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quarta-feira, 3 de maio de 2023

 “Dormem na cama dos pais até quando querem. Largam mamadeira e chupeta quando querem. Só comem o que querem..."

E dai? Que mal faz?
Antissocial aos 11 anos.
Melhor celular a cada Natal.
Surdos com seus fones de ouvido.
Centenas de amigos virtuais.
Não pensam nos riscos.
Festa social? Se não for top, nem vou.
Alto grau de exigência. Conseguem tudo o que querem.
E dai? Que mal faz?
Os pais não precisam brincar.
O celular faz isso.
Os pais não precisam buscar nas festas.
O Uber faz isso.
Os pais não precisam cozinhar.
O Ifood faz isso.
Os pais não precisam nem educar. A escola integral faz isso.
E daí? Que mal faz?
Nem pensam que tudo o que o filho quer é "um puxão de orelha" e uma bronca: "hoje não é dia de festa! Vai comer comida que presta!" Criar filhos está "mais facil", mais cômodo, afinal, a criança resolve tudo com cliques na tela.
E daí? Que mal faz?
Ler para o filho? Cantar musica e fazer cafuné? Luxo para poucos. Os pais estão desconectados. Precisam de ajuda, mas só aceitam quando a bomba explode.
Pais e filhos sob o mesmo teto mas diálogo zero. Nem um filme juntos. Mas sempre conseguem aquela selfie de família perfeita. Afinal, o que importa é mostrar que é feliz. Ter mil curtidas.
Mal sabem o que é um jogo de tabuleiro. Pensar virou uma coisa que dói. Fazer criança pensar parece que é fazê-la sofrer.
E o que você quer ser quando crescer?
Youtuber. Blogueira. Vlogueira.
Digital influencer.
Estudar, entrar na faculdade, se especializar... imagina!! Não sei esperar.
Não sei ouvir não.
Não sei o que é frustração e rejeição.
Culpa de quem?
Ops! Não se pode falar nisso.
Não pode é mais nada.
Não pode dar palmada, não pode falar alto, nem em pé com a criança. Não pode castigá-lo. Não pode nem falar não.
E o tempo passando. Os filhos crescendo. Drogas e suicídio aumentando.
Querem tudo pra já.
Bem no esquema "venha a nós o vosso reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no Céu". E aí do adulto que não disser "amém".

bb
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sábado, 15 de janeiro de 2022

Consciência

 

Mesmo que a consciência seja uma função do coração, fatores sensíveis e espirituais desempenham um papel importante no desenvolvimento dela. Quanto a isso, o condicionamento (perceptivo) também desempenha um papel nesse desenvolvimento. Consequentemente, alguns psicólogos veem a consciência como “nada mais que” um feixe de reflexos condicionados. Todo pai está familiarizado com o papel do condicionamento perceptivo no desenvolvimento da consciência, porque eles procuram incutir certo tipo de comportamento em um filho teimoso ou mudar esse comportamento, fazendo uso de (leve) punição física. Houve um tempo em que era moda entre os psicólogos desaprovar a palmada, mas muitos deles mudaram de ideia sobre essa questão. O castigo corporal é certamente muito útil, desde que seja administrado imediatamente, de forma consistente, e que seja também explicado para a criança. Além disso, o castigo deve sempre estar de acordo com a gravidade do delito que foi cometido e deve ser acompanhado por “recompensas” (elogio, por exemplo) sempre que a crianã começar a apresentar o comportamento desejado. Podemos aprender com a sabedoria de Salomão, como expressa em Provérbios 13.24; 22.06; 23.13ss; 29.15.

Hoje nós temos provas suficientes de que alunos que foram criados com um maior grau de “liberdade” moral são mais capazes de cometer delitos e crimes do que aqueles que passaram por educação mais firme, “mais convencional”. Mas, como mencionado acima, uma educação firme significa castigo corporal seguido de explicação. Pelo fato de o homem ter uma estrutura espiritiva, ele pode ponderar sobre as próprias ações, entender por que algo é bom ou ruim, e ver o quanto pode prejudicar outras pessoas com seu mau comportamento. Além disso, ele tem um coração, por meio do qual, se ele for um renascido, poderá ver por que certos comportamentos são considerados “pecados contra Deus”. Por isso, quando uma criança tem uma educação cristã, sua consciência se forma de acordo com o modelo da Palavra de Deus revelada.

É precisamente pelo fato de a consciência poder deformar durante o processo de educação que as pessoas podem, por meio de um processo de condicionamento, adquirir “sentimentos de culpa” (sensíveis), como até mesmo os animais superiores são capazes de fazê-lo. É muito importante distinguir claramente os sentimentos desse tipo da culpa ética concreta. Podemos falar de culpa apenas quando uma lei concreta é violada. Essa “culpa” (objetiva) pode ou não vir acompanhada de um “sentimento de culpa”. E uma consciência “fraca” (1Cor 8.7, 10, 12) poderia facilmente levar à acumulação de um sentimento de culpa sem que houvesse uma culpa verdadeiramente concreta, no que diz respeito à transgressão aos mandamentos de Deus. Em algumas famílias cristãs, incute-se nos filhos todo tipo de tabus, tabus que não derivam da Bíblia, mas que, às vezes, são muito difíceis de serem superados. É também por essa razão que uma boa educação, completa e genuinamente bíblica, é tão difícil de ser dada, ainda que seja de máxima importância. O poeta, autor do livro de provérbios, não apenas estava familiarizado com as palmadas, mas também pôde, em íntima relação com seu filho, dizer: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos […]. Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal” (Pv 3.1, 5-7).  

 

Coração e alma – uma perspectiva cristã da psicologia - p. 106, 107

Willem Ouweneel