quarta-feira, 12 de maio de 2010

Três marcas de um pai piedoso - parte 4

Quando o pai dá as costas ao filho, quebrando o contato olho a olho para, novamente, fixar os olhos em Jesus, o filho sabe que ele não estará lhe dando as costas por rejeição ou indiferença. Somente a perspectiva de conhecer melhor a Deus poderia levar o pai a se voltar para outra direção. O pai piedoso sabe que o filho está em boas mãos, mais poderosas do que as suas e aprende a descansar.

O pai que descansa significa muito para o filho. Pais preocupados transmitem a expectativa de que os filhos encontrarão alguma forma de bagunçar a vida. Pais tranqüilos comunicam que os filhos são responsáveis pelas escolhas que fazem diante de Deus, um Deus que moverá Céus e Terra para ganhá-los à obediência.

A vida do pai piedoso demonstra a primeira mensagem: que é possível - não importa o que a vida traga - seguir a Cristo. Sua presença assegura ao filho que ele não está sozinho. Alguém se importa com ele. Essa é a segunda mensagem. E sua recusa em pairar sobre - ficar de olho nas coisas e carregar o filho quando este deveria encontrar forças para caminhar pelos próprios pés - comunica a terceira mensagem: a de que ele acredita no filho. Ele aceita o filho como indivíduo responsável por suas escolhas, capaz de se levantar após uma queda.

Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Homenagem a Mamãe Diva

Mulher na frente do fogão
Uma constante chama de gás 

aquece a panela que chia na cozinha
enquanto um cheiro forte de tempero enche a casa
ela esta na frente do fogão enquanto os filhos crescem,
vão sendo modelados pela vida e pelo tempo,
chegam e a beijam na testa e ela na frente do fogão,
chegam e dizem um "olá" distante e ela na frente do fogão,
chegam e não dizem nada e ela na frente do fogão,
porque a chama abraça o fundo da panela
para que o jantar fique pronto, 
para que eles matem a fome
e cresçam mais e se afastem dela cada vez mais
 
Ali na frente do fogão o seu rosto outrora liso e jovem
foi sendo curtido em sal e fogo,
em fumaça e tempo, em sofrimento e espera,
em susto e ingratidão.
E ela, paciente e quieta, em frente do fogão.
Chega o marido, que o tempo também se incumbiu de transformar
em cansaço e desesperança, e traz para a cozinha os problemas da rua,
a insegurança no serviço, o orçamento estourado,
a fila, a espera, o desconforto, a condução;
e ela na frente do fogão!

Não mais o beijo quente do retorno,
o olhar em festa, os planos em comum
Um acre silêncio tempera a janta;
uma dura troca de olhares que já não se perguntam,
porque não há resposta a dar; é o boa noite de sempre
 


Nas ruas, os amigos no bar bebendo a mesma
dura cachaça e nervosa insatisfação,
em casa, o vazio que os filhos deixam
quando saem a medir a noite com os amigos
e os coloridos sonhos de novela
e a companhia da televisão.

Eu Te peço por ela nesta hora em que as sombras
iniciam a escalada de mais uma noite
pela sua alegria, pela sua ilusão
guarda a mulher na frente do fogão.

Nesta hora marcada pelo cheiro forte do tempero,
pela chama quase parada do fogão de gás
enquanto eles não chegam dos caminhos da noite,
dos perigos do trânsito e do ódio dos homens
que ela tenha calma, que ela tenha paz

sobre a sua cabeça envelhecida, estende a TUA poderosa mão.
E que ela possa ter a alegria da vida
na hora do preparo da comida na frente do fogão.
(Autor: Gióia Júnior)


À nossa querida mãezona "Dona Diva", com muito amor de seus filhos, Danielle, Eliane, Jair, Marcio, Walcir. Que Deus Te abençoe e guarde, e faça resplandecer o Seu rosto sobre ti.

Três marcas de um pai piedoso - parte 3

Marca 3: Ele retoma sua caminhada rumo a Deus, confiando em Deus para orientar seu filho a segui-lo, dizendo com isso: "Acredito em você!"


O pai piedoso não passa o tempo todo ouvindo o filho. Nosso Grande Sumo Sacerdote pode fazer isso, mas o pai humano não - e nem deve. Se ele ouvir demais ou se envolver demais nas preocupações do filho, oferecerá ajuda demais ou se tornará desanimado, cínico ou zangado. Ele pode mandar o dinheiro que livraria o filho de uma oportunidade difícil de crescimento, ou, frustrado, daria conselhos que levariam a uma luta pelo poder: "É melhor você fazer o que estou dizendo, ou realmente vai bagunçar as coisas!"
Pais piedosos tem coisa mais importante para fazer do que ouvir seus filhos. Por breves temporadas, ouvir pode tornar-se uma prioridade principal. Mas, o padrão da vida do pai precisa refletir seu compromisso de permanecer no caminho estreito, quer o filho o esteja seguindo ou não.
Lembro-me de ter dito a um de meus filhos, durante um período difícil: "Você pode partir o meu coração, mas não pode destruir a minha vida. Seguirei a Cristo independente do que você fizer. Minha vida está escondida em Cristo. Você é importante mas não é poderoso."
Quando o pai piedoso retoma a sua caminhada e faz dessa caminhada um padrão característico, ele coloca o filho no devido lugar. Ele tira o filho da posição insuportável de ser o centro de sua (pai) vida. Então, liberto de um fardo que não pode administrar e do qual, eventualmente, se ressente, o filho, estará melhor capacitado a dar alegremente ao pai, aquilo que possui e é capaz de dar.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Três marcas de um pai piedoso - parte 2

Marca 2: De vez em quando ele se volta e olha para o filho, para fazer-lhe saber: “Você não está sozinho!”.


O pai piedoso trilha o bom caminho, sabendo que seu filho está caminhando trinta anos atrás de si. O filho observa por trás e, sem dialogar com o pai, ouve a mensagem: isto pode ser feito.


De quando em quando, num cronograma que parece frustrantemente aleatório e totalmente imprevisível, o bom pai pára, volta-se, e fita seu filho. Até que se volte, o filho sente a distância entre ele e o pai, não uma distância fria, árida, mas, mesmo assim, uma distância. Ele anela por ouvir mais do pai do que a mensagem dada por seu exemplo, a mensagem de que realmente é possível permanecer fiel ao chamado que recebeu como homem. Ele quer se sentir ligado, ouvido, levado em conta. Ele anseia por saber que o homem que o aplaudiu na competição de judô na adolescência e que se levantou orgulhosamente para aplaudir, na sua formatura de faculdade, ainda está envolvido, ainda está interessado, ainda traz o filho no coração. Significa muito para o filho adulto perceber que o pai está de joelhos diante do trono, mencionando o nome do filho e saber que o pai sente a dor de toda a luta – e o gozo de toda vitória – na vida do filho.
Quando o pai se volta, o filho recebe um olhar que apaga toda dúvida: “Papai ainda se importa. Não estou sozinho!”. O pai piedoso se volta para o filho – talvez numa carta, num telefonema, numa visita – não para instruir ou admoestar. Há uma hora e um lugar para esse tipo de comunicação, mas o propósito central do pai é ouvir. Quando se volta, ele não fala, convida. Mesmo aquelas cartas nas quais o pai não consegue resistir a uma palavra de conselho oferecem mais do que impõem recomendação. Ele respeita o enorme direito e responsabilidade do filho de fazer suas próprias escolhas.”
Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Três marcas de um pai piedoso - parte 1

Ano passado li um livro intitulado “O silencio de Adão” de Larry Crabb, livro este que recomendo a todos; pois bem, neste livro um texto tocou-me mais que outros. Em parte tocou-me porque sou pai duas vezes, Erick com 5 anos e Níckolas com 1 ano, e dentro deste contexto percebi que não nos preparamos e não somos preparados para a vida como deveríamos. Como conseqüência, não preparamos nossos filhos para a vida, gerando um círculo vicioso catastrófico.
Colocamos nossos filhos (quando possível) nas melhores escolas, buscamos os “melhores cursos”, aqueles que rendem mais financeiramente... pressionamos para que se destaquem no mercado de trabalho... porém, não preparamos o emocional deles para os confrontos que virão, para as inevitáveis tempestades que a vida nos proporciona. Precisamos romper esse círculo, transformando-o em círculo virtuoso, onde os pais preparam o emocional dos filhos, que prepararão os netos, de geração a geração!

Para meus filhos Érick e Níckolas... que Deus me ensine e me ajude a ser pai... e um pai piedoso. Que isto seja parte do meu legado como pai.

“Um pai piedoso transmite três mensagens ao filho:
1. Isso pode ser feito!
2. Você não está sozinho!
3. Acredito em você!

A maioria dos homens em nossa geração jamais recebeu nenhuma dessas mensagens de seus pais. Há algo faltando nas almas dos homens sem pais.

Marca 1: Ele trilha um bom caminho à vista do filho, para fazer com que este saiba: “Isto pode ser feito!”
Não há senso de exibição, nenhuma pose assumida, para impressionar o filho. Ele simplesmente trilha o caminho que Deus estabelece para ele, porque confia em Deus. Mesmo quando não há nenhuma evidência para respaldar essa crença, ele se agarra ao que sabe ser verdade sobre Deus. Ele ouviu Deus falar, através de Sua Palavra, e acredita no que Deus disse.
O pai piedoso é um homem de fé cujas tristezas, embora profundas e permanentes, não eliminam a alegria (pelo menos não por muito tempo); cujos fracassos, nunca são usados para justificar a agressividade; cujas lutas, que o tentam a desistir, nunca o dominam. Sem ele saber, o semblante do pai piedoso brilha de vez em quando. Não são muitos os que vêem isso, mas, alguns, ficam fascinados pelo brilho de sua paixão por Cristo, uma paixão que reduz os que observam a respeito e temor.”

Extraído do livro “O silêncio de Adão” – Larry Crabb

olhe para a CRUZ

De uma única vez todo o pecado foi expiado na cruz, todas as faltas apagadas, toda a obrigação para com satanás e toda a sentença passada sobre a queda de Adão é rompida, cancelada e anulada pelos cravos de Jesus.

Conde Nikolaus ludwig Von Zinzendorf

sábado, 1 de maio de 2010

Exercitando a Fé

Um querido tio me enviou um texto de sua autoria, a fim de eu publicá-lo. Segue-o na íntegra: 

Porque vives lamentando do teu modo de viver, se a vida nos dá alegrias, nos dá tristezas, solidão e porque não, harmonia? Se estamos enfrentando dificuldades, ansiedade ou depressão...  só há um doutor para todos os males que é o Senhor Jesus Cristo, o Deus vivo e verdadeiro.   ELE sempre nos traz consolo, paz, conforto, revelando-nos seus segredos (grandes, estupendos, eternos e infinitos).  Não se desespere! Procure-o, pois o Senhor Jesus Cristo tudo nos dá.  ELE nos leva a contemplar as constelações celestes, o brilho do sol e leva nossos ouvidos a perceber os meios-tons suaves da sua voz, muitas vezes sufocadas pelo tumulto dos estridentes gritos da terra.  Não fiquemos eternamente no quarto fechado onde alguma enfermidade encobre de nós a luz e nos arrefece o ânimo de viver; o escuro de algum desapontamento ou tristeza esmagadora.
Muitas vezes o elemento mais triste do sofrimento é a sua aparente inutilidade. Não sejamos inúteis, tenhamos fé, porque na vida de fé não há atalho, e a fé é a condição vital para uma vida santa e vitoriosa.  Jesus disse: Levanta-te e sai para o vale, onde falarei contigo. (Ez. 3.22). O que ELE quer dizer com isso? Para que não nos acomodemos, lastimando-nos dos acontecimentos em nossas vidas.
Tenhamos fé, lutemos, sejamos úteis na vida, porque Deus nos tem dado privilégios ímpares os quais, muitas vezes deixamos de lado e, quando as provações nos cerca, aí sim as consequências nos trazem incertezas.  Nós não vemos, pois, Deus pode tirar-nos todos os confortos e privilégios, para fazer-nos crentes melhores.
Quando Deus põe um peso sobre nós, sempre põe seu braço debaixo... “a fim de crescer na graça precisamos estar muito a sós. Não é em grupo que a alma cresce mais vigorosamente. Muitas vezes, numa só hora quieta de oração ela faz maior progresso que em vários dias na companhia de outros. É no deserto que o orvalho é mais fresco e o ar mais puro.” (Andrew Bonar).
Deus é socorro bem presente na angústia; Ele nos dá tudo o que pedirmos. Basta procurá-lo de coração brando.
Nossa fé será mais fraca ou mais forte, exatamente na proporção em que crermos que Deus fará o que disse.
A fé descansa na Palavra de Deus.  Quando cremos na Sua palavra, o nosso coração descansa. As aflições alimentam a fé. Mas as aflições e dificuldades não são os únicos meios pelos os quais a fé é exercitada e alimentada.
Lendo as Escrituras e através dela podemos conhecer de perto a Deus, como Ele Se revelou na Sua palavra.  E quanto mais nos aproximarmos desta realidade, mais prontos estamos a descansar em Suas mãos, satisfeitos com tudo o que ele nos reserva.  E quando vier a aflição, diremos: “Eu vou esperar para ver qual a bênção que Deus trará por meio dela, pois sei que Ele vai fazer.”
Assim daremos um testemunho digno diante do mundo e isso servirá para fortalecer a fé de outras pessoas.
Autor - Elias Domingos do Amaral (amara-led@hotmail.com)