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sábado, 4 de abril de 2020

#santos

A Bíblia diz que  o espírito de alguém, não importa se boa ou má em vida, depois que morre não vê os vivos, não fala com os vivos, não houve os vivos e vice versa. Então não há o que se falar em orar para ou por alguém que já morreu, seja o grande Apóstolo Paulo ou a mãe de Jesus e seus irmãos, Maria. Simples assim.
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Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;
E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.
E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.
E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,
Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.
Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.
E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.
Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.


Lucas 16:19-31 

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E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,

Hebreus 9:27



sábado, 15 de fevereiro de 2020

#reencarnação

Uma das maiores ofensas para o orgulho humano é a salvação pela graça. Descobrir que não existe nenhum meio de se redimir e ser obrigado a confiar na misericórdia de alguém constitui uma ofensa para o orgulho humano. É mais cômodo para o homem procurar um meio para pagar pelas suas ofensas e pecados do que receber alguma coisa de graça. Por isso, a teoria da reencarnação tem um apelo tremendo ao orgulho humano. O apelo do espiritismo está na sua aparência "racional", dando oportunidade ao homem pagar pelos seus erros e se autorredimir, fornecendo ainda uma aparente explicação ao problema do sofrimento e da injustiça.

É triste ver o ser humano satisfazendo-se com a explanação barata de que se está, nesta vida, pagando pelas falhas e pecados do passado (de gerações anteriores) através do sofrimento; ou, através de uma boa vida, desfrutando de prêmios pelas virtudes da reencarnação anterior.

Ainda que seja aparentemente "racional" e muito antiga, a doutrina da reencarnação é uma das maiores ilusões e mentiras do diabo. Ela é frontalmente contrária ao que Deus preparou para o ser humano: ela invalida totalmente o que Deus proveu aos homens, através de Cristo. A teoria da reencarnação despreza e nulifica totalmente o que Deus fez na cruz do Calvário, através de Jesus Cristo. A verdade central da Bíblia, a encarnação do próprio Deus na forma humana, sua morte expiatória e ressurreição, é esquecida. Essa doutrina Nega totalmente a revelação em Cristo Jesus.


Neusa Itioka.



sábado, 10 de setembro de 2016

A Bíblia ensina que os humanos são mais que seus corpos?




Ao longo da história, muitos cristãos creram "nas almas dos homens e dos animais", usando uma expressão de Gottfried Wilhelm Leibniz. Os animais e os humanos são compostos de uma entidade não material - uma alma - e um corpo. A principal ênfase da Bíblia está na unidade funcional e holística do ser humano. Mas esta unidade inclui uma distinção dualista entre corpo e alma. A alma humana, imortal por natureza, é capaz de entrar em um estado intermediário e desencarnado depois da morte, e ser depois reunida a um corpo ressuscitado. Em contraste, as almas dos animais não refletem a imagem de Deus e muito provavelmente não sobrevivem à morte.

O dualismo apresenta duas correntes principais de argumentação: termos antropológicos bíblicos e o ensinamento bíblico sobre a vida após a morte.

1. Termos antropológicos do Antigo Testamento. Os termos antropológicos bíblicos exibem uma ampla variedade de significados, e por isso devemos nos preocupar em interpretar cada ocorrência em seu contexto. Os dois termos mais importantes do Antigo Testamento são nephesh (frequentemente traduzido como alma) e ruach (frequentemente traduzido como "espírito").
As vezes, nephesh se refere a Deus como um ser imaterial e transcendente, onde se concentram mente, vontade, emoções, etc. (Jó 23.13; Am 6.8). Isto se aplica, de maneira similar, aos humanos (Dt 6.5; 21.14; Pv 21.10;Is 26.9; Mc 7.1) e também se refere à entidade vital que torna todas as coisas vivas (Sm 30.3; 86.13; Pv 3.22). Finalmente, nephesh se refere ao centro continuado da identidade pessoal, que parte para a vida após a morte, depois do último suspiro (Gn 35.18; cf. 1Rs 17.21,22; Sl 16.10; 30.3; 49.15; 86.13; 139.8; Lm 1.1). A Bíblia fala regularmente de morte e ressurreição em termos de partida e do retorno da alma. Na realidade, o problema da necromancia, por toda a história de Israel (o costume de tentar se comunicar com os mortos no seol, confira Dt 18.9-14, 1Sm 28.7-25) parece pressupor a ideia de que as pessoas continuam a viver vidas conscientes depois da morte de seus corpos.
Ruach, palavra frequentemente traduzida como "espírito", às vezes significa um poder vital, que imbui alguma coisa, e a anima, e lhe dá vida e consciência. Assim, a ruach no homem é formada por Yahweh (Zc 12.1), se origina dele e retorna a Ele, sendo o que dá a vida ao homem (Jó 34.14). Em Ezequiel 37, deus toma ossos secos, reconstitui corpos humanos de carne, e então adiciona uma ruach a esses corpos, para torná-los pessoas vivas (Gn 2.7). Não existe ruach em ídolos físicos, e por isto eles não podem se levantar e ganhar consciência (Jr 10.14; Hc 2.19). Ruach também se refere a um ser independente, invisível, consciente, como quando deus emprega um espírito para realizar algum propósito (1Rs 22.21-23; 2Rs 19.7). Neste sentido, Yahwed é chamado de Deus dos espíritos de toda carne (Nm 27.16;cf. 16.22).  Aqui, "espírito" significa um ser individual e consciente, distinto do corpo. Além disto, ruach também se refere à sede de vários estados de consciência, incluindo a vontade (Dt 2.30; Sl 51.10-12; Jr 51.11), o pensamento (Is 29.24), a emoção (JZ 8.3; 1Rs 21.4), e  condição moral ou espiritual de uma pessoa (PV 18.14; Ec 7.8).

2. O que o Antigo Testamento diz sobre a vida após a morte. O Antigo Testamento retrata a sobrevivência individual depois da morte física, em uma forma desencarnada. Os mortos no seol são chamados rephaim. O ensino do Antigo Testamento sobre a vida após a morte é mais bem interpretado em termos de uma forma reduzida, embora consciente, de sobrevivência pessoal desencarnada, em um estado intermediário. Em primeiro lugar, o Antigo testamento comumente retrata a vida no seol como letárgica, inativa, e semelhante a um estado de coma inconsciente (Jó 3.13; Sl 88.10-12; 115.17,18; Ec 9.10; Is 38.18). Todavia, ele também descreve os mortos no seol como em meio a suas famílias, despertos e ativos (is 14.9,10). Em segundo lugar, as Escrituras hebraicas proíbem claramente a prática da necromancia (a tentativa de comunicação com os mortos - Lv 19.31; 20.6; Dt 18.11; 1Sm 28; Is 8.19 - versão NTLH). Em terceiro lugar, de acordo com o Antigo Testamento, a nephesh - uma pessoa consciente sem carne e sem ossos - parte para Deus na morte (SL 49.15).

3, Termos antropológicos do Novo Testamento. Várias passagens do Novo Testamento usam pneuma (espírito) ou psyche (alma) em um sentido dualista. Hebreus 12.23 se refere aos seres falecidos, mas existentes, na Jerusalém celestial, como "os espíritos dos justos aperfeiçoados". Apocalipse 6.9-11 se refere aos santos mortos como as "almas" dos mártires que estão em estado intermediário, esperando pela ressurreição final (20.5,6). Vários textos se referem à morte como "entregar o espírito" (Mt 27.50; Lc 23.46; 24.37; Jo 19.30). Mateus 10.28 diz, "não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo". Neste texto, psyche parece se referir claramente a algo que pode existir sem o corpo.

4. O ensinamento do Novo Testamento sobre o estado intermediário. Certas passagens do Novo Testamento parecem afirmar um estado intermediário e desencarnado entre a morte e a ressurreição final. Por exemplo, há a passagem da transfiguração (Mt 17.1-13), em que Elias (que nunca morreu) e Moisés (que tinha morrido) aparecem a Jesus. A maneira mais natural de interpretar este texto é com o entendimento de que Moisés e Elias continuavam a existir (Moisés não foi recriado para este evento), e foram tornados temporariamente visíveis. Assim, a passagem da transfiguração parece sugerir um estado intermediário e desencarnado.

Em Lucas 23.43, Jesus prometeu ao ladrão n cruz, " hoje estarás comigo no Paraíso". A palavra "hoje" deve ser interpretda no seu sentido natural, ou seja, significando que o homem estaria com Jesus naquele mesmo dia, no estado intermediário, depois de suas mortes.

Em 2 Coríntios 5.1-10, e Filipenses 1.21-24, Paulo se referiu a um estado posterior à morte, e anterior à ressurreição, em que as pessoas tem uma exist~encia consciente e desencarnada ("nua", "despida") na presença de Deus.

Em 2 coríntios 12.1-4, Paulo admitiu que, durante uma experiência visionária, ele não sabia se estava em seu corpo ou se estava temporariamente desencarnado. Como Paulo se considerava como alma/espírito unido a um corpo, o futuro estado desencarnado era uma possibilidade real para ele.


J P Moreland



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A bíblia ensina a reencarnação?

A resposta é, simplesmente não. Quando proponentes da reencarnação alegam que certos textos bíblicos ensinam a preexistência da alma ou a reencarnação, estão abordando tais textos superficialmente, e as suas interpretações se dissolvem sob um escrutínio mais intenso.


A reencarnação (hinduísmo) ou o renascimento (budismo) é parte da filosofia oriental. Na Bhagavad Gita, Krishna fala que "passou por muitos nascimentos", e o que colhemos nesta vida (Karma) resulta do que semeamos em vidas passadas. Contudo, razões bíblicas, teológicas e filosóficas minam a reencarnação.

Se uma pessoa reconhece a autoridade e a narrativa da Bíblia, prontamente reconhecerá que a doutrina oriental da reencarnação é inaceitável. Muitos que afirmam que a reencarnação aparece na bíblia continuam crendo na reencarnação, de qualquer maneira, com ou sem o respaldo da bíblia. Eles veem a reencarnação em versículos isolados (como declaração sobre "nascer de novo", em João 3), sem respeitar o contexto bíblico ou a perspectiva do autor. Ao fazer isto, não respeitam o texto bíblico como gostariam de ver os seus próprios textos orientais respeitados. (E se nós lêssemos ressureição corpórea em seus textos?)

Cada um de nós deve morrer e então ser julgado por Deus (Hb 9.27). Quando Deus disse a Jeremias que Ele o conhecia antes que ele se formasse no ventre de sua mãe (Jr 1.5), isto não demonstra preexistência nem reencarnação, somente indica a presciência e soberania de Deus. Observe que Jeremias não disse: "Antes que eu me formasse no ventre de minha mãe, eu te conheci, Deus". Isto consistiria de um caso persuasivo em favor da preexistência! Além disto, a pergunta dos discípulo, se o homem cego de nascença tinha pecado antes do nascimento (Jo 9.2), não expressa reencarnação, mas, na verdade, reflete a crença rabínica de que um feto poderia pecar enquanto estava no útero de sua mãe (cf. Genesis Rabbah 63.6).

Adicionalmente, o evento historicamente confirmável da ressurreição corpórea de Jesus mina a reencarnação. A visão bíblica da vida após a morte é radicalmente diferente da visão das filosofias orientais. A verdadeira imortalidade não é a erradicação ou "extinção" (mokska) do ser, nem sua absorção pelo Brahman, como uma gota no oceano. Receber imortalidade é receber um corpo físico imortal e incorruptível (! Co 15.53, 54). É um corpo espiritual (isto é, um corpo animado sobrenaturalmente pelo Espírito Santo), em lugar de um corpo natural (animado por uma alma humana). A imortalidade significa estar para sempre em união com Deus, e viver na presença de Deus com este novo corpo, no novo céu e na nova terra - sem perder a identidade individual.

Teologicamente, a graça e o perdão de Deus minam o karma. Nós não precisamos suportar a pesada carga da culpa e da vergonha, porque Jesus Cristo a absorveu toda por nós. E se a reencarnação for verdade, por que ajudar os não privilegiados? Eles não estão recebendo o que merecem - ou seu karma?

Apesar de supostas "evidências" em favor da reencarnação, os argumentos que afirmam que uma pessoa viveu vidas anteriores podem ser explicadas por atividade demoníaca (At 16.16-18). Uma pessoa que tem acesso a informações sobre a vida anterior de outra pessoa não quer dizer que esta foi sua própria vida. Um médium pode afirmar ter conhecimento de um crime, mas isto não significa que ele o cometeu!

São muitos os problemas filosóficos com a reencarnação: (1) Os que se "lembram" de vidas passadas tendem a estar concentrados no Oriente (onde se ensina a reencarnação), e não por todo o mundo (como poderíamos esperar); (2) Se nós nos esquecemos de nossas vidas passadas, qual é o propósito da reencarnação para o aprimoramento próprio? (3) Supondo que a reencarnação existisse (com uma série passada infinita de renascimentos), então todos nós teríamos tempo abundante para alcançar a perfeição. Por que não a temos? (4) A reencarnação não soluciona o problema do mal, como afirmam alguns, mas apenas o adia infinitamente (e, em algumas escolhas de pensamento orientais, o mal é apenas uma ilusão); (5) A reencarnação torna incoerente a noção oriental do monismo, que afirma que todas as coisas são uma só, sem distinção, pressupondo distinções entre (a) almas individuais, (b) os karmas de almas individuais que ainda não alcançaram esclarecimento, (c) os esclarecidos e não não esclarecidos, e (d) almas individuais e aquele (a realidade suprema).

Paul Copan