sábado, 14 de outubro de 2017

Autorrefutável



A noção de que as únicas crenças racionais são aquelas que podem ser confirmadas pela observação científica, pela experiência e pela medição é mais uma proposta autorrefutável, já que é uma declaração que, ela mesma, não pode ser confirmada por observação científica, experiência e meditação.

Deus não está morto - Rice Broocks




sábado, 7 de outubro de 2017

O mal é explicado pela paternidade de Deus. IV




Deus governa suas criaturas como um pai humano desejaria criar seus filhos. Resguardando-as e isolando-as de todas as possibilidades de dano torná-las-ia incapazes de tomarem decisões e as deixaria ignorantes quanto a causa e efeito. Deus está criando filhos e não seres mecânicos; homens racionais capazes de tomar decisões e não bonecos. O Pai celeste disse: "Eis que ponho diante de ti, neste dia, o bem e o mal. Escolhe bem e vive."

Sublime Redenção - Milton Azevedo Andrade


 

sábado, 30 de setembro de 2017

Preste atenção!!




Embora talvez não compreendamos, os planos e as ações de Deus não se tornam bons de acordo com as consequências. Antes, o que faz com que os planos e as ações de Deus sejam bons é o fato de que ele os desejou.



Introdução a Teologia Sistemática - Millard J. Erickson



sábado, 23 de setembro de 2017

O amor e a justiça de Deus - um ponto de tensão?




   Examinamos várias características de Deus, sem as esgotar de maneira alguma. Mas qual a relação entre elas? Presume-se que Deus seja um ser uno, integrado, cuja personalidade forma um todo harmonioso. portanto, não deveria haver nenhuma tensão entre esses atributos. Mas é isso mesmo que acontece?

   O ponto de possível tensão que se destaca é a relação entre amor de Deus e sua justiça. Por um lado, a justiça de deus parece muito severa, exigindo a morte dos que pecam. É um Deus feroz, rigoroso. Por outro, Deus é misericordioso, generoso, perdoador, longânimo. Os dois conjuntos de características não estariam em conflito? Há, portanto, uma tensão interna na natureza divina?

   Se partimos das pressuposições de que Deus é um ser integrado e os atributos divinos são harmoniosos, definiremos um atributo de acordo com o outro. Desse modo, a justiça é uma justiça de amor e o amor, um amor justo. A ideia de que são conflitantes pode ter surgido com a definição isolada de cada atributo. Embora o conceito de amor à parte da justiça, por exemplo, possa ser inferido de outras fontes, não é um ensino bíblico. O que estamos dizendo é que não há uma compreensão plena do amor, a não ser que se veja que ele inclui a justiça. Se o amor não inclui a justiça, é mero sentimentalismo.

   Na realidade, o amor e a justiça tem trabalhado juntos no tratamento que Deus dispensa à humanidade. A justiça de Deus exige que a pena do pecado seja paga. O amor de Deus, porém, deseja que sejamos restaurados à comunhão com ele. A oferta de Jesus Cristo como expiação pelo pecado significa que tanto a justiça como o amor de Deus são mantidos. E de fato não existe nenhuma tensão entre eles. Só existe tensão se a pessoa entende que o amor exige que Deus perdoe o pecado sem que nenhum pagamento seja feito. Mas isso é pensar em um Deus diferente do que realmente é. Além disso, a oferta de Cristo como expiação mostra um amor de Deus muito maior do que seria, caso ele simplesmente fosse indulgente, livrando as pessoas das consequências do pecado. Para cumprir sua aplicação justa da lei, o amor de Deus foi tão grande que deu seu Filho por nós. O amor e a justiça não são dois atributos separados que competem entre si. Deus é justo e amoroso, e ele mesmo deu o que exige.


Introdução a Teologia Sistemática - Millard J. Erickson



sábado, 16 de setembro de 2017

O mal é um teste. III





O mal é obra de Satanás, como se vê no livro de Jó. Ele procura, constantemente, provar a Deus, o seu Senhor, que o homem é indigno do amor e da misericórdia de Deus. É o teste do qual emerge o verdadeiro bem -saindo do mal, a despeito do mal, triunfando sobre o mal.


Sublime Redenção - Milton Azevedo


sábado, 9 de setembro de 2017

O Antigo Testamento é digno de Confiança?


O que deve fazer um leitor moderno do Antigo Testamento com um Livro que ensina o sacrifício de animais, a circuncisão dos homens, estranhos códigos de leis alimentares e festas baseadas em um ciclo agrícola? O seu conteúdo parece ser tão antigo, e, portanto, tão distante de nossos dias, que alguns o descartam, como uma "religião primitiva".



Contrárias a esta avaliação prematura, sete afirmações mostram que o Antigo Testamento é, ao mesmo tempo, relevante e completamente digno de confiança.

1- Em todas as partes do Antigo Testamento, os autores declaram a origem divina de seus textos. Uma destas declarações inspiradas vem do cerne do Antigo Testamento: os Dez Mandamentos. "Tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus" (Ex 31.18; Dt 5.22). Mais regularmente, no entanto: "O Espírito do Senhor falou por [seus profetas], e a sua palavra esteve em [sua] boca" (2 Sm 23.2). Em nossa opinião, na verdade, Natã, o profeta, sabia que tinha proferido as mesmas palavras da divina revelação. Quando ele proferiu a mensagem de Deus, ele usava um prefácio, como faziam constantemente os profetas do Antigo Testamento, dizendo: "Assim diz o Senhor" (2 Sm 7.5). Mesmo nos livros de sabedoria do Antigo Testamento, Agur se apresentou como deficiente e ignorante. Ele reclamou: "Eu sou mais bruto do que ninguém; não tenho o entendimento do homem, nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo" (Pv 30.2, 3). Como, então, ele soube como ou o que escrever sobre Deus? Ele fez as mesmas perguntas no verso 4. Mas nos versos 5 e 6, ele tinha a resposta: "Toda palavra de Deus é pura [...] Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso". A primeira parte do versículo 5 é uma citação de Salmos 18.30, ao passo que o verso 6 é uma citação de Deuteronômio 4.2b.

2- Os 39 livros do Antigo Testamento foram imediatamente recebidos como confiáveis e canônicos (pertencentes às Escrituras). Uma das noções equivocadas mais frequentemente é a de que um grupo de acadêmicos realizou um concílio rabínico em Jamnia, em 90 d.C., para decidir quais livros considerariam confiáveis para compor o Antigo Testamento. Mas isto é incorreto, pois: (1) as decisões do concílio não tiveram autoridade obrigatório; (2) as discussões nesse concílio foram meramente sobre as interpretações corretas dos livros de Eclesiastes e cantares; e (3) a lista de livros que eles consideraram canônicos eram os mesmos 39 livros do nosso Antigo Testamento atual. Na verdade, os livros do Antigo Testamento como sendo, realmente, a revelação de Deus. Daniel, escrevendo aproximadamente 75 anos depois do profeta Jeremias, considerou a profecia escrita por Jeremias sobre os 70 anos do cativeiro (Jr 25.11, 12) como a "palavra do Senhor" (Dn 9.2). Na verdade, ele colocou o livro de Jeremias entre "os livros", isto é, no grupo de livros, chamados de Escrituras.

3- O texto dos livros do Antigo Testamento foi singularmente preservado, quando comparado com outros textos antigos. Antes da descoberta dos pergaminhos do mar Morto, em 1947, nós estávamos limitados ao texto grego da Septuaginta, ao Pentateuco samaritano e ao texto hebraico dos papiros Nash, que datam aproximadamente de 1000 d.C., para verificação da exatidão da preservação do texto do Antigo Testamento. Tudo isto mudou. Nos 800 exemplares de textos bíblicos do Antigo Testamento, nos pergaminhos do mar Morto, agora possuímos textos de 250 a.C. a 50 d.C. Além disto, o exemplo mais antigo de um texto do Antigo testamento é Números 6.24-26, de meados do século VII a.C., nas tábuas de Ketef Hinnom. Tão cuidadosamente preservados estão estes textos que, quando os acadêmicos estudaram os pergaminhos do mar Morto de Isaías, somente três modificações ortográficas sem importância (comparáveis à diferença entre as grafias "Saviour" e "Savior", em inglês [Salvador, em português]) foram encontrados em um texto que abrange aproximadamente 100 páginas em muitas traduções em inglês. Este é um registro notável de preservação do texto da Bíblia, que representa mais de mil anos de cópia do texto original.

4- A cronologia histórica encontrada nas anais dos reis de Israel e Judá é completamente verificada e confiável. Se a cronologia é a espinha dorsal da história, então era necessário que alguém decifrasse as datas e os sistemas de correlação entre os reis do norte de Israel e Judá, para que alguma confiabilidade, além de sentido, fosse verificado nestas dezenas de números encontrados nos livros de Reis e Crônicas. Mas foi exatamente isto o que fez Edwin Thiele, como dissertação de doutorado para a Universidade de Chicago. Em primeiro lugar, ele estabeleceu uma data absoluta (no nosso calendáro Juliano) em 15 de junho de 763 a.C., com base nas citações astronômicas das listas assírias de Eponun, Homem do Ano. Estas listas anuais também fizeram referências a vários reis hebreus, desta maneira fornecendo excelentes sincronismos. Com base nisto, ele conseguiu demonstrar como cerca de 500 números (todos, exceto um, que foi solucionado posteriormente) eram facilmente conciliáveis, e totalmente confiáveis, em cada detalhe.

5- A arqueologia ajudou a mostrar que a cultura, as pessoas e os eventos do Antigo Testamento são confiáveis. As descobertas arqueológicas provaram a confiabilidade do Antigo Testamento. Onde, supostamente, havia pessoas mencionadas no antigo Testamento, mas não conhecidas com base em fontes externas, como o rei Sargão de Isaías 20.1, ou o governador Sambalaque, de Samaria (Ne 2.10), ou os reis Davi, Acabe, Jeú e Ezequias, Menaém e até mesmo um profeta, Balaão, em cada caso descobertas espetaculares defenderam as declarações do Antigo Testamento. De igual maneira, onde o Antigo Testamento afirmava que havia povos como os heteus ou os horeus, descobertas posteriores confirmaram a presença destes povos, bem como outros aparentemente desaparecidos. Uma lista similar de supostos lugares desaparecidos pôde ser construída, como a terra de ophir ou os lugares ao longo da rota das peregrinações no deserto pela Transjordânia. Ainda uma vez mais, a arqueologia foi de grande ajuda. Isto não quer dizer que todos esses povos e lugares, supostamente criados pelo Antigo Testamento, foram completamente identificados. por exemplo, ainda não conseguimos encontrar comprovação externa para Dario, o medo (Dn 5.31). Mas o sucesso da arqueologia, apenas no século XX, é assombroso, em seu conteúdo e na profundidade de sua influência.

6- A forma literária atual dos livros nos vem de tempos antigos, e na forma final em que possuímos atualmente. nenhuma seção do Antigo Testamento recebeu mais exame dos críticos do que os cinco primeiros livros de Moisés, o Pentateuco. Houve alegações de que livros não se originavam de inspiração divina a Moisés, aproximadamente em 1400 a.C., mas que, na verdade, vinham das mãos de pelo menos quatro compiladores principais (chamados J. E. D e P), desde o século VIII a.C., com a última inserção e a edição final datando de 400 a.C.! No centro desta teoria, estava o livro de Deuteronômio, que os acadêmicos críticos afirmavam ter sido escrito em 621 a.C., quando o rei Josias encontrou o Livro da Lei. Mas o livro de Deuteronômio exibe o formato literário que é singular a tratados de suserania heteus (aprox. 1200-1400 a.C., a metade do segundo milênio) sendo as mesmas seis seções desses tratados encontradas no ivro de Deuteronômio. Se Deuteronômio tivesse sido compilado no primeiro milênio (621 a.C.), como afirmam os críticos, ele se assemelharia aos tratados assírios que, naquela época, tinham extinguido duas das seis seções. Assim, d acordo com as formas literárias e com os critérios dos próprios críticos, o livro essencial entre os discutidos cinco primeiros livros deve ser datado nos dias em que viveu Moisés (isto é, aprox. 1400 a.C.).

7- Os autores do Antigo Testamento estavam cônscios de que escreviam, não somente para a sua geração, mas também para as que viriam depois. A maneira mais conveniente de provar isto é examinar 1 Pedro 1.12, onde o apóstolo declarou: "Foi revelado [aos profetas do Antigo Testamento] que, não para si mesmos, mas para nós [o povo da geração de Pedro, e nós], eles ministravam estas coisas".


Walter C Kaiser Jr



sábado, 2 de setembro de 2017

O mal é um desafio - II



O mal é um desafio no coração do homem e no seu meio ambiente. Ele não pode fechar os olhos ao mal e dele fugir. O Homem é compelido a encará-lo, depois ceder ou conquistá-lo. Isso provê a competição sem a qual não poderá existir vitória moral. Se não houvesse mal para superar, não haveria bondade para se concretizar. A bondade é o triunfo sobre o mal.

Sublime Redenção - Milton Azevedo