sábado, 25 de maio de 2024
#definição
sábado, 11 de maio de 2024
#eu te darei
quarta-feira, 26 de abril de 2023
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
sábado, 18 de fevereiro de 2023
#a fim de que não pequeis
Jamais me esquecerei da vez em que visitei um evangelista famoso que estava cumprindo o último ano de sua sentença de cinco anos na prisão. O caso dele havia se tornado mundialmente conhecido e trouxe muitas acusações contra o reino. No entanto, no seu primeiro ano de detenção, ele teve um encontro real com o Senhor. Ao visitá-lo quatro anos depois, uma das primeiras coisas que ele me disse foi: “John, esta prisão não foi o juízo de Deus sobre minha vida, mas foi a Sua misericórdia. Se eu tivesse continuado a viver do jeito que estava vivendo, teria terminado no inferno por toda a eternidade”.
Ele agora havia conquistado minha atenção. Eu sabia que estava falando com um homem de Deus quebrantado, um verdadeiro servo de Cristo. Sei que ele havia iniciado no ministério muito apaixonado por Jesus. Seu entusiasmo era evidente. Eu me perguntava como ele havia terminado tão distante do Senhor quando ainda estava no auge do seu ministério.
Então perguntei a ele: “Quando você deixou de ser apaixonado por Jesus?”
Ele olhou pra mim e respondeu sem hesitar: “Isso nunca aconteceu!”
Muito desconcertado, respondi: “Mas, e quanto a violação de correspondência e ao adultério que você cometeu nos últimos sete anos, que são o motivo da sua prisão?”
Ele disse: “John, eu amava a Jesus durante todo aquele tempo, mas Ele não era a autoridade suprema em minha vida” (Ele não temia a Deus). Então ele disse algo que me paralisou: “John, há milhões de cristãos americanos como eu. Eles chamam Jesus de Salvador e o amam, mas não o temem como seu Senhor supremo”.
Àquela altura, uma luz se acendeu dentro de mim. Percebi que podemos amar a Jesus, mas que apenas isto não nos impedirá de nos afastarmos dele. Temos de temer a Deus também. Lembre-se das palavras de Moisés: “Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis” (Ex 20.20). É o temor do Senhor que nos dá poder para permanecermos, e não nos desviarmos de nossa obediência a Deus, como fizeram Lúcifer, um terço dos anjos, Adão, e os muitos na igreja que apostatarão nestes últimos dias.
John Bevere – Movidos pela Eternidade p. 138, 139.
sábado, 11 de fevereiro de 2023
#o q é?
O temor do Senhor
O que é temer ao Senhor? É Termos medo dele? De jeito nenhum, pois como podemos ter intimidade com o Senhor (que é o seu desejo sincero) se ficarmos amedrontados diante dele? Deus veio para revelar-se a Israel, para ter comunhão com eles como tinha com Moisés, mas todos recuaram e recusaram-se a se aproximar. Moisés disse ao povo:
“Não temais, Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis”. (Ex 20.20).
As palavras de Moisés parecem se contradizer. No entanto, ele está indicando a diferença entre ter medo de Deus e temer ao Senhor; são coisas distintas. Alguém que tenha medo de Deus tem algo a esconder (lembre-se do que Adão fez quando desobedeceu no Jardim; ele se escondeu da presença do Senhor). Por outro lado, alguém que teme ao Senhor tem medo de estar longe dele (foge da desobediência).
Temer ao Senhor é honrá-lo, estimá-lo, valorizá-lo, respeitá-lo e reverenciá-lo acima de qualquer coisa e de qualquer pessoa. É amar o que Ele ama e odiar o que Ele odeia. O que é importante para Ele é importante para nós; o que não importa para Ele não importa para nós. Quando o tememos, trememos diante da Sua Palavra, o que significa obedecer-lhe imediatamente – quando não faz sentido, quando dói, quando não vemos os benefícios – e fazermos tudo para o cumprimento da Sua vontade. Desse modo, podemos dizer que sim, a manifestação do temor do Senhor é a obediência a Sua Palavra, aos Seus caminhos, às Suas leis.
As Escrituras nos dizem que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, ou – podemos colocar assim – é o fundamento da sabedoria. A sabedoria, que discutiremos com mais detalhes nos próximos capítulos, é o conhecimento e a capacidade de fazer escolhas certas no tempo oportuno. Aqueles que fazem escolhas erradas sob pressão têm falta de sabedoria, e a fonte da sabedoria é o temor do Senhor.
As escrituras nos dizem que nossas vidas podem ser comparadas à construção de casas; em primeiro lugar, vem o fundamento, depois, levantamos a estrutura. Lemos: “Com a sabedoria edifica-se a casa” (Pv 24.3). Se ao edificarmos nossas vidas formos capazes de fazer escolhas certas, então construiremos uma vida saudável que se apresentará com confiança diante do Trono do Julgamento. O princípio ou o fundamento desta sabedoria é o temor do Senhor.
John Bevere – Movidos pela Eternidade p. 136, 137.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
sábado, 5 de novembro de 2022
#preço a ser pago?
Muitos
abraçam o evangelho pensando apenas naquilo que podem lucrar com sua decisão.
Infelizmente, a negligência da igreja começa a partir da nossa própria pregação
e ensino, em nossa apresentação do cristianismo, que tem se tornado, cada vez
mais focada nos benefícios que as pessoas podem ter – em detrimento do preço
que elas terão de pagar.
Preço?
Você falou em preço a ser pago na vida cristã?
Eu
não, quem falou foi Jesus! Ele é quem disse que temos que calcular o custo
antes de começar a carreira cristã.
O
conflito que esse conceito gera se deriva de uma visão incompleta dos
princípios bíblicos. Ultimamente tenho ouvido muita gente afirmar que “quem
entende a graça sabe que não há lugar para esforço na vida cristã”. O problema
dos que fazem tal afirmação é que estão apenas com parte da verdade, não estão
enxergando o quadro todo.
Quando
chegamos a Cristo, recebemos uma salvação que é pela fé, e não por obras (Ef
2.8-9). Não há mérito algum em nós e nada que possamos fazer que nos qualifique
a receber a salvação como se ela fosse algum tipo de recompensa. Isso é mais do
que óbvio, e ninguém questiona essa verdade. Porém, uma coisa é dizer que
nossos esforços não nos fazem merecedores – o que é fato – e outra é dizer que
eles não são necessários e que não podem, em hipótese alguma, interagir com a
graça. O próprio Cristo afirmou: ESFORCEM-SE para entrar pela porta
estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão
(Lc 13.24, NVI – grifo do autor). Se não há necessidade de esforço, por que
Jesus exigiria isso de nós?
A
graça não é uma obra unilateral da parte de Deus. O acesso à graça é por meio
da fé (Rm). Se eu não crer, não acesso os depósitos da graça. Portanto, a graça
não apenas age em nossa vida; ela reage ao nosso comportamento de fé. E essa fé
não se expressa somente por meio de palavras (Rm 10.9, 10), mas também por meio
de obras (Tg 2.17, 18).
As
recomendações bíblicas sobre diligência, dedicação e esforço são abundantes no
Novo Testamento. Embora elas não nos façam merecedores de Deus ou de seu reino,
não significa em absoluto, que Deus e seu reino não mereçam nossa diligência,
esforço e dedicação. Observe a instrução do apóstolo Pedro: Por isso mesmo,
vós, reunindo TODA A VOSSA DILIGÊNCIA […]. Por isso, irmãos, procurai, COM
DILIGÊNCIA CADA VEZ MAIOR, confirmar a
vossa vocação e eleição; portanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo
algum (1Pe 1.10 – grifo do autor).
- Luciano Subirá - Até que nada mais importe. p. 37 -
sábado, 15 de outubro de 2022
#Cristo é o salvador?
Sabemos que essa provisão salvadora nos é oferecida pela graça e se recebe mediante a fé (Ef, 2.8, 9). Mas é importante ressaltar que a fé tem uma confissão – uma declaração verbal: Se, com a tua boca, CONFESSARES JESUS COMO SENHOR e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação (Rm 10.9, 10 – grifo do autor).
Portanto, além de crer com o
coração, é necessário confessar com a boca a fim de receber a salvação. E aí
surge outra questão: confessar o quê? A igreja moderna passou a pregar que
precisamos confessar Jesus como Salvador.
Mas não isso que a Palavra de Deus diz. Ela diz que temos de confessar Jesus
como Senhor!
Mas Cristo não é o nosso
Salvador?
Sim, mas esse não é o objeto
da nossa confissão; é o resultado.
A palavra “senhor” é fraca em
nossa língua e cultura, mas na língua e cultura dos tempos bíblicos, não. Era
uma palavra que expressava algo maior do que costumamos mensurar hoje em dia. A
palavra grega traduzida por senhor no
Novo Testamento é kurios, e de acordo
com o léxico de Strong, significa: “aquele a quem uma pessoa ou coisa pertence,
sobre o qual ele tem o poder de decisão; mestre, senhor; o que possui e dispõe
de algo; proprietário; alguém que tem o controle da pessoa”. E, em relação aos
governantes, poderia significar: “soberano, príncipe, chefe, o imperador
romano”. Resumindo, era “um título de honra, que expressa respeito e reverência
e com o qual servos tratavam seus senhores”.
Era esse o significado da
palavra “senhor”. Quando um escravo se dirigia ao seu amo, seu dono, o chamava
de senhor. Era o reconhecimento de que ele nada era ou possuía; que em tudo ele
era propriedade de seu senhor. Depois de entender isso, precisamos entender por
que a Bíblia nos manda confessar Jesus como Senhor (com esse significado). Por
trás dessa confissão é que se encontra a resposta de por que o reino de Deus
custa tudo o que temos.
O ato redentor de compra
realizado por Jesus requer uma apropriação de fé e uma confissão que reconhece,
que torna legítimo o ato de compra. Ao confessar que Jesus é o Senhor, estamos
reconhecendo o direito que ele tem de ser nosso dono e a consequente condição
de sermos sua propriedade. No momento em que nos curvamos ao senhorio de Cristo
e o reconhecemos como nosso dono, estamos “desistindo” de possuir qualquer
coisa ou mesmo de ser senhores de nós mesmos.
A única forma de entrar no
reino de Deus é mediante esse reconhecimento. Portanto, não há duas opções de
cristianismo; uma em que você entrega o que quer e quando quer e outra, mais
abnegada, em que você entrega tudo. Só existe a última! E mais uma vez
enfatizo: Deus não precisa ser Senhor sobre nossa vida e não necessita de nós
como seus servos. Nós é que necessitamos estar debaixo de seu senhorio e da sua
vontade!
Quando mudarmos a forma de
olhar para esse Deus maravilhoso, sem questionar o que pode parecer um alto
padrão de exigência, reconhecendo o seu caráter inquestionável e nos dispondo a
viver a mais profunda rendição e busca, tudo será diferente.
Luciano Subirá -
P, 40 e 41.
sábado, 6 de agosto de 2022
# por que Não?
Não sou de esquerda porque essa posição ideológica é baseada em três crenças equivocadas: a de que totalitarismo produz liberdade, a de que a distribuição da riqueza é mais importante que sua criação, e a de que o Estado deve dirigir nossas vidas nos mínimos detalhes.
sábado, 30 de julho de 2022
#dor e angústia
Ainda que eu passe por angústias, tu me preservas a vida da ira dos meus inimigos. (Sl 138.7)
Em
nenhum momento, Deus promete isentar-nos da dor, do imprevisto, da
angústia nem da morte. Em nenhuma passagem das Escrituras,
encontramos fundamento para esperar uma existência sem sofrimento.
Ao contrário, a Palavra de Deus nos faz saber dos percalços da
vida. O primeiro aviso foi dado ao primeiro ser humano logo após a
queda porque foi ela que tornou viável o sofrimento: “Maldita é a
terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos
os dias da sua vida” (Gn 3.17). O outro solene aviso foi dado por
Jesus: “Neste mundo vocês terão aflições” (Jo 16.33). O que
Deus promete é estar conosco em todos os momentos, principalmente
nos períodos de dor.
Certo
disso, o salmista abre-se diante de Deus: “Ainda que eu passe por
angústias, tu me preservas a vida da ira dos meus inimigos; estendes
a tua mão direita e me livras” (Sl 138.7).
Ele
já havia mostrado essa certeza e essa confiança em situações
ainda mais dramáticas: “Mesmo quando eu andar por um vale de
trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo”
(Sl 23.4).
O
salmista repousa não na promessa jamais feita de ausência de
sofrimento, mas na promessa sempre repetida da presença do Senhor em
meio ao sofrimento: “O Senhor está comigo, não temerei” (Sl
118.6).
Não
se pode esperar o que Deus nunca promete. É preciso tomar todo o
cuidado com a interpretação de suas promessas. Os dois caminhantes
de Emaús esperavam a redenção política de Israel e não a
redenção da culpa do pecado (Lc 24.20,21). No que diz respeito ao
sofrimento, a promessa de Deus é clara: “Na adversidade estarei
com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra” (Sl 91.15)
sábado, 14 de maio de 2022
sábado, 2 de abril de 2022
essência
Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. (Filipenses 3.7-8)
sábado, 5 de março de 2022
Como saberíamos?
“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra “ (2 Tm 3.16, 17).
Cremos na inspiração plenária da Bíblia. Deus fala com os homens pela Palavra. Ele fala conosco pelo Filho. Mas sem a palavra escrita como saberíamos que o Verbo (ou Palavra) se fez carne? Ele fala conosco pelo Espírito, mas o Espírito usa a Palavra escrita como veículo de revelação, pois Ele é o verdadeiro Autor das Santas Escrituras. O que o Espírito revela está de acordo com a Palavra.
A fé cristã deriva da Bíblia. Esta é o fundamento da fé, da salvação e da santificação. É o guia do caráter e conduta cristãos. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).
G. B. Williamson
Comentário Bíblico Beacon
sábado, 25 de dezembro de 2021
peso
Supor que o cristianismo nasceu em um mundo ignorante, crédulo e pré-científico é simplesmente incorreto diante dos fatos. O mundo antigo conhecia as leis da natureza tão bem quanto nós, e sabia que cadáveres não se levantavam dos túmulos. O cristianismo conquistou a confiança em virtude do enorme peso das evidências de que um homem tinha realmente ressuscitado dos mortos.
John Lennox
A ciência pode explicar tudo?
sábado, 16 de outubro de 2021
ópio do povo
O marxismo adotou essa posição freudiana de que a religião é o ópio do povo. Contudo, aqueles que experimentaram as repressões da vida sob os estados totalitários marxistas compreenderam o lado oposto da argumentação. Czeslaw Milosz, polonês que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, escreveu:
O verdadeiro ópio do povo é a crença no nada depois da morte - o enorme - o enorme consolo de pensar que, por nossas traições, ganância, covardia, assassinatos, não seremos julgados.
A ciência pode explicar tudo?
John Lennox
sábado, 15 de fevereiro de 2020
#reencarnação
Neusa Itioka.
sábado, 16 de novembro de 2019
Deixem que eu lhes ensine...
Eis, então, um exemplo de uma grande ideia de Jesus: "Arrependam-se, pois o reino dos céus está próximo" (Mt 4.17). O tempo está completo. O reino dos céus está exatamente aqui. Foi isso que Jesus pregou. Ele pregou a disponibilidade imediata do reino dos céus para qualquer um que voltasse e caminhasse para dentro dele. Pregou o discipulado como sendo a maior oportunidade que um ser humano pode um dia vir a ter. Pregou o discipulado porque essa é a forma de corrigir nossas ideias.
O problema aqui é que a palavra discípulo passou a significar muito pouco. Você se beneficiaria se relesse sua Bíblia e inscrevesse a palavra estudante ou aprendiz em todos os pontos em que encontrasse a palavra discípulo, pois um discípulo é um estudante, um aluno, um aprendiz. Jesus diz: "Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso". Conhece o versículo seguinte? "Tomem sobre vocês o meu jugo. Deixem que eu lhes ensine, pois sou manso e humilde de coração, e encontrarão descanso para a alma" (Mt 11.28-29). Esse é um relacionamento de aprendizagem.
Pois bem. Há muita confusão acerca do discipulado em nossa época. Há muitos ensinamentos sugerindo que é possível ser um cristão sem ser um discípulo. [...] Essa é uma questão sobre a qual você precisa refletir toda a vida. É necessário responder com clareza mental às seguintes perguntas? "Sou um discípulo de Jesus Cristo? Sou um aprendiz de Jesus Cristo?". O evangelho é isso. Essas ideias terão um efeito fantástico no mapa de sua mente.
sábado, 22 de junho de 2019
O liberalismo teológico não é cristianismo - II
A religião cristã lida com o paradoxo do Deus transcendental e imanente que coexiste perfeitamente com suas criaturas. Trata-se de uma questão ontológica, quando o Criador deve ser pessoal e, portanto, real (enquanto a criatura apenas existe).
A identificação de Deus para com o mundo se dá num livre ato de vontade e não de necessidade. Mas, ao criar, Ele necessariamente deve ser imanente aos seres criador, pois estes não tem razão de ser em si mesmos caso esse se retire. As Escrituras asseguram que no ato de criar, Deus mantém suas “propriedades” eternas como sempre foram, embora mantenha relações para com as coisas criadas, fora de si mesmo. Sem esta relação, os ‘entes’ não teriam permanência. Trata-se de uma relação de dependência do criado e não do Criador.
[…] Faz toda a diferença o que pensamos sobre Deus; o conhecimento de Deus é a base da religião. […] No liberalismo moderno, por outro lado, essa distinção tão aguda entre Deus e o mundo é totalmente destruída, e o nome “Deus” é aplicado no próprio processo natural. Encontramo-nos em meio a um grande processo que se manifesta naquilo que é extremamente pequeno e naquilo que é extraordinariamente grande […]. A esse processo natural do qual nós fazemos parte, aplicamos o temível nome ‘Deus’. Dessa forma, portanto, Deus não é uma pessoa distinta de nós; pelo contrário, nossa vida é uma parte da vida dele. […] O liberalismo moderno possui características panteísta, mesmo não sendo consistentemente panteísta. Sua tendência é se desfazer, em todos os lugares, da separação existente entre Deus e o mundo, e da precisa distinção entre Deus e o homem.26
https://teologiabrasileira.com.br/o-liberalismo-teologico-nao-e-cristianismo-a-proposicao-de-j-g-machen-contra-a-teologia-liberal/
sábado, 15 de junho de 2019
O liberalismo teológico não é cristianismo
J. G. Machen procura associar a busca do conhecimento com a religião. Se a ressurreição de Cristo tem alguma possibilidade de ser um fato (histórico), então, a razão que lida com ele, e dele depende, não pode ser desprezada pela fé. Esta ideia denuncia o erro do liberalismo moderno, uma vez que, manifesta a impossibilidade de a razão provar a fé. Não é plausível afirmar que a razão seja capaz de inferir a essência da religião. Assim, acreditar que se deve buscar pela essência religiosa no homem mediante manifestações empíricas paralelas à Bíblia, significa que o liberalismo está “somente rejeitando um sistema teológico e o trocando por outro”.22



