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sábado, 25 de maio de 2024

#definição

 

“E vocês? Quem acham que eu sou?” Simão Pedro declarou: “Tu és o Cristo, o Messias, o Filho do Deus vivo!”. (Mt 16.15-16)

Definir significa expor com precisão qual é o ponto de vista, o credo, a posição. Muitos não se definem para agradar este e aquele, para não se comprometer. O povo gosta de exigir uma definição. D. Pedro II, com 30 anos, 15 depois da maioridade, em 1855, definiu-se sobre a colonização do Brasil: “Meu governo empenha-se com particular interesse na tarefa de promover a colonização, da qual depende essencialmente o futuro do país”. É verdade que há também definições contraditórias, pouco precisas e titubeantes.

O cristianismo exige de nós uma definição. Elias, 900 anos antes de Cristo, reuniu o povo no monte Carmelo e reclamou deles: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus segui-o; se é Baal, segui-o” (1Rs 18.21). Coxear aí quer dizer: até quando vocês andarão com dificuldade por não saberem o que fazer? Jesus perguntou aos apóstolos: “Quem diz o povo ser o Filho do homem?”. Eles responderam: “Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias; ou algum dos profetas”. Mas vós, continuou Jesus: “Quem dizeis que eu sou?”. Pedro deu a definição certa que Jesus queria ouvir: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16.13-20).

Você precisa fazer sua definição por Cristo, com base nas palavras dele. Terá de ser coerente, honesta, corajosa e resoluta. Cada afirmação do chamado Credo Apostólico é o resumo de uma das principais doutrinas do cristianismo. Você será um cristão, pelo menos intelectualmente, se puder tornar suas cada uma dessas afirmações. A definição é o ponto de partida.


sábado, 11 de maio de 2024

#eu te darei

 

Pede-me, e te darei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade. (Sl 2.8)

Duas vezes Jesus ouviu a promessa: “Te darei as nações”. A primeira aparece no livro dos Salmos (2.8) e a segunda aparece na história da tentação de Jesus (Mt 4.8).

Na primeira é Deus quem promete: “Pede-me, e te darei as nações como herança”. Na segunda é o diabo quem promete: “Todos os reinos do mundo e o seu esplendor te darei, se te prostrares e me adorares”.

No caso da primeira promessa, Jesus precisaria apenas pedir. No caso da segunda promessa, Jesus precisaria pôr o rosto no chão diante de Satanás e o adorar. O que há no Salmo 2 é uma promessa.

O que há na passagem de Mateus é uma tentação, uma tentação absurda.

Assim como Jesus, todos estamos entre o “Eu te darei” de Deus e o “Eu te darei” do diabo. O que Deus dá não tem mistério, não tem cilada, não tem perigo. O que o diabo dá é muito complicado, é muito arriscado, é muito enganoso. Pode criar situações dificílimas e irreversíveis. A Abraão Deus prometeu dar um filho nascido de Sara e não de Hagar. Ismael foi resultado de uma precipitação não idealizada nem sugerida por Deus.


sábado, 18 de fevereiro de 2023

#a fim de que não pequeis

 

Jamais me esquecerei da vez em que visitei um evangelista famoso que estava cumprindo o último ano de sua sentença de cinco anos na prisão. O caso dele havia se tornado mundialmente conhecido e trouxe muitas acusações contra o reino. No entanto, no seu primeiro ano de detenção, ele teve um encontro real com o Senhor. Ao visitá-lo quatro anos depois, uma das primeiras coisas que ele me disse foi: “John, esta prisão não foi o juízo de Deus sobre minha vida, mas foi a Sua misericórdia. Se eu tivesse continuado a viver do jeito que estava vivendo, teria terminado no inferno por toda a eternidade”.


Ele agora havia conquistado minha atenção. Eu sabia que estava falando com um homem de Deus quebrantado, um verdadeiro servo de Cristo. Sei que ele havia iniciado no ministério muito apaixonado por Jesus. Seu entusiasmo era evidente. Eu me perguntava como ele havia terminado tão distante do Senhor quando ainda estava no auge do seu ministério.


Então perguntei a ele: “Quando você deixou de ser apaixonado por Jesus?”


Ele olhou pra mim e respondeu sem hesitar: “Isso nunca aconteceu!”


Muito desconcertado, respondi: “Mas, e quanto a violação de correspondência e ao adultério que você cometeu nos últimos sete anos, que são o motivo da sua prisão?”


Ele disse: “John, eu amava a Jesus durante todo aquele tempo, mas Ele não era a autoridade suprema em minha vida” (Ele não temia a Deus). Então ele disse algo que me paralisou: “John, há milhões de cristãos americanos como eu. Eles chamam Jesus de Salvador e o amam, mas não o temem como seu Senhor supremo”.


Àquela altura, uma luz se acendeu dentro de mim. Percebi que podemos amar a Jesus, mas que apenas isto não nos impedirá de nos afastarmos dele. Temos de temer a Deus também. Lembre-se das palavras de Moisés: “Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis” (Ex 20.20). É o temor do Senhor que nos dá poder para permanecermos, e não nos desviarmos de nossa obediência a Deus, como fizeram Lúcifer, um terço dos anjos, Adão, e os muitos na igreja que apostatarão nestes últimos dias.


John Bevere – Movidos pela Eternidade p. 138, 139.


sábado, 11 de fevereiro de 2023

#o q é?

 O temor do Senhor


O que é temer ao Senhor? É Termos medo dele? De jeito nenhum, pois como podemos ter intimidade com o Senhor (que é o seu desejo sincero) se ficarmos amedrontados diante dele? Deus veio para revelar-se a Israel, para ter comunhão com eles como tinha com Moisés, mas todos recuaram e recusaram-se a se aproximar. Moisés disse ao povo:


Não temais, Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis”. (Ex 20.20).


As palavras de Moisés parecem se contradizer. No entanto, ele está indicando a diferença entre ter medo de Deus e temer ao Senhor; são coisas distintas. Alguém que tenha medo de Deus tem algo a esconder (lembre-se do que Adão fez quando desobedeceu no Jardim; ele se escondeu da presença do Senhor). Por outro lado, alguém que teme ao Senhor tem medo de estar longe dele (foge da desobediência).


Temer ao Senhor é honrá-lo, estimá-lo, valorizá-lo, respeitá-lo e reverenciá-lo acima de qualquer coisa e de qualquer pessoa. É amar o que Ele ama e odiar o que Ele odeia. O que é importante para Ele é importante para nós; o que não importa para Ele não importa para nós. Quando o tememos, trememos diante da Sua Palavra, o que significa obedecer-lhe imediatamente – quando não faz sentido, quando dói, quando não vemos os benefícios – e fazermos tudo para o cumprimento da Sua vontade. Desse modo, podemos dizer que sim, a manifestação do temor do Senhor é a obediência a Sua Palavra, aos Seus caminhos, às Suas leis.


As Escrituras nos dizem que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, ou – podemos colocar assim – é o fundamento da sabedoria. A sabedoria, que discutiremos com mais detalhes nos próximos capítulos, é o conhecimento e a capacidade de fazer escolhas certas no tempo oportuno. Aqueles que fazem escolhas erradas sob pressão têm falta de sabedoria, e a fonte da sabedoria é o temor do Senhor.


As escrituras nos dizem que nossas vidas podem ser comparadas à construção de casas; em primeiro lugar, vem o fundamento, depois, levantamos a estrutura. Lemos: “Com a sabedoria edifica-se a casa” (Pv 24.3). Se ao edificarmos nossas vidas formos capazes de fazer escolhas certas, então construiremos uma vida saudável que se apresentará com confiança diante do Trono do Julgamento. O princípio ou o fundamento desta sabedoria é o temor do Senhor.


John Bevere – Movidos pela Eternidade p. 136, 137.


sábado, 5 de novembro de 2022

#preço a ser pago?

  

Muitos abraçam o evangelho pensando apenas naquilo que podem lucrar com sua decisão. Infelizmente, a negligência da igreja começa a partir da nossa própria pregação e ensino, em nossa apresentação do cristianismo, que tem se tornado, cada vez mais focada nos benefícios que as pessoas podem ter – em detrimento do preço que elas terão de pagar.

 

Preço? Você falou em preço a ser pago na vida cristã?

 

Eu não, quem falou foi Jesus! Ele é quem disse que temos que calcular o custo antes de começar a carreira cristã.

 

O conflito que esse conceito gera se deriva de uma visão incompleta dos princípios bíblicos. Ultimamente tenho ouvido muita gente afirmar que “quem entende a graça sabe que não há lugar para esforço na vida cristã”. O problema dos que fazem tal afirmação é que estão apenas com parte da verdade, não estão enxergando o quadro todo.

 

Quando chegamos a Cristo, recebemos uma salvação que é pela fé, e não por obras (Ef 2.8-9). Não há mérito algum em nós e nada que possamos fazer que nos qualifique a receber a salvação como se ela fosse algum tipo de recompensa. Isso é mais do que óbvio, e ninguém questiona essa verdade. Porém, uma coisa é dizer que nossos esforços não nos fazem merecedores – o que é fato – e outra é dizer que eles não são necessários e que não podem, em hipótese alguma, interagir com a graça. O próprio Cristo afirmou: ESFORCEM-SE para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão (Lc 13.24, NVI – grifo do autor). Se não há necessidade de esforço, por que Jesus exigiria isso de nós?

 

A graça não é uma obra unilateral da parte de Deus. O acesso à graça é por meio da fé (Rm). Se eu não crer, não acesso os depósitos da graça. Portanto, a graça não apenas age em nossa vida; ela reage ao nosso comportamento de fé. E essa fé não se expressa somente por meio de palavras (Rm 10.9, 10), mas também por meio de obras (Tg 2.17, 18).

 

As recomendações bíblicas sobre diligência, dedicação e esforço são abundantes no Novo Testamento. Embora elas não nos façam merecedores de Deus ou de seu reino, não significa em absoluto, que Deus e seu reino não mereçam nossa diligência, esforço e dedicação. Observe a instrução do apóstolo Pedro: Por isso mesmo, vós, reunindo TODA A VOSSA DILIGÊNCIA […]. Por isso, irmãos, procurai, COM DILIGÊNCIA CADA VEZ MAIOR,  confirmar a vossa vocação e eleição; portanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum (1Pe 1.10 – grifo do autor).


- Luciano Subirá - Até que nada mais importe. p. 37 -




sábado, 15 de outubro de 2022

#Cristo é o salvador?

 

Sabemos que essa provisão salvadora nos é oferecida pela graça e se recebe mediante a fé (Ef, 2.8, 9). Mas é importante ressaltar que a fé tem uma confissão – uma declaração verbal: Se, com a tua boca, CONFESSARES JESUS COMO SENHOR e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação (Rm 10.9, 10 – grifo do autor).

Portanto, além de crer com o coração, é necessário confessar com a boca a fim de receber a salvação. E aí surge outra questão: confessar o quê? A igreja moderna passou a pregar que precisamos confessar Jesus como Salvador. Mas não isso que a Palavra de Deus diz. Ela diz que temos de confessar Jesus como Senhor!

Mas Cristo não é o nosso Salvador?

Sim, mas esse não é o objeto da nossa confissão; é o resultado.

A palavra “senhor” é fraca em nossa língua e cultura, mas na língua e cultura dos tempos bíblicos, não. Era uma palavra que expressava algo maior do que costumamos mensurar hoje em dia. A palavra grega traduzida por senhor no Novo Testamento é kurios, e de acordo com o léxico de Strong, significa: “aquele a quem uma pessoa ou coisa pertence, sobre o qual ele tem o poder de decisão; mestre, senhor; o que possui e dispõe de algo; proprietário; alguém que tem o controle da pessoa”. E, em relação aos governantes, poderia significar: “soberano, príncipe, chefe, o imperador romano”. Resumindo, era “um título de honra, que expressa respeito e reverência e com o qual servos tratavam seus senhores”.

Era esse o significado da palavra “senhor”. Quando um escravo se dirigia ao seu amo, seu dono, o chamava de senhor. Era o reconhecimento de que ele nada era ou possuía; que em tudo ele era propriedade de seu senhor. Depois de entender isso, precisamos entender por que a Bíblia nos manda confessar Jesus como Senhor (com esse significado). Por trás dessa confissão é que se encontra a resposta de por que o reino de Deus custa tudo o que temos.

O ato redentor de compra realizado por Jesus requer uma apropriação de fé e uma confissão que reconhece, que torna legítimo o ato de compra. Ao confessar que Jesus é o Senhor, estamos reconhecendo o direito que ele tem de ser nosso dono e a consequente condição de sermos sua propriedade. No momento em que nos curvamos ao senhorio de Cristo e o reconhecemos como nosso dono, estamos “desistindo” de possuir qualquer coisa ou mesmo de ser senhores de nós mesmos.

A única forma de entrar no reino de Deus é mediante esse reconhecimento. Portanto, não há duas opções de cristianismo; uma em que você entrega o que quer e quando quer e outra, mais abnegada, em que você entrega tudo. Só existe a última! E mais uma vez enfatizo: Deus não precisa ser Senhor sobre nossa vida e não necessita de nós como seus servos. Nós é que necessitamos estar debaixo de seu senhorio e da sua vontade!

Quando mudarmos a forma de olhar para esse Deus maravilhoso, sem questionar o que pode parecer um alto padrão de exigência, reconhecendo o seu caráter inquestionável e nos dispondo a viver a mais profunda rendição e busca, tudo será diferente.

 

Luciano Subirá - Até que nada mais importe.

 P, 40 e 41.



sábado, 6 de agosto de 2022

# por que Não?

 

Não sou de esquerda porque essa posição ideológica é baseada em três crenças equivocadas: a de que totalitarismo produz liberdade, a de que a distribuição da riqueza é mais importante que sua criação, e a de que o Estado deve dirigir nossas vidas nos mínimos detalhes.


Essas crenças são a base do comunismo e do socialismo, que são a mesma coisa: sistemas filosóficos, morais e políticos mórbidos, usados por psicopatas e aventureiros para transformar o ser humano em um farrapo corroído por fome, miséria e degradação.

Esse é o resumo breve do que é “esquerda”. Faltou dizer que a esquerda sempre contou com o apoio dos intelectuais e, por isso, tem um marketing incomparável: foi assim que uma ideologia totalitária, violenta e empobrecedora se tornou promotora da “justiça social” (seja lá o que for isso) e ganhou o apelido de “progressista”.

Quando as revoluções sangrentas saíram de moda, a esquerda abraçou as bandeiras das minorias, do feminismo e da ecologia para se manter no poder. Percebam a ironia de ter esquerdistas liderando movimentos feministas, antirracistas e ecológicos: basta contar quantos negros já foram presidentes de Cuba ou Venezuela, quantas mulheres já foram chefes do Partido Comunista Russo ou Chinês, ou lembrar do desastre ambiental da China e da usina nuclear russa de Chernobyl.

No ano passado os Estados Unidos foram paralisados pelos protestos contra a morte de George Floyd. Em qualquer país comunista, você jamais teria ouvido falar do George Floyd; ele teria sumido rápida e completamente, e toda sua família e amigos teriam sido internados em algum campo de “reeducação”.

Todo os regimes comunistas da história foram ditaduras. NÃO HÁ UMA ÚNICA EXCEÇÃO. Opositores são perseguidos, presos, torturados e mortos. Os países são cercados de muros para que ninguém escape.

Apesar disso, o comunismo ainda é apresentado como o regime da solidariedade e do amor, onde “cada um dá o que pode e recebe o que precisa”. O comunismo é um remédio que mata 100% dos doentes, mas que continua sendo vendido até para crianças. “Pode confiar”, diz o fabricante. “Da próxima vez vai dar certo”.

Essa mentira assombrosa é divulgada nas artes plásticas, na literatura, na arquitetura, no teatro, no cinema e na TV como verdade.

Livros escolares usados por nossos filhos plantam, em suas mentes imaturas, uma ideia que significará, para muitos, uma vida de frustração, revolta vazia, vício e pobreza.

Escolas de direito doutrinam futuros juízes, promotores e defensores públicos no ódio ao capitalismo e à prosperidade, e na promoção de um Estado intervencionista, autoritário e onipresente.

O esquerdismo, socialismo ou “progressismo” é isso: um equívoco moral e lógico, um instrumento de violência e opressão, e uma armadilha emocional e intelectual, glamourizada, divulgada e promovida pelos segmentos mais influentes e charmosos da sociedade.

Quem paga o preço disso são os que não podem se informar ou se defender.

Como disse Theodore Dalrymple, “os pobres colhem o que os intelectuais semeiam”.




sábado, 30 de julho de 2022

#dor e angústia


Ainda que eu passe por angústias, tu me preservas a vida da ira dos meus inimigos. (Sl 138.7)


Em nenhum momento, Deus promete isentar-nos da dor, do imprevisto, da angústia nem da morte. Em nenhuma passagem das Escrituras, encontramos fundamento para esperar uma existência sem sofrimento. Ao contrário, a Palavra de Deus nos faz saber dos percalços da vida. O primeiro aviso foi dado ao primeiro ser humano logo após a queda porque foi ela que tornou viável o sofrimento: “Maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida” (Gn 3.17). O outro solene aviso foi dado por Jesus: “Neste mundo vocês terão aflições” (Jo 16.33). O que Deus promete é estar conosco em todos os momentos, principalmente nos períodos de dor.


Certo disso, o salmista abre-se diante de Deus: “Ainda que eu passe por angústias, tu me preservas a vida da ira dos meus inimigos; estendes a tua mão direita e me livras” (Sl 138.7).


Ele já havia mostrado essa certeza e essa confiança em situações ainda mais dramáticas: “Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo” (Sl 23.4).


O salmista repousa não na promessa jamais feita de ausência de sofrimento, mas na promessa sempre repetida da presença do Senhor em meio ao sofrimento: “O Senhor está comigo, não temerei” (Sl 118.6).


Não se pode esperar o que Deus nunca promete. É preciso tomar todo o cuidado com a interpretação de suas promessas. Os dois caminhantes de Emaús esperavam a redenção política de Israel e não a redenção da culpa do pecado (Lc 24.20,21). No que diz respeito ao sofrimento, a promessa de Deus é clara: “Na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra” (Sl 91.15)




sábado, 2 de abril de 2022

essência

Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. (Filipenses 3.7-8)


É incrível como muitas pessoas pensam que a essência do cristianismo é crer no credo, viver uma vida reta ou ir à igreja. Todas essas coisas são impor­tantes, mas não representam a centralidade de Cristo. Essas pessoas precisam ler a Carta de Paulo aos Filipenses, especialmente o capítulo 1, versículo 21, que diz: “Para mim, o viver é Cristo”.

O apóstolo amplia essa afirmação no capítulo 3, onde ele faz uma espécie de levantamento de perdas e lucros. De um lado, ele coloca tudo que lhe vem à mente e que poderia ser considerado como lucro – sua descendência, linhagem e educação; sua cultura hebraica; seu zelo religioso e sua justiça legalista. Do outro, ele coloca apenas uma palavra: Cristo. Depois de pesar tudo cuidadosamente, ele conclui: “Todas as outras coisas são insignificantes comparadas ao ganho inestimável de conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor” (v.8 NVT). “Conhecer a Cristo” é a reivindicação de um relacionamento pessoal com Cristo que ocorre repetidas vezes no Novo Testamento.

A seguir, o apóstolo continua: “Por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo” (v. 8). Aqui, ele compara Cristo a um tesouro que alguém pode “ganhar”.

Paulo também escreve sobre “ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé” (v. 9). Precisamos esclarecer esse versículo complexo. Deus é justo. Portanto, é lógico concluir que para entrarmos em sua presença devemos ser justos também. Só há duas maneiras possíveis de fazer isso. Uma é estabelecer a nossa própria justificação por meio da obediência à lei, o que é impossível. A outra é aceitar a justificação como um dom de Cristo, que morreu por nós, se confiarmos nele.

Assim, quanto à salvação, nós nos gloriamos em Cristo Jesus e não confiamos em nós mesmos. Cristianismo é Cristo – é conhecer a Cristo, ganhar a Cristo e confiar nele.

Para saber mais: Filipenses 3.3-11


sábado, 5 de março de 2022

Como saberíamos?

 

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra “ (2 Tm 3.16, 17).

Cremos na inspiração plenária da Bíblia. Deus fala com os homens pela Palavra. Ele fala conosco pelo Filho. Mas sem a palavra escrita como saberíamos que o Verbo (ou Palavra) se fez carne? Ele fala conosco pelo Espírito, mas o Espírito usa a Palavra escrita como veículo de revelação, pois Ele é o verdadeiro Autor das Santas Escrituras. O que o Espírito revela está de acordo com a Palavra.

A fé cristã deriva da Bíblia. Esta é o fundamento da fé, da salvação e da santificação. É o guia do caráter e conduta cristãos. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).


G. B. Williamson

Comentário Bíblico Beacon



sábado, 25 de dezembro de 2021

peso

 Supor que o cristianismo nasceu em um mundo ignorante, crédulo e pré-científico é simplesmente incorreto diante dos fatos. O mundo antigo conhecia as leis da natureza tão bem quanto nós, e sabia que cadáveres não se levantavam dos túmulos. O cristianismo conquistou a confiança em virtude do enorme peso das evidências de que um homem tinha realmente ressuscitado dos mortos.


John Lennox

A ciência pode explicar tudo?



sábado, 16 de outubro de 2021

ópio do povo

 O marxismo adotou essa posição freudiana de que a religião é o ópio do povo. Contudo, aqueles que experimentaram as repressões da vida sob os estados totalitários marxistas compreenderam o lado oposto da argumentação. Czeslaw Milosz, polonês que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, escreveu:

 

O verdadeiro ópio do povo é a crença no nada depois da morte - o enorme - o enorme consolo de pensar que, por nossas traições, ganância, covardia, assassinatos, não seremos julgados.
 

 


A ciência pode explicar tudo?

John Lennox


sábado, 15 de fevereiro de 2020

#reencarnação

Uma das maiores ofensas para o orgulho humano é a salvação pela graça. Descobrir que não existe nenhum meio de se redimir e ser obrigado a confiar na misericórdia de alguém constitui uma ofensa para o orgulho humano. É mais cômodo para o homem procurar um meio para pagar pelas suas ofensas e pecados do que receber alguma coisa de graça. Por isso, a teoria da reencarnação tem um apelo tremendo ao orgulho humano. O apelo do espiritismo está na sua aparência "racional", dando oportunidade ao homem pagar pelos seus erros e se autorredimir, fornecendo ainda uma aparente explicação ao problema do sofrimento e da injustiça.

É triste ver o ser humano satisfazendo-se com a explanação barata de que se está, nesta vida, pagando pelas falhas e pecados do passado (de gerações anteriores) através do sofrimento; ou, através de uma boa vida, desfrutando de prêmios pelas virtudes da reencarnação anterior.

Ainda que seja aparentemente "racional" e muito antiga, a doutrina da reencarnação é uma das maiores ilusões e mentiras do diabo. Ela é frontalmente contrária ao que Deus preparou para o ser humano: ela invalida totalmente o que Deus proveu aos homens, através de Cristo. A teoria da reencarnação despreza e nulifica totalmente o que Deus fez na cruz do Calvário, através de Jesus Cristo. A verdade central da Bíblia, a encarnação do próprio Deus na forma humana, sua morte expiatória e ressurreição, é esquecida. Essa doutrina Nega totalmente a revelação em Cristo Jesus.


Neusa Itioka.



sábado, 16 de novembro de 2019

Deixem que eu lhes ensine...


Corrigindo nossas ideias por meio do discipulado.

Eis, então, um exemplo de uma grande ideia de Jesus: "Arrependam-se, pois o reino dos céus está próximo" (Mt 4.17). O tempo está completo. O reino dos céus está exatamente aqui. Foi isso que Jesus pregou. Ele pregou a disponibilidade imediata do reino dos céus para qualquer um que voltasse e caminhasse para dentro dele. Pregou o discipulado como sendo a maior oportunidade que um ser humano pode um dia vir a ter. Pregou o discipulado porque essa é a forma de corrigir nossas ideias.


O problema aqui é que a palavra discípulo passou a significar muito pouco. Você se beneficiaria se relesse sua Bíblia e inscrevesse a palavra estudante ou aprendiz em todos os pontos em que encontrasse a palavra discípulo, pois um discípulo é um estudante, um aluno, um aprendiz. Jesus diz: "Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso". Conhece o versículo seguinte? "Tomem sobre vocês o meu jugo. Deixem que eu lhes ensine, pois sou manso e humilde de coração, e encontrarão descanso para a alma" (Mt 11.28-29). Esse é um relacionamento de aprendizagem.


Pois bem. Há muita confusão acerca do discipulado em nossa época. Há muitos ensinamentos sugerindo que é possível ser um cristão sem ser um discípulo. [...] Essa é uma questão sobre a qual você precisa refletir toda a vida. É necessário responder com clareza mental às seguintes perguntas? "Sou um discípulo de Jesus Cristo? Sou um aprendiz de Jesus Cristo?". O evangelho é isso. Essas ideias terão um efeito fantástico no mapa de sua mente.


Dallas Willard



sábado, 22 de junho de 2019

O liberalismo teológico não é cristianismo - II

2. O liberalismo moderno não é cristianismo porque possui características imanentistas que excluem a crença no Deus transcendente e pessoal:



A religião cristã lida com o paradoxo do Deus transcendental e imanente que coexiste perfeitamente com suas criaturas. Trata-se de uma questão ontológica, quando o Criador deve ser pessoal e, portanto, real (enquanto a criatura apenas existe).

A identificação de Deus para com o mundo se dá num livre ato de vontade e não de necessidade. Mas, ao criar, Ele necessariamente deve ser imanente aos seres criador, pois estes não tem razão de ser em si mesmos caso esse se retire. As Escrituras asseguram que no ato de criar, Deus mantém suas “propriedades” eternas como sempre foram, embora mantenha relações para com as coisas criadas, fora de si mesmo. Sem esta relação, os ‘entes’ não teriam permanência. Trata-se de uma relação de dependência do criado e não do Criador.

É por isto que a noção de paternidade universal é para os teólogos liberais uma das melhores maneiras de garantir a ligação entre Criador e criatura. Nela, ambos comungam duma mesma natureza, fazendo com que a religião assuma um papel, sobretudo, empírico ou “sentimental”. Todavia, “deve-se observar que, se a religião consistisse somente de sentimentos da presença de Deus, ela seria destituída de qualquer qualidade moral. O puro sentimento, se é que existe tal coisa, é não moral”.25 Não pode ser concebida na Religião a ideia do Transcendente e do Imanente sem que se formule um conceito ou um dogma sobre Deus.
[…] Faz toda a diferença o que pensamos sobre Deus; o conhecimento de Deus é a base da religião. […] No liberalismo moderno, por outro lado, essa distinção tão aguda entre Deus e o mundo é totalmente destruída, e o nome “Deus” é aplicado no próprio processo natural. Encontramo-nos em meio a um grande processo que se manifesta naquilo que é extremamente pequeno e naquilo que é extraordinariamente grande […]. A esse processo natural do qual nós fazemos parte, aplicamos o temível nome ‘Deus’. Dessa forma, portanto, Deus não é uma pessoa distinta de nós; pelo contrário, nossa vida é uma parte da vida dele. […] O liberalismo moderno possui características panteísta, mesmo não sendo consistentemente panteísta. Sua tendência é se desfazer, em todos os lugares, da separação existente entre Deus e o mundo, e da precisa distinção entre Deus e o homem.26


https://teologiabrasileira.com.br/o-liberalismo-teologico-nao-e-cristianismo-a-proposicao-de-j-g-machen-contra-a-teologia-liberal/





sábado, 15 de junho de 2019

O liberalismo teológico não é cristianismo


1. O liberalismo teológico não é cristianismo porque é inconsistente per si e/ou ilógico

J. G. Machen procura associar a busca do conhecimento com a religião. Se a ressurreição de Cristo tem alguma possibilidade de ser um fato (histórico), então, a razão que lida com ele, e dele depende, não pode ser desprezada pela fé. Esta ideia denuncia o erro do liberalismo moderno, uma vez que, manifesta a impossibilidade de a razão provar a fé. Não é plausível afirmar que a razão seja capaz de inferir a essência da religião. Assim, acreditar que se deve buscar pela essência religiosa no homem mediante manifestações empíricas paralelas à Bíblia, significa que o liberalismo está “somente rejeitando um sistema teológico e o trocando por outro”.22
A questão é lógica, pois, se ela versa sobre o fundamento da religião, todas as crenças são igualmente verdadeiras. Porém, “se todas as crenças são igualmente verdadeiras, e algumas delas contradizem as outras, então todas são igualmente falsas, ou pelo menos incertas”.23  
Tome-se, por exemplo, o Jesus Histórico. Este não pode ser sobrenatural, caso contrário, não seria histórico. Seria necessário que o Novo Testamento apresentasse o evento histórico separado das narrativas dos milagres. Mas, honestamente, o leitor sabe que tal separação (daquele evento histórico dos milagres a ele associados) desfaz o entendimento da própria narrativa em si mesma. O “cerne da trama” se desmancha e o próprio Jesus histórico torna-se alienado numa narrativa onde a referência a si mesmo não é distinguível. 24