quarta-feira, 15 de maio de 2024
sábado, 18 de novembro de 2023
#amor real
Um Deus que certamente é todo poderoso não poderia ter evitado todo esse mal e sofrimento terríveis, simplesmente por criar seres humanos incapazes de fazer o mal?
Bem, ele certamente poderia ter feito seres assim. Mas eles não teriam sido seres humanos, ou sim? Deixe-me tentar explicar. Uma parte essencial e maravilhosa de ser um ser humano é que fomos dotados da capacidade de amar. Amar envolve dizer "sim" ao invés de "não" para outros, e isso não teria sentido se a capacidade de escolher entre essas duas alternativas não existisse. Em outras palavras, a capacidade de amar está intimamente ligada à possessão do que chamamos de "livre-arbítrio". Estamos conscientes, é claro, de que a liberdade implícita não é ilimitada: não somos livres para fazer tudo. Por exemplo, não sou livre para correr a mais de 110 quilômetros por hora! No entanto, para que um ser possa sentir-se livre para dizer sim, ele deve ser livre para dizer não; para que seja livre para amar, ele deve ser livre para odiar; para que seja livre para ser bom, ele deve ser livre para ser mau.
Deus poderia ter removido o potencial para o ódio e o mal de uma só vez, criando-nos como autônomos, ou seja, meras máquinas capazes de fazer apenas aquilo para o qual foram programadas. Mas isso teria sido remover tudo o que nós mesmos valorizamos e que constitui a nossa humanidade básica.
John Lennox - John Carson Lennox é um matemático, filósofo da ciência, apologista cristão e professor de matemática da Universidade de Oxford. Ele é conselheiro do Green Templeton College, Oxford e um Fellow em matemática e filosofia da ciência pela mesma universidade.
sábado, 12 de março de 2022
presença direta?
Deus forneceu provas suficientes nesta vida para convencer qualquer um que esteja disposto a acreditar, mas Ele também deixou alguma ambiguidade, de modo a não compelir aquele que não estiver disposto.
Com o objetivo de assegurar que a nossa escolha é totalmente livre, ele (Deus) nos colocou num ambiente repleto de provas de sua existência, mas sem a sua presença direta – uma presença tão poderosa que poderia sobrepujar nossa liberdade e, assim, negar nossa possibilidade de rejeitá-la.
O propósito dessa vida é fazer a escolha livremente, sem coação. “O irresistível e o indiscutível são as duas armas que a própria natureza de Deus o impede de usá-las. Simplesmente sobrepor-se à vontade humana (o que sua presença certamente faria, ainda que em grau mais ínfimo) seria inútil para ele. Ele não pode arrebatar. Pode apenas cortejar”.
sábado, 2 de junho de 2018
Interação Direta
sábado, 11 de novembro de 2017
Livre arbítrio
sábado, 18 de março de 2017
Como a Bíblia pode declarar a Soberania Divina e, ao mesmo tempo, a Liberdade Humana?
Desde as primeiras páginas da Bíblia, todos os seres humanos são avisados de que Deus nos considera responsáveis pelas escolhas morais que fazemos e pelas ações que realizamos. A lei de Deus - seja a simples lei de não comer o fruto de certa árvore do jardim (Gn 2.16, 17), a lei entregue no Sinai (Ex 20), ou a lei de Cristo (1 Co 9.21;Gl 6.2) -, estabelece a estrutura moral em que as vidas humanas devem ser vividas. Deus "recompensará cada um segundo as suas obras" (Rm 2.6), e este juízo se baseará no fato de que temos perseverança em fazer o bem (Rm 2.7) ou que somos desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade (Rm 2.8). Não há como negar que Deus considera a nós, humanos, responsáveis pelas decisões que tomamos e pelas ações que realizamos, e o dia do juízo final trará o testemunho da maneira como decidimos viver a nossa vida.
Assim, Deus é o governante soberano acima de tudo, e os seres humanos são responsáveis diante dele. Mas, como as duas coisas podem ser verdadeiras?
Nós não conseguimos compreender plenamente como as duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, mas o fato de que elas devem funcionar juntas é exigido pelo claro ensinamento das Escrituras. Consideremos um exemplo escritural em que são vistas as duas coisas - especificamente, uma lição da história de José (Gn 37-45).
Os irmãos de José sentiam uma profunda inveja dele, e passaram a desprezá-lo. Quando se apresentou uma oportunidade, eles o venderam para o Egito (Gn 37.25-36), onde josé foi mal interpretado e maltratado. Apesar disto, a mão de Deus estava sobre José, e ele foi nomeado o segundo no comando do Egito (Gn 41). Durante um período de fome, os seus irmãos viajaram ao Egito para comprar grãos, e ali José se deu a conhecer a eles. O que José lhes disse é tão inacreditável como instrutivo: "Não fostes vós que me enviaste para cá, senão Deus" (Gn 45.8).
"Espere!", poderíamos protestar. "Certamente, eles mandaram José para o Egito!"
Sim, eles fizeram isto, e José o tinha reconhecido anteriormente (Gn45.4). Mas para compreender a plena razão por que foi mandado para o Egito, é preciso considerar não somente os irmãos, mais também, e com maior importância, Deus.
Assim, está claro: Ambos, Deus e os irmãos de José, foram responsáveis por mandá-lo para o Egito. Ambos, o governo soberano de Deus e os atos morais dos irmãos dele, estavam ativos. Como José explicou mais adiante, ao falar com seus irmãos: Vós bem intentaste mal contra mim, porém Deus o tornou bem" (Gn 50.20). Os irmãos de José agiram visando o mal, e Deus, nos mesmos eventos, visando o bem.
Nem todas as perguntas foram respondidas aqui, mas nós verificamos que devemos afirmar tanto o governo soberano de Deus, como a autenticidade da nossa responsabilidade moral. As duas coisas estão unidas nas Escrituras, e o que elas uniram, nenhum homem deve separar.



