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sábado, 7 de janeiro de 2023

#é ilusório

 

Evolução: Fato ou Fantasia?

Phillip E. Johnson

 

A evolução seria um fato somente em uma escala muito pequena. É fantasia quando usada para explicar como as plantas e os animais passaram a existir ou como os seres humanos supostamente evoluíram de ancestrais semelhantes a macacos. Podemos resumir a fantasia dizendo que onde a teoria da evolução é verdade, não é muito interessante, e onde é muito interessante, não é verdade.

Se a “evolução” se refere meramente a um processo de variação cíclica em resposta à mudança das condições do ambiente, então a evolução é um fato que pode ser observado, tanto na natureza como em experimentos de laboratório.

Por exemplo, quando um grupo de insetos é borrifado com um produto químico mortal, como DDT, os insetos mais suscetíveis morrem, porém os mais resistentes ao veneno sobrevivem para gerar e deixar descendentes, que herdam os genes que fornecem resistência. Depois de várias gerações de insetos borrifados, toda a população sobrevivente pode constituir a variedade resistente ao DDT, e alguma nova forma de controle de insetos terá de ser aplicada. Essas mudanças, no entanto, não são permanentes, porque os mosquitos resistentes são mais ajustados do que outros somente enquanto o inseticida for aplicado. Quando o ambiente ficar livre do produto químico tóxico, toda a população de insetos tende a reverter ao que era antes.

Um efeito similar explica como uma bactéria que causa doenças se torna resistente a antibióticos, como a penicilina que, então, não será mais tão eficaz no controle de doenças como eram anteriormente.

Quase todos os casos de “evolução em ação” dos livros didáticos ou exibições em museus são similares a esses exemplos. Eles não envolvem nenhum aumento de complexidade ou aparência de novas partes do corpo, nem mesmo uma mudança permanente de nenhum tipo. Variações em pequena escala e reversíveis nas populações deste tipo são normalmente chamadas de microevoluções, embora “variação adaptativa” pudesse ser um termo melhor.

É ilusório descrever as variações adaptativas como “evolução”, porque esse último termo se refere comumente à macroevolução. A macroevolução é a grande história de como a vida supostamente evoluiu, por processos puramente naturais, de origem muito simples, para se tornar em plantas e animais complexos e multicelulares, e até mesmo seres humanos, sem que a participação de Deus seja necessária em qualquer etapa neste processo.

Charles Darwin supôs que a macroevolução era meramente a microevolução estendida por períodos muito longos de tempo. Os livros didáticos de Biologia, os museus e os programas de televisão, ainda ensinam as pessoas a fazer a mesma suposição, de modo que os exemplos da microevolução são usados como uma prova de que os animais complexos, e até mesmo os seres humanos, evoluíram de organismos mais simples por um processo similar.

A principal falha na história da macroevolução é o fato de que todas as plantas e os animais estão cheios de informação – as complicadas instruções que coordenam os muito processos que permitem que o corpo e o cérebro funcionem. Até mesmo Richard Dawkins, o mais famosos defensor da teoria de Darwin, admite que cada célula em um corpo humano contém mais informações do que todos os volumes de uma enciclopédia, e cada um de nós tem trilhões de células no corpo, que tem de trabalhar juntas, em uma maravilhosa harmonia.

A maior fraqueza da teoria da evolução é o fato de que a ciência ainda não descobriu um processo que possa criar toda a informação necessária, que possa ser assemelhada ao programa que opera um computador. Sem esse tipo de processo criativo demonstrado, a evolução é meramente uma história, porque o seu suposto mecanismo não pode ser duplicado em um laboratório, nem observado na natureza. É verdade que existem padrões de similaridade entre as criaturas vivas. Por exemplo, os seres humanos, os macacos, os ratos, os vermes, e até mesmo as plantas têm muitos genes similares. A questão importante não é se existem similaridades entre todos os seres humanos, mas se estas similaridades acontecem por meio de um processo natural, semelhante aos exemplos observáveis da variação adaptativa que encontramos em livros didáticos e exibições de museus.

Um engano que os cristãos sempre cometem, no debate da evolução, é enfrentar muitas questões de uma vez, em lugar de iniciar com o problema mais importante e solucioná-lo em primeiro lugar. Por exemplo, a evolução exige uma escala de tempo de milhões de anos, ao passo que muitas pessoas entendem que a Bíblia admite uma história da Terra de apenas alguns milhares de anos. A escala de tempo evolutiva é discutível, mas discuti-la envolve várias disciplinas científicas complexas, e desvia a atenção do defeito mais importante na teoria da evolução. O único mecanismo que os evolucionistas têm é uma combinação de variação aleatória e seleção natural, ilustrada pela sobrevivência dos insetos que, por acaso, são resistentes a um inseticida. Este mecanismo darwiniano nunca provou ser capaz de criar nova informação genética ou novas partes complexas do corpo, como asas, olhos ou cérebros. Sem um mecanismo que possa ser demonstrado como capaz da criação necessária, a teoria da evolução é apenas uma fantasia, sem bases científicas reais.

A Bíblia ensina: “No princípio, criou Deus”, e “No princípio, era o Verbo”. Uma maneira simples de explicar esse princípio básico é dizer que uma inteligência divina existia antes de qualquer outra coisa, e essa inteligência foi responsável pela origem da vida e pela existência de todas as coisas vivas, incluindo os seres humanos. Não importa quanto tempo pudermos conceder para que a evolução faça a criação necessária, a evidência mostra que o processo nunca teria começado, porque tudo o que a evolução pode fazer é promover variações de pouca importância em organismos que já estão vivos, sem nenhuma modificação na sua classificação básica. Quando a Bíblia diz: “No princípio, criou Deus” (Gn 1.1), ela nos está apresentando um fato, que precisamos conhecer para entender todo o resto, incluindo para que fomos criados e como Deus deseja que vivamos.

A Bíblia também diz que Deus criou os homens e as mulheres à sua imagem. Isso também é um fato. Se não fosse verdade, não haveria ciência, porque nenhuma teoria da evolução pode demonstrar como a inteligência passou a existir, incluindo a inteligência de pessoas mal orientadas, que usam a ciência de maneira equivocada para tentar explicar a criação, sem atribuir nenhuma participação a Deus.

“No princípio, era o Verbo”. A Bíblia diz isso e, se entendida de maneira apropriada, a evidência da ciência a confirma. Quem quer que diga algo diferente estará espalhando fantasia, e não fato.



sábado, 26 de novembro de 2022

#evolução x matemática

 Conforme a teoria evolutiva mais comumente aceita em nossos dias, o único mecanismo para a evolução é a combinação de mutações aleatórias e seleção natural. Mutações são mudanças aleatórias no sistema genético. Seleção natural é considerada pelos evolucionistas como um tipo de peneira, que retém as mutações “benéficas” e ignora as outras.

Uma vez que mudanças aleatórias em sistemas ordenados quase sempre irão decrementar seus níveis de ordem, praticamente todas as mutações são maléficas aos organismos que as experimentam. Entretanto, o evolucionista insiste que cada organismo complexo existente em nosso mundo hoje surgiu devido a um longo processo de acúmulo de mutações benéficas preservadas pela seleção natural. Nunca ninguém efetivamente observou a ocorrência de uma mutação benéfica genuína na natureza (isto é, que adicione informação genética a um código genético existente), e que, ainda, tenha sido preservada pelo processo de seleção. Por alguma razão, contudo, a ideia possui certo apelo qualitativo e soa eminentemente razoável a muitos – pelo menos até ser examinada quantitativamente.

Por exemplo, considere um simples organismo qualquer composto de apenas 200 partes funcionais e integradas, e o problema de se derivar este organismo através desse tipo de processo. O sistema presumivelmente deve iniciar com apenas uma única parte e então se desenvolver gradualmente ao longo de várias gerações até chegar a 200 partes organizadas. O organismo em desenvolvimento, a cada estágio sucessivo, deve ser integrado e funcional em seu ambiente a fim de sobreviver até o próximo estágio. Cada estágio sucessivo, decerto, se torna estatisticamente menos provável que seu antecessor, uma vez que em um sistema complexo é muito mais susceptível à deterioração que ao aperfeiçoamento. Um sistema integrado de quatro componentes pode mais facilmente sofrer uma mutação (isto é, mudar de alguma forma rapidamente) em direção a um sistema de três componentes (ou mesmo para um sistema não funcional de quatro componentes) do que para um sistema integrado de cinco componentes. Se, em qualquer fase do processo, o sistema sofrer uma mutação deletéria, este ou será completamente comprometido [destruído] ou retrocederá, evolutivamente falando.

Não obstante, o êxito na formação de um organismo de 200 componentes funcionais requer, pelo menos, 200 mutações sucessivas e bem sucedidas, sendo cada uma delas igualmente improváveis. Até evolucionistas admitem que mutações reais são muito raras, e mutações benéficas são extremamente raras – não mais do que uma em mil mutações são benéficas, na maioria dos casos.

Porém, vamos dar aos evolucionistas o benefício de todas as considerações. Assumamos que, a cada passo do processo, as chances existentes para mutações boas e ruins sejam iguais. Assim, a probabilidade para o sucesso de cada mutação é assumida como sendo uma em duas, ou a metade. A teoria elementar da estatística mostra que a probabilidade para o êxito de 200 mutações sucessivas é de (½)200, ou uma chance em 1060. O número 1060, se escrito, seria “um” seguido de sessenta “zeros”. Em outras palavras, a chance para que um organismo de 200 componentes pudesse ser formado através de mutações e seleção natural seria menos que uma em um trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão! Antes que alguém pense que um sistema composto de 200 partes seja irracionalmente complexo, deve-se notar que mesmo uma planta ou animal unicelular pode conter milhões de “partes” moleculares.

O evolucionista pode reagir dizendo que mesmo que um organismo em mutação possa não ser bem sucedido, certamente algum ao redor do mundo poderia o ser, especialmente nos 10 bilhões de anos (ou 1018 segundos) assumidos para a história da Terra. Portanto, imaginemos que cada um dos 1014 pés quadrados [ou 9,29×1013 m²] da superfície da Terra abrigasse um bilhão (ou seja, 109) de sistemas em mutação e que cada mutação ocorresse a cada meio segundo (na verdade levaria muito mais tempo do que isso). Cada sistema poderia, assim, completar 200 mutações em 100 segundos e, em seguida, caso não fosse bem sucedida, começar de novo para uma nova tentativa. Em 1018 segundos, seriam, portanto, 1018/102, ou 1016 tentativas para cada sistema mutante. Multiplicando-se todos os números, a quantidade total possível de tentativas para o desenvolvimento de um sistema composto de 200 partes integradas é igual a 1014x(109)x(1016), ou 1039 tentativas. Uma vez que a probabilidade contra o sucesso de qualquer uma delas é de 1060, é evidente que a probabilidade para que apenas uma dessas 1039 tentativas seja bem sucedida é de somente uma em 1060/1039, ou 1021.

Tudo isto significa que a chance para que qualquer tipo de organismo composto de 200 partes integradas e funcionais possa ser desenvolvido através de mutações e seleção natural apenas uma única vez, em qualquer lugar do mundo, considerando toda a expansão geológica temporal, é menos que uma em um bilhão trilhão. A possível conclusão, portanto, que poderíamos derivar de tais considerações é que a evolução por mutações e seleção natural é matematicamente e logicamente indefensável.

Discussão

evolution_possible-impossible2Tem havido diversas outras maneiras em que criacionistas utilizaram de argumentos probabilísticos para refutar o evolucionismo, especialmente a ideia da preservação de mudanças aleatórias, se benéficas, pela seleção natural. James Coppedge devotou praticamente um livro inteiro, Evolution: Possible or Impossible (Zondervan, 1973, 276 pp.) [em tradução livre, “Evolução: Possível ou Impossível”], neste tipo de abordagem. Eu mesmo tenho usado outros tipos de argumentos baseados em probabilidade para o mesmo fim (veja, e.g., Science and Creation, Master Books, pp. 161-201).

O primeiro livro deste tipo, até onde tenho conhecimento, que refuta a evolução usando matemática e probabilidade foi escrito por um pastor, W. A. Williams, em 1928. Intitulado Evolution Disproved [“Evolução Refutada”], causou-me grande impacto da primeira vez que o li, em 1943, tempo em que eu mesmo lutava contra a evolução.

De fato, os próprios evolucionistas têm atacado o darwinismo tradicional nos mesmos termos (confira o Simpósio do Instituto Wistar, Mathematical Challenges to the Neo-Darwinian Interpretation of Evolution, 1967, 140 pp.) [clique aqui]. Embora aqueles cientistas não rejeitassem a evolução, eles insistiam que o postulado darwiniano da aleatoriedade jamais poderia funcionar.

Ademais, uma vez que a lei do aumento da entropia, ou a segunda lei da termodinâmica, é essencialmente uma afirmação de probabilidades, muitos escritores têm usado essa lei para demonstrar que a evolução é, em qualquer escala de significância, impossível. Evolucionistas tem comumente ignorado os argumentos ou mesmo utilizado argumentos vazios como resposta (“qualquer coisa pode ocorrer se dado o tempo necessário”; “a Terra é um sistema aberto, logo a segunda lei não se aplica”; “ordem pode surgir do caos através de estruturas dissipativas”; etc.) [clique aqui].  No mundo real das observações científicas, oposto às especulações metafísicas, todavia, nenhum sistema ‘mais complexo’ pode “evoluir” de um sistema ‘menos complexo’, ao passo que a probabilidade da origem naturalista da forma de vida mais simples é zero.

A existência de complexidade, de qualquer tipo, é evidência para Deus e a criação. “Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer!” (Isaías 40:26).

(Traduzido na íntegra de Dr. Henry Morris, “The Mathematical Impossibility of Evolution”, pg. b-c, ICR, 2003)



extraído de:

https://engenhariafilosofica.com/2016/01/07/a-impossibilidade-matematica-da-evolucao/



sábado, 4 de dezembro de 2021

complexidade dos arranjos para produzir vida

 [...] vejamos o caso do filósofo e catedrático Antony Flew, que foi ateu ao longo de toda a vida, mas, nos últimos anos de vida, mudou de ideia e reconheceu a existência de Deus. Como motivo para sua conversão, depois de mais de cinquenta anos, apresentou o fato de que "a investigação do DNA por biólogos mostrou, por meio da praticamente inacreditável complexidade dos arranjos necessários para produzir vida, que alguma inteligência precisaria estar envolvida". E acrescentou: "Toda minha vida foi guiada pelo princípio [do relato] de Sócrates a respeito de Platão: "siga as evidências para onde quer que elas o conduzam" E se as pessoas não gostarem disso? "Pois bem, é uma pena", disse Flew.


John Lennox

A ciência pode explicar tudo?



sábado, 9 de outubro de 2021

+ sobre evolução.

 [...] O nível de conhecimento a respeito da evolução é notavelmente raso. Sabemos que não deve ser ensinada na escola e isso é tudo o que sabemos dela. [...] Por isso acho que muitas pessoas nesta sala reconhecem que durante os últimos anos se tivéssemos pensado a respeito dela, teríamos experimentado uma mudança da evolução como conhecimento para a evolução como fé. Sei que isso é verdade a meu respeito e creio que também é para muitas pessoas boas como vocês aqui.

Colin Patterson



sábado, 9 de novembro de 2019

#evolucionismo

A proposta criacionista não é um esboço religioso. As muitas áreas da ciência apontam para uma fonte inteligente como a origem da vida. As probabilidades de vida ter surgido ao acaso e ter se desenvolvido por meio de processos aleatórios é tão pequena, que exige uma fé superior a uma proposta religiosa racional.

Adauto Lourenço - Físico