sábado, 16 de dezembro de 2017

O mal é um instrumento de correção moral VIII




Deus usa o mal para censurar, castigar, açular o homem à ação, quando ele afunda na complacência e auto-satisfação, para mantê-lo sensível à necessidade de continuar o seu crescimento moral. Deus usa as forças do mal como seu instrumento para soerguer a consciência moral numa nação e nos homens. Infelizmente necessitamos do poder chocante do mal, real ou em potencial, como um lembrete vívido do nosso fracasso moral ou da nossa apatia espiritual.

Sublime Redenção - Milton Azevedo Andrade





sábado, 9 de dezembro de 2017

Como está seu casamento?



Considere-o como seu violoncelo Testore. Esse instrumento de fina construção e raramente visto alcançou a categoria de raro e está rapidamente conquistando o status de um bem de preço inestimável. poucos músicos tem o privilégio de tocar um Testore; um número menor consegue possuir um.

Por acaso, conheci um homem que possui. Ele, ui, me emprestou o instrumento para um sermão. Disposto a ilustrar a frágil inviolabilidade do casamento, pedi que ele colocasse o instrumento de quase 300 anos no palco e expliquei seu valor para a igreja.

Como você acha que tratei a relíquia? Por acaso o girei, rodei e puxei suas cordas? De jeito nenhum. O violoncelo era valioso demais para meus dedos desajeitados. Além disso, o dono dele havia me emprestado. Não ousaria desonrar aquele tesouro.

No dia do seu casamento, Deus emprestou a você sua obra de arte: uma obra-prima fabricada de maneira intrincada e formada com precisão. Ele confiou a você uma criação única. Valorize-a. Honre-a. Depois de ter recebido um Testore, por que sair perdendo tempo com qualquer outra pessoa?

Davi não entendeu isso.Ele colecionava esposas como troféus. Ele via as esposas como um meio de obter prazer, não como parte do plano de Deus. Não cometa esse erro.

Seja ferozmente leal a seu cônjuge. Ferozmente leal. Nem sequer olhe duas vezes para outra pessoa. Não flerte. Não provoque. Não desperdice tempo na mesa dela nem demore na sala dele. E daí se você for visto como grosseiro ou puritano? Você fez uma promessa. Cumpra-a.

Max Lucado




sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Família: a primeira instituição!





Então exclamou Adão: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, porquanto do ‘homem’ foi extraída”. Por esse motivo é que o homem deixa a guarda de seu pai e sua mãe, para se unir à sua mulher, e eles se tornam uma só carne.
(Gn 2.23,24)

...E Jesus lhes explicou: “Não tendes lido que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’, e os instruiu: ‘Por este motivo, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? Sendo assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. E, portanto, o que Deus uniu, não o separe o ser humano”. …
(Mt 19.4-6)



jairtomaz@olheparaacruz.com.br



sábado, 25 de novembro de 2017

Frustração




Não chega a ser decepção porque não houve ação. 
E talvez justamente por isso, isso despertou.

Esse final de semana, fui a uma conferencia insana.
Vários caras muito loucos pregando e tocando e falando de um Deus grande e misterioso.
Com uma paixão, com um amor, com uma sinceridade e um conhecimento absurdo.

Me frustrei, por ver quão pouco eu conheço esse Deus.

Músicas com letras profundas, palavras com conteúdo constrangedor (no sentindo de amor e ação!) e as pessoas sendo despertadas e movidas por compaixão, pela graça e pelo amor.

Me frustrei, por ver o quão banal esse discurso se tornou pra mim.

Pregações que nos lançavam, nos diziam que precisamos sair das 4 paredes e invadir esse mundo louco pelos valores invertidos, que nos diziam quem somos em Deus, e que enquanto Ele for o centro da nossa vida, enquanto ele FOR a nossa vida nós teremos horizontes maiores, sonhos mais altos e faremos a mudança desse lugar.

Me frustrei, por ver o quão longe eu estou de encarnar essa realidade.

Voltei frustrada, achando que Deus iria falar comigo, sobre minhas duvidas, meus medos, meu futuro, minhas preocupações. Ele falou! Mas falou Dele, de Suas certezas, Suas convicções, Seu futuro pra mim, Sua Grandeza, Sua Majestade, Seu poder, Sua graça, Seu amor.

Me frustrei, por ver o quanto minhas ansiedades e preocupações me cegam diante de um Deus majestoso.
Me frustrei, por ver o quanto meus valores estão invertidos.
Me frustrei, por ver o quanto ainda sou insegura com relação a quem eu sou.
Me frustrei, por ter virado deus de mim mesma.

Me frustrei, por ver que Deus já não era suficiente.

Me frustrei, por ver que ainda que dentro da casa de Deus, eu posso estar com o coração longe Dele.

Me frustrei comigo mesma! Conheci minha humanidade, meu vazio, minha dependência, meu medo, minha fraqueza, minha limitação.

Conheci minha ignorância.
Podem falar o que for, mas depois de sentir isso, eu prefiro morrer do que viver sem Deus.
Não existe saída, não existe alternativa.

A grandeza de Deus me constrangeu de forma que não posso mais ficar longe, não consigo.
Não posso, Não quero!

Se quanto mais eu entendo minha humanidade eu me frustro diante da minha incapacidade e me rendo à grandeza Dele, quero me frustrar todos os dias.


E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
2 Coríntios 12:9-10


Sarah Furtado 

http://razaoparacrer.blogspot.com.br/2015/04/frustrada.html?pfstyle=wp#.WXiajRXyv3g




sábado, 18 de novembro de 2017

O mal pode ser uma benção VII




O rabino Akiba conta como toda uma série de acontecimentos infelizes caiu, sobre ele, durante uma viagem. Sendo paciente, sábio, e um homem de fé, aceitou cada catástrofe da noite com a expressão: "O que seja que Deus faça é para melhor".

Pela manhã verificou que os infortúnios que lhe haviam forçado a passar a noite no escuro, numa estrada solitária, realmente salvaram-lhe a vida. A pousada que havia tentado alcançar fora vasculhada por bandidos que assassinaram todos os que lá se encontravam. Assim, o que parece ser um mal algumas vezes é uma benção, preservando-nos de males maiores.

Sublime Redenção - Milton Azevedo Andrade



sábado, 11 de novembro de 2017

Livre arbítrio




Deus criou coisas dotadas de livre-arbítrio: criaturas que podem fazer tanto o bem quanto o mal. Alguns pensam que podem conceber uma criatura que, mesmo desfrutando da liberdade, não tivesse possibilidade de fazer o mal. Eu não consigo. Se uma coisa é livre para o bem, é livre também para o mal. E o que tornou possível a existência do mal foi o livre-arbítrio. Por que, então, Deus o concedeu? Porque o livre-arbítrio, apesar de possibilitar a maldade, é também aquilo que torna possível qualquer tipo de amor, bondade e alegria. Um mundo feito de autômatos - criaturas que funcionassem como máquinas - não valeria a pena ser criado.

C S Lewis



sábado, 4 de novembro de 2017

O mal é uma proteção contra males maiores - VI





Inúmeras vezes o que chamamos de mal é apenas uma sombra do mal, porque somos incapazes de ver o grande alcance da sua influência para o bem. O que parece ser um mal poderá ser um bem, em termos de um mais amplo escopo histórico e o desenvolvimento final dos propósitos de Deus. Nossos julgamentos são limitados pela nossa visão restrita.

Quando o homem passa julgamento sobre Deus e clama amargamente contra o mal do momento (qualquer coisa que incorra no seu desprazer ou que pareça interferir no seu próprio interesse), ele falha em contar com a possibilidade de que o verdadeiro mal na situação é a sua própria presunção ou erro de julgamento.

"Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os meus caminhos, diz o Senhor". (Isaias 55.8)

Sublime Redenção - Milton Azevedo Andrade


 

sábado, 28 de outubro de 2017

Superstição



Cientificismo, a visão de que a ciência pode explicar todas as condições e expressões humanas, tanto mentais, como físicas, é uma superstição, uma das superstições dominantes de nossa época, e dizer isso não é insulto algum à ciência.


Leon Wieseltier



sábado, 21 de outubro de 2017

O mal como um contraste necessário ao bem - V




A bondade seria irreconhecível se não houvesse o mal. Sem o vício não haveria a virtude, mas somente a inocência. Sem o mal não haveria padrões de moral, nenhuma distinção moral, somente indiferença moral. Não saberíamos nem nos beneficiaríamos do bem se não conhecêssemos o mal. Podemos apreciar o quanto estamos bem somente se reconhecermos que a vida poderia ser pior.

A água torna-se mais do que  água quando sacia uma grande sede. A bondade é apreciada mais profundamente quando é atingida pela resistência às tentações do mal. Em resumo, Deus criou o mal para o benefício de suas criaturas, a fim de que possam discernir, entre o bem e o mal, e aprenderem a se desviar do mal, a fim de gozarem o que é bom.


Sublime Redenção - Milton Azevedo Andrade



sábado, 14 de outubro de 2017

Autorrefutável



A noção de que as únicas crenças racionais são aquelas que podem ser confirmadas pela observação científica, pela experiência e pela medição é mais uma proposta autorrefutável, já que é uma declaração que, ela mesma, não pode ser confirmada por observação científica, experiência e meditação.

Deus não está morto - Rice Broocks




sábado, 7 de outubro de 2017

O mal é explicado pela paternidade de Deus. IV




Deus governa suas criaturas como um pai humano desejaria criar seus filhos. Resguardando-as e isolando-as de todas as possibilidades de dano torná-las-ia incapazes de tomarem decisões e as deixaria ignorantes quanto a causa e efeito. Deus está criando filhos e não seres mecânicos; homens racionais capazes de tomar decisões e não bonecos. O Pai celeste disse: "Eis que ponho diante de ti, neste dia, o bem e o mal. Escolhe bem e vive."

Sublime Redenção - Milton Azevedo Andrade


 

sábado, 30 de setembro de 2017

Preste atenção!!




Embora talvez não compreendamos, os planos e as ações de Deus não se tornam bons de acordo com as consequências. Antes, o que faz com que os planos e as ações de Deus sejam bons é o fato de que ele os desejou.



Introdução a Teologia Sistemática - Millard J. Erickson



sábado, 23 de setembro de 2017

O amor e a justiça de Deus - um ponto de tensão?




   Examinamos várias características de Deus, sem as esgotar de maneira alguma. Mas qual a relação entre elas? Presume-se que Deus seja um ser uno, integrado, cuja personalidade forma um todo harmonioso. portanto, não deveria haver nenhuma tensão entre esses atributos. Mas é isso mesmo que acontece?

   O ponto de possível tensão que se destaca é a relação entre amor de Deus e sua justiça. Por um lado, a justiça de deus parece muito severa, exigindo a morte dos que pecam. É um Deus feroz, rigoroso. Por outro, Deus é misericordioso, generoso, perdoador, longânimo. Os dois conjuntos de características não estariam em conflito? Há, portanto, uma tensão interna na natureza divina?

   Se partimos das pressuposições de que Deus é um ser integrado e os atributos divinos são harmoniosos, definiremos um atributo de acordo com o outro. Desse modo, a justiça é uma justiça de amor e o amor, um amor justo. A ideia de que são conflitantes pode ter surgido com a definição isolada de cada atributo. Embora o conceito de amor à parte da justiça, por exemplo, possa ser inferido de outras fontes, não é um ensino bíblico. O que estamos dizendo é que não há uma compreensão plena do amor, a não ser que se veja que ele inclui a justiça. Se o amor não inclui a justiça, é mero sentimentalismo.

   Na realidade, o amor e a justiça tem trabalhado juntos no tratamento que Deus dispensa à humanidade. A justiça de Deus exige que a pena do pecado seja paga. O amor de Deus, porém, deseja que sejamos restaurados à comunhão com ele. A oferta de Jesus Cristo como expiação pelo pecado significa que tanto a justiça como o amor de Deus são mantidos. E de fato não existe nenhuma tensão entre eles. Só existe tensão se a pessoa entende que o amor exige que Deus perdoe o pecado sem que nenhum pagamento seja feito. Mas isso é pensar em um Deus diferente do que realmente é. Além disso, a oferta de Cristo como expiação mostra um amor de Deus muito maior do que seria, caso ele simplesmente fosse indulgente, livrando as pessoas das consequências do pecado. Para cumprir sua aplicação justa da lei, o amor de Deus foi tão grande que deu seu Filho por nós. O amor e a justiça não são dois atributos separados que competem entre si. Deus é justo e amoroso, e ele mesmo deu o que exige.


Introdução a Teologia Sistemática - Millard J. Erickson



sábado, 16 de setembro de 2017

O mal é um teste. III





O mal é obra de Satanás, como se vê no livro de Jó. Ele procura, constantemente, provar a Deus, o seu Senhor, que o homem é indigno do amor e da misericórdia de Deus. É o teste do qual emerge o verdadeiro bem -saindo do mal, a despeito do mal, triunfando sobre o mal.


Sublime Redenção - Milton Azevedo


sábado, 9 de setembro de 2017

O Antigo Testamento é digno de Confiança?


O que deve fazer um leitor moderno do Antigo Testamento com um Livro que ensina o sacrifício de animais, a circuncisão dos homens, estranhos códigos de leis alimentares e festas baseadas em um ciclo agrícola? O seu conteúdo parece ser tão antigo, e, portanto, tão distante de nossos dias, que alguns o descartam, como uma "religião primitiva".



Contrárias a esta avaliação prematura, sete afirmações mostram que o Antigo Testamento é, ao mesmo tempo, relevante e completamente digno de confiança.

1- Em todas as partes do Antigo Testamento, os autores declaram a origem divina de seus textos. Uma destas declarações inspiradas vem do cerne do Antigo Testamento: os Dez Mandamentos. "Tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus" (Ex 31.18; Dt 5.22). Mais regularmente, no entanto: "O Espírito do Senhor falou por [seus profetas], e a sua palavra esteve em [sua] boca" (2 Sm 23.2). Em nossa opinião, na verdade, Natã, o profeta, sabia que tinha proferido as mesmas palavras da divina revelação. Quando ele proferiu a mensagem de Deus, ele usava um prefácio, como faziam constantemente os profetas do Antigo Testamento, dizendo: "Assim diz o Senhor" (2 Sm 7.5). Mesmo nos livros de sabedoria do Antigo Testamento, Agur se apresentou como deficiente e ignorante. Ele reclamou: "Eu sou mais bruto do que ninguém; não tenho o entendimento do homem, nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo" (Pv 30.2, 3). Como, então, ele soube como ou o que escrever sobre Deus? Ele fez as mesmas perguntas no verso 4. Mas nos versos 5 e 6, ele tinha a resposta: "Toda palavra de Deus é pura [...] Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso". A primeira parte do versículo 5 é uma citação de Salmos 18.30, ao passo que o verso 6 é uma citação de Deuteronômio 4.2b.

2- Os 39 livros do Antigo Testamento foram imediatamente recebidos como confiáveis e canônicos (pertencentes às Escrituras). Uma das noções equivocadas mais frequentemente é a de que um grupo de acadêmicos realizou um concílio rabínico em Jamnia, em 90 d.C., para decidir quais livros considerariam confiáveis para compor o Antigo Testamento. Mas isto é incorreto, pois: (1) as decisões do concílio não tiveram autoridade obrigatório; (2) as discussões nesse concílio foram meramente sobre as interpretações corretas dos livros de Eclesiastes e cantares; e (3) a lista de livros que eles consideraram canônicos eram os mesmos 39 livros do nosso Antigo Testamento atual. Na verdade, os livros do Antigo Testamento como sendo, realmente, a revelação de Deus. Daniel, escrevendo aproximadamente 75 anos depois do profeta Jeremias, considerou a profecia escrita por Jeremias sobre os 70 anos do cativeiro (Jr 25.11, 12) como a "palavra do Senhor" (Dn 9.2). Na verdade, ele colocou o livro de Jeremias entre "os livros", isto é, no grupo de livros, chamados de Escrituras.

3- O texto dos livros do Antigo Testamento foi singularmente preservado, quando comparado com outros textos antigos. Antes da descoberta dos pergaminhos do mar Morto, em 1947, nós estávamos limitados ao texto grego da Septuaginta, ao Pentateuco samaritano e ao texto hebraico dos papiros Nash, que datam aproximadamente de 1000 d.C., para verificação da exatidão da preservação do texto do Antigo Testamento. Tudo isto mudou. Nos 800 exemplares de textos bíblicos do Antigo Testamento, nos pergaminhos do mar Morto, agora possuímos textos de 250 a.C. a 50 d.C. Além disto, o exemplo mais antigo de um texto do Antigo testamento é Números 6.24-26, de meados do século VII a.C., nas tábuas de Ketef Hinnom. Tão cuidadosamente preservados estão estes textos que, quando os acadêmicos estudaram os pergaminhos do mar Morto de Isaías, somente três modificações ortográficas sem importância (comparáveis à diferença entre as grafias "Saviour" e "Savior", em inglês [Salvador, em português]) foram encontrados em um texto que abrange aproximadamente 100 páginas em muitas traduções em inglês. Este é um registro notável de preservação do texto da Bíblia, que representa mais de mil anos de cópia do texto original.

4- A cronologia histórica encontrada nas anais dos reis de Israel e Judá é completamente verificada e confiável. Se a cronologia é a espinha dorsal da história, então era necessário que alguém decifrasse as datas e os sistemas de correlação entre os reis do norte de Israel e Judá, para que alguma confiabilidade, além de sentido, fosse verificado nestas dezenas de números encontrados nos livros de Reis e Crônicas. Mas foi exatamente isto o que fez Edwin Thiele, como dissertação de doutorado para a Universidade de Chicago. Em primeiro lugar, ele estabeleceu uma data absoluta (no nosso calendáro Juliano) em 15 de junho de 763 a.C., com base nas citações astronômicas das listas assírias de Eponun, Homem do Ano. Estas listas anuais também fizeram referências a vários reis hebreus, desta maneira fornecendo excelentes sincronismos. Com base nisto, ele conseguiu demonstrar como cerca de 500 números (todos, exceto um, que foi solucionado posteriormente) eram facilmente conciliáveis, e totalmente confiáveis, em cada detalhe.

5- A arqueologia ajudou a mostrar que a cultura, as pessoas e os eventos do Antigo Testamento são confiáveis. As descobertas arqueológicas provaram a confiabilidade do Antigo Testamento. Onde, supostamente, havia pessoas mencionadas no antigo Testamento, mas não conhecidas com base em fontes externas, como o rei Sargão de Isaías 20.1, ou o governador Sambalaque, de Samaria (Ne 2.10), ou os reis Davi, Acabe, Jeú e Ezequias, Menaém e até mesmo um profeta, Balaão, em cada caso descobertas espetaculares defenderam as declarações do Antigo Testamento. De igual maneira, onde o Antigo Testamento afirmava que havia povos como os heteus ou os horeus, descobertas posteriores confirmaram a presença destes povos, bem como outros aparentemente desaparecidos. Uma lista similar de supostos lugares desaparecidos pôde ser construída, como a terra de ophir ou os lugares ao longo da rota das peregrinações no deserto pela Transjordânia. Ainda uma vez mais, a arqueologia foi de grande ajuda. Isto não quer dizer que todos esses povos e lugares, supostamente criados pelo Antigo Testamento, foram completamente identificados. por exemplo, ainda não conseguimos encontrar comprovação externa para Dario, o medo (Dn 5.31). Mas o sucesso da arqueologia, apenas no século XX, é assombroso, em seu conteúdo e na profundidade de sua influência.

6- A forma literária atual dos livros nos vem de tempos antigos, e na forma final em que possuímos atualmente. nenhuma seção do Antigo Testamento recebeu mais exame dos críticos do que os cinco primeiros livros de Moisés, o Pentateuco. Houve alegações de que livros não se originavam de inspiração divina a Moisés, aproximadamente em 1400 a.C., mas que, na verdade, vinham das mãos de pelo menos quatro compiladores principais (chamados J. E. D e P), desde o século VIII a.C., com a última inserção e a edição final datando de 400 a.C.! No centro desta teoria, estava o livro de Deuteronômio, que os acadêmicos críticos afirmavam ter sido escrito em 621 a.C., quando o rei Josias encontrou o Livro da Lei. Mas o livro de Deuteronômio exibe o formato literário que é singular a tratados de suserania heteus (aprox. 1200-1400 a.C., a metade do segundo milênio) sendo as mesmas seis seções desses tratados encontradas no ivro de Deuteronômio. Se Deuteronômio tivesse sido compilado no primeiro milênio (621 a.C.), como afirmam os críticos, ele se assemelharia aos tratados assírios que, naquela época, tinham extinguido duas das seis seções. Assim, d acordo com as formas literárias e com os critérios dos próprios críticos, o livro essencial entre os discutidos cinco primeiros livros deve ser datado nos dias em que viveu Moisés (isto é, aprox. 1400 a.C.).

7- Os autores do Antigo Testamento estavam cônscios de que escreviam, não somente para a sua geração, mas também para as que viriam depois. A maneira mais conveniente de provar isto é examinar 1 Pedro 1.12, onde o apóstolo declarou: "Foi revelado [aos profetas do Antigo Testamento] que, não para si mesmos, mas para nós [o povo da geração de Pedro, e nós], eles ministravam estas coisas".


Walter C Kaiser Jr



sábado, 2 de setembro de 2017

O mal é um desafio - II



O mal é um desafio no coração do homem e no seu meio ambiente. Ele não pode fechar os olhos ao mal e dele fugir. O Homem é compelido a encará-lo, depois ceder ou conquistá-lo. Isso provê a competição sem a qual não poderá existir vitória moral. Se não houvesse mal para superar, não haveria bondade para se concretizar. A bondade é o triunfo sobre o mal.

Sublime Redenção - Milton Azevedo





 

sábado, 26 de agosto de 2017

A Bíblia foi Copiada com Exatidão ao Longo dos Séculos?




A Bíblia foi Copiada com Exatidão ao Longo dos Séculos? 
   A Bíblia é o livro do mundo antigo que é transmitido com maior exatidão. Nenhum outro livro antigo tem tantos manuscritos, ou tão antigos, ou copiados com tanta precisão.


   O Antigo Testamento

   A confiabilidade do Antigo Testamento está baseada em três fatores: a sua abundância, datação e exatidão. Muitas obras da antiguidade sobrevivem apenas em um punhado de manuscritos: somente 7 para Platão, 8 para Tucídides, 8 para Heródoto, 10 para Gallic Wars, de César, e 20 para Tácito. Somente as obras de Demóstenes e Homero chegam a ter centenas de manuscritos. Mas mesmo antes de 1890, um estudioso chamado Giovanni de Rossi publicou 731 manuscritos do Antigo Testamento, em Geniza, no Cairo, e, em 1947, as cavernas do Mar Morto, em Qumran produziram mais de 600 manuscritos do Antigo Testamento.
   Além disto, os Pergaminhos do Mar Morto, que contêm pelo menos fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento com excessão do Livro de Ester, todos datam de antes do fim do século I D.C., e alguns  do século III A.C. O Papiro Nash está datado entre o século II A.C. e o século I D.C.
   A exatidão dos manuscritos é conhecida, com base em evidências internas e externas: (1) Sabe-se que a reverência dos escribas judeus pelas Escrituras levou à sua transmissão cuidadosa; (2) O exame de passagens duplicadas (por exemplo, Sl 14 e Sl 53) mostra transmissão paralela; (3) A Septuaginta, que é a antiga tradução do Antigo Testamento ao idioma grego, está substancialmente de acordo com os manuscritos hebreus; (4) A comparação do Pentateuco Samaritano com os mesmos livros bíblicos preservados na tradição judaica mostra íntima similaridade; (5) Os Manuscritos do Mar Morto fornecem manuscritos que datam de mil anos antes do que muitos usados para estabelecer o texto hebraico.
   Estudos comparativos revelam uma identidade palavra por palavra, em 95 por cento do texto. Variantes de menor importância consistem, principalmente, de erros de escrita ou de grafia. Somente 13 peuqenas variações foram descobertas em toda a cópia de Isaías do Manuscritos do Mar Morto, das quais oito eram conhecidas de outras fontes antigas. Depois de mil anos de cópias, não houve mudança de significado, e praticamente não houve nenhuma mudança no uso de palavras!



   O Novo Testamento

   A confiabilidade do Novo Testamento é estabelecida porque o número, a data e a exatidão de seus manuscritos permitem a reconstrução do texto original, com mais precisão do que qualquer outro texto antigo. O número de manuscritos do Novo Testamento é impressionante (quase 5700 manuscritos gregos) em comparação com os livros típicos da antiguidade (cerca de 7 a 10 manuscritos; a Ilíada, de Homero, é a obra que tem a maior quantidade de manuscritos, 643). O Novo Testamento é simplesmente o livro mais respaldado textualmente do mundo antigo.
   O mais antigo manuscrito do Novo Testamento, sobre o qual não paira nenhuma disputa, é o papiro de John Rylands, com data entre 117 e 138 D.C. Livros inteiros (por exemplo, os contidos nos papiros Bodmer) estão disponíveis a partir do ano 200. A grande parte do Novo Testamento, incluindo todos os Evangelhos, está disponível nos manuscritos de Chester Beatty Papyri, que datam aproximadamente de 250 D.C.
   O famoso estudioso britânico de manuscritos, Sir Frederick Kenyon, escreveu: "O intervalo, então, entre as datas da composição original e a mais antiga evidência existente se torna tão pequeno, a ponto de ser, na verdade, insignificante, e a última fundação para qualquer dúvida de que as Escrituras nos tenham vindo substancialmente, da maneira como foram escritas, agora foi removida". Assim, tanto "a autenticidade como a integridade geral dos livros do [NT] podem ser considerados firmemente estabelecidas". Nenhum outro livro antigo tem um intervalo tão pequeno de tempo, entre a sua composição e as suas primeiras cópias manuscritas, como o Novo Testamento.
   Não apenas há mais manuscritos do Novo Testamento, e mais antigos, como também foram copiados com mais exatidão do que outros textos antigos. O estudioso do Novo Testamento e professor em Princeton, Bruce Metzger, fez uma comparação do Novo Testamento com a Ilíada de Homero e o Mahabharata, do hinduísmo. Ele descobriu que o texto desta última obra representa apenas 90 por cento do original (com 10 por cento de correção textual); a Ilíada era 95 por cento pura, e somente meio por cento do texto do Novo Testamento permanecia em dúvida. O estudioso grego A. T. Robertso avaliou que as dúvidas textuais do Novo Testamento tem a ver apenas com "uma milésima parte de todo o texto", avaliando a exatidão do texto do Novo Testamento em 99,5 por cento - a maior exatidão conhecida para qualquer livro do mundo antigo. Sir Frederick Kenyon observou que o "número de [manuscritos] do Novo Testamento, de traduções antigas dele, e de citações feitas dele nos autores mais antigos da igreja, é tão grande que é praticamente certo que o texto original de cada passagem duvidosa esteja preservado, em uma ou outra destas autoridades antigas. Não é possível dizer isto sobre nenhum outro livro antigo do mundo".
   Em resumo, o grande número, as datas antigas e a exatidão incomparável das cópias manuscritas do Antigo e do Novo Testamento, estabelecem a confiabilidade da Bíblia, muito além da de qualquer outro livro antigo. A sua mensagem substancial não foi reduzida com o passar dos séculos, e a sua exatidão, até mesmo em detalhes menos importantes, foi confirmada. Assim, a Bíblia que temos hoje em nossas mãos é uma cópia altamente confiável do original, que nos veio das penas dos profetas e dos apóstolos.

Norman L. Geister

Fonte: Bíblia de Estudo Defesa da Fé- CPAD - págs. 540 e 541
 
 
 
 
 

sábado, 19 de agosto de 2017

O mal é o preço da liberdade moral - I




A liberdade moral é baseada na livre escolha entre o bem e o mal. Se não houvesse alternativa, as decisões humanas seriam impossíveis; o homem não poderia ser nem livre nem moral. Deve haver liberdade para pecar se deve haver liberdade para fazer o bem.
 

Sublime Redenção - Milton Azevedo


 

sábado, 12 de agosto de 2017

Paternidade de Deus.



Meu Pai Celestial

O fato de chamarmos Deus de "Pai" é motivo de muitas discussões hoje. Embora Deus transcenda a sexualidade, não sendo nem homem nem mulher, os escritores da Bíblia foram inspirados a chamá-lo por pronomes masculinos. o Espírito de Deus capacita os cristãos a chamarem Deus de "Aba, Pai" (lit. "paizinho", Rm 8.15)

Deus revelou-se no AT como "Pai" (Jr 3.19), e este foi o termo que Jesus usou quando falou com Deus (Jo 17). A paternidade de Deus não é meramente uma das muitas "metáforas de Deus". O termo tem classe própria, o que os estudiosos chamariam de analogia sui generis. O termo "Pai" não só nos mostra o que que Deus faz - ou com quem se parece algum aspecto do seu caráter, mas também identifica quem realmente ele é. O mesmo não pode ser dito sobre outras metáforas bíblicas de Deus como "árvore", "rocha", "galinha", "dona de casa".

A verdadeira paternidade é baseada no ser de Deus - na base da relação do Deus Pai com o Deus Filho e o Deus Espírito Santo. A paternidade humana não é nada mais que um símbolo imperfeito dessa realidade transcendente. A paternidade de Deus não é inconsequente ou passível de alteração, pois Deus determinou o relacionamento com os cristãos da seguinte forma: "serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso" (2Co 6.18)


Bíblia da Mulher - Pag 1415 - Editora Mundo Cristão 


 

sábado, 5 de agosto de 2017

Sem mais desculpas.




Portanto, os críticos da religião nem sempre estão errados em apontar as falhas e deficiências na cristandade. Esta simplesmente não é a história toda. Só crer em Deus e conhecer o bem e o mal não vão fazer você escolher o bem e rejeitar o mal. Saber disso tudo só significa que você não tem mais desculpas. A Bíblia adverte que até mesmo os demônios creem em Deus e até tremem (ver Tiago 2.19).

Mas a graça é o resultado do Espírito de Deus agindo no coração humano e nos capacitando a vencer o mal. Há milhões de crentes verdadeiros que estão servindo a Deus fielmente e também servindo a seus semelhantes por meio de atos de bondade, integridade e serviço. Por suas vidas, Deus derramou graça, como um aqueduto levando água fresca ao deserto. Devido a esta graça, a vida pode surgir a partir da morte.



Deus não está morto - Rice Broocks



sábado, 29 de julho de 2017

O que dizer sobre aqueles que nunca ouviram falar a respeito de Cristo?






A convicção de que a salvação está disponível apenas por intermédio de Cristo permeia o novo Testamento (Por exemplo, At 4.12; Ef 2.12). Isto suscita a perturbadora questão do destino dos que nunca ouviram o Evangelho.

Qual é, exatamente o problema aqui? O universalista alega que as seguintes declarações são logicamente inconsistentes:

1.      Deus é todo-poderoso e todo-amoroso.

2.    Algumas pessoas nunca ouviram o Evangelho e estão perdidas.

Mas por que pensar que as afirmações 1 e 2 são logicamente incompatíveis? Não existe nenhuma contradição explícita entre elas. Se o universalista está afirmando que elas são implicitamente contraditórias, deve estar supondo algumas premissas ocultas que criaram esta contradição.

Embora os universalistas não apresentam suas suposições ocultas, a lógica do problema sugeriria algo semelhante a estes pontos:

3.    Se Deus é todo-poderoso,Ele pode criar um mundo em que todos ouçam o Evangelho e sejam salvos livremente.
 

4.    Se Deus é todo-amoroso, Ele prefere um mundo em que todos ouçam o evangelho e sejam salvos livremente.

Mas estas premissas são necessariamente verdadeiras?

Considere a afirmativa 3. Parece inquestionável que Deus pudesse criar um mundo em que todos ouvissem o evangelho. Mas enquanto as pessoas forem livres, não existirá nenhuma garantia de que todas as pessoas de tal mundo seriam salvas livremente. Na verdade, não existe nenhuma razão para imaginar que o equilíbrio entre salvos e perdidos em tal mundo seria melhor do que é o equilíbrio no mundo em que vivemos. Portanto, a afirmativa não é necessariamente verdadeira, e o argumento do universalista é falso.

        Mas e a afirmativa 4? É necessariamente verdadeira? Suponhamos, para fins de raciocínio, que haja mundos possíveis que são realizáveis para Deus, em que todos ouvem o Evangelho e o aceitam livremente. O fato de que o Senhor é todo-amoroso o obriga a preferir um desses mundos a um mundo em que algumas pessoas são perdidas? Não necessariamente, pois estes mundos podem ter outras deficiências pedominantes que os tornem menos preferíveis. Por exemplo, suponhamos que os únicos mundos em que as pessoas acreditem livremente no Evangelho e são salvas são mundos em que há apenas um número pequeno de pessoas. Deus deve preferir um desses mundos tão pouco povoados a um mundo em que multidões crêem no Evangelho e são salvas, ainda que outras pessoas rejeitem livremente a sua graça e se percam? Não. Assim, a segunda suposição do universalista não é, necessariamente, verdadeira, de modo que o seu argumento é duplamente inválido.

Como um Deus amoroso, Deus deseja que tantas pessoas quantas seja possível sejam salvas livremente, e tão poucas quantas possível se percam.O seu objetivo, então, é conseguir um equilíbrio ótimo entre estas condições, permitindo que haja um número de perdidos não maior do que o necessário para alcançar determinado número de salvos. É possível que, pra criar este número de pessoas que serão salvas livremente, Deus também tivesse que criar este número de pessoas que serão livremente perdidas.

Haverá objeções de que um Deus todo-amoroso não criaria pessoas que Ele soubesse que seriam perdidas, mas que todas teriam sido salvas, se apenas tivessem ouvido o evangelho. Mas como sabemos que existem tais pessoas? É razoável supor que muitas pessoas que jamais ouviram o Evangelho não teriam crido no evangelho se o tivessem ouvido. Suponhamos, então, que deus tivesse ordenado o mundo de maneira que todas as pessoas que nunca ouviram o evangelho fossem exatamente essas pessoas. Neste caso, quem quer que nunca tivesse ouvido o Evangelho e fosse perdido teria rejeitado o evangelho e teria perdido, ainda que o tivesse ouvido. Assim, o ponto seguinte é possível:

5.    Deus criou um mundo que tem um equilibro ótimo entre salvos e perdidos, e os que nunca ouviram o Evangelho e estão perdidos nunca teriam crido nele, ainda que o tivessem ouvido.

Enquanto a argumentação 5 for possivelmente verdadeira, ela mostra que não existe nenhuma incompatibilidade entre um Deus todo-poderoso e todo-amoroso, e o fato de que algumas pessoas nunca ouviram o Evangelho e se perderam.



Willian Lane Craig



sábado, 22 de julho de 2017

A Verdade e a Bíblia XI - Teste Bibliográfico





O teste bibliográfico é um exame da transmissão textual que permite que os documentos cheguem até nós. Em outras palavras, como não temos os documentos originais, até que ponto são confiáveis as cópias que possuímos em relação ao número de manuscritos (MSS) e o intervalo de tempo entre o original e a cópia existente?


Podemos apreciar a enorme riqueza de autoridade dos manuscritos do Novo Testamento, comparando-a com o material textual de outras fontes antigas importantes.

A história de Tucídides (460-400 a.C.) pode ser encontrada em oito MSS datados de cerca de 900 A.D., quase 1300 anos depois de ele ter escrito. Os MSS da história de Heródoto são igualmente tardios e escassos; e até agora, como conclui F. F. Bruce: "Nenhum erudito clássico daria atenção a um argumento afirmando que a autenticidade de Heródoto ou de Tucídides é duvidosa porque os primeiros manuscritos de suas obras utilizados por nós tem mais de 1300 anos que os originais".

Aristóteles escreveu seus poemas cerca de 343 a. C., todavia, a primeira cópia que temos é datada de 1100 A. D., um intervalo de quase 1400 anos, e só existem cinco MSS.


César compôs sua história das Guerras Gálicas entre 58 e 50 a. C., e a autoridade do manuscrito repousa em nove ou dez cópias datadas de mil anos após sua morte.


Quando se trata de autoridade dos manuscritos do Novo Testamento, a fartura de material é quase embaraçosa. Depois de os primeiros manuscritos em papiro terem sido descobertos, os quais preenchiam a brecha entre os dias de Cristo e o segundo século, surgiram muitos outros MSS. Mais de 20.000 cópias dos MSS do Novo Testamento existem hoje. A Ilíada possui 643 MSS e está em segundo lugar na questão de autoridade depois do Novo Testamento. Sir Frederic Kenyon, que foi diretor e bibliotecário-chefe do Museu Britânico, uma autoridade ímpar em suas declarações sobre manuscritos, conclui: "O intervalo entre as datas da composição original e a primeira evidência existente se torna tão pequeno a ponto de ser realmente desprezível, e o último fundamento para qualquer dúvida sobre as Escrituras terem chegado até nós substancialmente como foram escritas foi agora removido. Tanto a autenticidade como a integridade geral dos livros do Novo Testamento podem ser consideradas como finalmente estabelecidas".

O erudito do Novo Testamento Grego, J. Harold Greenlee, acrescenta: "Desde que os estudiosos aceitam como geralmente dignos de crédito os escritos dos clássicos antigos, apesar de os primeiros MSS terem sido escritos tanto tempo depois dos originais e o número de MSS existentes ser em muitos casos bem pequeno, fica claro que a credibilidade do teste do Novo Testamento está igualmente assegurada".

A aplicação do teste bibliográfico ao Novo Testamento nos assegura que ele possui mais autoridade de manuscrito do que qualquer peça de literatura antiga. Somando a essa autoridade os mais de cem anos de crítica textual (comparação de manuscritos para determinar qual leitura de uma passagem específica é a mais provavelmente correta) intensiva do Novo Testamento, pode-se concluir que um texto autêntico do Novo Testamento foi estabelecido.


...


 

sábado, 15 de julho de 2017

A Verdade e a Bíblia X - Crítica de Forma



Os críticos de forma atuais dizem que o material foi transmitido oralmente até ser escrito na forma dos evangelhos, e concluíram que esses relatos tomaram a forma de literatura popular (lendas, fábulas, mitos e parábolas). Uma das principais objeções contra a ideia dos críticos de forma sobre o desenvolvimento da tradição oral é que o período da tradição oral (como definido por eles) não seria suficiente para ter permitido as alterações na tradição que esses críticos supuseram.

A. H. McNeile, ex-professor régio de Teologia na Universidade de Dublin, desafia o conceito da tradição oral dos críticos de forma.Ele salienta que esses críticos não tratam com a tradição das palavras de Jesus tão perto quanto deveriam. Na religião judaica, era costume que o estudante decorasse os ensinamentos do rabi. Um bom aluno era como "uma cisterna bem feita que não deixa vazar uma gota sequer" (Mishna, Aboth, ii, 8). Um exame minucioso de 1Coríntios 7.10, 12, 25 mostra cuidadosa preservação e a existência de uma tradição genuína do registro dessas palavras. Se confiarmos na teoria de C. F. Burny (na obra The Poetry of our Lord (A Poesia do Senhor) 1925), poderemos supor que muitos dos ensinos do Senhor estão em aramaico poético, facilitando a memorização.

Ao analisar a crítica de forma, Willian Albright escreveu: "Só os eruditos modernos que não possuem método nem perspectiva histórica podem fabricar tal rede de especulação como a que os críticos da forma usaram para cercar a tradição do evangelho". A conclusão pessoal de Albright era que "um período de vinte a cinquenta anos é muito pequeno para permitir qualquer corrupção apreciável do conteúdo essencial e até das palavras específicas dos pronunciamentos de Jesus".

A credibilidade histórica das escrituras deve ser testada pelos mesmos critérios com que se testam todos os documentos históricos. O historiador militar C. Sanders lista e explica os três princípios básicos de historiografia, ou seja: teste bibliográfico, teste da evidência interna e teste da evidência externa.



sábado, 8 de julho de 2017

A verdade e Bíblia IX - Evidência para a Credibilidade Histórica da Bíblia



O Novo testamento é a principal fonte histórica de informação sobre Jesus. Em vista disto, muitos críticos durante os séculos XIX e XX atacaram a credibilidade dos documentos bíblicos. Parece haver uma barreira constante de acusações sem nenhuma base histórica ou que se acha agora superada pelas descobertas e pesquisas arqueológicas.

Grande parte das críticas sobre os registros relativos a Jesus tem como origem as conclusões do crítico alemão F. C Baur. Baur que supôs que a maioria das Escrituras do Novo Testamento não foi escrita até o segundo século A.D. Ele Concluiu que esses escritos apoiavam-se basicamente em mitos ou lendas desenvolvidos durante o longo espaço de tempo entre a vida de Jesus e a época em que os relatos foram consignados ao papel (1212). No século XX, porém, descobertas arqueológicas confirmaram a exatidão dos manuscritos do Novo Testamento. A descoberta de manuscritos primitivos em papiro (manuscrito de John Ryland, 130 A.D.; Papiros Chester Beatty e papiros Bodmer, 200 A.D.) preencheu a brecha entre os dias de Cristo e os manuscritos existentes de uma data posterior. Millar Burrows, de Yale, diz: "Outro resultado de comparar o grego do Novo Testamento com a linguagem dos papiros (descobertos) foi o aumento da confiança na transmissão exata do texto do Novo testamento". Descobertas como essa aumentaram a confiança dos eruditos na credibilidade da Bíblia.

William Albright, o maior arqueólogo bíblico do mundo, escreve: "Já podemos afirmar enfaticamente que não existe mais base sólida para datar nenhum livro do Novo Testamento depois de 80 A.D., duas gerações completas antes da data entre 130 e 150 A.D. estabelecido pelos críticos mais radicais do Novo Testamento hoje". Ele reiterou este ponto de vista numa entrevista para a Cristianity Today. "Em minha opinião, cada livro do Novo Testamento foi escrito por um judeu batizado entre os anos 40 e 80 do primeiro século A.D. (muito provavelmente em algum período entre 50 e 75 A.D.).

Sir William Ramsay é considerado um dos maiores arqueólogos que já viveram. Era aluno de uma escola histórica alemã que ensinava que o livro de Atos foi produto de meados do segundo século A.D., e não do primeiro como pretende ser. Depois de ler as críticas modernas sobre o livro de Atos, ficou convencido de que não era um relato fidedigno dos fatos daquela época (50 A.D.) e, portanto, não merecia a consideração de um historiador. Em sua pesquisa da História da Ásia Menor, Ramsay deu portanto pouca atenção ao Novo Testamento. Sua investigação, porém, o compeliu eventualmente a considerar os escritos de Lucas. Ao observar a exatidão minuciosa dos detalhes históricos, sua atitude em relação ao livro de Atos começou a mudar gradualmente. Viu-se forçado a concluir que "Lucas é um historiador de primeira classe... este autor deve ser colocado no mesmo nível que os maiores historiadores". Levando em conta a exatidão dos menores detalhes, Ramsay finalmente admitiu que Atos não podia ser um documento do segundo século, mas na verdade era um relato de meados do primeiro século.

Muitos dos eruditos liberais estão sendo compelidos a considerar datas mais antigas para o Novo Testamento. As conclusões do Dr. John A. T. Robinson em seu livro Redating the New Testament (Redatando o Novo Testamento) são surpreendentemente radicais. Sua pesquisa o levou à convicção de que todo o Novo Testamento foi escrito antes da queda de Jerusalém em 70 A.D.




sábado, 1 de julho de 2017

A verdade e a Bíblia VIII



O Corpo foi Roubado? Outra teoria afirma que o corpo foi roubado pelos discípulos enquanto os guardas dormiam (MT 28.1-5). A depressão e a covardia dos discípulos ofereceram um argumento forte contra a ideia deles se tornarem corajosos e ousados a ponto de enfrentarem um destacamento de soldados junto ao túmulo e roubaram o corpo. Eles não estavam com disposição para tentar algo assim - supondo, além disso, que os discípulos fossem capazes de transportar uma pedra de duas toneladas morro cima sem acordar os guardas!

I.N.D. Anderson, ex reitor da faculdade de direito da Universidade de Londres, comentou sobre a opinião de que os discípulos roubaram o corpo de Cristo. "Isto seria totalmente contrário a tudo o que sabemos deles: seu ensino ético, sua qualidade de vida, sua perseverança no sofrimento e perseguição. Isso também não explicaria sua dramática mudança de escapistas abatidos e desanimados em testemunhas que oposição alguma podia amordaçar".

A teoria de que autoridades judaicas ou romanas removeram o corpo de Cristo não é uma explicação mais satisfatória para o túmulo vazio do que o roubo por parte dos discípulos. Se as autoridades ficaram com o corpo ou sabiam onde ele estava, por que não revelaram isso quando os discípulos estavam pregando a ressurreição em Jerusalém? Se estavam de posse do corpo, por que não explicaram exatamente onde ele  se achava? Por que não recobraram o cadáver, colocaram num carro e o fizeram rodar pelo centro de Jerusalém? O dr. John Warwick Montgomery comentou sobre essa possibilidade: "A ideia de que os primeiros cristãos poderiam ter inventado e espalhado tal história entre aqueles que tinham condições de refutá-la simplesmente apresentando o corpo de Jesus ultrapassa os limites da credibilidade". Tal atitude teria certamente destruído o cristianismo.