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sábado, 8 de agosto de 2020

#patriarcal

 Quando as Escrituras falam sobre Deus, invariavelmente usam imagens masculinos. Deus é Rei, não Rainha. Deus é Pai, não Mãe. Quando as Escrituras usam pronomes em referência a Deus, sempre são pronomes masculinos - Ele, dele. Deus nunca é "ela", nem neutro. Embora a palavra que o novo Testamento emprega para o espírito, pneuma, seja um substantivo neutro, os autores do Novo Testamento sempre usaram pronomes masculinos para referir-se ao Espírito. Ele é "o Espírito, Ele", não um neutro (por exemplo, Jo 15.26). Aliás, a igreja é representada como a esposa de Cristo, que é Marido (Ef 5.22,23). Isto é similar às imagens do Antigo testamento, em que Israel era a esposa de Deus (Os 1-3; Ez 16).


É também importante reconhecer que isto não é apenas terminologia funcional. Isto é, não é apenas uma linguagem que é designada para que nós usemos em nosso relacionamento com Deus, sem referência a condições reais. Deus Pai, na verdade, é o Pai de Deus Filho (Jo 17.1-5). Até mesmo nos relacionamentos internos do ser de Deus, o relacionamento entre estas duas pessoas é o mesmo que existe entre um pai e um filho. Além do mais, nós não devemos ter a intenção de usar o padrão humano de um pai ou esposo para interpretar o caráter paterno de Deus, nem o caráter de marido de Cristo, mas, na verdade, devemos ver Deus como o modelo perfeito daquilo que esses padrões deveriam ser, e então avaliar a nossa experiência pelo padrão do Pai e Cristo.

Isto é patriarcal? Sim, é. Mas, como cristãos, devemos tomar a nossa teologia das Escrituras, e não dos padrões culturais à nossa volta. Muitas das culturas que rodeavam o antigo israel tinham figuras de deusas, como a cultura romana, nos tempos do novo testamento. Mas os autores das Escrituras sempre trataram isto como um dos mais odiosos tipos de idolatria. Se nós desejarmos ser fiéis à nossa herança cristã, devemos nos apegar às Escrituras.

Esse patriarcalismo significa que a Bíblia considera as mulheres inferiores? De maneira alguma. As Escrituras retratam Deus tratando o seu povo da maneira como uma pessoa trataria uma criança. Jesus disse: "Jerusalém, Jerusalém [...] quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas?" (Lc 13.34,35). Aliás, a Bíblia eleva as mulheres, de forma contrária às culturas pagãs da época. Elas participam igualmente da graça de Deus, dada em Cristo (Gl 3.28).

Mas as Escrituras ainda falam de Deus de uma maneira masculina. Deus é Pai, e nós devemos ser eternamente gratos pelo fato de que Ele é o modelo supremo de como um pai deveria ser. Cristo é Esposo, e, como tal, Ele revela o que um esposo deveria fazer por sua esposa. Tanto homens como mulheres da nossa época deveriam ser gratos pelo fato de que Deus é o exemplo perfeito do que significam estas funções. Isto permite que tanto homens como mulheres conheçam o Pai e Cristo de maneira que transformam a vida.



Chad Owen Brand

sábado, 26 de outubro de 2019

Nunca mine o conceito de autoridade

Uma das piores coisas que você pode fazer na sua família é minar o conceito de autoridade ao falar mal dela com os seus filhos. Se eles escutarem seus pais falando mal de figuras de autoridade, irão crescer sem uma referência saudável do que ela significa. Rebeldia, falsidade, insubmissão e fofocas deixam marcas de caráter. O fato é que pessoas que não entendem autoridade não conseguem entender deus. Elas tem uma visão desequilibrada e pensam que o amor é algo que nunca envolve correção. A realidade é que o amor sem correção não é amor. Isso fica bastante claro na seguinte passagem de Hebreus 12:5-11:

Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que Ele lhes dirige como a filhos: "Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho".

Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai?
Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! 
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. 
Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. 
Caminhe com lealdade, integridade e crescimento. Viva bem resolvido com as figuras de autoridade na sua vida, e assuma com responsabilidade e confiança a própria autoridade que foi dada a você na sua família. Liderar como Deus lidera, ainda que passe por correções, é o maior ato de amor que você pode fazer pelos seus filhos.

Ordem e Progresso - Philip Murdoch