sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A crueza de uma propaganda “mal feita”.





| Em Cristianismo

 

A história de Jesus é reputada em alguns círculos mais céticos como um panfleto para vender uma idéia, ou uma imagem de um homem que sequer existiu, ou se existiu, não seria nem sombra do que disseram dele.

Uma análise dos fatos, porém, dificilmente sustenta este tipo de opinião. Vejamos:

Jesus nasceu judeu. Um povo periférico, de uma terra pequena, sem influência política, com um histórico de sujeição a outros povos e, naquela ocasião, submisso ao poderoso Império Romano.

Dentro dessa nação, nasce Jesus, pobre, de aparência pouco notável, em uma vila também ela, pobre e desprezível, de uma província deslocada do centro de interesses religiosos.

No final da história, Jesus morre.
Crucificado.
A vergonha disso para a sociedade de então pode ser compreendida pela repugnância e rejeição que os árabes até hoje têm da simples idéia de que Jesus teria sido crucificado. Para eles, nem mesmo a idéia da ressurreição posterior remediaria o dano moral de uma morte dessas.

E quando Jesus ressuscita, a notícia é dada por… mulheres!!! Algo tão digno de crédito para época quanto discurso de político em véspera de eleição.

Realmente, se a história de Jesus fosse fabricada, ela seria tão diferente, tão “certinha”, tão enobrecedora, tão digna, tão casada em suas diversas versões, que talvez convencesse muita gente…



A biografia de Jesus é recheada de “constrangimentos biográficos”.

Basta pegarmos um dos evangelhos para vermos alguns desses “incômodos biográficos” na história de Jesus: sua origem humilde, sua amizade com os “párias” da sociedade, a discrepância do seu perfil com aquele que a totalidade dos judeus da época esperavam para um “messias”, a discordância aparente com os demais evangelhos, além de muitos outros aspectos improváveis que, no entanto, estão lá.

O próprio discurso de Jesus, dizendo coisas com “eu sou humilde”, “sem mim nada podeis fazeis”, contraria o que se espera de um “homem sábio típico”.Suas atitudes, igualmente, surpreendem aqueles que esperam a imagem estereotipada do “homem iluminado”. As respostas que ele dava, não para os religiosos, mas para as pessoas comuns, tais como “estes são minha família”, quando foram dizer a ele que sua mãe e irmãos o esperavam, ou a aparente indiferença com que tratou a mulher sírio-libanesa, não são exatamente as condutas dos homens “bonzinhos-fazedores-de-média” que vemos pelas religiões afora.

No entanto, tudo isso está lá, cruamente registrado. Não há nos evangelhos a menor evidência de que alguém tenha tentado “adoçar” a imagem de Jesus.

Isso aconteceu sim, porém muito depois de escritos os evangelhos. Nas narrativas renascentistas, que o pintam ora como um bebê, ora como um moribundo. Ou nas narrativas vitorianas, tentando transformá-lo em bom moço e trazê-lo para “dentro da respeitosa sociedade”, como observa Philip Yancey. Ou pior ainda, mais recentemente, com a mistura misticoleba de idéias orientais ou humanistas, que tentam transformar Jesus em um simples cara “bom”, um vendedor de auto-ajuda, ou um garoto propaganda mais alinhavado com um escopo o maior possível de religiões.

Não, a história de Jesus tem defeitos demais para ter sido inventada.

(A propósito, para quem preferir uma história de Jesus sem a pirotecnia dos reis magos, estrelas, e outros eventos estrondosos, é só conferir na própria Bíblia. É a versão do evangelho de Marcos)

Fonte:

Obs.: site de um colega que conheci no Orkut, o Hamilton. Vale a pena dar uma passada por lá e conferir os outros bons textos.
Para todos um bom dia e um final de semana abençoado por Deus!
Inté+
Jair Tomaz
 

 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Circunstâncias

Enfrente as circunstâncias ciente de que você é filho de Deus


            Assim como Jesus Cristo em forma humana era a imagem de Deus, o Senhor deseja que nós, também em forma humana, sejamos a imagem de Cristo nesta terra! Já fomos feitos filhos de Deus (1Jo 3.2).
         O nosso Senhor é um Deus de planejamento, de propósito, de desígnios e de objetividade. Por meio da morte e ressurreição de Cristo, Deus fez com que MUITOS filhos nascessem, assumissem a IMAGEM de seu irmão mais velho, Jesus Cristo, e se tornassem co-herdeiros com Ele.
         Jesus abriu mão de seus atributos divinos, veio a este mundo na forma humana, foi ungido pelo Espírito Santo, viveu uma vida sem pecado, curou doentes, expulsou demônios e derrotou Satanás, deixando-nos um exemplo a seguir.
         A vida do Filho de Deus nesta terra foi uma revelação – o padrão exato para nós, filhos do Senhor.
         Você é parte do plano de Deus para os últimos tempos. Ele determinou que você apresente a imagem de Cristo a este mundo.
         É difícil para nós, conhecendo as limitações e fraquezas de nossa carne, acreditar cumprir um chamado tão sublime. No entanto, a nossa confiança não deve estar em nossa capacidade, mas na capacidade de Deus de realizar aquilo que Ele já ordenou!
         Trata-se de um cristianismo RADICAL. O termo “radical” significa “fundamental”, “essencial” ou “atitude extrema”. Há muito tempo estamos acostumados com um cristianismo de derrota, destituído de poder, morno. Devemos abandonar as tradições áridas e ineficientes dos homens e viver de maneira radical para Deus!
         A mente de muitos cristãos, hoje em dia, está programada para a derrota. Em vez de os ministros pregarem que é possível viver nesta terra como verdadeiros filhos de Deus, conforme o Senhor planejou, ensinam que não é possível ter uma vida livre de pecado e que não há problema em pecar com certa regularidade.
         Muitos pregadores afirmam que os cristãos não podem atingir o alto padrão exemplificado por Cristo e caminhar em vitória constante.
         Esse tipo de pensamento provém do próprio Satanás, que não deseja que obtenhamos a plena revelação de quem somos em Jesus Cristo. O inimigo sabe o que aconteceria se atingíssemos esse nível de fé!
         Temos trazido a Palavra de Deus ao nível de nossa experiência pessoal,  em vez de buscarmos experimentar tudo que as Escrituras tem para oferecer! CHEGOU A HORA de assumirmos a nossa posição como filhos do Deus vivo.
         ISSO É POSSÍVEL! Podemos caminhar nesta terra como filhos do Deus Todo-poderoso. Jesus veio para nos mostrar a vida que o senhor deseja que levemos.
         Assim como Cristo caminhava neste mundo, revelando a imagem do Pai, você também pode levar a imagem de Cristo.
         Assim como Jesus era a representação visível da glória de Deus, podemos representara glória de Cristo. E, assim como Jesus era a manifestação visível do pai aos homens, podemos ser a manifestação de Cristo ao mundo. Esse é o plano de Deus para o seu povo!
         É esse CONHECIMENTO, essa consciência espiritual de que somos filhos de Deus, que nos dará força e coragem para enfrentarmos todas as circunstâncias e todos os dardos inflamados do inimigo sem temer, NA CERTEZA de que o Senhor já nos deu vitória.
         Quando você tomar consciência de que Deus o gerou pelo seu Espírito; de que Ele fez nascer a vida de cristo em você; de que a plenitude da Trindade habita em você; de que em você está sendo forjada a imagem de Cristo, por seu Espírito; de que você é co-herdeiro de Deus com Jesus; de que tudo que Cristo possui pertence a você,  PREPARE-SE!
         Quando você enfrentar uma situação em que não saiba o que dizer ou fazer, não se apóie em seu conhecimento. Não tente fazer nada sozinho. Encare a situação NA CERTEZA de que você é filho de Deus e que o Espírito do Deus onipotente e onisciente está em você para dar-lhe sabedoria e direcionamento.
         Retire do Espírito Santo a sua força. Obtenha poder a partir do conhecimento de que você é parte do plano de Deus para os últimos tempos. Enfrente as circunstâncias adversas fortalecido PELA CERTEZA de que o Senhor não deseja que você seja derrotado!


Fonte: Bíblia de Estudo – Editora Central Gospel – págs 1471 e 1472

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dízimo






Uma das perguntas que muitos Cristãos costumam fazer com relação ao dízimo é se ele ainda é requerido na Nova Aliança. Muitos acham que, pelo fato de ter sido instituído sob a Antiga Aliança – sob a Lei -, o dízimo não diz respeito aos que vivem sob a Nova Aliança.
Para responder a essa questão, é preciso determinar em que momento o dízimo foi de fato instituído. Ele não é uma norma ou tradição humana. Não é um ritual da Lei. É uma expressão do relacionamento que temos com Deus, e é o método que Deus usa para derramar as suas bênçãos sobre nós.
O dízimo não começou com a Lei. Deus o estabeleceu antes da Lei. A prática de dar um décimo do fruto da terra e dos despojos de guerra aos sacerdotes e reis era um costume muito anterior à época de Moisés.
Abrão deu dízimo de seus despojos de guerra quando venceu os reis de Sodoma e Gomorra. Ele reconheceu Melquisedeque como representante de Deus e entregou-lhe o dízimo. “Este homem (Melquisedeque), que não pertencia a linhagem de Levi, recebeu os dízimos de Abraão e abençoou aquele que tinha as promessas” (Hb 7.6). Jacó prometeu a Deus que daria o dízimo de tudo que Ele lhe concedesse (Gn 28.22).
Mais tarde, como parte de sua aliança com Israel, Deus exigiu o dízimo dos israelitas – um décimo de tudo que possuíam. Deus considerava o dízimo propiedade sua. Os israelitas entregavam a Ele o que já lhe pertencia. “Todos os dízimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas, pertencem ao Senhor; são consagrados ao Senhor” (Gn 28.22).
Quando estabeleceu a Nova Aliança, Jesus não aboliu a prática do dízimo. Ele declarou: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir” (Mt 5.17). ele confirmou que não devemos negligenciar o dízimo. Aos fariseus, Ele disse: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt 23.23). ele não os reprovou pela observância do dízimo, e sim pela negligência nas questões mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade.
O ensino de Jesus estabeleceu um novo nível para contribuição, o qual excede o dízimo. Ele ensinou, com as suas palavras e atitudes, que o ato de contribuir deve ser um estilo de vida. Jesus é o nosso Padrão. Diante do preço supremo que Ele pagou, temos também de estar dispostos a dar não apenas 10%, mas 100% de tudo que somos e possuímos!
Não nos limitemos ao dízimo. Contribuamos com 100% de nós mesmos – tempo, talentos, finanças – para cumprir a vontade de Deus na terra.
O dízimo, portanto, faz parte da Nova Aliança, mas Deus deseja levar-nos para além desse nível. Na Nova Aliança, a nossa oferta a Deus não é mais limitada a uma fórmula nem ditada pelo dever. Ao entregar os nossos dízimos e as nossas ofertas a Ele, devemos fazê-lo de acordo com o padrão que Cristo estabeleceu: contribuir SEM LIMITE, GENEROSAMENTE!
Não estamos presos a nenhuma abordagem legalista: a nossa contribuição deve ser de acordo com a direção do Espírito Santo. Não contribuímos por obrigação, e sim por causa da aliança que firmamos com Deus. Se fizermos isso, Ele derramará as suas bênçãos sobre a nossa vida com tamanha abundância que não apenas serão supridas as nossas necessidades, como também a obra do senhor em todo mundo continuará a florescer, e o seu plano para o final dos tempos será cumprido.

Fonte: Bíblia de Estudos – Editora Central Gospel – págs. xxii e xxiii

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Viver a Sua vontade...










A fábula da lagarta e o profeta Jonas


São dez horas da manhã de uma quarta-feira qualquer na margem oriental do rio Tigre, na Mesopotâmia. Uma lagarta de nome Rá sai a procurar alimento. De longe avista uma enorme aboboreira, viçosa, aparentando estar muito apetitosa. Quando consegue se aproximar e investe contra a primeira folha, percebe que de fato trata-se de uma obra prima de Deus. Logo pensa consigo mesma: - "Tenho alimento para toda a minha vida".

Mas à medida que vai avançando na sua atividade alimentícia, ouve uma voz lamuriosa. Aguça sua audição e confirma a suspeita de que há alguém debaixo da aboboreira. Procura ver entre as folhas e então distingue um homem com cara de tacho, deitado à sombra de sua refeição. O homem começa a dizer: "Como é que se pode ser profeta em Israel com um Deus misericordioso como Jeová? Minha vida não tem mais sentido! Tudo o que eu queria é ver Nínive ser destruída, ver as pessoas pagando por seus pecados". Rá então começa a descer atraída pela fala do estranho, chegando bem perto, ouve um pouco mais do choramingo do pobre coitado: “Eu quero viver o resto de minha vida deitado debaixo desta aboboreira". Quando Ra escuta isto percebe que seu colega não está raciocinando bem, e faz uma interferência:
 —"Como é que é? Você que pode ir mais longe tem inteligência para compreender as coisas, e não quer mais viver?" Jonas ouve intrigado a fala de Rá, a procura e localizando-a lhe responde:
—"O fato de poder andar rapidamente, ter inteligência, não significa que as coisas são boas para mim. Eu gostaria que Deus fizesse o que penso ser o melhor para o meu povo Israel, matando todos os habitantes de Nínive".
—"Mas meu amigo, você me parece ter uma certa experiência de vida e ainda não aprendeu o papel de cada um de nós? Eu sou uma lagarta e vivo o meu ciclo da vida, nascendo, alimentando-me de folhas como estas, construindo um casulo, passando por um período de hibernação, para desenvolver uma nova estrutura física, libertar-me do casulo, sair voando como uma borboleta, visitar centenas de flores, e então morrer. Minha tarefa é polinizar as flores, dando continuidade ao ciclo da vida, expressando a glória de Deus".
—"Mas minha amiga, como posso expressar em minha vida a glória de Deus, se as coisas acontecem de forma diferente do que espero. Eu aprendi que os inimigos do meu povo, que é o povo eleito, devem ser eliminados. Também sei que o nosso Deus, que operou tantos milagres no passado, sempre se mostrou misericordioso. Quando ele mandou-me procurar os ninivitas para pregar o juízo sobre eles, eu fugi pois sabia que o Senhor iria mudar sua sentença em razão do arrependimento que eles certamente demonstrariam".
—"Mas meu amigo, você não é profeta de Deus? Não conhece os segredos de Deus quanto ao seu povo? Sabe que a vontade de Deus é que todos sejam alcançados? Como você pode questioná-Lo em suas ações? Afinal de contas, você é profeta de Deus ou de si mesmo?
—"Não, sua lagarta, eu sou profeta, mas nem sei mais de quem. Tudo me parece muito obscuro. O que eu sinto agora é uma frustração muito grande com tudo o que aconteceu".
—"Você não acha que está invertendo alguns valores, dando mais peso à sua posição, sendo egoísta?"
—"Egoísta, eu? Como é que você pode dizer uma coisa desta? Eu só gostaria que Deus fizesse o que é certo!"
—Mas você conhece a história daquele povo, porém não conhece aquelas pessoas, individualmente. Como você pode odiar sendo profeta de Deus?"
—"Deus não pode ser misericordioso desta maneira. Não dá pra ser feliz como profeta de um Deus que perdoa a qualquer um!"
—"Parece-me que o seu ponto de referência é você mesmo, quando deveria ser o seu Deus. Se Ele lhe deu vida, revelou-lhe o seu propósito, então sua referência precisa ser o próprio Deus".
—"Não adianta você ficar falando comigo essas coisas, porque eu não vou mudar de idéia, não vou abrir mão de minhas convicções, e não quero saber de ser misericordioso!"
—"É meu caro amigo, qualquer um que vive pensando que pode brincar de ser Deus, que não aceita os processos naturais da vida, que se entrega a uma tristeza como a que você está cultivando, não tem muito futuro. Sem compreender a Deus, e viver a sua vontade, não há como ser feliz nesta terra. Veja bem, o Senhor criou-me e enviou-me para que comesse esta aboboreira. Certamente quer que você reflita sobre sua insensatez".

Rá, então retorna à sua folha pensando: - "Humanos, não sabem o que querem. Perdem tanto tempo com coisas que não valem a pena. Se procurassem viver para a glória de Deus intensamente seriam mais felizes e fariam coisas mais importantes. Enfim...


Fonte:
Por Orlando Silva Filho e Rosely Fantoni
Pastor da Ig. Batista Nacional Antioquia
( Extraído do site InJesus)
antioquia@injesus.com.br

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Que Posso Ser Para Deus




O que posso ser e o que sou.
Sou para ele, antes de mais nada, uma criatura. Feita por ele, à sua imagem e semelhança, ainda que de barro - ele, o oleiro, eu, o barro. Obra que ele executou com requintes de perfeição, como tudo o mais que saiu das suas mãos.
Também sou para ele um pecador. Uma criatura transviada. Perdida. Ele Santo e eu um réprobo1 arrastado na esteira de outros réprobos e arrastando na minha esteira ainda outros muitos. Na correnteza do pecado.
Mas, felizmente posso ser para Deus mais que uma simples criatura e mais do que um pecador comum.Posso ser uma nova criatura desde que a sua graça faça de mim um novo homem.
Por meio de Cristo. Como escreveu o apóstolo Paulo:
"Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (II Coríntios 5:17).
Como se o homem nascesse outra vez, segundo a palavra de Jesus:
"Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3).
E se sou pecador posso ser para Deus um santo. Depois de fazer-me uma nova criatura ele pode fazer de mim um santo. Por meio de Cristo, que fez expiação por mim: entende-se por expiação a eliminação da culpa pelo cumprimento da pena correspondente. Foi o que Cristo fez por mim no Calvário.
Não sou justo, mas poso ser justificado. Justificado pela fé. Quando chego a este ponto não sou uma simples criatura de Deus, mas um filho de Deus.
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome" (João 1:12).
E se filho posso tratá-lo de Pai:
"Pai nosso, que estás nos céus" (Mateus 6:9).
Tratando pessoalmente com ele, essa é uma comunhão que será cada vez mais profunda, se eu insistir em conservá-la.
Não demorará muito e serei amigo de Deus. Terei afinidade com ele. Um filho amigo do Pai, o que nem sempre um filho é.
Abraão foi chamado amigo de Deus (Tiago 2:23).
Posso ser mais, ainda que pareça menos: servo de Deus. Escravo de Deus, como o apóstolo Paulo apreciava referir-se a si mesmo. Deus como patrão e como Senhor.
Posso ser-lhe discípulo. Ele meu Mestre e eu seu discípulo.
Posso ser um instrumento de Deus. Um vaso escolhido, como foi o apóstolo Paulo. Uma voz como foi João Batista.
Assim posso ser alguém para Deus se ele for alguém para mim.
Como se houvesse uma troca de serviços. Um intercâmbio espiritual. É quando a vida do homem tem substância: quando o homem está em Deus e Deus está no homem.


1 Réprobo: Detestado, odiado, malvado. Condenado por Deus às penas eternas.


Pastor Rubens Lopes



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pirataria: sobrevivência ou falta de ética?




Como se não bastasse a violência, a corrupção e tantas outras “cenas” que têm denegrido a imagem do País, agora a pirataria o coloca no vergonhoso 2º lugar do ranking mundial. Nos últimos anos essa prática cresceu assustadoramente. Segundo matéria publicada pela Revista Veja on-line (Geral - Edição 1.724) o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking da pirataria de CDs. Nessa matéria, a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), informa que 52 mil CDs foram pirateados no Brasil, superando até mesmo a pirataria russa que fica no nada invejável 3º lugar deste podium.

O Dicionário Aurélio define como “pirata” a pessoa que não respeita os direitos de autoria ou de reprodução que vigoram sobre determinadas obras ou produtos, como por exemplo, literários, musicais e informática; seja produzindo ou utilizando cópias ilegais. A pena para quem pratica a pirataria é de 1 a 4 anos de reclusão e multa previstas no Art.184, parágrafos 1º e 2º do Código Penal. Na mesma pena incorre quem importa, aluga, vende, expõe à venda ou tem em depósito.

Mais do que em outros tempos, a pirataria se apresenta explícita como uma vilã de trabalhos que milhares de pessoas se esforçaram para realizar. As conseqüências para a indústria fonográfica são visíveis: queda nas vendas. Gravadoras em todo o país estão sofrendo com a “concorrência” desleal da pirataria.

A gravadora evangélica MKPublicitá, uma das maiores do Brasil, tem tido grandes prejuízos em virtude da reprodução ilegal de seus trabalhos.“Os prejuízos são incalculáveis, a pirataria deixa a gravadora MK totalmente sem ação, pois não há uma forma de detectarmos de onde vêm os CDs piratas. Acreditamos que existam várias fontes, tanto no Brasil quanto no exterior. A pirataria pode destruir a indústria fonográfica nos causando danos irrecuperáveis”, diz Yvelise de Oliveira, fundadora e presidente da gravadora MKPublicitá.






Produção e pirataria: Procedimentos e opiniões divergentes

Desde pequeno, o ser humano é ensinado a não defraudar o que é do seu próximo. Mesmo quem não é cristão sabe que isso é errado. Entretanto, existem certas fraudes que passam despercebidas e recebem até uma “roupagem” de trabalho. Assim é a pirataria. Uma nova forma que os camelôs encontraram para “sobreviver”.

As gravadoras, os autores, os músicos e donos de lojas que vendem CDs são totalmente contra a prática da pirataria. A Seara Livraria – pertencente à Igreja Batista da Lagoinha – que também vende CDs, é uma das lojas prejudicadas. De acordo com Iara Fonseca Rodrigues, 27, operadora de caixa, além de afetar o mercado e o próprio cliente, a pirataria, no caso da Seara, afeta principalmente o trabalho no campo missionário. “A pirataria não traz prejuízos somente para a Livraria Seara, mas principalmente para o trabalho missionário, pois tudo o que vendemos é destinado a Índia.” Iara conta ainda que enfrenta reclamações dos clientes a respeito da qualidade dos produtos pirateados. “Acontece, muitas vezes, de estragar o próprio som do cliente. Já ocorreu conosco de pessoas virem até a livraria para reclamar dos CDs da Lagoinha que elas compraram. Depois descobrimos que o CD que elas adquiriram, foi comprado no camelô. O Ministério de Louvor Diante do Trono não faz fita cassete e já apareceu fita cassete do Diante do Trono e cliente se queixando da qualidade. Todos saem perdendo: o Diante do Trono, a Livraria Seara, o cliente e os cantores que têm uma parte repassada a eles. Mas, sem dúvida nenhuma, o prejuízo é para o trabalho missionário”, enfatiza.

Yvelise também faz severas críticas à atuação dos piratas. “Os camelôs que vendem CDs piratas se “plantam” de forma ostensiva na porta das igrejas após apresentação de um artista da MK e até mesmo em nossos shows. No centro do Rio de Janeiro, o atrevimento é tamanho que as bancas de ambulantes colocam até cartazes de CDs da MK. A qualidade dos CDs é horrível e as capas feitas em xerox. É lamentável que tenhamos que ver nossos produtos - que tem alto nível de qualidade e são feitos com tanto cuidado - serem vendidos como lixo”, desabafa.

Os ambulantes rebatem às críticas usando a já conhecida expressão: “vender para sobreviver”. Com esse argumento, a pirataria tem invadido o País. A freguesia é atraída pela música que vem das caixinhas de som colocadas pelos ambulantes em suas barracas.

“A desculpa dos camelôs é absurda, pois pirataria é roubo, e roubo não é trabalho. É preciso que as pessoas tenham consciência de que ao comprar um CD pirateado ela está sendo conivente com isso. Não dá para confundir um CD da MK com um pirateado, só se deixa confundir quem quer”, diz Yvelise.

...“responderam: de César. Então lhes disse: dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21.)

Jesus nos ensinou a honrar e a respeitar o próximo e a dar tributo a quem é de direito. Infelizmente o mundo tem desprezado as sábias palavras do Mestre que, mesmo sendo Deus, pagou tributo a César deixando o exemplo de que devemos honrar e respeitar também a lei dos homens. Como muitos não recebem a correção devida e, até mesmo têm lucros nos seus negócios fraudulentos, acham que continuarão imunes todo o tempo. Contudo, vale lembrar que o “Dia do Juízo” ainda está por vir.

Um grupo musical, evangélico ou não, dedica seu talento, tempo e investimentos para colocar seu trabalho no mercado. As pessoas precisam se conscientizar de que praticar a pirataria é errado. Não se pode ignorar esse fato. Isso vale também para aquelas pessoas que consomem os produtos pirateados. A pirataria é como dinheiro falso, não tem valor real. O crime não compensa. Todo mundo sai perdendo com essa prática aparentemente vantajosa, mas ilegal.


Fonte:www.lagoinha.com
Ana Paula Costa
redacao@lagoinha.com

 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O que Deus pode ser para mim



Nada, se para mim ele não existe. Sou ateu, teórico ou prático. Teórico, porque se digo que Deus não existe é porque tenho as minhas razões intelectuais; ou prático porque, se não nego a existência de Deus, vivo como se ele não existisse.
Deus pode ser para mim uma abstração. Metafísica pura. Um princípio independente do mudo. Causa e fim de todas as coisas. Motor imóvel, que é movimento e potência, como queria Aristóteles. A grande unidade, ponto de partida para todos os números, como pensava Galileu. O Bem supremo, como pretendia Platão. A mônada1 central, como preferia dizer Leibnitz. Ou Ser absoluto, perfeito, causa primeira e razão última de todas as coisas existentes ou possíveis, como ensinam os compêndios tradicionais de filosofia.
Qualquer desses conceitos, certo ou errado, não diz nada. Ou, se diz, diz muito pouco.
Pode ser a escultura que impressiona pelas linhas e pela perfeição: uma estátua, mesmo a que só falta falar, como Moisés de Miguel Ângelo, é sempre uma estátua.
Falta-lhe o calor da vida. A beleza inimitável da vida. Se Deus para mim é um mero conceito filosófico ou teológico, tenho o coração vazio dele. Se Deus não passa para mim de uma idéia encadernada, de papel, que conservo numa prateleira de minha biblioteca, essa é uma idéia oca. Sem consistência. De que me serve um Deus mumificado, empalhado?
Mas que é que Deus é então para mim?
Alguém. Deus tem que ser alguém. Não algo, mas alguém. Uma pessoa. Espírito. Conhecemo-lo pelos seus atributos, mas estes não fazem parte da natureza de Deus, uma vez que só se manifestam nas obras da criação e da Providência. Deus existe independente deles. É auto-existente.
Mas bastará que ele seja alguém?
E se for alguém ausente? Que tenha dado corda à criação - as leis seriam a corda - e se recolhido, como fazemos nós que damos corda ao nosso relógio e vamos dormir em seguida, deixando-o trabalhar sozinho?
Assim pensam os deístas2, que negam toda revelação e acreditam apenas na religião natural. Religião é o exercício da moralidade como obediência a Deus, dizem eles.
Ao contrário. Deus tem que ser alguém presente. Alguém interveniente. É o teísmo3. Deus como Providência.
Deus em mim. Na minha vida. No mundo das minhas afeições e a mais cara de todas elas: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mateus 22:37).
Deus como Pai, como Salvador, como Consolador, como Amigo. Amigo de todas as horas. Amigo mais chegado do que um irmão (Provérbios 18:24).
Deus vivendo comigo, dentro da mesma casa, no meu coração.
"Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra: e meu Pai o amará e viremos para ele e faremos nele morada" (João 14:23).
Eis o que Deus é para mim. Ele é para mim o que foi para os patriarcas, para os profetas, para os apóstolos. E o que é para todos os cristãos autênticos.


1 Mônada: Átomo sem tamanho, cuja atividade é espiritual, e é a estrutura básica de toda e qualquer realidade seja física ou espiritual, e que é imaterial, indivisível e eterno.
2 Deísmo: doutrina que considera a razão como o único meio capaz de nos dar a certeza da existência de Deus. Rejeita, portanto, tanto o ensinamento como a prática de qualquer religião organizada.
3 Teísmo: Doutrina comum às religiões monoteístas, sendo caracterizada pela afirmação da existência de um único Deus, transcendente, soberano sobre todas as coisas e pessoal.


Pr. Rubens Lopes