Toda religião, seja qual for, é passível de corrupção; e em nosso tempo, muitos tentam nos persuadir de que a religião cristã apoia algum tipo de coletivismo sentimental, uma "religião humanitária", na qual a ideia cristã de igualdade perante os olhos de Deus é convertida em uma igualdade social e econômica sombria, forçada pelo Estado. No entanto, basta examinar os credos do cristianismo e a tradição cristã para perceber que o ensino cristão não apoia essa interpretação. O que o cristianismo oferece é redenção pessoal, e não um sistema de revolução econômica. A pessoa humana é a grande preocupação da fé cristã - como a pessoa, e não na vaga posição de "Povo", ou de "Massas", ou de "Desprivilegiados". E quando pregam a caridade, os cristãos tem em mente a doação voluntária daqueles que tem para aqueles q não tem, e não a compulsão estatal que tira de alguns para beneficiar outros. "Os estadistas que trabalhan para inventar uma riqueza comum a todos e sem pobreza", comenta o velho Sir Thomas Browne, "furtam o objeto de nossa caridade; eles não só ignoram as propriedades do cristão individual, mas também se esquecem da profecia de Cristo". A religião cristã ordena que façamos ao próximo aquilo que faríamos para nós mesmos, e não o emprego do poder político para forçar o nosso próximo a entregar sua propriedade.
sábado, 30 de outubro de 2021
igualdade?
sábado, 16 de outubro de 2021
ópio do povo
O marxismo adotou essa posição freudiana de que a religião é o ópio do povo. Contudo, aqueles que experimentaram as repressões da vida sob os estados totalitários marxistas compreenderam o lado oposto da argumentação. Czeslaw Milosz, polonês que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, escreveu:
O verdadeiro ópio do povo é a crença no nada depois da morte - o enorme - o enorme consolo de pensar que, por nossas traições, ganância, covardia, assassinatos, não seremos julgados.
A ciência pode explicar tudo?
John Lennox
sábado, 17 de julho de 2021
distinção entre "religião" e a "fé no Deus da Bíblia"
Assim como foi importante para os judeus no Antigo Testamento, continua importante para nós a distinção entre "religião" e a "fé no Deus da Bíblia". Em sua definição, a religião inclui um conjunto de dogmas nos quais acreditamos. A fé bíblica é a atitude tomada em virtude daquilo em que acreditamos. Crença e atitude nâo podem ser separadas no reino de Deus. Julgamentos morais são sempre situacionais, ou aplicados a uma situação real; a Bíblia não nos dá "morais abstratas" ou ideias que podemos adotar sem que haja implicações ou aplicações. Não podemos citar o sexto mandamento - "Não matarás" - sem definir o que significa matar e trabalhar para impedir que isso aconteça. Não podemos dizer "Não roubarás", sem definir o direito à propriedade e defender a propriedade privada. Então as leis de Deus não são princípios abstratos; são princípios e valores aplicados a situações específicas. As leis bíblicas são leis vivas.
hahaha... não achei a anotação do autor.
sábado, 23 de novembro de 2019
#razão
Todas as nossas faculdades devem ser submetidas a Deus, inclusive a do raciocínio. Deus não nos forçará a fazer isso, nem o fará por nós.
Durante as últimas décadas da história religiosa norte-americana, temos interpretado muito equivocadamente o papel da razão em relação à fé. Decidimos, com efeito, que o raciocínio era do diabo e simplesmente dissemos: "Leve-o consigo. Nós vamos simplesmente crer, e você pode ficar com a razão". Há um vago sentimento de culpa acerca da ideia de pensar demais. Há um sentimento de mal-estar acerca da razão, como se ela de algum modo se opusesse a Deus. Obviamente, isso pode acontecer. O conhecimento tem isso em comum com quase tudo o que se pode mencionar. Todas aquelas faculdades que venho repetindo que devem submeter-se a Deus também podem ser dispostas contra Deus. Mas o que eu estou lhe pedindo é que entenda que, quando observamos atentamente o ministério de Jesus no Novo Testamento, vemos com clareza e precisão o uso da razão.
sábado, 28 de abril de 2018
A Bíblia ensina que existe um purgatório?
A doutrina do purgatório falha no teste bíblico, tanto na interpretação direta dos textos especificamente citados como no ensinamento geral das Escrituras. Nenhuma das passagens clássicas citadas menciona o purgatório, nem por nome nem por conceito. E, ainda mais, esta doutrina nega um dos ensinamentos fundamentais do Novo testamento - a morte de Jesus na cruz expiou todos os nossos pecados, não apenas algum pecado ou alguma desobediência que todos tenham praticado (Rm 3.21-26; 2 Cor 5.21). Todos compareceremos diante do trono do juízo de cristo, mas, por causa da expiação, aqueles que crerem e confiarem em cristo nunca enfrentarão a condenação (Rm 5.1; 8.1; 2 Co 5.10).
sábado, 31 de março de 2018
Os ensinamentos das testemunhas de Jeová são compatíveis com a Bíblia?
sábado, 17 de março de 2018
Como a Bíblia relaciona-se com o Islamismo?
Naturalmente, os muçulmanos estão corretos em pensar que a Bíblia é mais antiga do que o Corão. Mas não há uma sombra sequer de evidência de que a Bíblia tenha sido corrompida. Na verdade, a transmissão do seu texto é, de longe, a mais exata, em comparação com qualquer texto do mundo antigo. A Bíblia não é comprometida pelo uso que Deus faz de personalidades humanas em sua escrita, não mais do que quando Ele usa a personalidade humana na palavra pronunciada pelos profetas. Além disso, fortes evidências respaldam, entre outras coisas, a historicidade da crucificação e da ressurreição de Cristo. Os cristãos reverentes podem ajudar a corrigir conceitos equivocados dos muçulmanos sobre a Bíblia (por exemplo, mostrando que a Bíblia não sanciona a iniquidade da cultura ocidental). Na verdade, os seguidores de Cristo devem auxiliar os muçulmanos para que o Espírito Santo traga a convicção aos seus corações, por intermédio da poderosa Palavra de Deus (Hb 4.12).
sábado, 10 de março de 2018
Como um cristão deve relacionar-se com os membros de religiões e movimentos não cristãos?
Quando testemunhamos os que tem religiões não cristãs, devemos evitar nivelá-los através de uma abordagem que os trate como se fossem semelhantes uns aos outros. Ao mesmo tempo, não devemos ignorar os pontos em comum que fundamentam a lealdade religiosa, quer seja cristã, quer não. Se tivermos uma sensibilidade apropriada para com as diferenças individuais, poderemos identificar algumas estratégias úteis para conquistar seguidores de movimentos religiosos não cristãos.
Trate das motivações pessoais que fundamentam o comprometimento religioso. Frequentemente, as pessoas comprometem-se com uma religião para satisfazer às necessidades pessoais. Nas novas manifestações religiosas, em particular, existe um foco na transformação do ser. Os adeptos de falsas religiões com frequência se unem para tratar de necessidades intelectuais, emocionais, sociais e espirituais. As pessoas estão procurando relacionamentos amorosos e um sentimento de conexão; uma atmosfera familiar (particularmente atraente para os que não tem família ou cuja família é perturbada); um sentimento de aceitação e de valor próprio (às vezes, por ser parte da "grande obra de Deus" por meio do movimento religioso ou da falsa religião); uma oportunidade de alcançar objetivos idealistas ( por exemplo fazer obras de filantropia e caridade); uma maneira de aplacar profundos anseios espirituais (por exemplo, ter uma sensação do "divino" ou "transcendente"); e um sistema de fé que propiciará respostas para as perguntas mais profundas da vida ("Por que estou aqui?", "Qual é o propósito da vida?")
Estas aspirações dificilmente são exclusivas dos membros de falsos movimentos religiosos. Tampouco existe algo necessariamente sinistro no fato de as pessoas buscarem satisfazer estas necessidades. Na verdade, muitos envolvem-se em igrejas cristãs de base bíblica pelas mesmas razões - unem-se à igrejas, por exemplo, por causa dos relacionamentos de carinho e comprometimento que vivenciam como parte da família de Deus. O problema com as falsas religiões é o fato de que, em última análise, elas não podem satisfazer os mais profundos anseios do espírito humano. Somente o verdadeiro evangelho pode fazê-lo. Uma das coisas mais importantes que podemos fazer para alcançar aos que estão presos em falsas religiões é proporcionar um ambiente onde possam ser satisfeitas estas necessidades espirituais, sociais, emocionais e intelectuais. A igreja deve proporcionar - e, de modo geral, o faz - este tipo de ambiente, mas para os que vem de falsas religiões, a necessidade é particularmente urgente. Alguns novos movimentos religiosos podem ser difíceis para os que os deixam, evitando-os ou "desfiliando-os". A pessoa que deixar um desses grupos pode sentir de uma só vez a perda de todo o sistema de apoio da família e dos amigos. A igreja necessita ser sensível com relação a isto e deve estar preparada para fazer um esforço a fim de alcançar estes indivíduos, aceitando-os no corpo de Cristo com braços amorosos.
Classificar, compreender e refutar apropriadamente os falsos sistemas de fé. Por mais importantes que sejam os fatores interpessoais mencionados acima, também é necessário compreender corretamente, (e então refutar biblicamente), o falso sistema de fé.
O primeiro passo é classificar com precisão o tipo de sistema de fé em questão. É preciso fazer uma distinção básica entre novos movimentos religiosos dependentes do cristianismo e grupos religiosos que não afirmam ter relação com o cristianismo. Os primeiros afirmam ser cristãos, mas negam uma ou mais doutrinas essenciais da fé cristã. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os mórmons(, as Testemunhas de Jeová e a Ciência Cristã são alguns exemplos. As religiões do mundo, como o islamismo, também negam crenças fundamentai cristãs, incluindo a doutrina da Trindade e a divindade de Cristo, mas, diferentemente dos novos movimentos religiosos do cristianismo, não afirmam ser cristãs e, na verdade, repudiam explicitamente tal rótulo.
A distinção entre novos movimentos religiosos dependentes do cristianismo e as religiões do mundo não é meramente acadêmica. Dirigimo-nos a um muçulmano de maneira diferente da que usamos para falar a um mórmon. Por exemplo, não precisamos convencer um mórmon de que Jesus Cristo é o Salvador e de que o cristianismo é verdadeiro. Na verdade, o mórmon já acredita que Jesus é o Salvador e que sua igreja é a verdadeira restauração do cristianismo, sob a liderança de Joseph Smith. A tarefa é mostrar que o mormonismo é uma forma falsificada do cristianismo, com um falso Jesus que não salva. Um muçulmano por outro lado, não somente terá noções deturpadas do que ensina o verdadeiro cristianismo, como também terá de ser convencido de que o cristianismo é a verdadeira religião.
Também devemos compreender o sistema de fé não cristão que estamos confrontando com tanta exatidão e tantos detalhes quanto seja possível. A incapacidade de fazer isto pode rapidamente causar um curto-circuito em uma oportunidade de testemunho, pois os seguidores de uma falsa religião rapidamente deixarão de dar atenção a um cristão que lhes impute crenças que eles não tem. É importante, como destacam Robert e Gretchen Passantino, observar um tipo de regra de ouro quando discutirmos sistemas de fé não cristãos: representar o sistema de fé deles com a mesma exatidão como você desejaria que eles representassem o seu. Somente então poderemos esperar ser levados a sério quando confrontarmos os erros das falsas religiões com as declarações de Jesus Cristo.
sábado, 3 de março de 2018
Como um cristão deve relacionar-se com o movimento da Nova Era?
Embora os vestígios de uma perspectiva bíblica ainda sejam evidentes, pesquisas de opinião revelam que as crenças doutrinárias de, talvez, uma terça parte dos ocidentais,podem ser caracterizados como de Nova Era. As ideias deste Movimento da Nova Era (MNE) são amplamente, e às vezes subconscientemente, disseminados por meio da televisão (por exemplo, o programa de Opra Winfrey) e dos filmes (por exemplo, Guerra nas Estrelas). O MNE também tornou-se um grande negócio, com suas miríades de seminários de autoajuda, publicações e guias para oração (de modo frequentemente imitando tradições cristãs), e livros.
Os seguidores do movimento muitas vezes rejeitam a expressão "Nova Era" devido às suas conotações.De qualquer forma, um nome melhor talvez seja "religião pós moderna", em vista das suposições que ela tem em comum com o pós-modernismo filosófico. Rejeitando, de modo geral, uma abordagem científica ou analítica (modernista) à vida, os seguidores creem que o conhecimento é construído de maneira subjetiva e determinado socialmente. A verdade não é universal para todos os humanos, mas pode variar, de acordo com o que "funciona" para alguns, e não para outros. Os valores morais não são universalmente objetivos, mas apenas propriedades de comunidades que decidem aderir a eles. As pessoas adeptas à perspectiva do MNE consideram a realidade como um conjunto unificado em evolução; na verdade, eles muitas vezes consideram Deus como sendo um nome para este conjunto. Eles desdenham particularmente o cristianismo bíblico, devido às suas reivindicações de ser a verdade universal.
Uma vez que o MNE não está sob a autoridade de nenhum texto religioso em particular, os proponentes são identificados por vários "sintomas", como os seguintes: eles preferem a prática da espiritualidade às organizadas e clássicas de religião; eles creem que nenhum professor religioso pode reivindicar a adesão de todos; as declarações de Jesus como sendo o Caminho devem ser reinterpretadas ou completamente rejeitadas;de acordo com eles, em lugar da graça de Deus revelada completamente rejeitadas; de acordo com eles, em lugar da graça de Deus revelada no Jesus da Bíblia, "anjos", forças paranormais ou até mesmo o potencial humano puro servem como "salvadores" das dificuldades da raça; misturando e combinando os objetos de adoração, eles muitas vezes identificam-se simultaneamente com palavras como budista, judeu e presbiteriano. Em última análise, o MNE representa um retorno ao politeísmo, ou a crença em vários falsos deuses.
Como, então, devem os cristãos começar a compartilhar Cristo com os que pertencem ao MNE? Muitas vezes, é uma discussão sobre a verdade que abre o caminho. Se a verdade universal e objetiva não existe, então as declarações do Evangelho são falsas. Mas todas as pessoas vivem como se as crenças cotidianas devessem corresponder a realidade (por exemplo, ninguém consegue viver de veneno, em lugar de água). Assim sendo, por que alguém deve defender que a crença em Deus e na vida após a morte é, de alguma maneira, diferente? A incoerência nos assuntos cotidianos é considerada desonesta e irracional ("Sim, senhor guarda, aquele carro parado em fila dupla é meu, mas não é meu"). Por que, então aceitar declarações do tipo: "Cristo pode ser verdadeiro para você, mas não para mim?"
À primeira vista, o tratamento de má qualidade dispensado à verdade no MNE faz com que ele pareça mais tolerante que o cristianismo. Mas, na verdade, ele considera, de maneira condescendente, as declarações de todas as outras religiões como erradas, ignorantes, e divisoras, crendo que somente os que estão no MNE veem o quadro completo; outras religiões, concentradas em seus ensinamentos tradicionais, não tem ciência da profunda unidade oculta entre todas as religiões. Mas, há uma boa razão para crer que realmente existem muitos caminhos para o céu? Como alguém pode afirmar conhecer a verdade universal (especialmente se não existem verdades universais)? Os mapas rodoviários não pressupõem que há apenas um caminho que pode levar a um destino. Os caminhos podem ser escolhidos pelo seu percurso tranquilo ou pelas suas belas paisagens, mas nem todas levam ao mesmo lugar.
sábado, 24 de fevereiro de 2018
Como um cristão deve conviver com um budista?
sábado, 5 de agosto de 2017
Sem mais desculpas.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
A Palavra de Deus é...
A garantia de uma religião que não se transforme em religiosidade vazia é sua aplicabilidade no contexto da casa e do caminho. Princípios e mandamentos não são orientações ritualísticas ou que visem ordenar unicamente o culto e cerimonial que envolve sacrifícios. A Palavra de Deus é lâmpada para os pés e luz para o caminho (cfe. Salmo 119.105). É alimento para a mesa da vida, pois não só de pão vive um homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (cfe. Deuteronômio 8.3).








