sábado, 21 de julho de 2018

Pluralismo Religioso.

 

“Suicídio” religioso


O conceito de pluralismo religioso, o qual afirma que todas as religiões são igualmente verdadeiras, também se autorrefuta.



Se todas as religiões são verdadeiras, então, segue-se que o cristianismo é verdadeiro. No entanto, uma das verdades do cristianismo afirma que as outras religiões são falsas. Ou o cristianismo é verdadeiro e as outras religiões são falsas ou alguma outra visão de mundo é verdadeira e o cristianismo é falso. Em qualquer um dos casos, não é possível que todas as religiões sejam verdadeiras.



Uma objeção comum à noção de inspiração bíblica diz o seguinte: A Bíblia foi escrita somente por homens. Trata-se de um livro repleto de ideias humanas e todas as ideias humanas possuem falhas. Portanto, a Bíblia é um livro cheio de falhas.



Se todas as ideias humanas possuem falhas, então, a ideia de que todas as ideias humanas possuem falhas também é uma ideia falha, o que configura uma contradição. A objeção se autodestrói.



C. S. Lewis cita um exemplo que ilustra esse mesmo problema. Em resposta à alegação freudiana e marxista de que todos os pensamentos são, em sua origem, psicológica ou ideologicamente marcados, Lewis escreve:

“Se eles afirmam que todos os pensamentos são assim marcados, então, obviamente, devemos lembrá-los que o freudismo e o marxismo são sistemas de pensamento da mesma forma que o são a teologia cristã ou o idealismo filosófico. O freudiano e o marxiano acham-se no mesmo barco em que todos nós estamos, e não podem nos criticar como se estivessem do lado de fora. Fazendo isso, cortam o galho sobre o qual eles mesmos estão sentados. Se, em contrapartida, eles disserem que o estar marcado não precisa invalidar o pensamento deles, tampouco, portanto, precisa invalidar o nosso. Nesse caso, eles salvam o galho em que estão, mas também salvam o nosso.” (God in the dock, p. 300)


O hinduísmo como uma visão religiosa também parece transigir com noções contraditórias. Ele sustenta que a realidade como a conhecemos é uma ilusão, uma ideia que se chama Maya dentro da perspectiva hinduísta. Somos todos parte dessa ilusão e não existem identidades individuais verdadeiras.



Minha pergunta é: se sou parte dessa ilusão, como eu poderia saber disso? Como eu conseguiria possuir o verdadeiro conhecimento de que não existo ou possuir qualquer espécie de conhecimento se não sou real? Os indivíduos em um sonho sabem que não passam de fantasmas? Charlie Brown sabe que ele é um personagem de desenho animado?



O conceito hindu de que o mundo é uma ilusão contradiz a ideia de que eu posso ter o conhecimento que me diz que não sou uma mera ilusão, o que torna o conceito hindu um pensamento que se autorrefuta.


A maneira mais comum de escapar desse problema é a reivindicação de que a lei da contradição é uma noção ocidental e não se aplica ao pensamento oriental, como o hinduísmo. As noções contraditórias são igualmente verdadeiras no pensamento deles. Mas esse estratagema não é menos autodestrutivo. Se as noções contraditórias são igualmente verdadeiras na religião oriental, então a visão contrária – a de que as contradições de fato devem ser levadas em conta –, tem de ser aplicada também.


Gregory Koukl


 

sábado, 14 de julho de 2018

Pressa, correria, ansiedade...


"Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!"

"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus."

"Fiquem quietos! Saibam, de uma vez por todas, que Eu sou Deus!"





jairtomaz@olheparaacruz.com.br



sábado, 30 de junho de 2018

Ato de fé




É infrutífero falar da contraposição entre razão e a fé.


A razão é ela mesma uma questão de fé.


É um ato de fé asseverar que nossos pensamentos têm alguma relação com a realidade.




Gilbert Keith (G. K.) Chesterton





sábado, 23 de junho de 2018

Pense

Quando os críticos da Bíblia perguntam: "Como você pode crer na Bíblia, estando ela crivada de erros?", o que você responde? Muitos cristãos arremessam isso direto para a fé; apegam-se tenazmente a sua crença, não importando quanto possa haver de evidência em contrário. Entretanto, isso não só contraria as escrituras como também é uma insensatez.


A Bíblia declara: "Portai-vos com sabedoria [...] para saberdes como deveis responder a cada um" (Cl 4.5-6). Pedro instou aos crentes: "Santificai a Cristo, Como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor" (1Pe 3.15-16).

De fato, Jesus ordenou: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mt 22.37). Uma parte desse amor que devemos a Cristo é encontrar respostas para aqueles que questionam a Palavra de Deus. Pois, como disse Salomão: "Ao insensato responde segundo a sua astultícia, para que não seja ele sábio aos próprios olhos" (Pv 26.5)

A verdade é capaz de se manter sobre os seus dois pés. Jesus disse: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.32). Nada temos a temer quanto à verdade. Jesus disse ao Pai: "A tua palavra é a verdade" (Jo 17.17). A Bíblia resistiu à crítica dos maiores céticos, agnósticos e ateístas por todos esses séculos, e ela pode resistir aos fracos esforços nesse sentido feitos pelos críticos incrédulos de hoje. Contrariamente a muitas outras religiões atuais que apelam a sentimentos místicos ou a uma fé cega, o cristianismo diz: "Pense antes de agir".



Norman Geisler




sábado, 16 de junho de 2018

Como a arqueologia confirma a Bíblia?

sábado, 9 de junho de 2018

"eu creio em Deus, mas..." (ensaio 1)




"eu creio em Deus, mas creio num Deus do meu jeito sabe... eu sei que Ele cuida de mim e tento ser bom. É isso."


Ouvi está frase em um pequeno grupo de colegas, em meio a um debate sobre A existência de Deus. 


Algumas considerações: inicialmente, parafraseando Agostinho, se você crê em um Deus que satisfaça as tuas condições ou as tuas vontades, não é em um Deus que você acredita mas em você mesmo, seja de maneira inconsciente ou não. Um deus, e aqui não estou me referindo ainda ao Deus cristão, que esteja ao seu dispor e diga somente o que você quer ouvir, está mais para um deus mitológico do que para um Deus real, algo que satisfaça o senso de moral mas que não interfira de maneira alguma em sua vontade... enfim é algo que você criou apenas para sentir-se moralmente bem, ainda que esse conceito de moral também seja algo que você mesmo definiu.

Bem, criar um deus que satisfaça a necessidade individual não é uma novidade, mas tem aumentado exponencialmente nesses tempos de pós-modernismo, onde o relativismo é frontalmente contra a ideia de verdade objetiva, principalmente se for uma verdade "moral". No entanto, embora esse conceito satisfaça o fator emocional, ele é ilógico e perigoso.

Onipotência, onisciência e onipresença, três princípios básicos para Deus. Se não tiver todo conhecimento é limitado, portanto não é Deus. Seguindo o mesmo raciocínio ser onipresente é indispensável, pois não seria lógico um deus que tem todo conhecimento não estar, de alguma maneira, "presente" em todos os lugares (é, não ficaria bem ter que marcar hora com um deus). Onipotência, ora, é um deus então seu poder é logicamente ilimitado. Não é o que desejamos ou imaginamos, é uma entidade divina, que embora deseje o nosso bem (sim, um deus deseja o bem da humanidade) tem seus princípios e objetivos, e esses princípios e objetivos não vão satisfazer nossas crenças ou vontades, afinal, é Deus não um reflexo de nosso ego. Ok, então a sua conclusão é que você não crê em Deus. Mas, se você admite que Deus não existe, então seus princípios morais são relativos, são frutos do que você crê que é certo, mas, e sempre há um mas, Hitler acreditava que estava certo, e então? O filósofo Ravi Zacharias fala sobre esse ponto com maestria:







jairtomaz@olheparaacruz.com.br





sábado, 2 de junho de 2018

Interação Direta

A vida no Espírito se manifesta, no exterior, de duas maneiras. Os dons do Espírito nos permitem realizar algumas funções específicas - como servir, curar ou liderar o culto -, com efeitos que superam, de forma clara, nossas capacidades. Esses dons cumprem propósitos de Deus no meio de seu povo, mas não indicam, necessariamente, a condição de nosso coração.



O fruto do Espírito, em contrapartida, é indicador seguro de um caráter transformado. Quando aprendemos a deixar que o Espírito cultive a vida de Jesus dentro de nós, temos atitudes e inclinações mais profundas semelhantes às de Jesus. Paulo confessou: "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gl 2:19-20). O resultado de Cristo viver em nós por meio do Espírito é fruto: "amor, alegria, paz, domínio próprio" (Gl 5:22-23; cf. também Jo 15:8).

Tanto os dons quanto o fruto são o resultado, e não a realidade da presença do Espírito em nossa vida. O que nos transforma à semelhança de Cristo é nossa interação direta e pessoal com Cristo por meio do Espírito. O Espírito torna Cristo presente pra nós e nos aproxima de sua semelhança. Ao contemplarmos desse modo "a glória do Senhor [...] estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito" (2Co 3:18).



Dallas Willard - A Grande Omissão