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sábado, 10 de setembro de 2022

# conceito de um falso Deus

 



A palavra grega para impureza é akatharsia, que indica “refugo ou imundícia”. Tal vocábulo era empregado para indicar uma ferida suja na carne ou a depravação moral do espírito.


Neste contexto, Paulo indica os diversos tipos de impurezas sexuais. A falta de pureza dentro das relações sexuais tem sido um flagelo da sociedade há milhares de anos. Nossa sociedade, inclusive, tem tratado todo prazer na esfera sexual como sendo puro e natural. Contudo, para nós, cristãos, puro é aquilo o que Deus diz que é.


Se um homem se deitar com a nora, ambos serão mortos; fizeram confusão; o seu sangue cairá sobre eles. Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles. Se também um homem se ajuntar com um animal, será morto; e matarás o animal” (Lv 20.12-13,15).


Essa lista nos mostra alguns exemplos do que Deus considera como forma impura de se praticar o sexo. Essa lista inclui relações com familiares, homoafetivas e com animais. Em nossa sociedade vemos, por exemplo, a questão da homossexualidade e do lesbianismo ser tratada como algo normal. No entanto, toda menção bíblica à homossexualidade a trata como pecaminosa. Devemos amar e respeitar o homossexual, mas, em tempo algum, aprovar as suas ações. O Apóstolo Paulo associa as impurezas sexuais, das quais ele destaca a homossexualidade, à consequência do afastamento de Deus:


porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o criador, que é bendito eternamente. Amém! Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando seu uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (RM 1.21-27).


O homem, como não adorou a Deus, criou um conceito de um falso Deus; e como afirma John Stott: “um falso conceito de Deus conduz a um falso conceito de sexualidade”. É por isso que vemos lésbicas e homossexuais dizerem que Deus não condena suas práticas porque Ele é amor. O falso deus que criaram para si não fala de santidade e moralidade. Antes, é um deus que vive para servir aos prazeres deles, não para ser servido em obediência por eles.


Dentro das relações sexuais do casamento, também é necessário ter pureza: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4). Deve existir uma preocupação de nossa parte, não apenas com o nosso matrimônio, mas, também, com o nosso leito. O adúltero é uma pessoa que fere o matrimônio, mas o impuro é uma pessoa que fere o leito. A bíblia condena ambas as práticas. Ver pornografia junto do cônjuge para apimentar a relação; usar palavras de baixo calão; usar de abuso físico e violento dentro do sexo; são alguns exemplos de impureza que não devem estar presente no leito dos cristãos. Quando se trata de manter a saúde do relacionamento sexual, é muito importante que o marido e a esposa conversem e cheguem a um consenso. Contudo, precisamos sempre nos lembrar de que o sexo deve glorificar a Deus e de seguir os padrões estabelecidos por Ele.



De dentro para fora

Drummond/Raquel


sábado, 7 de maio de 2022

Sexo

 

 1) A intimidade sexual é limitada ao matrimônio.

Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por Deus (ver Gn 2.24; Ct 2.7;

4.12). Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a

vontade de Deus. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do

relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados.


2) Adultério, fornicação, homossexualismo e outros

O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões

degradantes são pecados graves aos olhos de Deus por serem transgressões da lei

do amor (Êx 20.14) e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são

severamente condenados nas Escrituras (Pv 5.3) e colocam o culpado fora do reino

de Deus (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.19-21).


3) Imoralidade e impureza sexual

A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas

também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge.

Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e

adultos solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja

ato sexual completo.

Tal ensino peca contra a santidade de Deus e o padrão bíblico da pureza. Deus proíbe,

explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser

entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6).

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4) O domínio dos desejos

O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do

casamento. Justificar intimidade premarital em nome de Cristo, simplesmente com

base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões

santos de Deus. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo

justificar a imoralidade.

Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a

temperança como um aspecto do fruto do Espírito, no crente, isto é., a conduta positiva

e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem,

fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de Deus, pela fé, abre o

caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).

 

5) Termos bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse

mal.

Fornicação: (gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré

ou extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é

claramente transgressão dos padrões morais de Deus para seu povo (Lv 18.6-30;

20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3).

A lascívia: (gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o

relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (1Tm 2.9). Isso inclui a

inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste

modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe

2.2,18).

Enganar: (gr. pleonekteo), isto é, aproveitar-se de uma pessoa, ou explorá-la (1Ts

4.6), significa privá-la da pureza moral que Deus pretendeu para essa pessoa, para a

satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não

possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se

dela (1Ts 4.6; Ef 4.19).

A lascívia: ou cobiça carnal (gr. epithumia) é um desejo carnal imoral que a pessoa

daria vazão se tivesse oportunidade (Ef 4.22; 1Pe 4.3; 2 Pe 2.18; Mt 5.28).