segunda-feira, 5 de julho de 2010


"Se você chegou ao ponto em que Deus é sua única esperança, você está em um ótimo lugar"

Jim Laffond

sexta-feira, 2 de julho de 2010

“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.”

André Maurois

Bom Dia! Como vocês puderam perceber os textos postados aqui são de vários autores. Gosto muito de ler, não só como hobby, mas também como disciplina. A leitura é imprescindível para nosso crescimento e amadurecimento. Temos que ler e reter o que é bom. Evidentemente não ler apenas o que gostamos ou ler “de vez em quando”... o hábito de ler também exige disciplina, ler é um exercício, e como tal deve ser executado com constância e perseverança.

Mas não basta saber ler, é preciso aprender a entender! Estude, busque conhecimento, compare, analise, questione e critique com padrão e argumentação, pois de nada vale questionar ou criticar sem fundamento.
Leia, e leia muito, seus horizontes vão mudar...
Ah, leia muito a bíblia, leia, estude e ore!
“Bíblia: enquanto outros livros informam e poucos reformam, só este livro transforma” – A. T. Pierson
Para trabalharmos o conhecimento postarei a biografia de alguns dos autores citados. Começarei com C S Lewis, um dos melhores escritores cristãos do século XX. Recomendo os livros “Cristianismo puro e simples” – linguagem objetiva e ao mesmo tempo profunda; “O mais relutante dos convertidos” – biografia de Lewis (editora vida), livro fantástico, conta a infância de Lewis até a sua conversão, leiam... vale a pena!

Clive Staples Lewis nasceu no inverno de 1898 em Belfast, Irlanda do Norte e morreu em 22 de novembro de 1963, em sua casa de Oxford. Em sua sintética, mais oportuna biografia de Lewis, Henrique Elfes nos diz que Lewis do pai, galês, advogado de profissão, herdou a tendência romântica, sentimental e apaixonada; da mãe, inglesa, o raciocinio lúcido, a ironia e o senso prático; dos dois, o amor pelos livros. Aos seis anos, morreu-lhe a mãe, e com ela "desapareceram da minha vida toda a tranqüilidade e segurança".

Hipersensível, imaginativo, voltado para a auto-análise e empenhado desde muito cedo na busca do que chamaria joy, "alegria", na compreensão e procura das emoções, em breve desenvolveria também ao extremo o senso crítico e racional, talvez para alcançar a sempre evasiva equanimidade de temperamento.
Recebeu a primeira educação religiosa no "protestantismo do Ulster", mas numa versão pouco rigorista, atenuada pelo temperamento paterno. Já aos treze anos, num colégio interno, veio a perder a fé e a declarar-se "ateu". Leu G.K. Chesterton (que lhe pareceu ter "mais bom senso do que todos os modernos juntos") e George MacDonald, que preparariam a sua posterior conversão e aos quais se referiria algumas vezes como os "mestres que lhe ensinaram o cristianismo". Em 1916, prestou exames para Oxford e foi admitido no trinity College. No ano seguinte, foi convocado para o exército, mas por razão de ferimento foi retirado da Primeira Guerra e retomou os estudos e graduou-se em primeiro lugar em Filosofia, Línguas Clássicas e Línguas e Literatura Inglesa. Em 1925, foi eleito membro e tutor de Língua e Literatura Inglesa do Magdalen College na mesma Universidade. Em 1931 conhece J.R.R. Tolkien e o anglicano Hugh Dyson e se converte ao cristianismo, tornando-se anglicano. E depois de quase dez anos de silencioso amadurecimento intelectual e espiritual, C.S. Lewis - como assinaria todas as suas obras - resolveu lançar à brecha em defesa do cristianismo autêntico, alvo perpétuo de ataques nos meios intelectuais. Com a publicação do conhecido The Screwtape Letters ("Cartas de um demônio ao seu sobrinho", 1942), firmou a sua reputação como "o mais popular dos apologistas cristãos", completada pelos ensaios que escreveu sobre temas diversos como The problem of pain ("O problema do sofrimento", 1940), The Abolition of Man ("A abolição do homem", 1943 ou Miracles ("Milagres", 1947). Ao mesmo tempo, o abstrato scholar de Língua e literatura inglesa dava vasão ao seu poder imaginativo numa série de romances de ficção científica (a "Trilogia de Ranson", 1938-45) e em contos alegóricos infanto-juvenis (as "Crônicas de Narnia", 1950-56, que conheceram imenso sucesso e que recentemente foram levadoas à tela do cinema. Em 1952 casaria com a poetisa americana Helen Joy Gresham que viria falecer pouco depois. Seguiram-se anos difíceis, mas férteis para a sua produção literária: dos seus apontamentos aparece A Grief Observed, "Uma dor observada" (1961), livro de sincero registro da emoção e dor humana sentidas pela perda de alguém; esta obra viria a servir de base para o roteiro de Shadowlands, "Terras de Sombra", de Richard Attenborough (1993)

Fonte: www.aquinate.net/atualidades/personalidades - Por Paulo Faitanin

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Circunstâncias


"As circunstâncias em que vivemos não são sempre um reflexo fiel da bondade de Deus. Se a vida estiver bem ou não, a bondade de Deus, baseada em Seu eterno caráter, é a mesma"


Helen Grace Lescheid

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Discernindo entre a obra do Inimigo e as obras da carne


Muitas pessoas costumam confundir a obra do diabo – que é roubar, matar e destruir (João 10:10) – com as obras da carne – prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas (Gálatas 5:19-21). Elas não reconhecem a pecaminosidade de sua natureza carnal, cedem a ela, e costumam culpar o Inimigo por todas as escolhas erradas que fazem e pela vida de pecado que levam.


É certo que o diabo é o tentador e vive buscando brechas na vida do homem para induzi-lo ao pecado e à queda; no entanto, o homem redimido por Cristo pode resistir à tentação pelo poder do Espírito que nele habita.


Mas sem santificação é impossível permanecer sendo o templo do Deus vivo e ver Seu Espírito agindo em nossa vida (Hebreus 12:14). É pelo poder do Espírito que conseguimos mortificar a nossa natureza carnal, despir-nos do “velho homem”, e revestir-nos do novo, que se renova para o conhecimento, segunda a imagem daquele o criou (Colossenses 3:10).


Para vencermos a nossa natureza carnal e a tentação do Inimigo, precisamos conhecer a Deus e Sua poderosa palavra, alimentar-nos dela, estar revestidos de Cristo e de sua armadura espiritual, de amor, de fé, de perseverança; precisamos guardar a nossa comunhão com Deus por intermédio de Seu Espírito.


A igreja não pode continuar a tratar problemas como o aborto, o homossexualismo, a pornografia, as drogas e outros flagelos que atormentam a nossa sociedade de maneira frívola. Precisamos de homens e mulheres santos, que se levantem com uma unção poderosa, e destruam as fortalezas do Inimigo.


Precisamos de um mover de Deus que sacuda a complacência de muitos membros do Corpo de Cristo que estão dormindo espiritualmente; uma unção que os livre da apatia, desunião, do mundanismo e do pecado que os tem enfraquecido.


Jesus está vindo para uma Igreja santa, sem ruga e sem mácula. Precisamos que Deus unja os nossos olhos para que vejamos a nossa verdadeira condição, arrependamo-nos e permitamos que Ele limpe e conserte tudo o que Lhe desagrada.


Devemos arrepender-nos pela negligência no evangelismo, pedir perdão, consagrar-nos a Deus, a fim de recebermos poder e novas estratégias, para demolir fortalezas do inimigo e regatarmos todos os que estão presos.


Nestas horas finais antes da Sua volta, Cristo planejou que a Sua Amada pere na plenitude do Seu poder, e este poder só pode ser recebido em santidade e amor.


Precisamos vestir-nos de salvação, justiça, amor, boas obras. Precisamos do mesmo amor e poder que teve a Igreja primitiva para, em vez de sermos condescendentes com o pecado e tentarmos ser politicamente corretos, proclamemos com ousadia para todos ouvirem: “Não existe outro nome nem outros deuses pelo qual os homens possam ser salvos! Há um único Nome, o de Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo! Não existem muitos caminhos para Deus. Só existe um: Jesus, o novo e vivo caminho!”


bíblia de Estudos Batalha Espiritual - Editora Central Gospel - pág. xlix

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Matrimônio do Céu e do inferno



O Grande Abismo

Prefácio a edição original.


William Blake escreveu o livro Matrimônio do Céu e do inferno. Se escrevi sobre a separação dos dois, não é porque me julgue um concorrente digno de tão grande gênio, nem mesmo porque me sinta sabedor absoluto do que Blake pretendia. No entanto, num sentido ou noutro, a tentativa de fazer esse casamento é constante. Essa tentativa baseia-se na crença de que a realidade jamais se apresenta com “issos ou aquilos” plenamente inevitáveis, mas que, garantidas a capacidade e a paciência e (acima de tudo) tempo suficiente, sempre se dá um jeito de abraçar ambas as alternativas. O mero desenvolvimento, ajuste ou refinamento, transformará, de algum modo, o mal em bem, sem sermos chamados uma para final e total de qualquer coisa que gostaríamos de reter. Essa crença, para mim, é um erro desastroso. Não podemos levar todas as bagagens conosco numa viagem, e é possível que até mesmo nossa mão ou nosso olho direito estejam entre as coisas que tenhamos de deixar para trás. Não fazemos parte de um mundo onde todos os caminhos são raios de um mesmo círculo e onde todos eles, se percorridos em um tempo suficiente, gradualmente se vão aproximando até que se encontrem no centro; ao contrário, vivemos num mundo em que toda estrada, depois de alguns quilômetros, divide-se em duas, e cada uma dessas em mais duas, e a cada bifurcação você é obrigado a tomar uma decisão. Mesmo em seu aspecto biológico, a vida não é como um rio; ela é mais como uma árvore. Não se move na direção da unidade, mas na direção oposta, e as criaturas separam-se cada vez mais umas das outras, à medida que se desenvolvem em perfeição. O bem, à medida que se aprimora, torna-se cada vez mais diferente, não somente do mal, mas também de outro bem.


Eu não creio que todos os que escolhem caminhos errados perecem; mas seu resgate consiste em serem colocados de volta no caminho certo. Uma soma errada pode ser corrigida: mas apenas fazendo o caminho de volta até você encontrar o erro e continuando a partir desse ponto, nunca simplesmente prosseguindo. O mal pode ser desfeito, mas não pode “desenvolver-se” em bem. O tempo não cura. O encanto deve ser desfeito pouco a pouco, “com palavras murmuradas de trás para a frente com poder de cindir”, ou então não será desfeito. Ainda será uma coisa ou outra. Se insistirmos em manter o Inferno (ou mesmo a terra), não veremos o Céu; se aceitarmos o Céu, não conseguiremos reter nem mesmo a menor e mais íntima lembrança do Inferno. Acredito, na verdade, que qualquer homem que alcançar o Céu descobrirá que aquilo a que renunciou (mesmo se tivesse arrancado seu olho direito) não foi perdido; que a essência do que realmente estava buscando, mesmo no desejo mais corrompido, estará ali, muito além das suas expectativas, esperando por ele nos “Lugares Altos”. Nesse sentido, será verdade para aqueles que completarem a jornada (e para ninguém mais) que o bem é tudo e que o Céu está em toda parte. Todavia nós, deste lado da estrada, não devemos tentar antecipar essa visão retrospectiva; se o fizermos, é provável que sejamos enredados pela falsa e desastrosa idéia de que tudo é bom e de que qualquer lugar é o Céu.


Mas e a Terra? – você perguntará. Imagino que, no fim, ninguém irá considerá-la um lugar muito diferente. Também acredito que, se a terra for escolhida em vez do Céu, acabará tendo sido, todo o tempo, apenas uma região no Inferno; mas, se ela estiver subordinada ao Céu, terá sido desde o início uma parte do próprio Céu.


C. S. Lewis – Abril de 1945

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os fins e os meios


“Houve homens que se interessaram de tal forma em provar a existência de Deus que acabaram desinteressando-se por completo do próprio Deus... como se o bom Deus nada tivesse a fazer além de existir! Houve alguns tão ocupados em tornar o Cristianismo conhecido que jamais pensaram em Cristo. Nossa! E é possível ver isso nas mínimas coisas. Já conheceu um amante de livros que, a despeito de todas as suas primeiras edições e obras autografadas, tivesse perdido a capacidade de lê-los? Ou, quem sabe, um organizador de projetos de caridade que perdesse todo o amor pelos pobres? Trata-se da mais sutil de todas as armadilhas.”


C. S. Lewis – O grande abismo – página 87

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Intimidade


“Eu estava profundamente angustiado e frustrado, tentando descobrir qual era a vontade de Deus para mim. E estava fazendo de tudo, menos me aproximando da presença de Deus para pedi-Lo que me mostrasse Sua vontade” – Paul little