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quarta-feira, 15 de março de 2023

#destruição

 Na busca subsequente pela autenticidade, o esquerdista tem uma necessidade permanente de um inimigo. Seu sistema é o da destruição. Ele sabe do caráter ilusório dos valores e encontra sua identidade em uma vida vivida sem os enganos fáceis que regram a vida dos outros. Já que ele não tem valores, o seu pensamento e a sua ação pode ser dada somente uma garantia negativa.

Roger Scruton


sábado, 4 de junho de 2022

# Sete coisas que você não pode fazer como um relativista moral

 

Por: Gregory Koukl

Então, você decidiu se converter num relativista moral? Que bom para você! O que poderia ser melhor do que fazer o que lhe pareça ser correto? O que poderia ser pior do que deixar que outro te diga o que deve ou não fazer? Além do mais, esta é uma das cosmovisões mais fáceis de adotar: somente deixe os demais em paz, e lhes peça que façam o mesmo consigo, e você nunca terá que voltar a se preocupar se suas ações são boas ou más. De fato, só há sete coisas que não poderá fazer como um relativista moral. Simplesmente siga a estas regras e você será livre de absolutos para sempre!

Regra#1: Os relativistas não podem acusar os outros de fazerem o que é mal.

O relativismo torna impossível criticar o comportamento dos outros porque, em última instância, nega que exista o que se chama atuar mal. Em outras palavras, se você crê que a moral deve ser definida de forma individual, então, jamais poderá julgar as ações alheias. Os relativistas nem sequer podem objetar o racismo em termos morais. Afinal, em que sentido se pode ter a opinião «é algo mal a discriminação racial» se isto vem de alguém que não crê em categoria absoluta de bondade e maldade ética? Com que justificação poderia intervir? Certamente não com os direitos humanos, pois para ele tal coisa não existe. O relativismo é a máxima postura a favor da livre escolha moral, porque aceita todas as decisões pessoais — mesmo que seja a de ser um racista.

Regra #2: Os relativistas não podem reclamar do problema do mal.

A realidade do mal no mundo é uma das principais objeções que levantam contra a existência de Deus. O argumento é que, se Deus fosse absolutamente poderoso e em última instância bom, então ele eliminaria o mal. Mas o mal existe, a realidade deve corresponder a um destes três cenários possíveis: (1) Deus é demasiadamente fraco para opor-se ao mal; (2) Deus é demasiadamente indiferente como para preocupar-se com o mal; ou (3) Deus simplesmente não existe. Evidentemente, promover qualquer um destes argumentos implica, também, crer no mal, coisa que um relativista não poderia fazer. De fato, nada pode ser qualificado como mal — nem mesmo o Holocausto — porque fazê-lo equivaleria afirmar que existe alguma espécie de regra moral.

Regra #3: Os relativistas não podem culpar, nem aceitar elogios.

Dentro do relativismo os conceitos de elogio e reprovação carecem completamente de sentido porque não há uma regra moral com que se possa julgar se algo deveria ser aplaudido ou condenado. Sem absolutos, nada é realmente mal, deplorável, trágico, ou digno de reprovação. Tampouco podemos dizer que algo seja realmente bom, honroso, nobre, ou digno de elogio. Tudo se perde numa dimensão desconhecida de um vácuo moral. Quase sempre os que dizem ser relativistas se contradizem neste ponto (evadindo a reprovação, mas aceitando de bom tom o elogio), assim, seja cuidadoso!

Regra #4: Os relativistas não podem afirmar que algo é injusto.

Sob o relativismo a justiça é um conceito que não tem sentido algum. Para começar a própria palavra não significa nada: esta sugere que as pessoas merecem um trato igualitário baseado num padrão externo de que está bem, e como o disse em várias oportunidades, os relativistas não podem crer em algo bom e mal. Em segundo lugar, não existe o que chamamos de culpa. A justiça implica castigar aos culpados, e a culpa supõe ter algo que reprovar — o qual, como demostrei, não existe no relativismo.

Regra #5: Os relativistas não podem fazer progressos morais.

Com o relativismo é impossível progredir moralmente. Os relativistas podem modificar a sua ética pessoal, isso é seguro, mas nunca poderão se transformar em pessoas morais. Uma reforma moral supõe uma espécie de regra de conduta objetiva que sirva como um padrão que se aspira. Todavia, esta regra é exatamente o que os relativistas negam. Sem um caminho melhor não se pode progredir, e além do mais, tampouco há uma motivação para fazê-lo. O relativismo destrói o impulso moral que leva as pessoas a se superarem, pois não há nada «superior» para se alcançar. Para que mudar o seu ponto de vista moral, se o que você tem favorece o seu próprio interesse e, no momento, faz com você se sinta bem?

Regra #6: Os relativistas não podem sustentar discussões morais significativas.

O relativismo torna impossível falar de moral. Do que se poderia falar? Uma discussão ética implica comparar os méritos de dois pontos de vista diferentes para descobrir qual é melhor. Mas, se a moral é completamente relativa e todas as posturas são igualmente válidas, então nenhuma ideologia é melhor do que outra. Nenhuma postura moral pode ser julgada como adequada, deficiente, irracional, inaceitável, ou mesmo bárbara. De fato, se as discussões éticas só tem sentido quando a moral é objetiva, então só se pode ser um relativista consequente vivendo em silêncio. Nem sequer poderia dizer: «é algo mal impor a sua moral a outros».

Regra #7: Os relativistas não podem promover a obrigação de serem tolerantes

Finalmente, no relativismo não há tolerância porque a obrigação moral de ser tolerante transgride as regras. O princípio da tolerância é frequentemente considerado como uma das virtudes chaves do relativismo. A moral é pessoal e, portanto, deveríamos tolerar os pontos de vista dos demais abstendo-nos de julgar a sua conduta, ou atitude. Todavia, deveria ser óbvio que este princípio caia em contradição. Se as regras morais não existem, não pode haver uma regra que exija a tolerância como um princípio moral. E de fato, se não há absolutos morais, por que haveríamos de sequer ser tolerantes? Por que não impor a sua moral a outros se é o que você deseja e sua ética pessoal o permite? Somente tenha certeza de não falar quando não puder suportar.



Traduzido por Ewerton B. Tokashiki




sábado, 17 de agosto de 2019

Ceticismo

Há numerosos problemas com o ceticismo. Em primeiro lugar, todo ceticismo consistente é autodestrutivo. Se céticos fossem realmente céticos acerca de todas as coisas, então eles teriam de ser céticos acerca do ceticismo. Se não tivessem dúvidas acerca de suas próprias dúvidas, então não seriam céticos de verdade e sim dogmáticos que desejam a suspensão de nosso juízo em relação a todas as coisas - exceto em relação às suas próprias convicções céticas. Em segundo lugar, algumas coisas não devem ser postas em dúvida. Por exemplo, por que eu deveria duvidar da minha própria existência? Algumas coisas são óbvias, e é inútil negar o óbvio. Em terceiro lugar, a ética tem a ver com o modo que vivemos, e nenhum cético pode viver, de forma consistente, seu ceticismo. Ele não pode suspender o juízo no que diz respeito às suas necessidades de comida e água - pelo menos não por muito tempo. E caso seja casado, ele não deve se atrever a suspender o juízo referente a seu amor por sua esposa.



Normam Geisler - Ética Cristã



sábado, 9 de junho de 2018

"eu creio em Deus, mas..." (ensaio 1)




"eu creio em Deus, mas creio num Deus do meu jeito sabe... eu sei que Ele cuida de mim e tento ser bom. É isso."


Ouvi está frase em um pequeno grupo de colegas, em meio a um debate sobre A existência de Deus. 


Algumas considerações: inicialmente, parafraseando Agostinho, se você crê em um Deus que satisfaça as tuas condições ou as tuas vontades, não é em um Deus que você acredita mas em você mesmo, seja de maneira inconsciente ou não. Um deus, e aqui não estou me referindo ainda ao Deus cristão, que esteja ao seu dispor e diga somente o que você quer ouvir, está mais para um deus mitológico do que para um Deus real, algo que satisfaça o senso de moral mas que não interfira de maneira alguma em sua vontade... enfim é algo que você criou apenas para sentir-se moralmente bem, ainda que esse conceito de moral também seja algo que você mesmo definiu.

Bem, criar um deus que satisfaça a necessidade individual não é uma novidade, mas tem aumentado exponencialmente nesses tempos de pós-modernismo, onde o relativismo é frontalmente contra a ideia de verdade objetiva, principalmente se for uma verdade "moral". No entanto, embora esse conceito satisfaça o fator emocional, ele é ilógico e perigoso.

Onipotência, onisciência e onipresença, três princípios básicos para Deus. Se não tiver todo conhecimento é limitado, portanto não é Deus. Seguindo o mesmo raciocínio ser onipresente é indispensável, pois não seria lógico um deus que tem todo conhecimento não estar, de alguma maneira, "presente" em todos os lugares (é, não ficaria bem ter que marcar hora com um deus). Onipotência, ora, é um deus então seu poder é logicamente ilimitado. Não é o que desejamos ou imaginamos, é uma entidade divina, que embora deseje o nosso bem (sim, um deus deseja o bem da humanidade) tem seus princípios e objetivos, e esses princípios e objetivos não vão satisfazer nossas crenças ou vontades, afinal, é Deus não um reflexo de nosso ego. Ok, então a sua conclusão é que você não crê em Deus. Mas, se você admite que Deus não existe, então seus princípios morais são relativos, são frutos do que você crê que é certo, mas, e sempre há um mas, Hitler acreditava que estava certo, e então? O filósofo Ravi Zacharias fala sobre esse ponto com maestria:







jairtomaz@olheparaacruz.com.br