem pecado de Cristo. Era feito com farinha fina e assado em forma de panqueca. Durante a festa, não podia haver nenhum tipo de fermento na casa dos israelitas. Os filhos de Israel faziam uma inspeção rigorosa na despensa para ter a certeza de que não havia mais vestígio de fermento na casa.
Sabendo que o sangue de Cristo nos libertou completamente da escravidão de Satanás, devemos purificar-nos de todo o pecado. O “fermento” da maldade e da perversidade deve ser lançado fora. Da mesma forma em que não podia haver fermento na casa dos israelitas durante a Páscoa, devemos consagrar-nos a Deus e anular as obras da carne.
Assim como os israelitas comeram o cordeiro pascal e receberam força e suprimento para a sua jornada após a libertação do cativeiro do Egito, devemos buscar o nosso alimento espiritual e a nossa força – enfim, toda a nossa vida – na comunhão com o Senhor.
Guardamos a Páscoa tomando posse, pela fé, das provisões divinas: salvação, libertação, cura, força, sabedoria e tudo o mais que Ele reservou para nós!



Bíblia de Estudo – Editora Central Gospel – págs. 1329 e 1330 


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Como devemos lidar com as questões não resolvidas sobre a Bíblia?






Como Deus é verdadeiro e honesto, podemos esperar que a sua autorrevelação escrita (nos manuscritos originais) seja verdadeira, em tudo o que afirma. Mas nem tudo nas Escrituras é perfeitamente claro. O apóstolo Pedro admitiu que os textos de Paulo são de difícil entendimento, em algumas passagens (2 Pe 3.15, 16). Além do material teológico sofisticado, existem a distância histórica e as diferenças culturais, entre o mundo bíblico e o nosso. O que era aparente para Israel e para a igreja primitiva pode parecer menos claro hoje em dia para nós. Mas falta de clareza não significa discrepância.

Alguns críticos citam inúmeras “contradições” que,na realidade, são solucionáveis, com o exame dos textos. Como a Bíblia é, ao mesmo tempo, uma obra de inspiração divina redigida por mãos humanas, podem esperar (1) que nela sejam expressos diferentes estilos de escrita e diferentes personalidades, e (2) o uso de registros ou documentos anteriores e materiais de autores externos à Bíblia (cf. Js 10.13; 1 e 2 Cr; Lc 1.1-4). Nós não devemos exigir que os autores bíblicos citem passagens do Antigo testamento literalmente; eles poderiam generalizar ou resumir, sem ser precisos (por exemplo, o que foi dito no batismo de Jesus; a confissão que Pedro fez de Jesus; os dizeres afixados sobre a cruz de Jesus).

Ao descobrir passagens mais desafiadoras, no entanto, como devemos proceder?



Esclarecer uma passagem, examinando o seu contexto ou usando passagens claras para examinar a que parece confusa. O contexto revela que “justificar” e “obras” em Tiago 2 significam algo diferente do que significam em Romanos 3. Além disto, o ensinamento das epístolas do Novo testamento pode nos ajudar a distinguir entre descrições históricas no livro de Atos e o que é normativo para a vida na igreja,

A ausência de evidência não é evidência de ausência. Os céticos podem mencionar cidades bíblicas que ainda não foram descobertas (embora muitas tenham sido!), concluindo que as Escrituras não são confiáveis. Mas acusações anteriores de ausência de evidência, a respeito dos camelos de Abraão, do povo heteu ou da dinastia de Davi foram revertidas por descobertas arqueológicas posteriores, que confirmam as Escrituras.


Ser caridosos com amor. Vejamos um exemplo. Provérbios 26.4, 5 aconselha a (1) não responder ao tolo segundo a sua estultícia, e, em seguida, (2) a responder a ele! A acusação dos céticos de “estupidez” ou “contradição” não é realista. Certamente devemos conceder o benefício da dúvida ao sábio compilador do livro de provérbios: ele reconheceu que, às vezes, responder a um tolo é apropriado e que, em outras ocasiões, o silêncio é a melhor escolha.
O que a Bíblia descreve frequentemente é diferente do que ela prescreve. Outro exemplo: quando as Escrituras mencionam o voto impensado de Jefté (Jz 11), esse voto não é endossado por Deus.


O autor pode estar usando uma estratégia literária, explicando um detalhe teológico em particular, ou apenas fazendo uma observação; a precisão jornalística nem sempre é a sua preocupação. Mateus 8 e 9 intencionalmente agrupam milagres, não cronologicamente. Mateus enfatiza a importância de Pedro, minimizando, deste modo, as suas tolices, mencionadas em outros Evangelhos.Os dois “grande luminares” de Gênesis 1, ou seja, o sol e a lua, são luzes relativamente pequenas, se comparadas a outros corpos conhecidos hoje no universo, mas a referência da Bíblia é observacional, e não científica (cf. “por do sol”, e não “a rotação da terra”).


Teremos que nos contentar por conviver com perguntas não respondidas. Embora haja muitos excelentes comentaristas e estudiosos evangélicos lidando com as perguntas e dúvidas que possamos ter, muitas coisas não serão totalmente esclarecidas. Agora vemos por espelhos em enigma.


Paul Copan


 

sábado, 21 de janeiro de 2017

O Sábado como conceito.




Não há dúvida que, para o Antigo Testamento, o sábado era um dia da semana: "seis dias trabalharas... mas o sétimo dia é o sábado (shabbat) do Senhor". Mas, cabe perguntar, tratava-se somente de um dia da semana? Será que o sábado de Israel era só o sétimo dia de uma série de sete? O assunto fica mais interessante conforme a história avança e os desdobramentos da lei começam a surgir. Quatro textos, nesse sentido, todos no livro de Levíticos, nos ajudam a responder a questão sobre a abrangência do significado do sábado para Israel.

O primeiro legisla o seguinte: "Isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós. Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante Yahweh. É um sábado de descanso para vós, e afligireis as vossas almas; isto é estatuto perpétuo" (16.29-31). A importância deste texto consiste em que apresenta o shabbat como um dia especial. Ordena que no dia 10, do mês 07, os israelitas guardem um sábado.

Para entendermos o que isso significa, precisamos compreender o funcionamento do calendário judaico. Baseado nas fases da lua, e sem deixar de levar em conta as estações do ano, divide-se em doze ou treze meses com 29 ou 30 dias. O objetivo destas variações é compensar as diferenças do calendário lunar em relação ao solar, já que o mês lunar compreende 29 dias e pouco mais de 12 horas, além de totalizar apenas 354 dias no ano. A cada período, um novo mês é acrescentado, evitando assim que os meses deixem de corresponder às estações.

Essa divisão impossibilita que um dia do ano recaia sobre o mesmo dia da semana em anos diferentes. De forma que o Yom Kipur, nome dado ao sábado especial em questão, transformou-se numa dificuldade prática para os judeus, que tomaram providências para que não caia numa sexta ou num domingo. Neste caso, a proibição de qualquer trabalho inviabilizaria a realização de tarefas de extrema necessidade, as quais não poderiam aguardar a passagem de dois dias seguidos

É claro que um estudo do calendário judaico demandaria mais informações e explicações, o que não é o nosso propósito. Vale, entretanto, reforçar que o sábado como dia especial para os judeus poderia recair sobre qualquer dia da semana, podendo ser uma segunda, uma terça ou uma quinta-feira. Assim, o sábado tornou-se mais que um dia da semana. Tornou-se um conceito.

Essa tese é reforçada por nosso segundo texto:

"E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao SENHOR, por sete dias. Ao primeiro dia, haverá santa convocação. Nenhum trabalho servil fareis. Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao oitavo dia tereis santa convocação. Nenhum trabalho servil fareis... Aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do SENHOR por sete dias. No primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso... E celebrareis esta festa ao SENHOR por sete dias cada ano. Estatuto perpétuo é pelas vossas gerações. No mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas. Todos os naturais em Israel habitarão em tendas, para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus" (Levíticos 23.33-36, 39 e 41-43, com grifos meus).
Novamente, dois dias fixos do mês são definidos como dias de descanso (shabbat), nos quais não eram permitidos ao povo quaisquer trabalhos comuns. Não seriam sábados relativos à semana, mas relativos ao mês. A referência, portanto, não é ao sétimo dia, mas ao conceito denominado sábado.

O terceiro texto também merece atenção em nosso roteiro de reflexão (lembrando que, por enquanto, estamos apenas construindo os alicerces para a obra que temos em mente; o leitor, por favor, siga um pouco mais): "Falou mais o SENHOR a Moisés, no monte Sinai: Dize aos filhos de Israel: Quando tiverdes entrando na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao SENHOR. Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colheras os seus frutos. Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha" (Levíticos 25.1-4).

Novamente o sábado de Yahweh aparece como exigência. No entanto, a beneficiária da lei do sábado é a terra e o período que tal sábado compreende é de um ano inteiro. O sábado de descanso da terra deveria ter um ano, e não um dia da semana, como o sétimo. Portanto, estamos, mais uma vez, diante do conceito de sábado e não do sétimo dia.

Como já não bastasse, o quarto texto que separamos acrescenta mais informações às que temos até agora. É, na verdade, a sequência do texto anterior: "Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu. No dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra e santificareis o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores. Ano de jubileu vos será, e tornareis cada um à sua possessão e cada um a sua família" (Levíticos 25.8-10)

Embora a palavra "sábado" não apareça neste texto, o conceito está evidente: ao final de cinquenta anos, todo trabalho em relação a terra deveria ser suspenso. Seria mais um sábado de descanso para a criação. Ano de Jubileu.



Deus em pessoa - Marcelo Gomes -Espaço Palavra Publicações



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

E nós?





Por isso não desanimemos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê.



2 Coríntios 4.16-18




Autor do texto: Paulo. Sim, aquele mesmo Paulo que foi preso por pregar o evangelho, foi cinco vezes açoitado, foi apedrejado, três vezes vítima de naufrágio... passou fome e sede... mas como?

Bem, Paulo realmente via e vivia o significado da Palavra de Deus...e nós?


 Deus nunca disse que a viagem seria fácil, mas  sim que valeria a pena!


                                                   
                                                   
                                       Jair Tomaz
jairtomaz@olheparaacruz.com.br


sábado, 3 de dezembro de 2016

Vento Impetuoso.

 
 
 

 
1E ao completar-se o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. 2De repente, veio do céu um barulho, semelhante a um vento soprando muito forte, e esse som tomou conta de toda a Casa onde estavam assentados. 3Então, todos viram distribuídas entre eles línguas de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 4E todas as pessoas ali reunidas ficaram cheias do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o poder que o próprio Espírito lhes concedia que falassem.
5Ora, estavam morando em Jerusalém, judeus, tementes a Deus, vindos de todas as partes do mundo. 6Ao ouvirem aquele estrondo, ajuntou-se um grande número de pessoas; e ficaram maravilhados, pois cada um ouvia falar em sua própria língua. 7 Perplexos e admirados comentavam uns com os outros: “Porventura, não são galileus todos esses que estão falando? 8Como, então, cada um de nós os ouve falar em nossa própria língua materna? 9Nós que somos partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, Judeia e Capadócia, do Ponto e da província da Ásia, 10Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene, e romanos que estão morando aqui, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; 11cretenses e árabes, todos nós os ouvimos discursar sobre as grandes realizações de Deus em nossa própria língua!” 12E todos estavam absolutamente assustados e confusos, perguntando uns aos outros: “O que significa tudo isto?” 13Entretanto, outros, para ridicularizá-los, exclamavam: “Esses estão cheios de vinho novo!” A ministração de Pedro
14E aconteceu que, colocando-se em pé, juntamente com os Onze, Pedro tomou a palavra e, em alta voz, pregou à multidão reunida: “Homens judeus e todos os que habitais em Jerusalém, permitais que vos esclareça o que se passa! Dai, pois, atenção às minhas palavras. 15Estes homens não estão embriagados, como pensais. Até porque são apenas nove horas da manhã. 16Muito diferente disto. O que está ocorrendo foi predito pelo profeta Joel:
17‘Nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre todos os povos, os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos.
18Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão.
19Mostrarei maravilhas em cima, no céu, e sinais embaixo, na terra: sangue, fogo e nuvens de fumaça.
20O sol se tornará em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor.
21E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo!’.
22Israelitas, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus diante de vós por meio de milagres, feitos portentosos e muitos sinais, que Deus por meio dele realizou entre vós, como vós mesmos bem sabeis, 23este homem vos foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; mas vós, com a cooperação de homens perversos, o assassinaram, pregando-o numa cruz. 24Contudo, Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse.
25A respeito dele afirmou Davi: ‘Eu sempre via o Senhor diante de mim. Porque está à minha direita.
26Por esse motivo, o meu coração está alegre e a minha língua exulta; o meu corpo também repousará em esperança,
27porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu Santo sofra decomposição.
28Tu me fizeste conhecer os caminhos da vida e me encherás de alegria na tua presença’.
29Caros irmãos, concedei-me a licença de falar-vos com toda franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje. 30Todavia, ele era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que colocaria um dos seus descendentes em seu trono. 31Antevendo isso, profetizou sobre a ressurreição do Cristo, que não foi abandonado no sepulcro e cujo corpo não sofreu decomposição. 32Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas deste fato. 33Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vós agora vedes e ouvis.
34Porquanto, Davi não foi elevado aos céus, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita
35até que Eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. 36Sendo assim, que todo o povo de Israel tenha absoluta certeza disto: Este Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Messias!” Os primeiros cristãos
37Ao ouvirem tais palavras, ficaram agoniados em seu coração, e desejaram saber de Pedro e dos outros apóstolos: “Caros irmãos! O que devemos fazer?” 38Orientou-lhes Pedro: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em o nome de Jesus Cristo para o perdão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. 39Porquanto a promessa pertence a vós, a vossos filhos e a todos os que estão distantes. Enfim, para todos quantos o Senhor, nosso Deus, chamar!” 40E com muitas outras palavras dava seu testemunho pessoal e os encorajava, proclamando: “Sede salvos desta geração que perece!” 41Assim, todos quantos aceitaram a sua palavra foram batizados; e naquele mesmo dia juntaram-se a eles cerca de três mil pessoas. Como viviam os novos cristãos
42Eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
43E na alma de cada pessoa havia pleno temor, e muitos feitos extraordinários e sinais maravilhosos eram realizados pelos apóstolos. 44Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. 45Vendiam suas propriedades e bens, e dividiam o produto entre todos, segundo a necessidade de cada um. 46Diariamente, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, 47louvando a Deus por tudo e sendo estimados por todo o povo. E, assim, a cada dia o Senhor juntava à comunidade as pessoas que iam sendo salvas.
 
King James Atualizada
 
 

sábado, 12 de novembro de 2016

A Voz de Deus.


Antes de a Palavra ser posta por escrito, a maioria das pessoas tementes a Deus não tinha nenhuma outra garantia acerca da divindade das doutrinas senão o fato de que recebiam bênçãos por meio do ministério dos poucos receptores da palavra. Assim que a mente de Deus foi colocada por escrito, cada ser mortal que as Escrituras podem vir a alcançar experimenta Deus falando a ele de uma forma não menos direta do que se ouvisse Deus a lhe falar com a própria voz, como aconteceu com Adão, quando ouviu a voz do Senhor no jardim. Mesmo a voz falada é incapaz de alcançar os ouvidos das pessoas sem um instrumento de comunicação, a saber, o ar no qual a voz se forma. Assim, não se pode negar que é a voz de Deus a falar a pessoas, embora seja transmitida por meio do instrumento de comunicação, que é a escrita. Tendo sido revelado àqueles homens escolhidos que já mencionamos, a Palavra não é de modo algum diminuída quando posta por escrito, pois o elemento divino permanece tão claramente na Palavra escrita de Deus quanto nas revelações imediatas que demonstraram de modo bastante claro a verdade espiritual de tais revelações àqueles a quem foram concedidas.

John Owen






sábado, 5 de novembro de 2016

Deixe Deus falar...



Antes da Palavra ser posta por escrito, a maioria das pessoas tementes a Deus não tinha nenhuma outra garantia acerca da divindade das doutrinas senão o fato de que recebiam bênçãos por meio do ministério dos poucos receptores da Palavra. Assim que a mente de Deus foi colocada por escrito, cada ser mortal que as Escrituras podem vir a alcançar experimenta Deus falando a ele de uma forma não menos direta do que se ouvisse Deus falar com a própria voz, como aconteceu com Adão, quando ouviu a voz do Senhor no Jardim. Mesmo a voz falada é incapaz de alcançar os ouvidos das pessoas sem um instrumento de comunicação, a saber, o ar no qual a voz se forma. Assim, não se pode negar que é a voz de Deus a falar a pessoas, embora seja transmitida por meio do instrumento de comunicação, que é a escrita. Tendo sida revelada àqueles homens escolhidos que já mencionamos, a Palavra não é de modo algum diminuída quando posta por escrito, pois o elemento divino permanece tão claramente na Palavra escrita de Deus quanto nas revelações imediatas que demonstram de modo bastante claro a verdade espiritual de tais revelações àqueles a quem foram concedidas.

John Owen