sábado, 28 de abril de 2018

A Bíblia ensina que existe um purgatório?




Alguma tradições cristãs ensinam que os cristãos que morrem em boa comunhão com a igreja, sem que tenham ainda atingido um estado de perfeição, seguirão para um lugar intermediário depois da morte, que não é nem o céu nem o inferno. Tal lugar intermediário é conhecido como "purgatório". De acordo com esta tradição, os adultos que não foram batizados e os que cometeram pecados mortais vão para o Hades, ou inferno. Algumas poucas pessoas boas (os santos) vão diretamente para o céu.

Os defensores do purgatório ensinam que ele é um período e um lugar de sofrimento - algo semelhante ao lago de fogo, mas não tão severo, e apenas temporário. A quantidade de tempo que uma pessoa passa ali depende do grau de purificação necessário, com base nos pecados que ela cometeu. O papa Gregório I ensinou que o batismo nos absolve do pecado original, porém temos de pagar por nossos pecados. Esta purificação é uma preparação da alma para o céu.

Existe alguma justificativa bíblica para a doutrina do purgatório? De modo geral, os que defendem esta doutrina citam o texto de 2 Macabeus 12.39-45 (uma passagem da Apócrifa - uma coletânea de textos que os protestantes não aceitam como parte da Bíblia). Mas este texto nada diz sobre o purgatório, e os que não aceitam a autoridade dos textos apócrifos não o achariam convincente para confirmar a doutrina, ainda que fosse parte da Bíblia. Outro texto às vezes citado é 1 Coríntios 3.10-15, onde se lê a frase "todavia como pelo fogo". Mas novamente nada existe no texto que indique que haverá um tempo e um lugar, depois da morte, em que os indivíduos serão purificados dos pecados cometidos nesta vida.

A doutrina do purgatório falha no teste bíblico, tanto na interpretação direta dos textos especificamente citados como no ensinamento geral das Escrituras. Nenhuma das passagens clássicas citadas menciona o purgatório, nem por nome nem por conceito. E, ainda mais, esta doutrina nega um dos ensinamentos fundamentais do Novo testamento - a morte de Jesus na cruz expiou todos os nossos pecados, não apenas algum pecado ou alguma desobediência que todos tenham praticado (Rm 3.21-26; 2 Cor 5.21). Todos compareceremos diante do trono do juízo de cristo, mas, por causa da expiação, aqueles que crerem e confiarem em cristo nunca enfrentarão a condenação (Rm 5.1; 8.1; 2 Co 5.10).

Chad Owen Brand



sábado, 21 de abril de 2018

Verdadeira essência





Talvez algumas pessoas se espantem com a ideia de que a "Igreja" - os discípulos reunidos - na verdade não precisa de mais pessoas, mais dinheiro, construções e programas melhores, mais ensino ou mais prestígio. Foi no período em que esses elementos se mostraram escassos ou inexistentes que o povo de Deus reunido, a Igreja, mais se aproximou de sua verdadeira essência. A única coisa de que a Igreja precisa para cumprir os propósitos de Cristo na terra é a qualidade de vida que ele torna real em seus discípulos. Com essa qualidade, a igreja prosperará em tudo o que realizar ao longo do processo de tornar clara e disponível na terra a "vida que é vida de verdade". 


A grande omissão - Dallas Willard



domingo, 15 de abril de 2018

"...Até aqui nos ajudou o Senhor." (1 Samuel 7.12)




As palavras "até aqui" são como a mão que aponta em direção ao passado. Seja por vinte ou setenta anos, ainda assim, "até aqui nos ajudou o SENHOR"! Na pobreza, na riqueza, na doença, na saúde, em casa, em outro país,na costa,no mar, na honra, na desonra, na perplexidade, na alegria, nas lutas, no triunfo, na oração,na tentação, "até aqui nos ajudou o SENHOR"! Nós nos deleitamos ao olhar adiante, para uma longa alameda de árvores. É encantador olhar de ponta a ponta do longo panorama, algo como um templo verdejante, com pilares de ramos e seus arcos de folhas; da mesma forma, olhe para os longos corredores de seus anos, para os verdes galhos de misericórdia sobre sua cabeça e os fortes pilares de bondade e fidelidade que sustentaram nossas alegrias. Não há pássaros cantando nos galhos mais distantes? Certamente deve haver muitos e todos cantam a misericórdia recebida "até aqui".

Mas as palavras também apontam adiante. Pois quando um homem chega a certo ponto e escreve "até aqui", ele não está no fim, ainda há uma distância a ser percorrido. Mais provas, mais alegrias, mais tentações, mais triunfos, mais orações, mais respostas, mais labuta, mais força, mais lutas, mais vitórias e, então, vem a doença, a idade avançada, a enfermidade, a morte. Chegou ao fim? Não! Ainda há mais que surge conforme nos aproximamos da similitude a Jesus: tronos, harpas, canções, salmos, vestes brancas, a face de Jesus, a comunidade dos santos, a glória de Deus, a plenitude da eternidade, a infinitude da felicidade. Ó tenha bom ânimo, cristãos, e com confiança grata engrandeça seu "Ebenézer", pois:

Ele que o ajudou até aqui
Ajuda-lo-á em toda a jornada.

Quando lidas à luz do céu, como será maravilhosa e gloriosa a perspectiva do seu "até aqui" aos seus olhos gratos!



C. H. Spurgeon



 

08 anos de blog… 

até aqui nos ajudou o Senhor!!


Obrigado Jesus!!




jairtomaz@olheparaacruz.com.br




sábado, 7 de abril de 2018

Luz




Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.



G. K. Chesterton