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sábado, 21 de março de 2020

Por que Deus simplesmente não perdoa a todos?


Por que Deus simplesmente não perdoa a todos?


Olá, Dr. Craig.
Minha pergunta diz respeito à necessidade de fé para a salvação. Em específico, se Deus é perfeitamente amoroso e a expiação dos pecados do mundo feita por Cristo é suficiente para a justificação de todos os seres humanos, como é possível que Deus requeira fé por parte do indivíduo para que ele seja salvo? Se Deus realmente tem uma vontade salvífica universal, e o sangue de Cristo tem o potencial de cobrir todos os pecados da humanidade, o que impede Deus de perdoar todos os pecados de todas as pessoas? Parece que tanto o amor quanto a justiça de Deus poderiam, ainda assim, ser satisfeitos nesse cenário: amor, pois a vontade salvífica universal de Deus está plenamente realizada; justiça, pois o sangue de Cristo faz expiação por todos os pecados da humanidade, independentemente do arrependimento individual pelos pecados e da aceitação de que tal expiação exista.
Pergunto porque, em seu debate sobre a natureza de Deus com Shabir Ally, o senhor indicou que a concepção muçulmana de Deus enxerga sua onipotência como que se sobrepusesse à sua justiça, de modo que sua justiça possa ser subvertida se assim lhe aprouver. Indicou também que, então, torna-se inexplicável por que Deus perdoa apenas os pecados de certas pessoas, a menos que ele apenas ame certas pessoas. Parece-me que, para o cristão, este dilema também é aplicável, uma vez que a expiação feita por Cristo satisfaz a justiça de Deus. Sem sua justiça prevenindo-o de perdoar pecados, torna-se inexplicável por que Deus não perdoa os pecados de todas as pessoas, a menos que ele ame apenas certas pessoas.
Obrigado.
Aidan
Canadá
 Canada

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DR. CRAIG RESPONDE



Conforme explico em meu livro mais extenso sobre a expiação, agora no prelo, penso que Deus  perdoou os pecados de todos com base no pagamento substitutivo de nossa pena feito por Cristo e que, portanto, as exigências tanto de seu amor quanto de sua justiça essenciais estão satisfeitas. No entanto, como um indulto presidencial, o perdão divino deve ser livremente aceito para que se torne eficaz. As cortes americanas determinaram que um indulto não pode ser forçado sobre o criminoso; ele deve aceitá-lo para que tenha efeito. O presidente “não pode, sob a lei existente, tornar eficaz o indulto pleno sem o consentimento do prisioneiro. Este deve estar disposto a receber e aceitar o indulto pleno antes que ele seja posto em vigor”.[1] É por isso que, antes de seu indulto a Richard Nixon, o presidente Ford enviou um emissário secreto até Nixon para se assegurar de que ele estava disposto a aceitar tanto o indulto quanto a culpa nele subentendida. Nixon disse que estava disposto. Caso Ford tivesse declarado o indulto e Nixon o tivesse rejeitado porque queria esperar por seu julgamento na corte, o indulto teria sido nulo.
O correspondente teológico desta situação diz respeito ao indulto divino e sua aceitação para ser eficaz. Dado meu compromisso com a liberdade humana da vontade, penso que deve ser aceito. Obviamente, Deus não fica restrito a alguma lei superior, mas à liberdade humana. Teólogos diferem neste ponto: a graça de Deus é intrinsecamente eficaz e, portanto, irresistível por parte daquele sobre o qual ela é outorgada; ou a graça é extrinsecamente eficaz e, portanto, requer o livre consentimento da vontade da criatura para produzir seu efeito. Adoto a segunda visão. Deus nos trata como agentes morais judiciosos que fazem escolhas morais livres. Ele violaria sua própria justiça essencial caso nos forçasse a um indulto.
Como é Cristo, e não nós, quem cumpriu a sentença por nossos pecados, nossa redenção não se conclui a menos e até que livremente recebamos o indulto de Deus. Em contraste com o criminoso que recebeu o indulto após servir plenamente sua sentença, nós permanecemos em nosso estado de condenação judicial até que aceitemos o indulto a nós oferecido por Deus. Se alguém recusa o indulto oferecido por Deus, o sacrifício de Cristo de nada lhe serve, pois rejeitou a satisfação da justiça de Deus efetuada por Cristo. Assim, “os que recebem da transbordante suficiência da graça e da dádiva da justiça reinarão muito mais em vida por meio de um só, Jesus Cristo” (Romanos 5.17).
Em comparação, segundo a visão muçulmana, a onipotência divina se sobrepõe à justiça divina. Ele pode tratar os seres humanos não como agentes morais judiciosos cujas escolhas ele respeita, mas como meros fantoches a serem por ele manipulados. Aqui, mais uma vez, vemos a superioridade teológica da concepção cristã de Deus em relação ao entendimento muçulmano.


[1] W. H. Humbert, The Pardoning Power of the President, com prefácio de W. W. Willoughby (Washington, D.C.: American Council on Public Affairs, 1941), p. 135.

- William Lane Craig
https://pt.reasonablefaith.org/artigos/pergunta-da-semana/por-que-deus-simplesmente-naeo-perdoa-a-todos



sábado, 1 de fevereiro de 2020

#Jesus ensinou assim.

Estes dias ouvi um "famoso" pregador, na verdade nem tão famoso assim. Famoso apenas em seu próprio reino, falando sobre a graça de Deus. Mas na mensagem ele dizia: "Na nova aliança nossos pecados já estão perdoados, tantos os pecados do passado como os do futuro. Então quando você ora: Deus me perdoe... Deus responde: Eu não sei do que você esta falando... em Cristo eu já te perdoei! ALELUIA! Não existe mais pecado."

Nesse mesmo vídeo a igreja vibrava e os comentários no Youtube eram: UAU!!!!
Mas o problema desse tipo de mensagem cada vez mais comum é gerar um sentimento no coração naqueles que a ouvem que a santificação é algo desnecessário, uma vez que "todos" pecados já estão  perdoados e que não temos responsabilidade sobre eles.

Esse pensamento é tão absurdo e fraco que se considerarmos o que a própria Bíblia diz sobre perdão já podemos refutar essa ideia.

Jesus nos ensinou a orar assim: (Mt 6.9-15) Ou Jesus estava errado em dizer "Pai, perdoa-nos"?

Simão, o que quis comprar o dom de deus é instruído a pedir perdão a Deus (At 8.17-24).

Quando confessamos nossos pecados uns aos outros e oramos uns pelos outros somos perdoados (Tg 5.14-16).

Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar (1 Jo 1.9).

O que não confessa o pecado a Deus não prospera, mas o que confessa e deixa alcança misericórdia (PV 28.13).

Ahhhh mas esse está na velha aliança, vão dizer... porém, "toda a escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra". (2 Tm 3.16, nova aliança). Portanto, sustentar uma doutrina como essa baseado unicamente nos textos do apóstolo Paulo é abusar da hermenêutica. Mas hermenêutica e escola bíblica estão faltando para esse povo.

Arrependimento produz frutos visíveis, dentre os quais está o abandono dos pecados (At 26.19-20). PRONTO!! Nova Aliança... ou o livro de Atos foi escrito por Moisés?

Então antes que eles citem o famoso versículo da graça eu meso o farei: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; dão de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.8-10).

Para que a salvação não seja pelas nossas obras, Deus nos  preparou de antemão para que andemos em boas obras, afinal, a fé sem obras é morta e não excede a fé dos demônios (Tg 2.14-20).

Obras não salvam e isso não é novidade mas o que o povo que segue essa teoria parece esquecer é que todo salvo deve produzir as boas obras e buscar santificação.

Então queridos, antes de sairmos por ai aplaudindo heresias, vamos estudar a Bíblia.

Outra coisa... justiça, justificação e santidade são coisas diferentes, ok?



Heber Costa Mendes



sábado, 14 de setembro de 2019

#Perdão

Justificados, mas não perdoados?



Como podemos ser justificados pela fé e, apesar disso, precisarmos continuar confessando nossos pecados, todos os dias, para que sejamos perdoados? Por um lado, o Novo Testamento nos ensina que, quando cremos em Cristo, a nossa fé é atribuída como justiça (Romanos 4.3,5-6); a justiça de Deus é imputada a nós (Filipenses 3.9). Em Cristo, permanecemos diante de Deus como pessoas justas, e aceitas, sim, e “perdoadas”, conforme Paulo afirmou: “É assim também que Davi declara [em Salmos 32.1] ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos” (Romanos 4.6-7). Portanto, na mente de Paulo, a justificação envolve a realidade do perdão.

Contudo, por outro lado, o Novo Testamento também ensina que o nosso perdão contínuo depende da confissão de nossos pecados. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.9). Confessar os pecados é uma parte do andar na luz, que temos de praticar, a fim de que o sangue de Cristo continue a purificar-nos de nossos pecados — “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz… e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7). E Jesus nos ensinou a orar diariamente: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6.12).

Então, como devemos nos ver em relação a Deus? Todos os nossos pecados já estão perdoados ou são perdoados dia após dia, à medida que os confessamos? A justificação significa que todos os pecados — passados, presentes e futuros — estão perdoados no caso das pessoas justificadas? Há outra maneira de vermos os nossos pecados em relação a Deus? Ouçamos, primeiramente, o pastor e teólogo Thomas Watson, que viveu há 350 anos.

Quando percebi que Deus perdoa todos os meus pecados, entendi que isso se referia a pecados passados, uma vez que os pecados por vir são perdoados somente quando nos arrependemos deles. Na verdade, Deus já decretou o perdão desses pecados. E, quando Ele perdoa um pecado, perdoará, no devido tempo, todos os outros. Mas os pecados futuros não são realmente perdoados até que nos arrependamos deles. É absurdo pensar que o pecado é perdoado antes de ser cometido…

A opinião de que os pecados futuros, bem como os pecados passados, são perdoados remove e anula a intercessão de Cristo. Ele é um advogado que intercede em favor de pecados cotidianos (1 João 2.1). Mas, se o pecado é perdoado antes de ser cometido, existe alguma necessidade da intercessão diária de Cristo? Que necessidade tenho eu de um advogado, se o pecado é perdoado antes de ser cometido? Portanto, embora Deus perdoe, no caso do crente, os pecados passados, os pecados vindouros não são perdoados, enquanto não há arrependimento renovado (Body of Divinity,Grand Rapids: Baker Book House, 1979, p. 558).

Watson está correto? Depende. Sim, creio que podemos aceitar esse ponto de vista sobre o perdão, se tivermos em mente, com firmeza, o fato de que o preço, o fundamento e a garantia de todo o perdão (de pecados passados, presentes e futuros) foi a morte de Cristo, de uma vez por todas. A ambigüidade surge com a pergunta: quando obtemos o perdão para todos os pecados que cometeremos? Essa pergunta significa: quando o perdão foi comprado e garantido para nós? Ou significa: quando o perdão será aplicado a cada transgressão, de modo que remova o desagrado de Deus para com ela? A resposta à primeira pergunta poderia ser: na morte de Cristo. A resposta à segunda pergunta: na renovação de nosso arrependimento.

Isso levanta outra pergunta: Deus sente desprazer em relação a seus filhos justificados? Se isto é verdade, que tipo de desprazer é este? É o mesmo que Deus sente em relação aos pecados dos incrédulos? Como Deus vê os nossos pecados diários? Ele os vê como transgressão de sua vontade, que O entristece e O deixa irado. Contudo, essa tristeza e essa ira, embora motivadas por responsabilidade e culpa autênticas, não é a “ira judicial”, utilizando a expressão de Thomas Watson. “Embora o filho de Deus, após receber o perdão, possa incorrer no desprazer de seu Pai celestial, a ira judicial de Deus é removida. Ainda que Deus possa usar a vara, Ele já removeu a maldição. As correções podem sobrevir aos santos, mas não a destruição” (Body of Divinity, p. 556).

Deus também vê nossos pecados como “cobertos”, e não como “imputados”, por causa do sangue de Cristo (Romanos 4.7-8). Assim, de um modo paradoxal, Ele vê nossos pecados como portadores de culpa (que causam tristeza e ira) e, ao mesmo tempo, como pecados que já têm o perdão garantido (embora ainda não perdoados, no sentido da reação de Deus à confissão e da remoção do seu desprazer paternal). O que causa a distinção entre a ira judicial de Deus para com os pecados ainda não confessados dos incrédulos e o desprazer dEle para com os pecados não perdoados dos crentes? A diferença é que o crente está unido a Deus, em Cristo, mediante uma nova aliança. A promessa desta aliança é que Deus jamais deixará de fazer-nos o bem e jamais permitirá que O abandonemos, mas sempre nos trará à confissão e ao arrependimento. “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jeremias 32.40).

Este compromisso da nova aliança foi comprado por Cristo para nós (Lucas 22.20) e aplicado por meio da fé, de modo que, embora incorramos no desprazer de Deus, nós, que somos justificados pela fé, nunca incorremos na ira judicial de dEle, por toda a eternidade. Em outras palavras, visto que o perdão de todos os nossos pecados foi comprado e garantido pela morte de Cristo, Deus está plenamente comprometido em trazer-nos de novo ao arrependimento e à confissão, tão freqüentemente quanto necessário, a fim que recebamos o perdão e o desfrutemos na remoção do seu desprazer paternal. Nosso Pai se compraz em restaurar-nos à sua satisfação, até que essas restaurações não sejam mais necessárias.

John Piper - Provai e Vede





sábado, 24 de setembro de 2016

Perdão é optar por ver o ofensor com olhos diferentes.




      Seja rápido em mostrar compaixão pelo pastor imoral. Mas não tenha pressa em dar-lhe um púlpito. A sociedade pode conceder graça e condenações ao mesmo tempo. Dê uma segunda chance àquele que molesta crianças, mas mantenha-o longe de parquinhos de diversões.

      Perdão não é loucura.

      Perdão é, em essência, optar por ver o ofensor com olhos diferentes. Quando alguns missionários morávios levaram a mensagem de Deus aos esquimós, eles sofreram para encontrar uma palavra para perdão na língua nativa. Por fim, chegaram a essa difícil opção de 24 letras: issumagijoujungnainermik. Esta formidável junção de letras é literalmente traduzida como "não há mais como pensar nisso".

     Perdoar é seguir em frente, não pensar mais na ofensa. Você não justifica, endossa ou aceita o ofensor. Você simplesmente coloca o que pensa sobre ele no caminho que leva ao céu. Você vê seu inimigo como filho de Deus e a vingança como algo que cabe a Deus.

      A propósito, como nós, recipientes da graça, podemos fazer menos que isso? Será que temos coragem de pedir graça a Deus quando nos recusamos a transmiti-la?

Max Lucado




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Como a morte de Jesus pode trazer o Perdão?

   Ocasionalmente, ouvem-se estórias sobre alguém que é sentenciado por um crime, quando, de repente, outra pessoa levanta-se e diz: "Eu receberei a punição no lugar dele". Muitas dessas estórias não são baseadas em fatos. Mas o Novo Testamento ensina que Jesus, na sua morte, tomou sobre si a punição pelo nosso pecado.



   As escrituras ensinam que toda humanidade está manchada e corrompida pelo pecado, tanto por causa do pecado de nosso antepassado, Adão (Rm 5.12-21), como porque nós mesmos somos todos pecadores (Ef. 2.1-3). Deus, como o justo Juiz, não pode ignorar o pecado, e não o fará, uma vez que o pecado viola a sua natureza e traz destruição para o mundo perfeito que Ele criou. Deus seria injusto se simplesmente dissesse: "Oh! Bem, são apenas meninos". Em vez disto, o pecado deve ser punido, e uma vez que todos nós infringimos a lei de Deus, nós merecemos a plena punição. Contudo, surpreendetemente, Jesus veio para tomar a nossa punição sobre si mesmo. O Novo Testamento nos fala que a morte de Jesus propiciou o perdão, pelo menos de três maneiras. Em primeiro lugar, a morte de Jesus foi um sacrifício pelos nossos pecados. Cristo cumpre o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento, sendo ao mesmo tempo, sumo sacerdote e sacrifício (Hb 5-10). No dia da expiação, animais eram mortos diante do altar e o sangue era espargido sobre o propiciatório no Lugar Santíssimo. Debaixo do propiciatório, havia tábuas de pedra em que haviam sido escritos os Dez Mandamentos. Olhando do céu para baixo, Deus podia ver a lei, mas quando o sangue de sacrifício era espargido, a lei - como lembrete do pecado do povo - era coberta. Sem derramamento de sangue não há perdão de pecados (Hb 9.22).

   Em segundo lugar, o Novo Testamento fala sobre a morte de Cristo como uma "propiciação" pelos nossos pecados (Rm 3.21-26). Esta palavra, hilasmo, tem o significado de "uma oferta que satisfaz a ira de Deus pelo pecado", todavia, notavelmente, o próprio Deus fornece esta oferta. Quando Jesus morreu na cruz, clamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27.46).

   O Pai estava derramando a sua ira porque "Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Co 5.21).

   Em terceiro lugar, e relacionado aos dois aspectos já mencionados, a Bíblia fala sobre a morte de Cristo como uma substituição. Jesus não veio para ser servido, mas para servir e "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc 10.45). Jesus "se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau" (Gl 1.4). As predições de Isaías sobre um Servo Sofredor que viria são cumpridas na morte de Jesus, que "foi ferido pelas nossas transgressões e moídos pelas nossas iniquidades [...] o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" (Is 53.5,6). Ele morreu em nosso lugar.

   Pela fé, e somente pela fé, nós recebemos o perdão que Cristo propicia pela sua morte humilhante e dolorosa. O resultado? A vida eterna (Ef 2.3-10).

Fonte: Bíblia de Estudo Defesa da Fé - CPAD - Pág. 1978