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sábado, 7 de outubro de 2023

#extremos

 DOIS ERROS EXTREMOS


Durante os últimos cem anos têm havido dois extremos na Igreja com relação à santificação e à santidade. O primeiro enfatiza a santidade como um processo extremamente exterior. Se uma mulher usa maquiagem, ela não é santa. Se ela usa um vestido acima do joelho, ela não é pura. Bem, uma mulher pode usar um vestido longo até o pé, prender os cabelos em um coque e não usar nenhuma maquiagem, e mesmo assim ter um espírito sedutor visível em seus olhos! Um homem pode se gabar de nunca ter cometido adultério ou nunca ter se divorciado de sua esposa, mas mesmo assim cobiçar todas as mulheres que passam por ele. Isso não é santidade. Esse extremo se concentra somente na carne, e santidade não é uma obra da carne. Essa noção levou muitas pessoas na Igreja a um comportamento legalista,


O segundo extremo, que tem ganhado destaque nas últimas décadas, é a crença de que nós temos a responsabilidade de nos separar do mundo. A ideia é que os cristãos não são diferentes das pessoas do mundo, com exceção do fato de que eles foram perdoados. Recentemente, um artista evangélico muito popular comentou: "Cristãos procuram conselheiros, cristãos têm problemas de família e cristãos viram alcoólatras. A única diferença entre cristãos e não cristãos é simplesmente nossa fé no nosso Deus Criador, que nos ama e nos ajuda a cada dia". Esse tipo de pensamento tem origem nos nossos ensinamentos que têm nos absolvido da responsabilidade de nos limparmos do mundo. Mas isso vai diretamente contra o que a Bíblia nos ensina. Pedro exorta: "Mas agora, sejam santos em tudo quanto fizerem, tal como é santo o Senhor, que os convidou para serem Seus filhos" (1 Pe 1.15, ABV).


A verdade está no meio desses dois extremos. Existe uma cooperação entre a humanidade e Divindade quando se trata de santidade Jesus é a nossa santificação (ver 1 Coríntios 1.30). Porém, "a vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa... Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade" (1 Ts 4. 3-7). Jesus provê a graça para a nossa santificação mas nós precisamos cooperar nos limpando por meio do poder dessa graça. Dessa maneira, somos capazes de estar no mundo, mas não sermos do mundo.


John Bevere - Um coração Ardente


sábado, 23 de abril de 2022

Desenvolver

 Muitos crentes pensam que lutam contra a tentação quando oram por livramento e esperam que o desejo desapareça. Isto é muito passivo. Sim, Deus opera em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade! Mas o resultado é: “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12-13). Arrancar os olhos talvez seja uma metáfora, mas expressa uma atitude violenta. O cérebro é um “músculo” que devemos exercitar em busca de pureza, e o cérebro do crente é fortalecido com o poder do Espírito de Cristo. Isto significa que não devemos dar mais do que cinco segundos a uma imagem ou um impulso sexual, antes de lançarmos um contra-ataque violento em nossa mente. Isso mesmo! Cinco segundos. Nos dois primeiros segundos, dizemos: “Não! Saia de minha mente”. Nos dois próximos segundos, clamamos: “Ó Deus, em nome de Jesus, ajuda-me. Livra-me agora. Eu sou teu”. Este é um bom começo. Mas a verdadeira batalha está apenas começando. É uma batalha da mente. A verdadeira necessidade é lançar fora da mente a imagem e o impulso. De que maneira? Traga à sua mente uma contra-imagem que exalta a Cristo e cativa a alma. Lute. Empurre. Ataque. Não diminua o empenho. Tem de ser uma imagem tão poderosa, que as outras não sobreviverão diante dela. Existem pensamentos e imagens que destroem concupiscências. Por exemplo, nos primeiros cinco segundos da tentação, você já exigiu de sua mente que ela se fixasse, com firmeza, na forma de Jesus Cristo crucificado? Imagine isto: você acabou de ver uma moça com uma blusa transparente queo motivou a fantasiar. Você tem cinco segundos.“Não! Saia de minha mente. Ó Deus, ajuda-me!” Agora, exija de sua mente que ela fixe sua contemplação na cruz de Cristo — isto pode ser feito por intermédio do Espírito Santo. Use todo o seu poder de imaginação para ver o lado ferido de nosso Senhor. Trinta e nove chicotadas deixaram pouca carne intacta. O corpo do Senhor se move para cima e para baixo, por causa de sua respiração, sobre a trave vertical da cruz. Cada respiração introduz lascas na carne lacerada. O Senhor ofega. Em alguns momentos, Ele geme, sob a dor insuportável. Ele tenta se mover na madeira, mas os cravos O impedem, travando os seus pulsos e atingindo os terminais dos nervos. Ele geme com grande agonia e procura mexer os pés, para trazer algum alívio a seus pulsos. Contudo,os ossos e nervos de seus pés traspassados se comprimem um contra o outro, com agonia, de modo que Ele geme novamente. Não há qualquer alívio. A garganta dEle está seca por gemer e sentir sede. Ele perde a respiração e pensa que está sufocado. E, de repente, seu corpo suspira por ar, e todas as feridas doem. Em intensa aflição, Ele se esquece da coroa de espinhos de seis centímetros e, em desespero, inclina para trás a cabeça, batendo um dos espinhos perpendiculares contra a trave da cruz, fazendo-o penetrarem sua cabeça. Sua voz ecoa um tom agudo de dor, e soluços irrompem de seu corpo, traspassado e dolorido, enquanto cada gemido traz mais e mais dores. Agora, não estou mais pensando naquela blusa. Estou no Calvário. Estas duas imagens são incompatíveis. Se você usar o vigor de seu cérebro para buscar e se fixar em — com todo o poder de seu pensamento — imagens de Cristo crucificado, com a mesma energia criativa que usa nas fantasias sexuais, você aniquilará essas fantasias. Mas você tem de começar nos primeiros cinco segundos e não desistir. Portanto, a minha pergunta é: você luta, em vez de apenas orar, esperar e tentar evitar? É imagem contra imagem. É um conflito mental, impiedoso e contínuo. Não basta apenas orar e esperar. Una-se a mim neste conflito sangrento, a fim de mantermos o corpo e a mente puros para o Senhor, para minha esposa e para a igreja. Jesus sofreu além do que podemos imaginar, a fim de “purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu” (Tt 2.14). Todo clamor e suspiro de Jesus tinha o objetivo de matar a minha concupiscência — “Carregando, ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos aos pecados, vivamos para a justiça” (1 Pe 2.24).

John Piper

sábado, 4 de julho de 2020

#não_abandone_a_salvação,

A salvação não se perde, pois perder é algo não intencional, a salvação se abandona, e isso tem um nome: APOSTASIA.


Então acorda, não caia na conversa mole de pregadores que venham com formas irresponsáveis de evangelho. Leia a Bíblia, estude, santifique-se e não abandone sua salvação.





sábado, 11 de abril de 2020

#instituições-divinas

Todas as instituições humanas ordenadas por Deus no Antigo Testamento são  representadas nas cartas apostólica - o indivíduo, a família, o governo  civil da igreja  - cada uma com a autoridade e os limites estabelecidos na lei de Moisés. 

[...]

Os apóstolos investem tempo definindo e reafirmando cada um dos domínios estabelecidos por Deus. Como Jesus  o fez antes deles, os apóstolos questionam as tradições e valores dos judeus e dos gentios, mas nunca nos deixam no vazio. Eles cuidadosamente  representam os valores de Deus.


Landa Cope - Deus e a justiça política



sábado, 5 de outubro de 2019

@quem está disposto?

"Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize". O batismo, na bíblia, é sempre figura de morte e ressureição. No novo testamento há menção de quatro tipos de batismo.

Primeiro, há o batismo nas águas, quando somos separados de Satanás, do pecado e da morte. essas três realidades são como que "afogadas" nas águas batismais (ver 1 Coríntios 10.1, 2), e nós nos erguemos para uma vida nova com Deus.

Há também o batismo com o Espírito Santo. Nele morrem nossa força e capacidade próprias, e o Senhor passa a ser nossa fonte de poder. Aqui também observa-se morte e ressurreição.

O terceiro tipo de batismo é o do fogo, em que muitas velharias de nossa vida são destruídas para que a nova existência em cristo se desenvolva.

E, finalmente, em Lucas 12.50, Jesus fala de um batismo de sofrimento e morte, que também poderíamos denominar "batismo de sangue". "Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado", declarou o Senhor e, ao fazê-lo, seus olhos estavam voltados para a cruz. Esse batismo representa a morte de nossa produtividade. depois que somos submetidos a ele, não produzimos mais nada de nós mesmos. Jesus disse: "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto". Morte e ressurreição. E foi contemplando o batismo de sofrimento, esse ato de dar tudo para servir os outros e sofrer por eles, que Jesus disse: "E quanto me angustio até que o mesmo se realize".

Enquanto não passarmos pelo batismo de sofrimento e morte, nossa capacidade de produção será muito limitada. Enquanto nossa vida não for crucificada, não haverá fruto. Isso não faz sentido para nós e nosso raciocínio, mas é o método de Deus. Será que podemos exclamar como Jesus: "Como eu me angustio até que minha vida seja apagada, a fim de que a energia divina comece a desenvolver-se em mim e a alcançar os outros, por meu intermédio"?

Estaremos dispostos a morrer para os privilégios, conforto, interesses pessoais, a fim de que nossos semelhantes possam obter vida eterna? O apóstolo Paulo diz o seguinte em 2 Coríntios 4.12: "De modo que em nós opera a morte; mas em vós, a vida". Quando renunciamos cabalmente nossos próprios interesses e privilégios, tal ato se constitui no ponto de partida para que a vida eterna brote em outra pessoa.

O grande líder do reavivamento galês de 1905 e 1906, Evan Roberts, foi designado por Deus para ser o principal porta-voz do Senhor, naquele evento. Quando ele compreendeu isso, saiu de casa e dirigiu-se para o campo, onde passou a noite toda, em prantos. Sabia que daí em diante seus privilégios seriam sacrificados. Sua vida teria que ser submetida a Deus, por causa do avivamento. Mas que vitalidade espiritual resultou daquele despertamento - vitalidade ainda hoje sentida na Igreja. E tudo por que um homem se dispôs a receber o batismo de morte.

Muitos anos depois, indagaram a Evan Roberts: "Será que nós ainda veremos outro avivamento como o galês?" E ele respondeu com uma pergunta: "Quem está disposto a pagar o preço?"

Foi o que Cristo quis dizer quando afirmou "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me". Significa seguir seu exemplo de renúncia a todos os privilégios, ao emprego do tempo, aos prazeres mesquinhos, a fim de que outrem possa receber vida eterna.

Enquanto cada igreja cristã não se submeter a esse tipo de morte, a vida verdadeira não brotará dela. Se os membros de uma congregação ou grupo cristão, por menor que seja, estiverem dispostos a morrer para seus privilégios, esse grupo poderá abalar o mundo. Se cada crente que o compõe disser: "Meu tempo não me pertence, nem meu dinheiro, nem meus privilégios, nem minha família; estou nas mãos de Deus, do mesmo modo como Jesus estava, quando tomou a cruz". Essa célula cristã convulsionará o mundo.

A mente renovada - Larry Christenson



#santidade

A santidade é uma ponte para a intimidade com o Senhor. Nós temos uma revelação importantíssima de Jesus. Em primeiro lugar, Ele fala que uma das motivações da obediência deve ser o amor, mas Ele fala daquele que se compromete a guardar os mandamentos. Em outras palavras, aquele que decide andar em santidade.

Luciano Subirá