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domingo, 14 de agosto de 2022

# marcas de um pai piedodo - III

 Marca 3: Ele retoma sua caminhada rumo a Deus, confiando em Deus para orientar seu filho a segui-lo, dizendo com isso: "Acredito em você!"


O pai piedoso não passa o tempo todo ouvindo o filho. Nosso Grande Sumo Sacerdote pode fazer isso, mas o pai humano não - e nem deve. Se ele ouvir demais ou se envolver demais nas preocupações do filho, oferecerá ajuda demais ou se tornará desanimado, cínico ou zangado. Ele pode mandar o dinheiro que livraria o filho de uma oportunidade difícil de crescimento, ou, frustrado, daria conselhos que levariam a uma luta pelo poder: "É melhor você fazer o que estou dizendo, ou realmente vai bagunçar as coisas!"

Pais piedosos tem coisa mais importante para fazer do que ouvir seus filhos. Por breves temporadas, ouvir pode tornar-se uma prioridade principal. Mas, o padrão da vida do pai precisa refletir seu compromisso de permanecer no caminho estreito, quer o filho o esteja seguindo ou não.

Lembro-me de ter dito a um de meus filhos, durante um período difícil: "Você pode partir o meu coração, mas não pode destruir a minha vida. Seguirei a Cristo independente do que você fizer. Minha vida está escondida em Cristo. Você é importante mas não é poderoso."

Quando o pai piedoso retoma a sua caminhada e faz dessa caminhada um padrão característico, ele coloca o filho no devido lugar. Ele tira o filho da posição insuportável de ser o centro de sua (pai) vida. Então, liberto de um fardo que não pode administrar e do qual, eventualmente, se ressente, o filho, estará melhor capacitado a dar alegremente ao pai, aquilo que possui e é capaz de dar.


 Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb



PARABÉNS PAIS!!!



Que Deus nos ajude e capacite a sermos pais segundo a sua vontade.


sábado, 13 de agosto de 2022

# marcas de um pai piedoso - II

 

Marca 2: De vez em quando ele se volta e olha para o filho, para fazer-lhe saber: “Você não está sozinho!”.


O pai piedoso trilha o bom caminho, sabendo que seu filho está caminhando trinta anos atrás de si. O filho observa por trás e, sem dialogar com o pai, ouve a mensagem: isto pode ser feito.


De quando em quando, num cronograma que parece frustrantemente aleatório e totalmente imprevisível, o bom pai para, volta-se, e fita seu filho. Até que se volte, o filho sente a distância entre ele e o pai, não uma distância fria, árida, mas, mesmo assim, uma distância. Ele anela por ouvir mais do pai do que a mensagem dada por seu exemplo, a mensagem de que realmente é possível permanecer fiel ao chamado que recebeu como homem. Ele quer se sentir ligado, ouvido, levado em conta. Ele anseia por saber que o homem que o aplaudiu na competição de judô na adolescência e que se levantou orgulhosamente para aplaudir, na sua formatura de faculdade, ainda está envolvido, ainda está interessado, ainda traz o filho no coração. Significa muito para o filho adulto perceber que o pai está de joelhos diante do trono, mencionando o nome do filho e saber que o pai sente a dor de toda a luta – e o gozo de toda vitória – na vida do filho.


Quando o pai se volta, o filho recebe um olhar que apaga toda dúvida: “Papai ainda se importa. Não estou sozinho!”. O pai piedoso se volta para o filho – talvez numa carta, num telefonema, numa visita – não para instruir ou admoestar. Há uma hora e um lugar para esse tipo de comunicação, mas o propósito central do pai é ouvir. Quando se volta, ele não fala, convida. Mesmo aquelas cartas nas quais o pai não consegue resistir a uma palavra de conselho oferecem mais do que impõem recomendação. Ele respeita o enorme direito e responsabilidade do filho de fazer suas próprias escolhas.”



Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb


sexta-feira, 12 de agosto de 2022

# marcas de um pai piedoso - I

Li a tempos atrás um livro intitulado “O silencio de Adão” de Larry Crabb, livro este que recomendo a todos; pois bem, neste livro um texto tocou-me mais que outros. Em parte tocou-me porque sou pai duas vezes, Erick com 5 anos e Níckolas com 1 ano, e dentro deste contexto percebi que não nos preparamos e não somos preparados para a vida como deveríamos. Como conseqüência, não preparamos nossos filhos para a vida, gerando um círculo vicioso catastrófico. Colocamos nossos filhos (quando possível) nas melhores escolas, buscamos os “melhores cursos”, aqueles que rendem mais financeiramente... pressionamos para que se destaquem no mercado de trabalho... porém, não preparamos o emocional deles para os confrontos que virão, para as inevitáveis tempestades que a vida nos proporciona. Precisamos romper esse círculo, transformando-o em círculo virtuoso, onde os pais preparam o emocional dos filhos, que prepararão os netos, de geração a geração!

Para meus filhos Érick e Níckolas... que Deus me ensine e me ajude a ser pai... e um pai piedoso. Que isto seja parte do meu legado como pai.


Um pai piedoso" transmite três mensagens ao filho:

1. Isso pode ser feito!

2. Você não está sozinho!

3. Acredito em você!


A maioria dos homens em nossa geração jamais recebeu nenhuma dessas mensagens de seus pais. Há algo faltando nas almas dos homens sem pais.


Marca 1: Ele trilha um bom caminho à vista do filho, para fazer com que este saiba: “Isto pode ser feito!”

Não há senso de exibição, nenhuma pose assumida, para impressionar o filho. Ele simplesmente trilha o caminho que Deus estabelece para ele, porque confia em Deus. Mesmo quando não há nenhuma evidência para respaldar essa crença, ele se agarra ao que sabe ser verdade sobre Deus. Ele ouviu Deus falar, através de Sua Palavra, e acredita no que Deus disse.

O pai piedoso é um homem de fé cujas tristezas, embora profundas e permanentes, não eliminam a alegria (pelo menos não por muito tempo); cujos fracassos, nunca são usados para justificar a agressividade; cujas lutas, que o tentam a desistir, nunca o dominam. Sem ele saber, o semblante do pai piedoso brilha de vez em quando. Não são muitos os que vêem isso, mas, alguns, ficam fascinados pelo brilho de sua paixão por Cristo, uma paixão que reduz os que observam a respeito e temor.”


Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb



sábado, 12 de agosto de 2017

Paternidade de Deus.



Meu Pai Celestial

O fato de chamarmos Deus de "Pai" é motivo de muitas discussões hoje. Embora Deus transcenda a sexualidade, não sendo nem homem nem mulher, os escritores da Bíblia foram inspirados a chamá-lo por pronomes masculinos. o Espírito de Deus capacita os cristãos a chamarem Deus de "Aba, Pai" (lit. "paizinho", Rm 8.15)

Deus revelou-se no AT como "Pai" (Jr 3.19), e este foi o termo que Jesus usou quando falou com Deus (Jo 17). A paternidade de Deus não é meramente uma das muitas "metáforas de Deus". O termo tem classe própria, o que os estudiosos chamariam de analogia sui generis. O termo "Pai" não só nos mostra o que que Deus faz - ou com quem se parece algum aspecto do seu caráter, mas também identifica quem realmente ele é. O mesmo não pode ser dito sobre outras metáforas bíblicas de Deus como "árvore", "rocha", "galinha", "dona de casa".

A verdadeira paternidade é baseada no ser de Deus - na base da relação do Deus Pai com o Deus Filho e o Deus Espírito Santo. A paternidade humana não é nada mais que um símbolo imperfeito dessa realidade transcendente. A paternidade de Deus não é inconsequente ou passível de alteração, pois Deus determinou o relacionamento com os cristãos da seguinte forma: "serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso" (2Co 6.18)


Bíblia da Mulher - Pag 1415 - Editora Mundo Cristão 


 

sábado, 28 de maio de 2016

Deus é do sexo masculino?



Quando as Escrituras falam sobre Deus, invariavelmente usam imagens masculinos. Deus é Rei, não Rainha. Deus é Pai, não Mãe. Quando as Escrituras usam pronomes em referência a Deus, sempre são pronomes masculinos - Ele, dele. Deus nunca é "ela", nem neutro. Embora a palavra que o novo Testamento emprega para o espírito, pneuma, seja um substantivo neutro, os autores do Novo Testamento sempre usaram pronomes masculinos para referir-se ao Espírito. Ele é "o Espírito, Ele", não um neutro (por exemplo, Jo 15.26). Aliás, a igreja é representada como a esposa de Cristo, que é Marido (Ef 5.22,23). Isto é similar às imagens do Antigo testamento, em que Israel era a esposa de Deus (Os 1-3; Ez 16).

É também importante reconhecer que isto não é apenas terminologia funcional. Isto é, não é apenas uma linguagem que é designada para que nós usemos em nosso relacionamento com Deus, sem referência a condições reais. Deus Pai, na verdade, é o Pai de Deus Filho (Jo 17.1-5). Até mesmo nos relacionamentos internos do ser de Deus, o relacionamento entre estas duas pessoas é o mesmo que existe entre um pai e um filho. Além do mais, nós não devemos ter a intenção de usar o padrão humano de um pai ou esposo para interpretar o caráter paterno de Deus, nem o caráter de marido de Cristo, mas, na verdade, devemos ver Deus como o modelo perfeito daquilo que esses padrões deveriam ser, e então avaliar a nossa experiência pelo padrão do Pai e Cristo.

Isto é patriarcal? Sim, é. Mas, como cristãos, devemos tomar a nossa teologia das Escrituras, e não dos padrões culturais à nossa volta. Muitas das culturas que rodeavam o antigo israel tinham figuras de deusas, como a cultura romana, nos tempos do novo testamento. Mas os autores das Escrituras sempre trataram isto como um dos mais odiosos tipos de idolatria. Se nós desejarmos ser fiéis à nossa herança cristã, devemos nos apegar às Escrituras.

Esse patriarcalismo significa que a Bíblia considera as mulheres inferiores? De maneira alguma. As Escrituras retratam Deus tratando o seu povo da maneira como uma pessoa trataria uma criança. Jesus disse: "Jerusalém, Jerusalém [...] quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas?" (Lc 13.34,35). Aliás, a Bíblia eleva as mulheres, de forma contrária às culturas pagãs da época. Elas participam igualmente da graça de Deus, dada em Cristo (Gl 3.28).

Mas as Escrituras ainda falam de Deus de uma maneira masculina. Deus é Pai, e nós devemos ser eternamente gratos pelo fato de que Ele é o modelo supremo de como um pai deveria ser. Cristo é Esposo, e, como tal, Ele revela o que um esposo deveria fazer por sua esposa. Tanto homens como mulheres da nossa época deveriam ser gratos pelo fato de que Deus é o exemplo perfeito do que significam estas funções. Isto permite que tanto homens como mulheres conheçam o Pai e Cristo de maneira que transformam a vida.



Chad Owen Brand



sábado, 9 de agosto de 2014

Uma caricatura de pai


A imagem da figura masculina que a televisão apresenta a milhões de espectadores está longe de ser a ideal. As figuras mais populares são de homens debochados, despóticos, fracos, preconceituosos, e por vezes até meio idiotas.

O típico herói de novela hoje é um homem imaturo, adúltero, sexualmente promíscuo, infeliz e inseguro. Em determinados programas o homossexual é a personagem mais simpática, sábia e equilibrada que aparece.

Os filmes apelaram para a fórmula da violência, e o mocinho, o mais violento de todos, é quem sempre vence a parada no fim.
As imagens que entram em nossa mente vão formando a base da motivação de nossa conduta. Nós nos tornamos iguais à imagem que temos de nós mesmos. E tratamos os outros de acordo com a imagem que temos deles.

O feito de maior impacto que alguém pode praticar nesta vida é criar uma imagem; o outro é destruir uma imagem. Há várias décadas a televisão vem criando e destruindo imagens da figura masculina, com conseqüências desastrosas.
Nossos filhos vêm sendo bombardeados por essa avalanche de "caricaturas de pai" difundidas pela tevê.

Quer gostemos ou não, os homens mostrados nas novelas e filmes constituem exemplos de figuras de autoridade no lar. E a imagem de pai e marido que esses personagens masculinos - promíscuos, tolos, despóticos - estão passando é bastante distorcida.

Essa imagem deturpada fica gavada na mente de nossos filhos e provoca neles ressentimentos, desprezo, rebeldia e zombaria.
 

Homem que é Homem - Edwin Louis Cole - pag. 109, 110
 
 
“Podemos tanto agraciar nossos filhos quanto amaldiçoá-los com feridas que talvez nunca sarem. Homens! Como pais vocês possuem este poder” – R. Kent Hughes
 
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Feliz Dia dos Pais!!!!

SER PAI...




Um dia, sem o menor aviso, sua esposa te dá a grande notícia: você será pai.


Um turbilhão de pensamentos passa pela sua cabeça: Meu Deus, como será? Eu não estou pronto! Como vou sustentar mais uma pessoa? Será que vai correr tudo bem na gestação, no parto? E se eu não souber educar? Vou ser deixado de lado... perderei meu trono!!!

Quanta dúvida, quanta incerteza... e se? E se?...


Lembra de José, futuro marido de Maria, mãe de Jesus? O susto foi tamanho que ele pensou em fugir. Mas um anjo lhe disse para acolher Maria, proteger os dois, amá-los. E assim foi dado o modelo de pai : protetor, acolhedor, presente desde o nascimento do filho, sacerdote do lar, o norte da família, aquele que ama sempre e educa quando necessário...


Muitos só se sentem pais quando veem a carinha de seu filho. Mas saiba que você foi escolhido por Deus desde o ventre de sua mãe, separado, ungido e capacitado para esta função tão especial: Ser Pai.


Ser Pai é amar um “serzinho” a tal ponto que nada do que você faça, pareça ser suficiente para retribuir este sentimento que brota, ou melhor, jorra, na hora que você o vê pela primeira vez... E fica melhor ainda, pois o sentimento só se reforça todas as vezes que você o vê... Como pode? Que mistério é esse?


Mesmo que você não tenha tido um exemplo dentro do seu lar, seja um exemplo para seu filho. Sua presença é fundamental na vida deles desde pequeninos. Eles anseiam pelo seu carinho, por sair com você, por brincar com você, por conversar e compartilhar com você. Seu papel não poderá nunca ser substituído por ninguém.


Não importa o quanto de afazeres você tenha no dia, reserve um momento para ser, simplesmente, pai. Seja presença, carinho, motivação, amor, responsabilidade, alegria, ânimo na vida de seu filho!


Não podemos esquecer dos avôs: Homem, honre seu pai sendo o melhor pai que você puder ser. Agradeça a ele pela sua formação, pelo seu caráter, pelos exemplos que ele te deu. Faça ainda mais e melhor pelos seus filhos. Ele ficará extremamente feliz com isto; afinal avô é pai duas vezes.


Só podemos agradecer pelos “pais” que temos, usufruir de sua presença e sabedoria e entregá-los no altar do Senhor, pedindo proteção nesta data tão agradável.

A todos que são e também aos futuros...


FELIZ DIA DOS PAIS!



Por Nair Custódio


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Uma mãe honrada.

   Maria de Nazaré


   Nenhum outro ser foi mais íntimo de Jesus na terra do que sua mãe, Maria. Todos os evangelhos e o livro de Atos falam sobre ela como uma mulher preparada de modo especial para participar da vida de seu Filho na terra. Como mãe, ela é igual a qualquer uma de nós, mas foi mais abençoada do qualquer outra mulher por ser a mãe de nosso Senhor.

   Mateus apresenta Maria de Nazaré como a esposa prometida de José, um homem "Justo" (Mt 1.19). Quando o anjo Gabriel apareceu anunciando o futuro nascimento de Jesus (Lc 1.26-28), a resposta de Maria revelou sua perfeita compreensão das Escrituras e sua disposição de obedecer a Deus.

   A ideia assustadora de entregar seu corpo virgem como instrumento para a operação do Espírito Santo podia muito bem ser mal compreendida, mas a confiança irrestrita de Maria agradou o coração de Deus (Lc 1.38). Embora a notícia fosse arrasadora, ela se submeteu com alegria à tarefa que lhe foi atribuída. Seu cântico de louvor (Lc 1.46-55) descreve um coração perspicaz, transbordante de exaltação ao seu Senhor.

   Contudo, o discernimento espiritual de Maria estava sempre entrelaçado com seus sobressaltos, como quando, aos doze anos, Jesus se desgarrou da família, ao voltarem de Jerusalém (Lc 2.41-50), ou quando acabou o vinho no banquete de casamento (Jo 2.1-12), ou quando algo lhe dizia respeito durante o ministério dele (Mc 6.2-3; Lc 8.19), ou quando teve de assistir ao horror da crucificação. Mas Jesus sempre respondeu amorosamente às inquietações de sua mãe e, antes de morrer, teve um último gesto de ternura, ao deixá-la aos cuidados de João (Jo 19.25-27).

   Maria e José tiveram outros filhos. Ela, provavelmente, tenha ficado viúva logo cedo, mas isso não impediu que resplandecesse como esposa e mãe dedicada. As aparições públicas de Maria aos pés da cruz (Jo 19.25) e orando após a ascensão do Senhor (At 1.12-14) mostraram ao mundo a sua coragem, e fizeram com que fosse marcada como "um dos seguidores dele", o que a tornava alvo da perseguição juntamente com os discípulos.



   A desconhecida donzela da desprezada cidade de Nazaré da Galiléia (veja Jo 1.46) ilustra para sempre a natureza básica da feminilidade: transmitir à geração seguinte a mensagem da fidelidade de Deus, seja na criação de seus próprios filhos ou desempenhando a tarefa de prover alimento espiritual além do círculo familiar. Maria não foi apenas a mulher que Deus escolheu, por sua soberana vontade, para dar à luz o Cristo Menino, mas foi também uma humilde e devotada seguidora do Messias.


Fonte: Bíblia da Mulher - Editora Mundo Cristão - pág 1249

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Festa para criança!?




Boa Noite!
Semana passada não foi possível manter o ritmo de postagens... muita correria, algumas preocupações e, infelizmente, algumas problemas físicos. Bem, continuemos remando.

Sábado levei meu filho de 5 anos para uma festa de um colega dele, então imaginei que seria uma festa voltada para as crianças e, portanto, com coisas de criança, pelas crianças e para as crianças. Pois bem, algumas coisas não condiziam com festa para criança... por exemplo: nunca vi festa infantil regada à cerveja, como também não me parece coerente um bando de “adultos” encherem a cara em uma festa infantil! Ah, antes que eu me esqueça a musica “infantil” era sertaneja, não pelo ritmo em si, mas pelo fato das palavras “mulher gostosa” e outras do mesmo mau gosto estético, ético ou moral, permearem o conteúdo. Pergunta-se: para quem era a festa? Qual o objetivo da festa?
As pessoas reclamam que as novas gerações não tem respeito, não tem controle, se drogam (seja a droga lícita ou não), mas... onde está o exemplo? O que aquelas crianças estavam vendo e aprendendo? Que tipo de adultos estamos formando? Por favor, respondam, onde está a coerência destes pais “modernos”?



1. Naquele momento os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos céus? 2. Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: “Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no reino dos céus. 4. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus. 5. Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo. 6. Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar.”

Mateus 18. 1-6

Inté+
Jair Tomaz

segunda-feira, 14 de junho de 2010

...feridas que talvez nunca sarem.


Ultimamente temos visto vários exemplos de pais que fogem completamente do ideal bíblico. Pais que espancam, que drogam seus filhos, que os prostituem, que não protegem, que não dão carinho, que não corrigem, que não ensinam. Não que sejamos perfeitos, mas a bíblia nos alerta sobre o papel fundamental que os pais (pai e mãe) têm na vida dos filhos:

“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles.” Provérbios 22.6

Qual é seu objetivo para seu filho? Você quer um filho drogado, se afundando no álcool? Você quer um filho perdido em sua sexualidade, promiscuo, com relacionamentos fracassados? Ou prefere o mesquinho, subindo na vida a qualquer preço, colocando o material a frente do espiritual e da família?

Lembre-se: você é exemplo, quer queira ou não. Seu filho será reflexo desse exemplo. Este papel nos será cobrado. Cabe a nós pais o exemplo, a educação e, quando necessário, a correção. Não podemos nos esquivar deste papel, nem delegá-los a escola ou a igreja. Temos que assumir nossa condição de “pai”, com ousadia, sabedoria e firmeza, sempre na presença de Deus, sempre dentro da palavra de Deus. Somente desta maneira seremos abençoados por Deus e abençoaremos as novas gerações.

Que Deus nos abençoe nesta árdua caminhada, nos ensinando a instruir nossos filhos nos objetivos corretos, nos consolando nos momentos difíceis, nos dando firmeza quando ela for necessária e nos enchendo com a Sua sabedoria. Fiquem com Deus!

Inté+

Jair Tomaz - “Deus nos criou para voarmos em meio as tempestades.”



“Podemos tanto agraciar nossos filhos quanto amaldiçoá-los com feridas que talvez nunca sarem. Homens! Como pais vocês possuem este poder” – R. Kent Hughes


sexta-feira, 11 de junho de 2010

uma caricatura de pai - 2


Certa vez eu conversava com um homem que se mostrava exasperado com os problemas familiares, e indagou:

_ "O que mais posso fazer?"

Seu filho estava lhe dando sérios problemas. Esse homem acreditava que fora um bom pai e dera aos filhos tudo de que necessitavam. por isso, não conseguia entender a atitude do rapaz.

Após uma longa conversa, concluí que ele era um dos milhares de pais do mundo de hoje que foram derrotados pelas forças que eles deveriam ter controlado.

Aquele homem ignorava o poder da imagem. era responsabilidade dele exercer certo controle sobre as imagens que o filho via na televisão. Mas permitiu que o garoto assistisse a tudo que era exibido, e com isso deixou que outras forças introduzissem na mente dele uma imagem errada da figura de autoridade.

Essas caricaturas de homens criadas pela televisão acabaram se tornando o modelo masculino para nossos dias. Então, quando seu filho via no pai alguma falha, algum preconceitom ou fraqueza, ele o identificava com a imagem gravada em sua mente pela tevê. confundia a imagem do personagem com seu próprio pai, e assim tinha para com este a mesma atitude que a figura de autoridade mostrada naquele programa lhe inspirava: raiva ou desprezo.

Alguns pais se assustam com o comportamento dos filhos, a aí se conscientizam do enorme poder que a televisão exerce sobre eles. outros já sabem disso há muito tempo. É por esse motivo que alguns grupos estão combatendo com tanta veemência certos programas de tevê.

Não nos esqueçamos de que a mola mestra desses programas é o amor ao dinheiro - que é raiz de todos os males.

Quando alguém observa aos produtores desses programas que a influência da televisão sobre a mente dos espectadores é muito forte, eles não o admitem. Entretanto, esses mesmos homens cobram cerca de $300.000 dólares dos patrocinadores por um comercial de trinta segundos, com o argumento de que o anúncio convence o espectador a comprar o produto que vê na tela. Mas ou é uma coisa ou outra. A televisão tem ou não tem essa força?

Tem sim.

Homem que é Homem - Edwin Louis Cole - pag. 110, 111.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Uma caricatura de pai.


A imagem da figura masculina que a televisão apresenta a milhões de espectadores está longe de ser a ideal. As figuras mais populares são de homens debochados, despóticos, fracos, preconceituosos, e por vezes até meio idiotas.
O típico herói de novela hoje é um homem imaturo, adúltero, sexualmente promíscuo, infeliz e inseguro. Em determinados programas o homossexual é a personagem mais simpática, sábia e equilibrada que aparece.
Os filmes apelaram para a fórmula da violência, e o mocinho, o mais violento de todos, é quem sempre vence a parada no fim.
As imagens que entram em nossa mente vão formando a base da motivação de nossa conduta. Nós nos tornamos iguais à imagem que temos de nós mesmos. E tratamos os outros de acordo com a imagem que temos deles.
O feito de maior impacto que alguém pode praticar nesta vida é criar uma imagem; o outro é destruir uma imagem. Há várias décadas a televisão vem criando e destruindo imagens da figura masculina, com conseqüências desastrosas.
Nossos filhos vêm sendo bombardeados por essa avalanche de "caricaturas de pai" difundidas pela tevê.
Quer gostemos ou não, os homens mostrados nas novelas e filmes constituem exemplos de figuras de autoridade no lar. E a imagem de pai e marido que esses personagens masculinos - promíscuos, tolos, despóticos - estão passando é bastante distorcida.
Essa imagem deturpada fica gavada na mente de nossos filhos e provoca neles ressentimentos, desprezo, rebeldia e zombaria.



Homem que é Homem - Edwin Louis Cole - pag. 109, 110

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Onde estão os pais?

Talvez essa notícia possa chocar você, como eu também, mas a conduta de pais omissos e decadentes (como estes) é presumivelmente digna de prisão, pois, em uma época em que se prega muito contra o fumo (e drogas), ver esta cena é deprimente.
Veja isso...
Com apenas dois anos de idade, menino fumante já pode estar viciado
Indonésio Aldi SugandaRizal fuma cerca de 40 cigarros por dia. Número alto é indício da dependência de nicotina, diz especialista.
O menino indonésio de dois anos que fuma cerca de 40 cigarros por dia já é uma provável vítima do vício em cigarros, afirma pneumologista ouvido pelo G1. Segundo a família de Aldi SugandaRizal, ele tem esse hábito desde os 18 meses e fica furioso quando fica sem fumar.
Segundo Oliver Nascimento, médico e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ninguém começa a fumar tanto de uma só vez. O número de cigarros aumenta conforme o cérebro se torna dependente da nicotina. 
 (Extraído do site: http://www.vnews.com.br)

"Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel." (I Tm 5:8).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Três marcas de um pai piedoso - parte 4

Quando o pai dá as costas ao filho, quebrando o contato olho a olho para, novamente, fixar os olhos em Jesus, o filho sabe que ele não estará lhe dando as costas por rejeição ou indiferença. Somente a perspectiva de conhecer melhor a Deus poderia levar o pai a se voltar para outra direção. O pai piedoso sabe que o filho está em boas mãos, mais poderosas do que as suas e aprende a descansar.

O pai que descansa significa muito para o filho. Pais preocupados transmitem a expectativa de que os filhos encontrarão alguma forma de bagunçar a vida. Pais tranqüilos comunicam que os filhos são responsáveis pelas escolhas que fazem diante de Deus, um Deus que moverá Céus e Terra para ganhá-los à obediência.

A vida do pai piedoso demonstra a primeira mensagem: que é possível - não importa o que a vida traga - seguir a Cristo. Sua presença assegura ao filho que ele não está sozinho. Alguém se importa com ele. Essa é a segunda mensagem. E sua recusa em pairar sobre - ficar de olho nas coisas e carregar o filho quando este deveria encontrar forças para caminhar pelos próprios pés - comunica a terceira mensagem: a de que ele acredita no filho. Ele aceita o filho como indivíduo responsável por suas escolhas, capaz de se levantar após uma queda.

Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Três marcas de um pai piedoso - parte 3

Marca 3: Ele retoma sua caminhada rumo a Deus, confiando em Deus para orientar seu filho a segui-lo, dizendo com isso: "Acredito em você!"


O pai piedoso não passa o tempo todo ouvindo o filho. Nosso Grande Sumo Sacerdote pode fazer isso, mas o pai humano não - e nem deve. Se ele ouvir demais ou se envolver demais nas preocupações do filho, oferecerá ajuda demais ou se tornará desanimado, cínico ou zangado. Ele pode mandar o dinheiro que livraria o filho de uma oportunidade difícil de crescimento, ou, frustrado, daria conselhos que levariam a uma luta pelo poder: "É melhor você fazer o que estou dizendo, ou realmente vai bagunçar as coisas!"
Pais piedosos tem coisa mais importante para fazer do que ouvir seus filhos. Por breves temporadas, ouvir pode tornar-se uma prioridade principal. Mas, o padrão da vida do pai precisa refletir seu compromisso de permanecer no caminho estreito, quer o filho o esteja seguindo ou não.
Lembro-me de ter dito a um de meus filhos, durante um período difícil: "Você pode partir o meu coração, mas não pode destruir a minha vida. Seguirei a Cristo independente do que você fizer. Minha vida está escondida em Cristo. Você é importante mas não é poderoso."
Quando o pai piedoso retoma a sua caminhada e faz dessa caminhada um padrão característico, ele coloca o filho no devido lugar. Ele tira o filho da posição insuportável de ser o centro de sua (pai) vida. Então, liberto de um fardo que não pode administrar e do qual, eventualmente, se ressente, o filho, estará melhor capacitado a dar alegremente ao pai, aquilo que possui e é capaz de dar.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Três marcas de um pai piedoso - parte 2

Marca 2: De vez em quando ele se volta e olha para o filho, para fazer-lhe saber: “Você não está sozinho!”.


O pai piedoso trilha o bom caminho, sabendo que seu filho está caminhando trinta anos atrás de si. O filho observa por trás e, sem dialogar com o pai, ouve a mensagem: isto pode ser feito.


De quando em quando, num cronograma que parece frustrantemente aleatório e totalmente imprevisível, o bom pai pára, volta-se, e fita seu filho. Até que se volte, o filho sente a distância entre ele e o pai, não uma distância fria, árida, mas, mesmo assim, uma distância. Ele anela por ouvir mais do pai do que a mensagem dada por seu exemplo, a mensagem de que realmente é possível permanecer fiel ao chamado que recebeu como homem. Ele quer se sentir ligado, ouvido, levado em conta. Ele anseia por saber que o homem que o aplaudiu na competição de judô na adolescência e que se levantou orgulhosamente para aplaudir, na sua formatura de faculdade, ainda está envolvido, ainda está interessado, ainda traz o filho no coração. Significa muito para o filho adulto perceber que o pai está de joelhos diante do trono, mencionando o nome do filho e saber que o pai sente a dor de toda a luta – e o gozo de toda vitória – na vida do filho.
Quando o pai se volta, o filho recebe um olhar que apaga toda dúvida: “Papai ainda se importa. Não estou sozinho!”. O pai piedoso se volta para o filho – talvez numa carta, num telefonema, numa visita – não para instruir ou admoestar. Há uma hora e um lugar para esse tipo de comunicação, mas o propósito central do pai é ouvir. Quando se volta, ele não fala, convida. Mesmo aquelas cartas nas quais o pai não consegue resistir a uma palavra de conselho oferecem mais do que impõem recomendação. Ele respeita o enorme direito e responsabilidade do filho de fazer suas próprias escolhas.”
Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Três marcas de um pai piedoso - parte 1

Ano passado li um livro intitulado “O silencio de Adão” de Larry Crabb, livro este que recomendo a todos; pois bem, neste livro um texto tocou-me mais que outros. Em parte tocou-me porque sou pai duas vezes, Erick com 5 anos e Níckolas com 1 ano, e dentro deste contexto percebi que não nos preparamos e não somos preparados para a vida como deveríamos. Como conseqüência, não preparamos nossos filhos para a vida, gerando um círculo vicioso catastrófico.
Colocamos nossos filhos (quando possível) nas melhores escolas, buscamos os “melhores cursos”, aqueles que rendem mais financeiramente... pressionamos para que se destaquem no mercado de trabalho... porém, não preparamos o emocional deles para os confrontos que virão, para as inevitáveis tempestades que a vida nos proporciona. Precisamos romper esse círculo, transformando-o em círculo virtuoso, onde os pais preparam o emocional dos filhos, que prepararão os netos, de geração a geração!

Para meus filhos Érick e Níckolas... que Deus me ensine e me ajude a ser pai... e um pai piedoso. Que isto seja parte do meu legado como pai.

“Um pai piedoso transmite três mensagens ao filho:
1. Isso pode ser feito!
2. Você não está sozinho!
3. Acredito em você!

A maioria dos homens em nossa geração jamais recebeu nenhuma dessas mensagens de seus pais. Há algo faltando nas almas dos homens sem pais.

Marca 1: Ele trilha um bom caminho à vista do filho, para fazer com que este saiba: “Isto pode ser feito!”
Não há senso de exibição, nenhuma pose assumida, para impressionar o filho. Ele simplesmente trilha o caminho que Deus estabelece para ele, porque confia em Deus. Mesmo quando não há nenhuma evidência para respaldar essa crença, ele se agarra ao que sabe ser verdade sobre Deus. Ele ouviu Deus falar, através de Sua Palavra, e acredita no que Deus disse.
O pai piedoso é um homem de fé cujas tristezas, embora profundas e permanentes, não eliminam a alegria (pelo menos não por muito tempo); cujos fracassos, nunca são usados para justificar a agressividade; cujas lutas, que o tentam a desistir, nunca o dominam. Sem ele saber, o semblante do pai piedoso brilha de vez em quando. Não são muitos os que vêem isso, mas, alguns, ficam fascinados pelo brilho de sua paixão por Cristo, uma paixão que reduz os que observam a respeito e temor.”

Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb