sábado, 16 de junho de 2018

Como a arqueologia confirma a Bíblia?

sábado, 9 de junho de 2018

"eu creio em Deus, mas..." (ensaio 1)




"eu creio em Deus, mas creio num Deus do meu jeito sabe... eu sei que Ele cuida de mim e tento ser bom. É isso."


Ouvi está frase em um pequeno grupo de colegas, em meio a um debate sobre A existência de Deus. 


Algumas considerações: inicialmente, parafraseando Agostinho, se você crê em um Deus que satisfaça as tuas condições ou as tuas vontades, não é em um Deus que você acredita mas em você mesmo, seja de maneira inconsciente ou não. Um deus, e aqui não estou me referindo ainda ao Deus cristão, que esteja ao seu dispor e diga somente o que você quer ouvir, está mais para um deus mitológico do que para um Deus real, algo que satisfaça o senso de moral mas que não interfira de maneira alguma em sua vontade... enfim é algo que você criou apenas para sentir-se moralmente bem, ainda que esse conceito de moral também seja algo que você mesmo definiu.

Bem, criar um deus que satisfaça a necessidade individual não é uma novidade, mas tem aumentado exponencialmente nesses tempos de pós-modernismo, onde o relativismo é frontalmente contra a ideia de verdade objetiva, principalmente se for uma verdade "moral". No entanto, embora esse conceito satisfaça o fator emocional, ele é ilógico e perigoso.

Onipotência, onisciência e onipresença, três princípios básicos para Deus. Se não tiver todo conhecimento é limitado, portanto não é Deus. Seguindo o mesmo raciocínio ser onipresente é indispensável, pois não seria lógico um deus que tem todo conhecimento não estar, de alguma maneira, "presente" em todos os lugares (é, não ficaria bem ter que marcar hora com um deus). Onipotência, ora, é um deus então seu poder é logicamente ilimitado. Não é o que desejamos ou imaginamos, é uma entidade divina, que embora deseje o nosso bem (sim, um deus deseja o bem da humanidade) tem seus princípios e objetivos, e esses princípios e objetivos não vão satisfazer nossas crenças ou vontades, afinal, é Deus não um reflexo de nosso ego. Ok, então a sua conclusão é que você não crê em Deus. Mas, se você admite que Deus não existe, então seus princípios morais são relativos, são frutos do que você crê que é certo, mas, e sempre há um mas, Hitler acreditava que estava certo, e então? O filósofo Ravi Zacharias fala sobre esse ponto com maestria:







jairtomaz@olheparaacruz.com.br





sábado, 2 de junho de 2018

Interação Direta

A vida no Espírito se manifesta, no exterior, de duas maneiras. Os dons do Espírito nos permitem realizar algumas funções específicas - como servir, curar ou liderar o culto -, com efeitos que superam, de forma clara, nossas capacidades. Esses dons cumprem propósitos de Deus no meio de seu povo, mas não indicam, necessariamente, a condição de nosso coração.



O fruto do Espírito, em contrapartida, é indicador seguro de um caráter transformado. Quando aprendemos a deixar que o Espírito cultive a vida de Jesus dentro de nós, temos atitudes e inclinações mais profundas semelhantes às de Jesus. Paulo confessou: "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gl 2:19-20). O resultado de Cristo viver em nós por meio do Espírito é fruto: "amor, alegria, paz, domínio próprio" (Gl 5:22-23; cf. também Jo 15:8).

Tanto os dons quanto o fruto são o resultado, e não a realidade da presença do Espírito em nossa vida. O que nos transforma à semelhança de Cristo é nossa interação direta e pessoal com Cristo por meio do Espírito. O Espírito torna Cristo presente pra nós e nos aproxima de sua semelhança. Ao contemplarmos desse modo "a glória do Senhor [...] estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito" (2Co 3:18).



Dallas Willard - A Grande Omissão



sábado, 26 de maio de 2018

fugindo...






Uns idolatram pessoas...

outros idolatram animais...

muitos idolatram a natureza...

uns tentando se esconder com medo da verdade...

outros fugindo das dores e decepções que a vida os infringiu...

mas onde estiver o teu tesouro, ai estará também o teu coração!
 
Todos tentando em vão preencher "o vazio"...
mas este vazio só Deus pode preencher! 


"Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento."


"Ame o seu próximo como a si mesmo."


"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.  Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai;" 


jairtomaz@olheparaacruz.com.br


 

sábado, 19 de maio de 2018

A importância da apologética



 Em minha opinião, a igreja está realmente falhando com esses jovens. Em vez de fornecer a eles um bom treinamento na defesa da fé cristã, nós ficamos envolvidos em lhes proporcionar experiências de louvor carregadas de emoção, ficamos nos preocupando com suas necessidades e em entretê-los. Não é a toa que eles se tornam presas fáceis para um professor que racionalmente ataca a sua fé. No segundo grau e na faculdade, os estudantes são bombardeados com todo tipo de filosofia não cristã combinada com um avassalador relativismo e ceticismo. Temos que preparar nossos jovens para essa guerra. Como temos coragem de enviá-los desarmados para essa zona de guerra intelectual? Os pais devem fazer mais do que apenas levar seus filhos à igreja e ler histórias da Bíblia para eles. Pais e mães precisam ser bem treinados em apologética para que sejam capazes de explicar aos seus filhos, desde pequenos e cada vez com maior profundidade, porque cremos naquilo que cremos. Honestamente falando, acho difícil de entender como casais cristãos, nesses tempos em que vivemos, podem correr o risco de trazer filhos ao mundo sem terem recebido um bom treinamento em apologética como parte de seu ofício de pais.

Em guarda - Willian Lane Craig



sábado, 12 de maio de 2018

A Bíblia contém erros?




"Por que você crê na Bíblia? É um livro antigo, cheio de erros e contradições". Todos nós já ouvimos isto muitas vezes. Contudo, muitos cristãos evangélicos conservadores discordam desta declaração. Eles defendem uma doutrina chamada infalibilidade das Escrituras.

O ponto de início da nossa discussão é uma definição de infalibilidade e erro. Por infalibilidade, queremos dizer que, quando todos os fatos são conhecidos, a Bíblia - em seus manuscritos originais e interpretada de modo apropriado - provará ser verdadeira, e nunca falsa, em tudo o que afirma, quer com relação à doutrina, ética ou às ciências sociais, físicas ou da vida. Três aspectos nesta definição são dignos de nota. Em primeiro lugar, existe o reconhecimento de que nós não possuímos toda a informação para demonstrar a verdade da Bíblia. Muitas informações foram perdidas devido a passagem do tempo. Elas simplesmente não mais existem. Outras informações esperam por escavações arqueológicas. Em segundo lugar, a infalibilidade é definida em termos da verdade que muitos filósofos hoje em dia interpretam como sendo uma propriedade de sentenças, e não de palavras. Isto quer dize que todas as sentenças, ou afirmações, indicativas da Bíblia são verdadeiras. Com base nesta definição, portanto, um erro na Bíblia exigiria que ela fizesse uma falsa declaração. Finalmente, toda informação contida na Bíblia, qualquer que seja o assunto, é verdadeira. Isto é, ela registra com exatidão eventos e conversas, incluindo as mentiras de homens e Satanás. Ela ensina verdadeiramente Sobre Deus, a condição humana, e o céu e o inferno.

A crença na infalibilidade se apoia em pelo menos quatro linhas de argumentação: a bíblia, a história, a epistemologia e a do terreno escorregadio.

O argumento bíblico é obtido do que a Bíblia tem a dizer sobre si mesma, e é o mais importante. Este argumento pode ser formulado de uma maneira circular e de uma não-circular. É circular, quando alguém afirma que a Bíblia diz é inspirado e inequívoco, e que é verdade, porque é encontrado em uma escritura inspirada e inequívoca. Não é circular, quando são feitas declarações que podem ser comprováveis fora do documento. Isto é possível, porque a Bíblia faz declarações históricas e geográficas que podem ser confirmadas independentemente. A  infalibilidade resulta do que a Bíblia tem a dizer sobre a sua inspiração. É o sopro de Deus (2 Tm 3.16) e o resultado da orientação do espirito Santo sobre os autores humanos (2 Pe 1.21). É um livro humano-divino. Além disto, o reconhecimento de um profeta no Antigo Testamento requer nada menos do que a total honestidade (Dt 13.1-5; 18.20-22). A comunicação escrita de Deus pode ter um padrão inferior a esse? Deve-se observar que tanto a forma oral de comunicação como a escrita envolvem o elemento humano. Isto mostra que o envolvimento humano não indica necessariamente a presença de erro. A Bíblia ensina a sua própria autoridade, também. Mateus 5.17-20 ensina que os céus e terra passarão antes que o menor detalhe da lei deixe de cumprir-se. João 10.34,35 ensina que as escrituras não podem ser anuladas. Além disto, a maneira como as Escrituras usam as Escrituras respalda a sua infalibilidade. Às vezes, os argumentos nas escrituras se baseiam em uma única palavra (Sl 82.6; Jo 10.34,35), no tempo de um verbo (Mt 22.32), ou no número de um substantivo (Gl 3.16). Finalmente, o caráter de Deus está por trás da sua palavra, e Ele não mente (Nm 23.19; 1 Sm 15.29; Tt 1.2; Hb 6.18).

Um segundo argumento é o histórico. Embora haja os que discordam, a infalibilidade tem sido a perspectiva cristã padrão ao longo da história. Agostinho escreve: "Eu aprendi a dedicar este respeito e esta honra somente aos livros canônicos das Escrituras: estes livros são os únicos sobre os quais eu posso crer firmemente que os autores estavam completamente isentos de erros". Lutero diz: "Todos, na verdade, sabem que, às vezes, eles (os pais) erraram, como os homens erram; por isto, eu estou pronto a confiar neles, somente quando eles provam suas opiniões com base nas Escrituras, que nunca erra". John Wesley tem uma opinião similar: "Na verdade, se houvesse algum engano no livro, poderia igualmente haver mil. Se há alguma falsidade nesse livro, ela não vem do Deus da verdade".

Um terceiro argumento é o epistemológico (baseado no que sabemos, e como sabemos). Uma maneira útil de formular este argumento é reconhecer que, se a Bíblia não é inteiramente verdade, então qualquer parte dela pode ser falsa. Isto é particularmente problemático quando algumas das mais importantes informações que a Bíblia transmite não podem ser confirmadas por meio de fatos independentes. Ela ensina sobre um Deus invisível, anjos e céu. A infalibilidade requer que as afirmações da Bíblia que podem ser comprovadas sejam apresentadas como verdadeiras, sempre que toda informação relevante esteja disponível. Os que criticam a veracidade integral da Bíblia apontam vários supostos erros. Mas nestes casos, a passagem em questão pode ter sido mal interpretada pelo crítico, ou nem todos os fatos relevantes foram esclarecidos. Durante o século XX, numerosas declarações da Bíblia, que eram consideradas equivocadas, foram provadas como verdadeiras, com a ajuda de novas informações. Sendo assim, por que alguém deveria crer no que não é possível verificar? Somente uma Bíblia infalível assegura-nos de que o que lemos é verdade.

O quarto argumento é o terreno escorregadio (neste caso, não uma falácia). O argumento afirma que a infalibilidade é tão fundamental que o que admitem a ocorrência de erros na Bíblia logo abrirão mão de outras doutrinas essenciais, como a divindade de Cristo e/ou a expiação substitutiva. A negação da infalibilidade leva a maior erro doutrinário. Isto não acontece em todos os casos, mas é demonstrável como uma tendência.

Cada um desses argumentos foi alvo de críticas. Todavia, uma objeção comum e fundamental a eles afirma que esta doutrina não tem sentido, uma vez que é verdade apenas com respeito a originais que não existem (os manuscritos originais). Mas é mesmo sem sentido? Não, se satisfizermos duas condições: (1) nós possuímos um número suficiente de cópias de alta qualidade dos originais, e (2) existe uma disciplina sofisticada de crítica textual aplicada ao uso destas cópias na determinação do que o original deve ter dito. Estas condições são satisfeitas, no caso da Bíblia.

A questão fundamental é o ensinamento da Bíblia sobre a sua própria infalibilidade. E para os que são céticos, a ciência, a arqueologia e a história confirmaram esta afirmação repetida vezes.


Paul D. Feinberg