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sábado, 13 de abril de 2019
sábado, 6 de outubro de 2018
...
Deus é bom... tudo o que Ele faz é bom! Não é bom porque eu penso que é bom, é bom porque emana dEle! Seria muita presunção nossa acreditar que alguma forma de argumentação em contrário de nossa parte pudesse ou fizesse o mínimo arranhão que fosse na perfeição divina.
Jair Tomaz
sábado, 12 de agosto de 2017
Paternidade de Deus.
Meu Pai Celestial
O fato de chamarmos Deus de "Pai" é motivo de muitas discussões hoje. Embora Deus transcenda a sexualidade, não sendo nem homem nem mulher, os escritores da Bíblia foram inspirados a chamá-lo por pronomes masculinos. o Espírito de Deus capacita os cristãos a chamarem Deus de "Aba, Pai" (lit. "paizinho", Rm 8.15)
Deus revelou-se no AT como "Pai" (Jr 3.19), e este foi o termo que Jesus usou quando falou com Deus (Jo 17). A paternidade de Deus não é meramente uma das muitas "metáforas de Deus". O termo tem classe própria, o que os estudiosos chamariam de analogia sui generis. O termo "Pai" não só nos mostra o que que Deus faz - ou com quem se parece algum aspecto do seu caráter, mas também identifica quem realmente ele é. O mesmo não pode ser dito sobre outras metáforas bíblicas de Deus como "árvore", "rocha", "galinha", "dona de casa".
A verdadeira paternidade é baseada no ser de Deus - na base da relação do Deus Pai com o Deus Filho e o Deus Espírito Santo. A paternidade humana não é nada mais que um símbolo imperfeito dessa realidade transcendente. A paternidade de Deus não é inconsequente ou passível de alteração, pois Deus determinou o relacionamento com os cristãos da seguinte forma: "serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso" (2Co 6.18)
Bíblia da Mulher - Pag 1415 - Editora Mundo Cristão
sábado, 29 de julho de 2017
O que dizer sobre aqueles que nunca ouviram falar a respeito de Cristo?
A
convicção de que a salvação está disponível apenas por intermédio de Cristo
permeia o novo Testamento (Por exemplo, At 4.12; Ef 2.12). Isto suscita a
perturbadora questão do destino dos que nunca ouviram o Evangelho.
Qual
é, exatamente o problema aqui? O universalista alega que as seguintes declarações
são logicamente inconsistentes:
1.
Deus é todo-poderoso e todo-amoroso.
2. Algumas
pessoas nunca ouviram o Evangelho e estão perdidas.
Mas
por que pensar que as afirmações 1 e 2 são logicamente incompatíveis? Não
existe nenhuma contradição explícita entre elas. Se o universalista está
afirmando que elas são implicitamente contraditórias, deve estar supondo
algumas premissas ocultas que criaram esta contradição.
Embora
os universalistas não apresentam suas suposições ocultas, a lógica do problema
sugeriria algo semelhante a estes pontos:
3. Se Deus é
todo-poderoso,Ele pode criar um mundo em que todos ouçam o Evangelho e sejam
salvos livremente.
4. Se Deus é
todo-amoroso, Ele prefere um mundo em que todos ouçam o evangelho e sejam
salvos livremente.
Mas
estas premissas são necessariamente verdadeiras?
Considere
a afirmativa 3. Parece inquestionável que Deus pudesse criar um mundo em que
todos ouvissem o evangelho. Mas enquanto as pessoas forem livres, não existirá
nenhuma garantia de que todas as pessoas de tal mundo seriam salvas livremente.
Na verdade, não existe nenhuma razão para imaginar que o equilíbrio entre
salvos e perdidos em tal mundo seria melhor do que é o equilíbrio no mundo em
que vivemos. Portanto, a afirmativa não é necessariamente verdadeira, e o
argumento do universalista é falso.
Mas e a afirmativa 4? É necessariamente
verdadeira? Suponhamos, para fins de raciocínio, que haja mundos possíveis que
são realizáveis para Deus, em que todos ouvem o Evangelho e o aceitam
livremente. O fato de que o Senhor é todo-amoroso o obriga a preferir um desses
mundos a um mundo em que algumas pessoas são perdidas? Não necessariamente, pois
estes mundos podem ter outras deficiências pedominantes que os tornem menos
preferíveis. Por exemplo, suponhamos que os únicos mundos em que as pessoas
acreditem livremente no Evangelho e são salvas são mundos em que há apenas um número
pequeno de pessoas. Deus deve preferir um desses mundos tão pouco povoados a um
mundo em que multidões crêem no Evangelho e são salvas, ainda que outras
pessoas rejeitem livremente a sua graça e se percam? Não. Assim, a segunda
suposição do universalista não é, necessariamente, verdadeira, de modo que o
seu argumento é duplamente inválido.
Como
um Deus amoroso, Deus deseja que tantas pessoas quantas seja possível sejam
salvas livremente, e tão poucas quantas possível se percam.O seu objetivo, então,
é conseguir um equilíbrio ótimo entre estas condições, permitindo que haja um número
de perdidos não maior do que o necessário para alcançar determinado número de
salvos. É possível que, pra criar este número de pessoas que serão salvas
livremente, Deus também tivesse que criar este número de pessoas que serão
livremente perdidas.
Haverá
objeções de que um Deus todo-amoroso não criaria pessoas que Ele soubesse que
seriam perdidas, mas que todas teriam sido salvas, se apenas tivessem ouvido o
evangelho. Mas como sabemos que existem tais pessoas? É razoável supor que
muitas pessoas que jamais ouviram o Evangelho não teriam crido no evangelho se
o tivessem ouvido. Suponhamos, então, que deus tivesse ordenado o mundo de
maneira que todas as pessoas que nunca ouviram o evangelho fossem exatamente
essas pessoas. Neste caso, quem quer que nunca tivesse ouvido o Evangelho e
fosse perdido teria rejeitado o evangelho e teria perdido, ainda que o tivesse
ouvido. Assim, o ponto seguinte é possível:
5. Deus criou
um mundo que tem um equilibro ótimo entre salvos e perdidos, e os que nunca
ouviram o Evangelho e estão perdidos nunca teriam crido nele, ainda que o
tivessem ouvido.
Enquanto
a argumentação 5 for possivelmente verdadeira, ela mostra que não existe
nenhuma incompatibilidade entre um Deus todo-poderoso e todo-amoroso, e o fato
de que algumas pessoas nunca ouviram o Evangelho e se perderam.
Willian Lane Craig
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Sim, todos ouvirão.
Mas outros serão chamados de seus túmulos por uma voz conhecida. São ovelhas que conhecem seu pastor. São servos que abriram a porta quando Jesus Bateu.
E a porta se abrirá mais uma vez. Só que desta vez não será Jesus que vai entrar em nossa casa; seremos nós que vamos entrar na casa dele.
Max Lucado - No olho do furacão.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Todos ouvirão.
Interessante. Um dia virá em que todos ouvirão a voz Dele. Um dia virá em que todas as outras vozes serão sufocadas; a voz Dele - e somente a voz Dele - será ouvida.
Alguns ouvirão a voz dele pela primeira vez. Não por ele nunca ter falado antes, mas porque nunca lhe deram ouvidos. Para esses, a voz de Deus será a voz de um estranho. Eles a ouvirão uma vez - e nunca mais tornarão a ouvi-la. Passarão a eternidade sufocando as vozes que seguiram aqui na terra.
Max Lucado - No olho do furacão.
sábado, 28 de maio de 2016
Deus é do sexo masculino?
Quando as Escrituras falam sobre Deus, invariavelmente usam imagens masculinos. Deus é Rei, não Rainha. Deus é Pai, não Mãe. Quando as Escrituras usam pronomes em referência a Deus, sempre são pronomes masculinos - Ele, dele. Deus nunca é "ela", nem neutro. Embora a palavra que o novo Testamento emprega para o espírito, pneuma, seja um substantivo neutro, os autores do Novo Testamento sempre usaram pronomes masculinos para referir-se ao Espírito. Ele é "o Espírito, Ele", não um neutro (por exemplo, Jo 15.26). Aliás, a igreja é representada como a esposa de Cristo, que é Marido (Ef 5.22,23). Isto é similar às imagens do Antigo testamento, em que Israel era a esposa de Deus (Os 1-3; Ez 16).
É também importante reconhecer que isto não é apenas terminologia funcional. Isto é, não é apenas uma linguagem que é designada para que nós usemos em nosso relacionamento com Deus, sem referência a condições reais. Deus Pai, na verdade, é o Pai de Deus Filho (Jo 17.1-5). Até mesmo nos relacionamentos internos do ser de Deus, o relacionamento entre estas duas pessoas é o mesmo que existe entre um pai e um filho. Além do mais, nós não devemos ter a intenção de usar o padrão humano de um pai ou esposo para interpretar o caráter paterno de Deus, nem o caráter de marido de Cristo, mas, na verdade, devemos ver Deus como o modelo perfeito daquilo que esses padrões deveriam ser, e então avaliar a nossa experiência pelo padrão do Pai e Cristo.
Isto é patriarcal? Sim, é. Mas, como cristãos, devemos tomar a nossa teologia das Escrituras, e não dos padrões culturais à nossa volta. Muitas das culturas que rodeavam o antigo israel tinham figuras de deusas, como a cultura romana, nos tempos do novo testamento. Mas os autores das Escrituras sempre trataram isto como um dos mais odiosos tipos de idolatria. Se nós desejarmos ser fiéis à nossa herança cristã, devemos nos apegar às Escrituras.
Esse patriarcalismo significa que a Bíblia considera as mulheres inferiores? De maneira alguma. As Escrituras retratam Deus tratando o seu povo da maneira como uma pessoa trataria uma criança. Jesus disse: "Jerusalém, Jerusalém [...] quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas?" (Lc 13.34,35). Aliás, a Bíblia eleva as mulheres, de forma contrária às culturas pagãs da época. Elas participam igualmente da graça de Deus, dada em Cristo (Gl 3.28).
Mas as Escrituras ainda falam de Deus de uma maneira masculina. Deus é Pai, e nós devemos ser eternamente gratos pelo fato de que Ele é o modelo supremo de como um pai deveria ser. Cristo é Esposo, e, como tal, Ele revela o que um esposo deveria fazer por sua esposa. Tanto homens como mulheres da nossa época deveriam ser gratos pelo fato de que Deus é o exemplo perfeito do que significam estas funções. Isto permite que tanto homens como mulheres conheçam o Pai e Cristo de maneira que transformam a vida.
É também importante reconhecer que isto não é apenas terminologia funcional. Isto é, não é apenas uma linguagem que é designada para que nós usemos em nosso relacionamento com Deus, sem referência a condições reais. Deus Pai, na verdade, é o Pai de Deus Filho (Jo 17.1-5). Até mesmo nos relacionamentos internos do ser de Deus, o relacionamento entre estas duas pessoas é o mesmo que existe entre um pai e um filho. Além do mais, nós não devemos ter a intenção de usar o padrão humano de um pai ou esposo para interpretar o caráter paterno de Deus, nem o caráter de marido de Cristo, mas, na verdade, devemos ver Deus como o modelo perfeito daquilo que esses padrões deveriam ser, e então avaliar a nossa experiência pelo padrão do Pai e Cristo.
Isto é patriarcal? Sim, é. Mas, como cristãos, devemos tomar a nossa teologia das Escrituras, e não dos padrões culturais à nossa volta. Muitas das culturas que rodeavam o antigo israel tinham figuras de deusas, como a cultura romana, nos tempos do novo testamento. Mas os autores das Escrituras sempre trataram isto como um dos mais odiosos tipos de idolatria. Se nós desejarmos ser fiéis à nossa herança cristã, devemos nos apegar às Escrituras.
Esse patriarcalismo significa que a Bíblia considera as mulheres inferiores? De maneira alguma. As Escrituras retratam Deus tratando o seu povo da maneira como uma pessoa trataria uma criança. Jesus disse: "Jerusalém, Jerusalém [...] quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas?" (Lc 13.34,35). Aliás, a Bíblia eleva as mulheres, de forma contrária às culturas pagãs da época. Elas participam igualmente da graça de Deus, dada em Cristo (Gl 3.28).
Mas as Escrituras ainda falam de Deus de uma maneira masculina. Deus é Pai, e nós devemos ser eternamente gratos pelo fato de que Ele é o modelo supremo de como um pai deveria ser. Cristo é Esposo, e, como tal, Ele revela o que um esposo deveria fazer por sua esposa. Tanto homens como mulheres da nossa época deveriam ser gratos pelo fato de que Deus é o exemplo perfeito do que significam estas funções. Isto permite que tanto homens como mulheres conheçam o Pai e Cristo de maneira que transformam a vida.
Chad Owen Brand
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O caráter de Deus
Há algumas impressões sobre a fé cristã que se tornaram amplamente disseminadas no imaginário dos não-cristão, em certa medida por responsabilidade de uma boa parcela dos próprios cristãos, atráves da promoção de determinadas teologias que se tornaram mais populares ou mais acessíveis, mas que em uma análise minimamente atenta, não encontram o necessário respaldo bíblico de sustentação.
Destaca-se nesse contexto a noção de que Deus é um agente a ser acionado pela fé para atender às demandas dos homens bons sempre que solicitado. Deus aí é quase um gênio da lâmpada a atender desejos. Se Deus não agiu, foi porque a fé da pessoa não atingiu o nível satisfatório para movê-lo de sua posição de mero observador para a de distribuidor de bênçãos.
Por conta disso, surgem também justificativas necessárias para quando o "truque" falha, quando o resultado esperado não é alcançado: Foi falta de fé, foi castigo.
É facilmente perceptível, simplesmente ao ler a Bíblia, o quanto esta "mágica" está distante do discurso bíblico. Sim, porque é algo mais perto da feitiçaria, que busca dominar as forças naturais e sobrenaturais para conseguir alcançar objetivos. Basta observar as palavras do próprio Jesus, às portas da crucificação: "...se possível afasta de mim este cálice, mas que seja feita a SUA vontade" (Mc. 14:36, Lc 22:42), ou quando o apóstolo Paulo fala sobre o tal do espinho na carne com o qual ele se debatia e sobre o qual disse "...acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. e disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza." (II Cor.12:9).
São apenas dois exemplos de casos em que um pedido não foi atendido e não podemos dizer que houve falta de fé.
É verdade que a Bíblia está repleta também de passagens que falam coisas como , "...se tiverdes fé e não duvidardes...", ou"...tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis..."
Porém, algo importante é deixado de lado, que é mencionado em outro trecho: "Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites." (Tiago 4:3).
Quer dizer, a prática da fé, pressupôe tb uma sintonia com a vontade de Deus. Deus não pode e não vai entrar em contradição consigo mesmo para satisfazer as mais loucas expectativas que um ser humano é capaz de ter.
É verdade também que, por experiência própria, todos nós poderemos nos lembrar de algo não atendido por Deus, que aos nossos olhos estaria longe de ser algo fútil, ou desnecessário. Porém, o ponto aqui é que o relacionamento com Deus, conforme proposto na escritura, vai muito além de uma experiência baseada no pedir e receber, mas em um vínculo crescente de confiança e sintonia com o caráter pessoal deste Deus.
Por isso, também, temos que ter cuidado com explicações simplórias que dizem que Deus não deu por falta de fé, ou por castigo. A Bíblia diz sobre o caráter de Deus: "...para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos." (Mateus 5:45). Deus, portanto, pode muito bem estar proporcionando coisas boas para quem não merece, não para endossar o que estas pessoas fazem, mas justamente para esta pessoa, quem sabe, finalmente ter um vislumbre da bondade divina ou talvez alguns anos mais para que repense alguns de seus valores.
Nesse contexto, a fé à luz da Bíblia, deixa portanto de ter aquele estereótipo de ser um poder de mover objetos, ou de pensamento positivo, uma coisa quase mágica para fazer "Deus trabalhar para nós" e se torna algo totalmente consistente com confiança que se tem no caráter desse Deus. É a certeza do controle e das melhores intenções dele em tudo, apesar de tudo e apesar das aparências.
Como em uma ilustração que me ocorreu certa vez, sobre a fé no caráter de Deus:
"A fé não é o que te faz colocar a família no carro e ir à praia
num dia de chuva, na certeza de encontrar o Sol por lá.Fé é o que te dá a certeza de que o mau tempo não serásuficiente para estragar o momento que Deus preparou para você ali."
Confiar no caráter de Deus é mais do que uma busca por realizar desejos e se livrar de incômodos existenciais. Confiar no caráter de Deus é acreditar em um Deus que se relaciona de forma prática e contínua com o homem. É acreditar que Deus tem prazer em atender os anseios do coração humano, mas que também é soberano na sua vontade e esta soberania se manifesta no que é o melhor para nós, que Ele nunca irá nos deixar em falta, nunca irá nos trair e nunca irá nos decepcionar.
"Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR". (Oséias 6.3).
Fonte: texto publicado originalmente no site http://razaoparacrer.blogspot.com.br, em 20 de janeiro de 2013, por Hamilton Furtado.
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