sábado, 28 de janeiro de 2023

#racional sim!

 Portanto, com a ajuda de Deus, quero que vocês façam o seguinte: entreguem a vida cotidiana – dormir, comer, trabalhar, passear – a Deus como se fosse uma oferta […] Não se ajustem demais à sua cultura, a ponto de não poderem pensar mais. Em vez disso, concentrem a atenção em Deus. (Rm 12.1-2)


O culto racional não é fácil. Exige uma atitude honesta e não suporta a superficialidade. Não tem substitutos, não faz concessões, não serve de esconderijo. Não consiste em meras palavras, não se confunde com aparências, não diz respeito a quantidade. Repartições mecânicas e providências supersticiosas não se enquadram no culto racional.


O culto racional contrasta com o sacrifício de animais irracionais. É uma entrega consciente e voluntária do homem a Deus. Uma entrega mais moral que cerimonial. Uma entrega do nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Sacrifícios da carne e da vontade. Obediência. É o negar-se a si mesmo e o carregar a cruz dia a dia. É seguir a Cristo. É perder a vida por causa do compromisso cristão. Perder a vida de dimensões miseráveis (que se vê) para ganhar a vida de dimensões inimagináveis (que não se vê).


Muita gente tem preferido o culto não racional, o culto de Caim, os bezerros de ouro, o culto hipócrita de Israel, a falsidade de Pilatos. É mais cômodo. É mais comum. É mais concorrido. Além do mais, o culto não racional é sutil, serve de venda, funciona como paliativo, parece satisfazer a necessidade interior de culto.


O culto racional inclui o não conformismo, quebra a adequação ao erro, não assume compromissos com as trevas, nada contra a correnteza e anda em direção oposta ao vento. Desde que a mente humana pode tornar-se viciada, prejudicada e falha, o culto racional prevê ainda a renovação mental, a maneira diferente de pensar e enxergar as coisas. Só assim é possível a transformação. A transformação que leva à experiência da boa, agradável e perfeita vontade de Deus.


sábado, 21 de janeiro de 2023

#justiça divina

 

A verdade fundamental


[…] Os indivíduos abordados no capítulo anterior representam vários aspectos daqueles que serão condenados para sempre; a Palavra de Deus deixa isso muito claro.

Sim, você leu corretamente, condenados para sempre. Ao me preparar para escrever esta mensagem, tive dificuldade para encontrar a forma de levar você, leitor, a entender o que as Escrituras chamam de “juízos eternos”. Leia com atenção:


Por isso, prossigamos e ultrapassamos a fase elementar dos ensinamentos e da doutrina de Cristo (o Messias), avançando firmemente em direção ao que é completo e perfeito, e que pertence à maturidade espiritual. Que não estejamos novamente lançando o fundamento do… juízo e punição eternos. [Todas essas são questões sobre as quais vocês já deveriam estar plenamente inteirados há muito, muito tempo]. (Hebreus 6.1-2, AMP).


Como você pode ver, deixei as outras cinco doutrinas fundamentais, algumas das quais são o arrependimento de obras mortas e a fé em Deus, para enfatizar que o juízo e a punição eternos são ensinos elementares de Cristo.

Um dicionário define elementar como “constituindo a parte básica, essencial ou fundamental”. É a parte essencial que precisamos ter desde o princípio para construirmos sobre ela; é um fundamento. Para entender isto, considere o nosso sistema educacional. No ensino básico, recebemos as ferramentas básicas a serem utilizadas para a posterior edificação da nossa educação, como a leitura, a escrita e a aritmética. Se esta base faltar, jamais teremos a capacidade de desenvolver uma educação adequada em nossa vida. O mesmo acontece com os crentes; se não tivermos os juízos eternos entendidos com clareza na nossa mente, não seremos capazes de construir uma vida adequada em Cristo. Seria como se tentássemos avançar em nossa educação sem saber ler.


John Bevere – Movidos pela Eternidade p. 68, 69.



sábado, 14 de janeiro de 2023

#prioridades

"Busquem, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas". (Mateus 6.33).

Jesus agora contrasta aquilo que os pagãos buscam e aquilo que os cristãos deveriam buscar primeiramente. Aquilo que buscamos é o que está colocado diante de nós como supremo bem para o qual dedicamos a nossa vida. Ele é a nossa preocupação, a nossa ambição. Jesus reduz as opções a duas. Os pagãos são obcecados por seu próprio bem-estar material (comida, bebida e vestimenta), enquanto os cristãos devem estar preocupados acima de tudo com o reino e a justiça de Deus e com a sua propagação por todo o mundo.


Jesus começa com a negativa. Três vezes ele repete sua proibição de não nos preocuparmos com as coisas materiais. Ele não está proibindo nem o pensamento nem a prevenção, mas a ansiedade, pois ela é incompatível com a fé cristã. Se Deus realmente cuida da nossa vida e do nosso corpo, será que não podemos confiar que ele cuidará de nossa alimentação e vestimenta? De novo, se Deus alimenta passarinhos e veste os lírios do campo, será que não podemos confiar nele para nos alimentar e vestir?


Ao mesmo tempo, não podemos interpretar erroneamente o ensino de Jesus. Primeiro, confiar em Deus não nos isenta de trabalhar para ganharmos o nosso sustento. Os passarinhos nos ensinam essa lição. Como Deus os alimenta? A resposta é que ele não os alimenta! Jesus era um observador perspicaz da natureza. Ele sabia perfeitamente bem que passarinhos alimentam a si mesmos. Deus só os alimenta indiretamente, ao fornecer os recursos com os quais se alimentem. Segundo, confiar em Deus não nos isenta da calamidade. Realmente, nenhum pardal cai ao chão sem a permissão de nosso Pai; mas pardais caem e são mortos. Do mesmo modo acontece aos seres humanos. Da mesma maneira ocorre com os aviões.


Em vez de se preocuparem com coisas materiais, os seguidores de Jesus devem buscar primeiro o reino de Deus e a justiça de Deus. Buscar o reino de Deus é proclamar Cristo como Rei, para que as pessoas se submetam à sua soberania. Buscar a justiça de Deus é lembrar que ele ama a justiça e odeia o mal, de modo que, mesmo fora do círculo do reino, a justiça agrada mais a Deus que a injustiça; a liberdade, mais que a opressão; a paz, mais que a violência ou a guerra. Nessa dupla ambição nossas responsabilidades evangelísticas e sociais se combinam, e a glória de Deus se torna o nosso interesse supremo.


Para saber mais: Mateus 6.25-34


sábado, 7 de janeiro de 2023

#é ilusório

 

Evolução: Fato ou Fantasia?

Phillip E. Johnson

 

A evolução seria um fato somente em uma escala muito pequena. É fantasia quando usada para explicar como as plantas e os animais passaram a existir ou como os seres humanos supostamente evoluíram de ancestrais semelhantes a macacos. Podemos resumir a fantasia dizendo que onde a teoria da evolução é verdade, não é muito interessante, e onde é muito interessante, não é verdade.

Se a “evolução” se refere meramente a um processo de variação cíclica em resposta à mudança das condições do ambiente, então a evolução é um fato que pode ser observado, tanto na natureza como em experimentos de laboratório.

Por exemplo, quando um grupo de insetos é borrifado com um produto químico mortal, como DDT, os insetos mais suscetíveis morrem, porém os mais resistentes ao veneno sobrevivem para gerar e deixar descendentes, que herdam os genes que fornecem resistência. Depois de várias gerações de insetos borrifados, toda a população sobrevivente pode constituir a variedade resistente ao DDT, e alguma nova forma de controle de insetos terá de ser aplicada. Essas mudanças, no entanto, não são permanentes, porque os mosquitos resistentes são mais ajustados do que outros somente enquanto o inseticida for aplicado. Quando o ambiente ficar livre do produto químico tóxico, toda a população de insetos tende a reverter ao que era antes.

Um efeito similar explica como uma bactéria que causa doenças se torna resistente a antibióticos, como a penicilina que, então, não será mais tão eficaz no controle de doenças como eram anteriormente.

Quase todos os casos de “evolução em ação” dos livros didáticos ou exibições em museus são similares a esses exemplos. Eles não envolvem nenhum aumento de complexidade ou aparência de novas partes do corpo, nem mesmo uma mudança permanente de nenhum tipo. Variações em pequena escala e reversíveis nas populações deste tipo são normalmente chamadas de microevoluções, embora “variação adaptativa” pudesse ser um termo melhor.

É ilusório descrever as variações adaptativas como “evolução”, porque esse último termo se refere comumente à macroevolução. A macroevolução é a grande história de como a vida supostamente evoluiu, por processos puramente naturais, de origem muito simples, para se tornar em plantas e animais complexos e multicelulares, e até mesmo seres humanos, sem que a participação de Deus seja necessária em qualquer etapa neste processo.

Charles Darwin supôs que a macroevolução era meramente a microevolução estendida por períodos muito longos de tempo. Os livros didáticos de Biologia, os museus e os programas de televisão, ainda ensinam as pessoas a fazer a mesma suposição, de modo que os exemplos da microevolução são usados como uma prova de que os animais complexos, e até mesmo os seres humanos, evoluíram de organismos mais simples por um processo similar.

A principal falha na história da macroevolução é o fato de que todas as plantas e os animais estão cheios de informação – as complicadas instruções que coordenam os muito processos que permitem que o corpo e o cérebro funcionem. Até mesmo Richard Dawkins, o mais famosos defensor da teoria de Darwin, admite que cada célula em um corpo humano contém mais informações do que todos os volumes de uma enciclopédia, e cada um de nós tem trilhões de células no corpo, que tem de trabalhar juntas, em uma maravilhosa harmonia.

A maior fraqueza da teoria da evolução é o fato de que a ciência ainda não descobriu um processo que possa criar toda a informação necessária, que possa ser assemelhada ao programa que opera um computador. Sem esse tipo de processo criativo demonstrado, a evolução é meramente uma história, porque o seu suposto mecanismo não pode ser duplicado em um laboratório, nem observado na natureza. É verdade que existem padrões de similaridade entre as criaturas vivas. Por exemplo, os seres humanos, os macacos, os ratos, os vermes, e até mesmo as plantas têm muitos genes similares. A questão importante não é se existem similaridades entre todos os seres humanos, mas se estas similaridades acontecem por meio de um processo natural, semelhante aos exemplos observáveis da variação adaptativa que encontramos em livros didáticos e exibições de museus.

Um engano que os cristãos sempre cometem, no debate da evolução, é enfrentar muitas questões de uma vez, em lugar de iniciar com o problema mais importante e solucioná-lo em primeiro lugar. Por exemplo, a evolução exige uma escala de tempo de milhões de anos, ao passo que muitas pessoas entendem que a Bíblia admite uma história da Terra de apenas alguns milhares de anos. A escala de tempo evolutiva é discutível, mas discuti-la envolve várias disciplinas científicas complexas, e desvia a atenção do defeito mais importante na teoria da evolução. O único mecanismo que os evolucionistas têm é uma combinação de variação aleatória e seleção natural, ilustrada pela sobrevivência dos insetos que, por acaso, são resistentes a um inseticida. Este mecanismo darwiniano nunca provou ser capaz de criar nova informação genética ou novas partes complexas do corpo, como asas, olhos ou cérebros. Sem um mecanismo que possa ser demonstrado como capaz da criação necessária, a teoria da evolução é apenas uma fantasia, sem bases científicas reais.

A Bíblia ensina: “No princípio, criou Deus”, e “No princípio, era o Verbo”. Uma maneira simples de explicar esse princípio básico é dizer que uma inteligência divina existia antes de qualquer outra coisa, e essa inteligência foi responsável pela origem da vida e pela existência de todas as coisas vivas, incluindo os seres humanos. Não importa quanto tempo pudermos conceder para que a evolução faça a criação necessária, a evidência mostra que o processo nunca teria começado, porque tudo o que a evolução pode fazer é promover variações de pouca importância em organismos que já estão vivos, sem nenhuma modificação na sua classificação básica. Quando a Bíblia diz: “No princípio, criou Deus” (Gn 1.1), ela nos está apresentando um fato, que precisamos conhecer para entender todo o resto, incluindo para que fomos criados e como Deus deseja que vivamos.

A Bíblia também diz que Deus criou os homens e as mulheres à sua imagem. Isso também é um fato. Se não fosse verdade, não haveria ciência, porque nenhuma teoria da evolução pode demonstrar como a inteligência passou a existir, incluindo a inteligência de pessoas mal orientadas, que usam a ciência de maneira equivocada para tentar explicar a criação, sem atribuir nenhuma participação a Deus.

“No princípio, era o Verbo”. A Bíblia diz isso e, se entendida de maneira apropriada, a evidência da ciência a confirma. Quem quer que diga algo diferente estará espalhando fantasia, e não fato.