Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de junho de 2014

Não basta ser legal!


A “BONDADE NATURAL” – ter uma personalidade sadia e íntegra – é excelente. Devemos procurar, por todos os meios ao nosso alcance, sejam médicos, econômicos e políticos, “produzir” um mundo em que o maior número de pessoas cresçam sendo “amáveis” ou “boas”, da mesma forma que devemos tentar contribuir para um mundo em que todos tenham o suficiente para comer. Mas não devemos supor que mesmo se tivermos sucesso em tornar todas as pessoas em seres humanos amáveis, suas almas estariam salvas. Um mundo de gente boa, contente consigo mesmo e que não olhe para mais nada (esquecidos de Deus), seria tão desesperadamente necessitado de salvação, quanto um mundo miserável – e talvez fosse até mais difícil de ser salvo.



O simples aperfeiçoamento não significa redenção, embora redenção sempre melhore as pessoas, até mesmo aqui e agora, e aperfeiçoará, no final das contas, num grau que não se pode imaginar. Deus se fez homem para transformar suas criaturas em seus filhos: não, simplesmente, para melhorar o velho homem, mas para produzir um novo tipo de homem. Não se trata de ensinar um cavalo a pular cada vez melhor, mas de transformar um cavalo em um ser alado. É claro que, uma vez adquiridas as asas, ele levantaria vôo por sobre os obstáculos que antes nunca teriam sido vencidos e, com isso, acabará derrotando o cavalo comum no seu próprio jogo. Mas poderá haver um período, enquanto as asas ainda estiverem começando a crescer, em que ele não poderá fazê-lo. E nesse estágio as protuberâncias nos ombros – ninguém que as veja diz que irão se transformar em asas – talvez até mesmo lhe dêem uma aparência desajeitada.

C S Lewis – Cristianismo Puro e Simples

terça-feira, 23 de julho de 2013

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

CRISTOFOBIA



       A CRISTOFOBIA CHEGOU AO STF




Em vários países da África e do Oriente Médio, a cristofobia é uma realidade dramática, que faz – atenção! – milhares de vítimas. Hoje, com absoluta certeza, muitas pessoas foram assassinadas apenas porque são... cristãs. E, no entanto, isso se dá sob o silêncio cúmplice da Organização das Nações Unidas e das democracias ocidentais.

Curiosamente, ou nem tanto, boa parte dos intelectuais do Ocidente, especialmente os da esquerda europeia, discutem a “islamofobia”. Onde mesmo o Islã é perseguido hoje em dia!? As restrições impostas, por exemplo, na França a símbolos religiosos – a famosa questão do véu – valem também para os cristãos, proibidos de ostentar crucifixos em escolas.

O mais espantoso é constatar que a cristofobia está hoje entranhada no Ocidente. No Brasil também! Ao aprovar o aborto de anencéfalos quase todos os ministros do Supremo que votaram ontem procuraram descaracterizar o cristianismo como um conjunto de valores que concentra valores fundamentais do humanismo.

Encantados com a retórica antirreligiosa e no afã de declarar a laicidade do estado (como se alguém a estivesse contestando), aqueles que ontem formaram a maioria acabaram votando, na prática, pela descriminação do aborto, livre de qualquer restrição. Havia ali uma mais do que clara tentação de declarar “quando começa a vida”. E, NO ENTANTO, ISSO NÃO ESTAVA EM DEBATE.

Tenho notado um crescente movimento nesta direção: para desqualificar um adversário e não responder a suas eventuais ponderações, basta acusá-lo de “religioso”. Até agora, não vi uma resposta eficiente a uma questão que me parece central no debate: qual é o mínimo de vida fora do útero materno que se considera razoável para não matar o feto? “Ah, não me venha com sua crença!” O que há de religioso na minha pergunta?

Não, senhores! A questão não é “apenas” religiosa, não! Estamos escolhendo em que sociedade queremos viver e decidindo o que é e o que não é moralmente legítimo fazer com o humano. Desprezar como “coisas da religião” os valores cristãos num debate como esse corresponde, aí sim, ao triunfo de um fundamentalismo. Sim, estou empenhado em algumas causas que considero justas e humanas. Uma delas é combater, por exemplo, a crescente popularização de teses eugênicas sob o pretexto de que não se pode impor sofrimento ãs famílias e às crianças por nascer.

Infelizmente, a cristofobia chegou também ao Supremo. A separação – que ninguém questiona – entre Igreja e Estado e a laicidade desse estado estão sendo usadas como pretexto para desqualificar qualquer óbice moral – por mais legítimo que seja – apresentado pelos cristãos, como se as religiões concentrassem apenas valores ligados à fé e ao mundo trancendental e não trouxessem e não trouxessem consigo um razoável estoque de valores humanistas.


FONTE: O PAÍS DOS PETRALHAS II - PAGS. 60 E 61 - EDITORA RECORD - REINALDO AZEVEDO

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Garotas de Programa, Prostitutas e afins

   Ouçam, Deus quer falar com vocês!!!



   Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.   Mt 11.28

   A saber: Se com a tua boca confessares ao senhor Jesus, e em teu coração creres que deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.  Rm 10.9

   Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça.   1João 1.9

  

Esquinas Cruéis


De longe se vê sua imagem,
Sua tatuagem, seu jeito de andar,
Olhar de menino, corpo de mulher,
Pros homens um vício qualquer.
Sem eira nem beira de qualquer maneira
Se esconde entre brincos, colares e anéis
Escrava da sorte de esquinas cruéis

Conhece os normais e os doentes
de tão diferentes parecem iguais
Pois pagam seu preço, desfrutam seu corpo
confundem prazer com amor
No seu dia-a-dia a mesma agonia

Vender pra ganhar, pra chorar, pra sofrer
contrariando a vida, pra aos poucos morrer

Você tem um preço mais alto,
E Deus lá do alto um dia já pagou
Desceu da sua glória, morreu numa cruz
Pra levar de uma vez suas lágrimas
O amor mais sincero, a paz sem limites
E em meio as tristezas, promessas fiéis
É Cristo em sua vida quebrando os cordéis
Pra te dar vida livre de esquinas cruéis
Vem arrependida viver a seus pés



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Comer Fugu...


Fugu, nada mais é que o nome oriental para o nosso simpático baiacu, aquele conhecido peixe com capacidade para inflar e desinflar como uma bola.
Trata-se de uma iguaria muito apreciada em vários lugares, mas especialmente no Japão.

O problema com o Fugu, é que além de saboroso, ele também é dotado de um veneno humanamente letal, presente em sua pele e alguns órgãos internos. Por isso, apenas chefs credenciado estão autorizados a preparar o Fugu.

O veneno do Fugu causa uma morte lenta e dolorosa pela paralisa os músculos, mantendo a pessoa em consciência enquanto morre por asfixia.
Morrer por ingestão de Fugu é uma possibilidade concreta, como comprovam as estatísticas anuais dando conta de vítimas desta causa.
Nada disso, porém, impede que pratos com sua saborosa carne continuem sendo preparados e apreciados cada vez mais.

Eu penso que certas práticas do nosso dia-a-dia se comparam a comer Fugu.
Para desfrutar do útil, belo e agradável disponível, algumas vezes é preciso incorrer em um risco até mesmo fatal.
Habilidade e destreza ajudam a minimizar o risco, mas não o eliminam. Ele está sempre presente e o limite para ele é bastante tênue.

Um campo em que isso se torna muito evidente para mim é o cultural. Entenda-se aí como cultura toda informação que chega até nós a cada dia pela imprensa, publicidade, artes e entretenimento, por canais mais variados de mídia, em doses cada vez maiores. Informação trabalhada com técnicas cada vez eficazes em formar opiniões, moldar carácteres e influenciar o comportamento das pessoas.
A cultura, evidentemente, pode ter coisas positivas a oferecer, porém, não deveria ser simplesmente assimilada da forma como é oferecida, em estado bruto, mas considerada, analisada e devidamente selecionada antes de ser consumida, como se faz com o Fugu. Somos criteriosos com a comida que compramos no mercado, com a escola que nossos filhos frequentam, com as pessoas que visitam nossa casa, mas aquilo que entra nela com o rótulo de cultura nem sempre passa por algum critério de seleção e acaba sendo assimilado de forma sutil e, não raro, automática.

A cultura em que estamos imersos – e na qual a oferta de informação é um aspecto cada vez mais relevante – pode ter uma influência grande ou pequena, um peso maior ou menor, dependendo da pessoa e do contexto particular de cada um, mas a única coisa que não se pode negar é que ela nos afeta.
Acreditar no contrário é uma grande ingenuidade. E a diferença entre uma iguaria e um veneno pode ser tão sutil quanto fatal.

Fonte: www.outramente.org