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sábado, 19 de fevereiro de 2022

Debate

 

Debate com um ateu 

"Nilvadex Aramis" x "Yuri Schein"

(O Nome do Ateu foi mudado para não expor ele a vergonha pública, que ele considere uma benevolência de minha parte) caso ele objete, posso expor o nome dele publicamente.

Imagem compartilhada por um membro do grupo com a frase "de acordo com que Padrão"

Os erros de português foram mantidos propositalmente, o debate seguirá a íntegra...

COMENTÁRIO ATEÍSTA [Nivaldex Aramis]:

De qual deus vcs estão falando?

para um deus ser ''o bom absoluto'' primeiro ele tem que aparecer e provar que ele existe, do contrario e só bla,bla,bla.

Agora se vcs estão falando deus bíblico, ele é um imoral segundo os padrões de moral vigente, exemplo: apoiar a escravidão, o estupro, o engano.

já é uma merda um deus mandar ''seu povo'' matar outros povos.

O pior ainda é ele matar crianças e animais. E qual é a desculpa? eram idolatras kkkkk já pensou ovelha idolatra.

E o livre arbítrio kd?

pois é, segundo os padrões de moral vigentes hoje, esse deus além de imoral é um mal caráter.

RESPOSTA APOLOGÉTICA PRESSUPOSICIONALISTA [YURI SCHEIN]:

Nivaldex Aramis

"De qual deus vcs estão falando?"

Quantos deuses existem de fato? Você pode provar a existência dos outros deuses? Nós eliminamos todos os outros supostos deuses com a nossa apologética, se trata de excluir todas as impossibilidades, é um raciocínio lógico.

"Se o cristianismo é verdadeiro, todas as outras cosmovisões são falsas" é um princípio claro da lei da não-contradição, então só precisamos apontar o cristianismo e todas as outras cosmovisões se tornam irrelevantes, pela Lei da não contradição.

Alguém poderia usar esse seu mesmo argumento falacioso contra você

"por que a sua cosmovisão ateísta é a verdadeira se existem outras docentes cosmovisões?"

"para um deus ser 'o bom absoluto' primeiro ele tem que aparecer e provar que ele existe, do contrario e só bla,bla,bla."

"Agora se vcs estão falando deus bíblico, ele é um imoral segundo os padrões de moral vigente, exemplo: apoiar a escravidão, o estupro, o engano."

"já é uma merda um deus mandar ''seu povo'' matar outros povos."

"O pior ainda é ele matar crianças e animais. E qual é a desculpa? eram idolatras kkkkk já pensou ovelha idolatra."

"E o livre arbítrio kd?"

"pois é, segundo os padrões de moral vigentes hoje, esse deus além de imoral é um mal caráter."

Você também disse "para um Deus ser o bom absoluto, ele tem que aparecer para provar que ele existe..."

De acordo com que critério? A experiência sensorial? Quer dizer que você confia apenas no que vê? Me responda você vê as leis da lógica? As verdades matemáticas?

Como elas podem existir se você não vê elas, elas existem só na sua mente? Quer dizer que se você ou nenhum outro ser humano existir as leis da lógica deixam de existir? Me explique?

Como você pode provar a ciência pelo próprio método científico? Me explique aí.

Se todo o conhecimento das coisas vem pela experiência sensorial, como você sabe que algo é verdade, pelo que você vê? Então me explique, como você aprendeu pela sua visão, o significado da palavra "se" ou da palavra "talvez".. coloque tudo isso em um silogismo pra mim.

Você acredita na lei da Gravidade? Por que? Por que você vê os efeitos dela? Mas e o mundo foi causado pelo que? Sua existência é efeito do que? Como você resolve a questão da causalidade AD INFINITUM?

"Agora se vocês estão falando Deus bíblico, ele é imoral segundo os padrões morais vigentes..."

De onde vem os padrões morais vigentes? Eles são absolutos ou são subjetivos, se eles são absolutos quem os fez? Se eles são apenas subjetivos porque eu deveria dar bola para essa objeção estúpida?

Me responda quais são os padrões vigentes? E quem determina eles? Novamente: eles são absolutas regras morais? Não? Então que tipo de objeção estúpida é essa?

Deus apoiou o estupro, a escravidão e o engano? Então porque ele deu leis contra essas coisas, em uma época onde essas práticas eram comuns na sociedade? Por que ele ordenou o Israelita soltar seus escravos depois de 7 anos? Por que ele ordenou que o estuprador (que tenha sido comprovado) seja morto? Por que ele deu uma lei contra o falso testemunho?

Me diga você cobiça? De acordo com que Padrão não seria certo um homem cobiçar a sua mulher, as suas irmãs ou seus parentes? Por que ele não deve pensar nelas enquanto faz qualquer coisa repugnante em seu quarto?

"Já é merda um deus mandar "seu povo" matar..."

Me diga, de acordo com que Padrão? Justifique porque é errado? É sua opinião? Então por que acha que seu comentário é mais relevante que eu assistir um vídeo de um besouro vira-bosta?

"O pior ainda é ele matar crianças.... desculpa idólatras... blá blá?"

Novamente você não faz uma objeção moral relevante, se a moral não é objetiva isso é só sua opinião, e porque alguém teria que seguir sua opinião irrelevante? Você acha errado Deus mandar matar uma ovelha? Me explique, por que é errado matar uma ovelha? De acordo com que critério? Você é vegano? Se for, Como você justifica o veganismo ?

"Livre arbítrio".

De onde você tirou que temos livre arbítrio? Por que você faz decisões? Mas se você é ateu e não existe mais nada se não o mundo material, os seus axiomas são reações químicas do cérebro influenciadas por hormônios, etc... como você defende o livre arbítrio na sua cosmovisão? Existe uma mente imaterial que domina sobre o seu cérebro? Você crê em uma mente imaterial? Mas se a única coisa que existe é o mundo físico, como você justifica a liberdade do pensamento, se seu pensamento é fatalmente determinado pela química, física e leis naturais? Além disso, você também sofre influências externas, neurocientistas dizem que você não tem liberdade alguma pra pensar no que quiser.

Como você pode apelar para livre arbítrio?

"Pois segundo os padrões morais vigentes hoje... deus é imoral e um mal caráter?"

Eu não sabia que Deus morava na terra e era temporal, e deveria seguir os padrões morais vigentes (aqui na terra) e hoje (temporal).



sábado, 28 de janeiro de 2017

A argumentação moral mostra que existe um Deus?




Aqui está um bom princípio básico sobre a moralidade: nunca acredite nos que dizem que o assassinato ou o estupro podem não ser realmente errados. Estas pessoas não examinaram de maneira profunda a base da crença moral - e simplesmente não estão raciocinando de maneira apropriada. (Isto é, quando pessoalmente ameaçadas de assassinato ou estupro, elas mudam o seu modo de falar!) As pessoas daltônicas precisam de ajuda para distinguir o vermelho do verde. De maneira similar, as pessoas moralmente falhas (as que negam verdades morais básicas) não precisam de argumentos: elas precisam de ajuda psicológica e espiritual. Como as leis lógicas, as leis e os instintos morais são essenciais para os humanos que agem corretamente. Como parte da revelação geral que Deus fez de si mesmo, todas as pessoas - a menos que ignorem ou suprimam a sua consciência - podem e devem ter percepção moral básica, conhecendo verdades disponíveis, de modo geral, a qualquer pessoa moralmente sensível (RM 2.14, 15). De maneira instintiva, nós reconhecemos o erro em torturar ou matar inocentes, ou cometer estupro. Nós conhecemos a correção das virtudes (gentileza, honestidade, abnegação). A falha de uma pessoa em reconhecer estas noções revela algo defeituoso; esta pessoa não examinou de maneira suficientemente profunda as bases de suas crenças morais. Os filósofos e teólogos, do passado e do presente, observaram a conexão entre a existência de Deus e os valores morais objetivos. Um argumento moral em favor da existência seria o seguinte: (a) Se existem valores morais objetivos, então Deus existe. (b) Valores morais objetivos existem. (c) Por conseguinte, Deus existe. Se existem valores morais objetivos, de onde eles vêm? A resposta mais plausível é a natureza ou o caráter de Deus. Até mesmo muitos ateus admitiram que os valores morais objetivos (cuja existência eles negam) não se encaixam em um mundo ateu, mas serviriam como evidência em favor da existência de Deus.

Nós vivemos em uma época em que muitos afirmam que tudo é relativo, mas ironicamente acreditam que tem "direitos". Mas se a moralidade é apenas o produto da evolução, cultura ou escolha pessoal, então os direitos - e a responsabilidade moral - não existem verdadeiramente. porém, se existirem, isto pressupõe que os humanos tem valor em si mesmos, e por si só, como pessoas, não importando o que a sua cultura ou os livros de ciência digam. Mas qual é, então, a base para este valor? Este valor intrínseco poderia simplesmente surgir de processos impessoais, descuidados e sem valor, com o passar do tempo (o naturalismo)?

Uma abordagem filosófica oriental à ética é o monismo (também chamado "panteísmo"): como todas as coisas são uma só, não existe nenhuma distinção entre o bem e o mal. Isto serve como base para o relativismo. Um contexto mais natural para a ética é o contexto teísta, que diz que nós fomos criados por um Deus bom, para nos assemelharmos a Ele em certas maneiras importantes (ainda que limitadas). A Declaração de Independência dos Estados Unidos observa corretamente que nós fomos dotados,pelo nosso Criador, de "certos direitos inalienáveis". A dignidade humana não está "ali", simplesmente. A dignidade e os direitos vem de um Deus bom (apesar da iniquidade humana).

Os ateus não podem ser morais? Sim! Como os crentes, eles foram criados à imagem de Deus e assim tem a capacidade para reconhecer o que é certo e o que é errado.

O próprio Deus não se conforma com certos morais exteriores a si mesmo? Não, o bom caráter de Deus é o próprio padrão; Deus simplesmente age e faz de maneira natural o que é bom. Se Deus não existisse, os padrões morais universais não teriam nenhuma base.



Paul Copan


 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

??


Então, qual é o lugar da moralidade?


Em uma conferência no exterior, fui abordado por uma jovem mulher, que perguntou se poderia conversar comigo em particular. Tão logo encontramos um par de poltronas e nos sentamos para conversar, fui informado de que ela estava a quilômetros de distância de seu país natal e que tinha vivido algumas experiências terríveis. Sua mãe havia sido uma linda mulher, mas seu pai, de acordo com suas palavras, não tinha a mesma aparência admirável. Mediante um casamento arranjado, começaram a vida em comum, porém seu pai sempre se ressentiu da beleza da mulher e dos elogios que recebia, já que jamais era alvo de cumprimentos. Seus pensamentos distorcidos o levaram ao ciúme doentio, pelo temor que algum homem pudesse tirá-la dele, assim, fez planos para impedir qualquer possibilidade disso acontecer. Um dia, ao voltar para casa, enquanto conversava com a esposa no quarto, retirou da bolsa um vidro de ácido e jogou o conteúdo na face da mulher. Em um segundo, transformou a bela face da esposa em um rosto horrendamente marcado. Em seguida, virou-se e abandonou a casa.




Nesse ponto da conversa, duas décadas tinham se passado desde que mãe e filha o tinham visto pela última vez. A jovem, agora na faixa dos vinte anos, era pequena quando esse trágico evento aconteceu, e a amargura no seu coração ainda permanecia tão viva quanto no dia em que viu a face da sua mãe transformada de beleza em feiúra – tão terrivelmente deformada que a pobre mulher forçava a pequenina a cobrir o rosto para não ver o que havia sido feito com o rosto da mãe.

Mas a história não acabou aí. Poucos dias antes de nossa conversa, a mãe, que sustentou a família sozinha, ouviu notícias sobre o marido que a abandonou. Estava morrendo de câncer e vivendo sozinho. Ele queria saber se a esposa o receberia de volta e cuidaria dele na última etapa da doença. O pedido audacioso foi um ultrage para a jovem. Entretanto a mãe, uma devota seguidora de Jesus Cristo, implorou aos filhos que a deixassem receber o marido e cuidar dele enquanto ele se preparava para a morte.

Nessa história, vemos todos os elementos da decadência humana e o poder do coração remido. Levando-se em consideração apenas a moralidade, ele estava recebendo o que merecia. O coração remido diz: “Deixe-me cuidar de suas feridas, pois sua alma precisa de cuidados”. A moralidade: “Não há nada de razoável no pedido do homem”. O coração remido diz: “O coração misericordioso que não guarda mágoa é a razão pela qual vivemos”. A moralidade diz: “Depende do que você crê ser certo ou errado”. O coração remido diz: “O que Deus gostaria que eu fizesse nessa situação?”. A moralidade diz: “Faça seu julgamento”. O coração remido diz: “Não julgue, a menos que queira ser julgado pelos mesmos critérios”. E, em resumo, a moralidade é uma faca de dois gumes. Ela corta quem a segura, mesmo que a intenção seja ferir o outro.

Muitas vezes tenho me perguntado se muitas pessoas que falam o nome de Jesus não carecem dessa verdade. Penso, também, que ao desconhecer isso, perdemos a coisa mais importante que não raro está escondida no que parece ser o ponto principal. Ao nos postarmos perante Deus, não me surpreenderia descobrir que o verdadeiro foco da história do filho pródigo era na verdade o irmão mais velho; que o verdadeiro foco da história do bom samaritano era o sacerdote e o levita que seguiram seu caminho; que o verdadeiro foco da história das mulheres chegando primeiro a tumba é o fato de os discípulos não o terem feito; que o verdadeiro foco da história de Jó era os seus amigos moralizadores. Quem age de acordo com as regras pensa às vezes que isso é o suficiente e merece a devida recompensa. Entretanto, Deus repetida vezes mostra que sem redenção do coração, a moralidade é vazia.

No jardim, não fomos nós os condenados, mas somos nós que tentamos condenar Deus, culpando-o pela situação e queremos redefinir tudo. Se tivéssemos obedecido a tudo, ainda assim teríamos perdido se chegássemos à conclusão errônea de que merecíamos o que o jardim oferecia. Qual é então a lei moral no crente?

Como isso funciona em minha vida? Que lugar ocupa a lei moral? Os fios são tantos, o padrão é complexo – porém a análise é simples. Nosso arcabouço moral é crucial no respeito que mostramos por nós mesmos e pelos outros seres humanos. Pense nisso como a cunhagem de sua vida e de sua rotina diária. Mas essa cunhagem não terá valor se não estiver baseada nas riquezas do plano de Deus para seu bem-estar espiritual.

A moralidade é fruto do conhecimento de Deus, conscientemente ou não. Entretanto, ela jamais deve constituir a raiz de nossa afirmação perante Deus. A moralidade pode dar vazão ao orgulho, e também a filantropia. A verdadeira espiritualidade nunca se submeterá ao orgulho. Dito tudo isso, a moralidade é ainda o terreno onde o espírito criativo da arte e de outras disciplinas pode se desenvolver. Porém, caso se desenvolva no sentido de uma auto-valorização exagerada, então será a moralidade pela moralidade. Se florescer em direção ao céu, levará outras pessoas a Deus.

A lei moral também serve como profunda advertência de que em Deus não há contradição. A lei moral se mostra como expressão do caráter divino consistente e livre de contradições. Se violar essa lei, penso, trarei contradição para a minha vida; e ela começará a desmoronar. É por isso que o espírito humilde, quando honra a Deus, percebe quão perto e, no entanto, quão longe ele está de Deus.


O grande tecelão – Ravi Zacharias – páginas 88 a 91