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sábado, 13 de abril de 2024

#o fim é melhor

 

Você compraria uma casa se somente fosse permitido ver um dos quartos? Você compraria um carro se pudesse ver somente os pneus e lanternas traseiras? Julgar bem requer ter uma visão mais ampla.

 

Um fracasso não torna uma pessoa um(a) fracassado(a). Um sucesso não faz de alguém um(a) vencedor(a). “O fim das coisas é melhor que o seu início”, escreveu o sábio. “Seja paciente na tribulação”, escreveu o apóstolo Paulo. Só temos um fragmento. Os contratempos e tragédias são apenas uma página de um grande livro. Devemos ter cuidado ao tirar nossas conclusões. Devemos reservar nosso julgamento sobre as tempestades da vida até que saibamos a história toda.

 

Jesus disse em Mateus 6:34 “Não se preocupe com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações.” Ele devia saber. Ele é o Autor da história, e ele já escreveu o capítulo final.


sábado, 16 de maio de 2020

#imaturidade

Existe um jeito de falar, pensar e sentir que e próprio de menino. Ou seja, a imaturidade pode ser vista pela vida sentimental, pela fala e pelos pensamentos. Na verdade, se alguém pensa de forma imatura, consequentemente vai falar e ter sentimentos coerentes com essa infantilidade. Contudo, Paulo nos conta que desistiu dos pensamentos, das palavras e dos sentimentos infantis. Isso nos ensina que é uma decisão deixar a imaturidade. Para crescer, precisamos decidir abandonar as coisas próprias da meninice.


Drummond Lacerda




sábado, 16 de novembro de 2019

Deixem que eu lhes ensine...


Corrigindo nossas ideias por meio do discipulado.

Eis, então, um exemplo de uma grande ideia de Jesus: "Arrependam-se, pois o reino dos céus está próximo" (Mt 4.17). O tempo está completo. O reino dos céus está exatamente aqui. Foi isso que Jesus pregou. Ele pregou a disponibilidade imediata do reino dos céus para qualquer um que voltasse e caminhasse para dentro dele. Pregou o discipulado como sendo a maior oportunidade que um ser humano pode um dia vir a ter. Pregou o discipulado porque essa é a forma de corrigir nossas ideias.


O problema aqui é que a palavra discípulo passou a significar muito pouco. Você se beneficiaria se relesse sua Bíblia e inscrevesse a palavra estudante ou aprendiz em todos os pontos em que encontrasse a palavra discípulo, pois um discípulo é um estudante, um aluno, um aprendiz. Jesus diz: "Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso". Conhece o versículo seguinte? "Tomem sobre vocês o meu jugo. Deixem que eu lhes ensine, pois sou manso e humilde de coração, e encontrarão descanso para a alma" (Mt 11.28-29). Esse é um relacionamento de aprendizagem.


Pois bem. Há muita confusão acerca do discipulado em nossa época. Há muitos ensinamentos sugerindo que é possível ser um cristão sem ser um discípulo. [...] Essa é uma questão sobre a qual você precisa refletir toda a vida. É necessário responder com clareza mental às seguintes perguntas? "Sou um discípulo de Jesus Cristo? Sou um aprendiz de Jesus Cristo?". O evangelho é isso. Essas ideias terão um efeito fantástico no mapa de sua mente.


Dallas Willard



sábado, 26 de outubro de 2019

Nunca mine o conceito de autoridade

Uma das piores coisas que você pode fazer na sua família é minar o conceito de autoridade ao falar mal dela com os seus filhos. Se eles escutarem seus pais falando mal de figuras de autoridade, irão crescer sem uma referência saudável do que ela significa. Rebeldia, falsidade, insubmissão e fofocas deixam marcas de caráter. O fato é que pessoas que não entendem autoridade não conseguem entender deus. Elas tem uma visão desequilibrada e pensam que o amor é algo que nunca envolve correção. A realidade é que o amor sem correção não é amor. Isso fica bastante claro na seguinte passagem de Hebreus 12:5-11:

Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que Ele lhes dirige como a filhos: "Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho".

Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai?
Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! 
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. 
Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. 
Caminhe com lealdade, integridade e crescimento. Viva bem resolvido com as figuras de autoridade na sua vida, e assuma com responsabilidade e confiança a própria autoridade que foi dada a você na sua família. Liderar como Deus lidera, ainda que passe por correções, é o maior ato de amor que você pode fazer pelos seus filhos.

Ordem e Progresso - Philip Murdoch





sábado, 31 de agosto de 2019

#

Pergunta:

Caro Dr. Craig, obrigado pelo seu ótimo trabalho no Reasonable Faith. A minha pergunta é motivada por um sentimento de tristeza e ressentimento para com Deus por Sua atitude aparentemente indiferente a minha dor. Tenho lutado por anos com a visão ruim e fluidos em meus olhos, (especialmente no meu olho esquerdo) e isso realmente afeta minhas atividades diárias como ler e escrever etc. Eu tenho orado quase constantemente por cura e restauração, mas o que tenho recebido é um silêncio devastador.
Acontece que eu sei que você sofre de um problema muscular, e gostaria de ouvir a sua jornada pessoal através dele. Você pode se identificar com os meus problemas? Alguma vez você já pediu a Deus para curá-lo? Você sentiu-se amargo quando Ele não o fez? Como você continua a acreditar na sua bondade e amor?
Além disso, você experimentou, como eu, a igreja dizendo-lhe que se você não for curado é por causa de sua falta de fé ou por causa de pecado não confessado? Este ensinamento em particular é especialmente devastador para a minha própria fé.
Deus lhe abençoe
Nathaniel
Singapura

Resposta:


Posso me identificar com os seus problemas, Nathan, não só por causa da minha síndrome de Charcot-Marie-Tooth, mas, de forma ainda mais relevante, porque eu tenho lutado desde a minha adolescência com ceratocone, que finalmente exigiu cirurgia de transplante de córnea em 1993. (Sim, minha esposa diz que eu sou um desastre médico ambulante, mas que eu sou a pessoa mais saudável que ela conhece!) Eu via que, mesmo com minhas lentes de contato, a minha leitura foi seriamente prejudicada e dirigir era difícil. Então eu sei o que é lutar com a visão ruim.
Então o que podemos fazer quando temos essas doenças que Deus não remove milagrosamente? Deixe-me partilhar algumas reflexões que têm sido úteis para mim.
1. Perceba que Deus não lhe deve absolutamente nada. Deus nunca nos prometeu uma vida feliz e saudável. Tudo o que temos é um presente dEle. Deus simplesmente não está sob nenhuma obrigação de nos dar uma vida despreocupada. Como pecadores merecendo apenas a justiça e ira de Deus, fomos salvos unicamente por Sua boa vontade. Se Ele escolhe nos dar uma vida agradável neste planeta, esta é a Sua escolha; mas se ao invés disso Ele nos dá uma vida cheia de miséria e sofrimento, esta também é Sua prerrogativa. Deus é soberano, o Senhor de todos e não temos nenhum tipo de direito de reclamação sobre uma vida livre de doença ou dor.
2. Pense no que você é seu em Cristo. Em Cristo temos a vida eterna, a redenção dos nossos pecados e uma relação com Deus, um bem incomensurável. Como podemos ser amargos? Bem infinito já foi concedido a nós em Cristo. Assim, não importa o que nós sofremos, não importa quão terrível a dor, podemos realmente dizer: "Deus tem sido bom para mim!", simplesmente por causa de tudo o que temos em Cristo.
3. Seja grato pelos bens terrenos que você tem. Pelo menos você não é cego! Pense em todos aqueles que são [cegos]! A próxima vez que você estiver tentado a sentir pena de si mesmo, pensa em todos aqueles em situação pior do que você. Pense nas pessoas na Coréia do Norte, ou Síria ou sul do Sudão. Como ousamos sentir pena de nós mesmo contra tal sofrimento? Cultive um espírito grato e faça uma pausa, com mais frequência, para contar suas bênçãos.
4. Entenda que a força de Deus pode ser exibida através de sua fraqueza. Sim, logo depois de tornar-me um cristão eu orava várias vezes para a cura de Charcot-Marie-Tooth, sem sucesso. Então, passei a apreciar as palavras do apóstolo Paulo, quando escreveu sobre o "espinho na carne" que o atormentava: "Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. Mas ele me disse: 'Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza'. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte."(II Coríntios 12:8-10). Uau! Paulo se orgulha em sua fraqueza física, pois então o poder de Cristo, operando através dele, é ainda mais evidente! Que Deus nos conceda esse mesmo espírito quando lutamos com doenças da vida! Aqueles cristãos que têm condenado a sua falta de fé apenas mostram que eles não têm entendimento. Cura física completa só vem com a ressurreição, e nesse momento você será curado de toda a enfermidade. Até então, devemos, como Paulo, lutar pela fé.
5. Busque a melhor atenção médica. Eu procurei o melhor cirurgião de transplante de córnea nos EUA para lidar com os meus problemas nos olhos e agora eu vejo um “mundo” através das córneas de duas pessoas anônimas que, abnegadamente, pensaram em doar seu tecido para a ciência médica no momento da morte. Você não menciona nenhuma coisa que você tem feito além de orar para corrigir a sua visão, Nathaniel. Não dê ouvidos a quem diz que Deus responde suas orações somente através de milagres. Foi justamente dito que quando oramos sobre um problema de encanamento, então Deus nos envia um encanador. Da mesma forma, Deus nos envia médicos que exploraram os mistérios de Sua ordem criada para descobrir os segredos de saúde e cura. Aproveite ao máximo o que a ciência médica descobriu sobre a criação maravilhosa que é o olho humano para corrigir seu problema. Se, como acontece com a minha síndroma de Charcot-Marie-Tooth, o problema mostra-se incurável atualmente, então pratique os pontos acima.
Que a força de Deus seja evidente em você!
William Lane Craig



sábado, 25 de maio de 2019

vivo, não mais eu...


Deus não chama vivos para o Ministério, porque vivo só atrapalha. Enquanto você não morrer para você nunca vai estar disposto a viver para Deus. As pessoas querem o Ministério mas não querem a responsabilidade do Ministério.

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.




 

sábado, 20 de abril de 2019

Render-se.

Nostálgicos e melancólicos precisam render-se à fé que diz "Este é o dia que o Senhor fez; alegremo-nos e regozigemo-nos nele" (Salmos 118.24). Precisam dar crédito àquele que disse: "Eis que faço novas todas as coisas" (Apocalipse 21.5). Nada está perdido. Como naquela festa de casamento (João 2.1 ss) em que o vinho acabou antes da hora (nostálgicos diriam: "a festa era boa até que acabou o vinho"; melancólicos, por sua vez: "se alguém tivesse feito alguma coisa para o vinho não acabar..."), ainda é possível descobrir que a simples presença de Jesus pode fazer toda a diferença. E o vinho novo é sempre melhor!

Viver é uma arte - Marcelo Gomes



sábado, 6 de abril de 2019

Declaração dos Direitos humanos.

Todo ser humano tem o direito de ouvir falar sobre Jesus, sobre seu reino e sobre sua graça... independente do fato da pessoa vir a crer ou não.

Essa é uma verdade, um direito que deve ser preservado a todo ser humano.


sábado, 30 de março de 2019

Fé sólida.

Pessimismo e otimismo são enfermidades da alma. Ambos trazem prejuízo e não poucos frustrações. O pessimismo perde oportunidades porque desconfia de tudo e de todos. O otimista envolve-se em muitas situações impróprias porque se precipita e recusa ponderação mais aprofundada. Pessimistas precisam abrir-se para Deus e Suas infinitas possibilidades. Otimistas precisam submeter-se a Deus em Sua soberania. Pessimistas e otimistas precisam render-se à visão cristã da vida e do mundo. Como ecreveu Jürgen Moltmann: "Quem crê em Deus não é um otimista. Ele não precisa do pensamento positivo. Quem crê em Deus não é pessimista. Ele não precisa da lógica da dialética negativa. Quem confia em Deus sabe que Deus aguarda por ele, que ele está convidado para o futuro de Deus e tem em suas mãos, com isso,o mais maravilhoso convite de sua vida". Há uma confiança na fé que que o pessimista não pode rejeitar. Há um realismo que o otimista não pode recusar.

Uma das melhores ilustrações da visão cristã do mundo vem do Antigo Testamento. Trata-se da atitude dos amigos de Daniel ante as ameaças do rei Nabucodonosor: "se,ao som dos instrumentos, vocês não se prostarem diante da imagem que criei, os lançarei na fornalha sete vezes aquecida; e quero ver quem é o Deus que irá livrá-los de minhas mãos" (conforme Daniel 3.15). Pessimistas se desesperariam. Otimistas negariam qualquer possibilidade de tragédia. Mas os jovens responderam: "fiquem sabendo,ó rei,que se o nosso Deus, a quem servimos, quiser nos livrar, Ele nos livrará. Se não quiser, ainda assim não nos prostraremos diante de sua imagem!" O final dessa história conhecemos bem.

Enfim, contra toda tendência de uma vida que oscile entre os extremos do pessimismo e do otimismo, a fé firme e sólida nas palavras de Jesus: "no mundo vocês terão aflições(nada otimista), mas tenham bom ânimo- eu venci o mundo! (nada pessimista).Assim seja!


Marcelo Gomes



sábado, 9 de março de 2019

...

Nosso Deus é um Deus que tem enorme prazer em abençoar seus filhos, e quer dar-lhe do bom e do melhor. A felicidade e o bem estar de seus filhos dá grande satisfação a Deus. Uma das alegrias que Ele nos deu é o Sexo.

O Sexo é um presente de Deus para o homem e para a mulher, dentro dos limites prescritos dentro do casamento. Podemos comparar esse presente de grande valor, o sexo, como uma joia, e que nos foi entregue dentre de uma caixinha muito bonita, enfeitada, acolchoada, que se chama casamento.

O Sexo é algo tão essencial à vida e, ao mesmo tempo, é tão delicado que Deus prescreveu certos princípios para ser usufruído. Para os filhos de Deus, o sexo é um pacto de amor, de cuidado recíproco, de entrega, de doação e de fidelidade entre duas pessoas de sexos diferentes.

Mas, infelizmente, muitos têm sofrido as consequências da prática sexual ilícita e pervertida. Uma busca de prazer próprio, de qualquer jeito, pervertendo-o totalmente, e isso tem causado muitas vítimas.

Esta obra traz uma palavra de libertação e cura a todos que sofreram abusos sexuais, ou foram levados ao homossexualismo, prostituição, adultério, ou outras práticas que entendemos biblicamente como perversão sexual.

Vamos entender como a Restauração Sexual faz parte da obra completa e redentora de Jesus Cristo, em sua morte e ressurreição na cruz.
Deus pode curar suas dificuldades mais íntimas.


Livro Restauração Sexual - Neuza Itioka



sábado, 16 de fevereiro de 2019

"Ele" nos mostrou.


Esforços humanos são inócuos quando desacompanhados do favor divino. Este, por sua vez, independe daqueles. Prescinde deles. Ensina que há uma sabedoria no descanso que falta à ansiedade. Ensina que há momentos nos quais entregar no altar celestial nossos anseios e desejos é melhor que fazer "das tripas, coração" para realizá-los. É preciso abrir mão para receber, perder para ganhar, renunciar para ter, como mostrou-nos o próprio Senhor Jesus.


Marcelo Gomes



sábado, 1 de setembro de 2018

sua origem é em Deus.


Em mateus 7:21-23 encontramos nosso Senhor repreendendo aqueles que profetizam e expulsam demônios e fazem muitas coisas grandiosas em seu nome. Por que foram censurados? porque o seu ponto de partida foi o ego. Eles mesmos faziam coisas em nome do Senhor. Esta é a atividade da carne. Por isso nosso Senhor declarou-os malfeitores e não seus obreiros. Ele enfatiza que só a pessoa que faz a vontade do seu Pai entrará no reino dos céus. Só isso constitui obediência à vontade de Deus, isto que se origina com Deus. Não temos de procurar trabalho para fazer, mas temos de ser enviados por Deus para trabalhar. Quando entendermos isto, realmente experimentamos a realidade da autoridade do reino dos céus.

W. Nee - Autoridade Espiritual 




sábado, 25 de agosto de 2018

Formação Espiritual.



Comecemos com as práticas, o comportamento visível. A formação espiritual em Cristo é voltada para a obediência explícita a Cristo. A linguagem da Grande Comissão em Mateus 28 deixa claro que nosso objetivo, a a descrição de nossa incumbência como povo de Cristo, é levar discípulos a "obedecer a tudo o que lhes ordenei" (Mt 28:20). Isso, é evidente, pressupõe que nós mesmos estamos vivendo em obediência, tendo aprendido como obedecer a Cristo. Apesar da dinâmica interior ser de amor por Cristo, ele não deixou dúvida de que o resultado seria a obediência a tudo que ele ordenou. "Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele" (Jo 14:21).


Dallas Willard



sábado, 26 de maio de 2018

fugindo...






Uns idolatram pessoas...

outros idolatram animais...

muitos idolatram a natureza...

uns tentando se esconder com medo da verdade...

outros fugindo das dores e decepções que a vida os infringiu...

mas onde estiver o teu tesouro, ai estará também o teu coração!
 
Todos tentando em vão preencher "o vazio"...
mas este vazio só Deus pode preencher! 


"Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento."


"Ame o seu próximo como a si mesmo."


"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.  Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai;" 


jairtomaz@olheparaacruz.com.br


 

sábado, 31 de março de 2018

Os ensinamentos das testemunhas de Jeová são compatíveis com a Bíblia?




As Testemunhas de Jeová (TJs) afirmam que consideram a Bíblia como a Palavra absoluta de Deus e que baseiam nela todas as suas crenças. mas os seus ensinamentos, na verdade, contrariam a Bíblia.

A Bíblia. As TJs usam uma versão modificada da Bíblia, chamada Tradução do Novo Mundo (TNM). Nota-se facilmente que ps líderes das TJs que produziram a TNM não eram acadêmicos bíblicos. A mais óbvia diferença entre a TNM e outras bíblias é o uso de "Jeová" no Novo Testamento. TJs afirmam que o Novo testamento usava originalmente o nome hebraico YHWH (traduzido como "Jeová" ou "Yahweh") e que escribas apóstatas o substituíram por "Senhor" (gr. Kurios). Não existe evidência histórica ou manuscrita para embasar esta afirmação.

Pai, Filho e Espírito Santo. As TJs ensinam que somente o Pai é Jeová, O Deus Todo-Poderoso; o Filho, Jesus Cristo, é um "deus" inferior" ao Pai (conforme a tradução que fazem de Jo 1.1); e o "espírito santo" é uma força impessoal que emana de Deus. A Bíblia, por outro lado, ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus (Jo 1.1; 17.3; 20.28; At 5.3, 4; 2Cor 3.17, 18; Tt 2.13). O Filho tudo criou (Hb 1. 10-12) e deve ser honrado como Deus (Jo 5.23; Hb 1.6; Ap 5.13). O Espírito Santo é uma Pessoa, chamada "Consolador" ou "Ajudador" (gr. parakletos); Ele ensina, fala, e dá testemunho de Jesus (Jo 14.16,26; 15.26,27; 16.13,14).

A morte, a alma e a punição eterna. De acordo com as TJs, quando os seres humanos não salvos morrem, deixam de existir. Não há uma condição intermediária para os mortos e não há punição eterna para os ímpios (que são aniquilados). No entanto, a Bíblia ensina que os seres humanos continuam a existir depois da morte, como espíritos à espera da ressurreição e do Juízo Final (Lc 16.19-31; 23.43; Hb 12.9-23; Ap 6.9-11). (A TNM traduz Lc 23.43  os textos hevraicos de forma distorcida, a fim de evitar esta conclusão). Os ímpios sofrerão a punição eterna (MT 25.46; Ap 14.9-11; 20.10).

A ressurreição e o retorno de Jesus. As Tjs acreditam que Deus "ressuscitou" Jesus dos mortos como um espírito angelical, como um determinado corpo espiritual. Negam que Ele retornará visível e pessoalmente à terra. As escrituras, contudo, ensinam que Jesus ressuscitou com o mesmo corpo físico com que morreu, mas então glorificado e imortal. Seu corpo possuía carne e ossos,mãos e pés, a até mesmo os sinais da crucificação (Lc 23.49;Jo 2.19-22; 10.17,18; 20.20-25; at 2.24-32). Embora seja a segunda pessoa da Divindade, Jesus é também homem glorificado (At17.31; 1Cor 15.47; 1Tm 2.5); Ele retornará pessoal e fisicamente à terra (At 1.9-11; 3.19-21; 1Ts 4.16; Hb 9.26-28).

Salvação. As Tjs consideram que a morte de Jesus propricia um "resgate correspondente", ou seja, liberta todas as pessoas, em princípio, da condenação pelo pecado de Adão. mas, para desfrutarem a vida eterna, elas acreditam que não somente devem aceitar o resgate de Cristo, mas também provar que são dignas por meio de suas obras. O ensinamento da Bíblia é bastante diferente. Os crentes são salvos somente pela graça de Deus, pela fé em Jesus Cristo, e suas obras são o fruto da salvação, e não o pré-requisito para esta (Rm 3.21-28; 5.1-11; Ef 2.8-10; Tt 3.4-8).

Robert m Bowman jr.


 

sábado, 17 de março de 2018

Como a Bíblia relaciona-se com o Islamismo?




O islamismo ensina que, ao longo da história, Deus enviou profetas - desde Adão, passando por Noé, Jesus, e, em última análise, Maomé -, todos com a mesma mensagem: existe um único Deus, que deseja que as pessoas busquem o bem e evitem o mal. Segundo o islamismo, os cristãos e os judeus, "pessoas do livro", devem ser os remanescentes seguidores de revelações anteriores - divinas, mas corruptas. Os muçulmanos consideram que as escrituras do islamismo, o Corão, restauraram a orientação original de Deus. O Corão inclui numerosas personalidades bíblicas, mas reconhece como autênticas somente três seções da literatura bíblica: a Torá de Moisés, o Evangelho de Jesus e os Salmos de Davi.

Os muçulmanos consideram bíblicas muitas de suas crenças e práticas: a existência de um único Deus, os profetas, o céu, o inferno, os anjos, e um dia e juízo. Eles também veem a importância da caridade, da oração e do jejum na Bíblia. Embora acreditem que Jesus foi somente um profeta, não divino, aceitam os relatos do seu nascimento de uma virgem, da sua natureza sem pecado, dos seus milagres e da sua segunda vinda.

O Corão acusa os judeus e os cristãos de distorcerem a sua revelação anterior, suprimindo deliberadamente a verdade ou fazendo interpretações falsas. Os muçulmanos afirmam que o Antigo e o Novo Testamento contêm inconsistências lógicas, improbabilidades e erros factuais. As acusações contra o Antigo Testamento incluem falsos relatos de imoralidade (Davi e Bate-Seba), a ausência de doutrinas (a vida após a morte, na Torá), e a incompatibilidade com a ciência. O evangelho foi corrompido com referências históricas, inexatas, discrepâncias em suas narrativas e invenções (como a crucificação). Supostamente, os cristãos e os judeus suprimiram ou removeram predições bíblicas de Maomé. Por exemplo, Salmos 84.4-6 é considerado como uma referência a Maomé, que superou as suas deficiências de infância pela graça de Deus, Jesus teria predito a vinda do profeta Maomé, quando falou sobre o "Conselheiro", em João 14.

O islamismo rejeita o conceito da participação humana no processo da revelação, que é vista em livros bíblicos variados (Evangelhos, Epístolas etc.). A mensagem original de Jesus é considerada perdida. Os muçulmanos acreditam que os autores do Evangelho, que escreveram muito tempo depois de Jesus, alteraram a mensagem para promover os próprios pontos de vida. As cartas de Paulo supostamente promovem um Cristo "místico" e "falsas" doutrinas, como a ressurreição. Outro argumento muçulmano contra a confiabilidade bíblica é a falta de um registro de que os textos originais passavam de uma geração para a seguinte.

Naturalmente, os muçulmanos estão corretos em pensar que a Bíblia é mais antiga do que o Corão. Mas não há uma sombra sequer de evidência de que a Bíblia tenha sido corrompida. Na verdade, a transmissão do seu texto é, de longe, a mais exata, em comparação com qualquer texto do mundo antigo. A Bíblia não é comprometida pelo uso que Deus faz de personalidades humanas em sua escrita, não mais do que quando Ele usa a personalidade humana na palavra pronunciada pelos profetas. Além disso, fortes evidências respaldam, entre outras coisas, a historicidade da crucificação e da ressurreição de Cristo. Os cristãos reverentes podem ajudar a corrigir conceitos equivocados dos muçulmanos sobre a Bíblia (por exemplo, mostrando que a Bíblia não sanciona a iniquidade da cultura ocidental). Na verdade, os seguidores de Cristo devem auxiliar os muçulmanos para que o Espírito Santo traga a convicção aos seus corações, por intermédio da poderosa Palavra de Deus (Hb 4.12).

Barbara B.  Pemberton



sábado, 10 de março de 2018

Como um cristão deve relacionar-se com os membros de religiões e movimentos não cristãos?




Quando testemunhamos os que tem religiões não cristãs, devemos evitar nivelá-los através de uma abordagem que os trate como se fossem semelhantes uns aos outros. Ao mesmo tempo, não devemos ignorar os pontos em comum que fundamentam a lealdade religiosa, quer seja cristã, quer não. Se tivermos uma sensibilidade apropriada para com as diferenças individuais, poderemos identificar algumas estratégias úteis para conquistar seguidores de movimentos religiosos não cristãos.

Trate das motivações pessoais que fundamentam o comprometimento religioso. Frequentemente, as pessoas comprometem-se com uma religião para satisfazer às necessidades pessoais. Nas novas manifestações religiosas, em particular, existe um foco na transformação do ser. Os adeptos de falsas religiões com frequência se unem para tratar de necessidades intelectuais, emocionais, sociais e espirituais. As pessoas estão procurando relacionamentos amorosos e um sentimento de conexão; uma atmosfera familiar (particularmente atraente para os que não tem família ou cuja família é perturbada); um sentimento de aceitação e de valor próprio (às vezes, por ser parte da "grande obra de Deus" por meio do movimento religioso ou da falsa religião); uma oportunidade de alcançar objetivos idealistas ( por exemplo fazer obras de filantropia e caridade); uma maneira de aplacar profundos anseios espirituais (por exemplo, ter uma sensação do "divino" ou "transcendente"); e um sistema de fé que propiciará respostas para as perguntas mais profundas da vida ("Por que estou aqui?", "Qual é o propósito da vida?")

Estas aspirações dificilmente são exclusivas dos membros de falsos movimentos religiosos. Tampouco existe algo necessariamente sinistro no fato de as pessoas buscarem satisfazer estas necessidades. Na verdade, muitos envolvem-se em igrejas cristãs de base bíblica pelas mesmas razões - unem-se à igrejas, por exemplo, por causa dos relacionamentos de carinho e comprometimento que vivenciam como parte da família de Deus. O problema com as falsas religiões é o fato de que, em última análise, elas não podem satisfazer os mais profundos anseios do espírito humano. Somente o verdadeiro evangelho pode fazê-lo. Uma das coisas mais importantes que podemos fazer para alcançar aos que estão presos em falsas religiões é proporcionar um ambiente onde possam ser satisfeitas estas necessidades espirituais, sociais, emocionais e intelectuais. A igreja deve proporcionar - e, de modo geral, o faz - este tipo de ambiente, mas para os que vem de falsas religiões, a necessidade é particularmente urgente. Alguns novos movimentos religiosos podem ser difíceis para os que os deixam, evitando-os ou "desfiliando-os". A pessoa que deixar um desses grupos pode sentir de uma só vez a perda de todo o sistema de apoio da família e dos amigos. A igreja necessita ser sensível com relação a isto e deve estar preparada para fazer um esforço a fim de alcançar estes indivíduos, aceitando-os no corpo de Cristo com braços amorosos.

Classificar, compreender e refutar apropriadamente os falsos sistemas de fé. Por mais importantes que sejam os fatores interpessoais mencionados acima, também é necessário compreender corretamente, (e então refutar biblicamente), o falso sistema de fé.

O primeiro passo é classificar com precisão o tipo de sistema de fé em questão. É preciso fazer uma distinção básica entre novos movimentos religiosos dependentes do cristianismo e grupos religiosos que não afirmam ter relação com o cristianismo. Os primeiros afirmam ser cristãos, mas negam uma ou mais doutrinas essenciais da fé cristã. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os mórmons(, as Testemunhas de Jeová e a Ciência Cristã são alguns exemplos. As religiões do mundo, como o islamismo, também negam crenças fundamentai cristãs, incluindo a doutrina da Trindade e a divindade de Cristo, mas, diferentemente dos novos movimentos religiosos do cristianismo, não afirmam ser cristãs e, na verdade, repudiam explicitamente tal rótulo.

A distinção entre novos movimentos religiosos dependentes do cristianismo e as religiões do mundo não é meramente acadêmica. Dirigimo-nos a um muçulmano de maneira diferente da que usamos para falar a um mórmon. Por exemplo, não precisamos convencer um mórmon de que Jesus Cristo é o Salvador e de que o cristianismo é verdadeiro. Na verdade, o mórmon já acredita que Jesus é o Salvador e que sua igreja é a verdadeira restauração do cristianismo, sob a liderança de Joseph Smith. A tarefa é mostrar que o mormonismo é uma forma falsificada do cristianismo, com um falso Jesus que não salva. Um muçulmano por outro lado, não somente terá noções deturpadas do que ensina o verdadeiro cristianismo, como também terá de ser convencido de que o cristianismo é a verdadeira religião.

Também devemos compreender o sistema de fé não cristão que estamos confrontando com tanta exatidão e tantos detalhes quanto seja possível. A incapacidade de fazer isto pode rapidamente causar um curto-circuito em uma oportunidade de testemunho, pois os seguidores de uma falsa religião rapidamente deixarão de dar atenção a um cristão que lhes impute crenças que eles não tem. É importante, como destacam Robert e Gretchen Passantino, observar um tipo de regra de ouro quando discutirmos sistemas de fé não cristãos: representar o sistema de fé deles com a mesma exatidão como você desejaria que eles representassem o seu. Somente então poderemos esperar ser levados a sério quando confrontarmos os erros das falsas religiões com as declarações de Jesus Cristo.

Alan W. Gomes


 

sábado, 3 de março de 2018

Como um cristão deve relacionar-se com o movimento da Nova Era?



Embora os vestígios de uma perspectiva bíblica ainda sejam evidentes, pesquisas de opinião revelam que as crenças doutrinárias de, talvez, uma terça parte dos ocidentais,podem ser caracterizados como de Nova Era. As ideias deste Movimento da Nova Era (MNE) são amplamente, e às vezes subconscientemente, disseminados por meio da televisão (por exemplo, o programa de Opra Winfrey) e dos filmes (por exemplo, Guerra nas Estrelas). O MNE também tornou-se um grande negócio, com suas miríades de seminários de autoajuda, publicações e guias para oração (de modo frequentemente imitando tradições cristãs), e livros.


Os seguidores do movimento muitas vezes rejeitam a expressão "Nova Era" devido às suas conotações.De qualquer forma, um nome melhor talvez seja "religião pós moderna", em vista das suposições que ela tem em comum com o pós-modernismo filosófico. Rejeitando, de modo geral, uma abordagem científica ou analítica (modernista) à vida, os seguidores creem que o conhecimento é construído de maneira subjetiva e determinado socialmente. A verdade não é universal para todos os humanos, mas pode variar, de acordo com o que "funciona" para alguns, e não para outros. Os valores morais não são universalmente objetivos, mas apenas propriedades de comunidades que decidem aderir a eles. As pessoas adeptas à perspectiva do MNE consideram a realidade como um conjunto unificado em evolução; na verdade, eles muitas vezes consideram Deus como sendo um nome para este conjunto. Eles desdenham particularmente o cristianismo bíblico, devido às suas reivindicações de ser a verdade universal.


Uma vez que o MNE não está sob a autoridade de nenhum texto religioso em particular, os proponentes são identificados por vários "sintomas", como os seguintes: eles preferem a prática da espiritualidade às organizadas e clássicas de religião; eles creem que nenhum professor religioso pode reivindicar a adesão de todos; as declarações de Jesus como sendo o Caminho devem ser reinterpretadas ou completamente rejeitadas;de acordo com eles, em lugar da graça de Deus revelada completamente rejeitadas; de acordo com eles, em lugar da graça de Deus revelada no Jesus da Bíblia, "anjos", forças paranormais ou até mesmo o potencial humano puro servem como "salvadores" das dificuldades da raça; misturando e combinando os objetos de adoração, eles muitas vezes identificam-se simultaneamente com palavras como budista, judeu e presbiteriano. Em última análise, o MNE representa um retorno ao politeísmo, ou a crença em vários falsos deuses.


Como, então, devem os cristãos começar a compartilhar Cristo com os que pertencem ao MNE? Muitas vezes, é uma discussão sobre a verdade que abre o caminho. Se a verdade universal e objetiva não existe, então as declarações do Evangelho são falsas. Mas todas as pessoas vivem como se as crenças cotidianas devessem corresponder a realidade (por exemplo, ninguém consegue viver de veneno, em lugar de água). Assim sendo, por que alguém deve defender que a crença em Deus e na vida após a morte é, de alguma maneira, diferente? A incoerência nos assuntos cotidianos é considerada desonesta e irracional ("Sim, senhor guarda, aquele carro parado em fila dupla é meu, mas não é meu"). Por que, então aceitar declarações do tipo: "Cristo pode ser verdadeiro para você, mas não para mim?"


À primeira vista, o tratamento de má qualidade dispensado à verdade no MNE faz com que ele pareça mais tolerante que o cristianismo. Mas, na verdade, ele considera, de maneira condescendente, as declarações de todas as outras religiões como erradas, ignorantes, e divisoras, crendo que somente os que estão no MNE veem o quadro completo; outras religiões, concentradas em seus ensinamentos tradicionais, não tem ciência da profunda unidade oculta entre todas as religiões. Mas, há uma boa razão para crer que realmente existem muitos caminhos para o céu? Como alguém pode afirmar conhecer a verdade universal (especialmente se não existem verdades universais)? Os mapas rodoviários não pressupõem que há apenas um caminho que pode levar a um destino. Os caminhos podem ser escolhidos pelo seu percurso tranquilo ou pelas suas belas paisagens, mas nem todas levam ao mesmo lugar.

Ted Cabal






sábado, 24 de fevereiro de 2018

Como um cristão deve conviver com um budista?




A atração pela espiritualidade oriental, e, em particular, pelo budismo, é poderosa, porque o espírito humano anseia por respostas espirituais. Assim, sempre que um cristão conversa com uma pessoa de outra fé, incluindo o budista, deve tentar revelar os anseios do coração humano, e como somente Cristo os atende.

Gautama Buda ensinou que nós devemos nos libertar das ilusões relacionadas à individualidade, a Deus, ao perdão e à vida individual futura. Nós devemos nos concentrar em uma vida em que as boas obras superem as más. Buda acreditava que toda vida sofre, e que para escapar do renascimento, devemos compreender a nossa natureza. Se extinguirmos os anseios e nos livrarmos de nossos desejos (especificamente, os relacionamentos), então nos livraremos de todos os atos e pensamentos impuros. Esta é a esperança do budismo.

Mas a atração ao budismo não fornece nenhuma resposta real. O ego - que é inegável e inevitável - é perdido, na filosofia budista, que remove os anseios da alma. Tudo está aos nossos cuidados, Todas as perdas são nossas. Não há "outro" a quem possamos recorrer, nem ao mesmo um ser a quem possamos falar. contudo, a negação do budismo de um Deus pessoal é incapaz de impedir que os seus adeptos procurem se relacionar com um ser pessoal e adorá-lo. Há um anseio universal que impulsiona um ser a outro ser pessoal e transcendente, que não seja de sua própria criação.

Buda considerava que a vida atual é um pagamento por vidas anteriores. Cada renascimento é devido às dívidas do carma, mas sem o transporte da pessoa. Em contraste, o cristianismo considera o ser individual como distinto e indivisível. O amor de Deus é pessoal. Jesus trouxe a oferta de Deus de perdão verdadeiro e vida eterna, enquanto declarava cada indivíduo como criado exclusivamente à imagem de Deus. Considerando as palavras de Jesus, entendo que o sofrimento é apenas uma indicação de que a vida não tem um relacionamento correto com Deus. Nós nos afastamos de Deus, de nossos companheiros, os seres humanos, e até de nós mesmos.

Em contraste com o carma - onde o "pecado" nada mais é do que ignorância ou ilusão - o perdão de Cristo pode proporcionar um verdadeiro apelo para o budismo. O evangelho proclama que nós estamos interiormente quebrantados, e a esta situação Jesus traz a resposta. Ao encontrar o relacionamento verdadeiro com Deus, todos os outros relacionamentos passam a ter um valor moral. Deus, que é distinto e distante, se aproximou, de modo que os que são pecadores e estão fracos possam ser perdoados, e possam ser fortalecidos na comunhão com o próprio Deus, sem perderem a identidade. Este simples ato de comunhão abrange o propósito da vida. O indivíduo conserva a sua individualidade, enquanto vive em comunidade.

Além disto, Cristo não prescreve a extinção do ego - o que não é possível - mas, na verdade, prescreve que não vivamos mais para nós mesmos. O anseio pela justiça é bom e tra satisfação da parte de Deus. Todos aqueles que entregarem todas as coisas aos pés de Jesus podem confessar, com o apóstolo Paulo: "Eu sei em quem tenho crido e estou bem certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia" (2 Tm 1.12). Jesus Cristo guarda todos os nossos propósitos, amores, ligações e afetos, quando nós confiamos a Ele. 


Ravi Zacharias