sexta-feira, 15 de junho de 2012




02/06/2012



Leia trecho da entrevista que o pastor Silas Malafaia concede a Pedro Dias Leite, nas “Páginas Amarelas” da VEJA desta semana. A íntegra está na edição impressa da revista.
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Com trinta anos de programas de televisão e vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), entidade que congrega cerca de 8 500 pastores de quase todas as denominações evangélicas, o pastor Silas Mala-faia, 53 anos, é um dos mais respeitados televangelistas brasileiros. Sua pregação condena o aborto, o uso de drogas e o que enxerga como aumento dos privilégios dos homossexuais. Malafaia ensina que Deus ajuda as pessoas a progredir, mas desde que elas façam sua parte: “Quem ganha 1.000 reais não pode querer gastar 1.100. Não adianta depois esperar que Deus tire o nome do sujeito do cadastro de maus pagadores”.
(…)


A que o senhor atribui o crescimento do número de evangélicos no Brasil?

O Evangelho não é algo litúrgico, para ser dissecado em um culto de duas horas. A grandeza do Evangelho está no fato de ser algo que pode ser praticado. A Bíblia é o melhor manual de comportamento humano do mundo. As igrejas evangélicas têm pregado uma mensagem de grande utilidade para a vida das pessoas também depois do culto. Esse é o grande segredo. De que adianta eu fazer o meu fiel ficar duas horas dentro de um templo se, quando aquilo acaba, nada muda nas relações dele com a família, com o trabalho e na vida social? Nós pregamos uma mensagem que condiciona a prática da pessoa no seu dia a dia. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância”. Ele fala da vida terrena nessa passagem.
(…)


A ênfase dos pastores em arrecadar dinheiro dos fiéis não é muito suspeita?

Existe um preconceito miserável em relação aos evangélicos, que costumam ser descritos como bandos de idiotas, tapados, semianalfabetos, manipulados por espertalhões dedicados a arrancar tudo o que querem deles. Engana-se quem os enxerga assim. Manipulação e exploração existem em todo lugar. Tem muito bandido por aí. Mas esses malandros não conseguem segurar o povo. A distância que me separa de um Edir Macedo, por exemplo, vai do Brasil à China, mas é um erro achar que todo mundo que dá dinheiro à igreja dele, a Universal, é imbecil ou idiota. Claro que não é. A pessoa doa porque se sente abençoada, porque se libertou da bebida, vício que consumia todas as economias dela e que a deixava sem condições até de pagar a conta de luz. Ninguém é obrigado a ofertar. Mas, se quer ser membro, se quer pertencer ao grupo, tem de ajudar. Estou construindo uma igreja linda, com ar-condicionado central, ao custo de 4 milhões de reais. Ela será paga com ofertas dos fiéis, pois, obviamente, não vai descer um anjo do céu e dizer “Malafaia, está aqui um cheque de Jeová, preencha e deposite”. Quem critica os pastores deveria mesmo é agradecer às igrejas evangélicas. Desafio qualquer um a me apresentar uma entidade que recupere mais pessoas do que as igrejas evangélicas.
(…)


Tem muita gente pragmática que já chega à igreja acreditando que vai aprender como subir na vida?

Tem, mas, se o objetivo fosse apenas subir na vida, não teria rico na igreja. Na minha tem gente pobre, mas também tem desembargadores, membros do Ministério Público, doutores, empresários. Mas dinheiro não é tudo. Se fosse, rico não daria tiro na cabeça, não tomaria remédio de tarja preta. Mesmo que muita gente pense que não deu certo na vida porque Deus não quis, a lógica de buscar amparo em uma igreja não é essa. A pessoa que transfere suas incompetências para Deus está equivocada. Quando um fiel me procura e pede “pastor, ore por mim porque o diabo está roubando as minhas finanças”, eu mando parar com conversa fiada. Se uma pessoa sempre gasta mais do que ganha, a culpa é dela mesma. Não pensem que Deus vai ficar cuidando das pessoas como se elas fossem bebês.
(…)


A sua atuação contra o projeto que criminaliza a homofobia em debate no Congresso foi contundente. Mas influir em leis é papel de um religioso?

Se não fosse assim, a casa tinha caído. Essa lei é a lei do privilégio. O Brasil não é homofóbico. Eu separo muito bem os homossexuais dos ativistas gays. Esses últimos querem que o Brasil seja homofóbico para mamar verba de governo, de estatais, é o joguinho deles. Homofobia é uma doença. Ódio aos homossexuais, querer matá-los ou agredi-los é uma doença. Agora, opinião não é homofobia.  (…). A lei que estão propondo é uma lei da mordaça. Se não aprendermos a respeitar a liberdade de expressão, será melhor mandar fechar a conta para balanço.
(…)


Qual a sua posição sobre o projeto que propõe a descriminação do uso de drogas e que deve chegar ao Congresso ainda neste mês?

Espero que o Senado e a Câmara joguem no lixo essa porcaria. Perderam o juízo. Não existe lógica em liberar o consumo de drogas e penalizar o traficante. Então eu estou desconfiado de que vai vir um marciano vender drogas aqui, um intergaláctico. Olhe a hipocrisia!
(…)




quarta-feira, 13 de junho de 2012

Você o conhece?


Meu Rei é...


A bíblia diz que o meu rei é um rei de sete facetas. É o rei dos judeus; portanto, um rei racial. É o rei de Israel; ou seja, um rei nacional. É o rei da justiça. O rei das eras. O rei do céu. O rei da glória. O rei dos reis. Além de ser um rei de sete aspectos, ele é o Senhor dos senhores. Esse é o meu rei. Quero agora perguntar, você o conhece?
[...]



Davi disse: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Sl 19.1). O meu rei é um rei soberano. Medida alguma pode definir seu amor ilimitado. Nem o mais poderoso telescópio construído pelo homem pode tornar visíveis as fronteiras infinitas de seu poder. Nenhuma barreira pode impedi-lo de derramar suas bênçãos.

Ele e sempre forte. Inteiramente sincero. Eternamente fiel. Imortalmente gracioso. Infinitamente poderoso. Imparcialmente misericordioso. Você o conhece?
[...]

Ele é o maior fenômeno que já cruzou o horizonte deste mundo. É o filho de Deus. O salvador dos pecadores. O eixo da civilização. Ele permanece na solicitude de Si mesmo. É autêntico e é único. Não tem paralelos nem precedentes.

É a ideia mais elevada na literatura. É a maior personalidade na filosofia. É o problema supremo na alta-crítica. É a doutrina fundamental da verdadeira teologia. É o milagre das eras. Sim, Ele é. É o superlativo de tudo que é bom que você escolha chamá-lo. É o único qualificado para ser nossa toda-suficiência. Pergunto a mim mesmo se você o conhece hoje.

Ele dá força aos fracos. Está a disposição dos que são tentados e provados. Tem compaixão e salva. Fortalece e sustenta. Guarda e guia. Cura os doentes. Purifica o leproso. Perdoa o pecador. Quita os devedores. Livra os cativos. Defende os fracos. Abençoa os jovens. Serve aos desventurados. Cuida dos idosos. Recompensa os diligentes. E confere beleza aos mansos. Será que você o conhece?

Este é o meu rei. Ele é a chave do conhecimento. A fonte da sabedoria. A porta do livramento. O caminho da paz. A estrada da justiça. A vereda da santidade. A porta da glória. Você o conhece?

Seu cargo é multiforme. Sua promessa é certa. Sua vida é incomparável. Sua bondade é ilimitada. Sua misericórdia eterna. Seu amor nunca muda. Sua palavra é suficiente. Sua graça basta. Seu reino é de justiça. “Seu jugo é suave e seu fardo é leve” (Mt 11.30). gostaria de poder descrevê-lo para você.
[...]

Ele é indescritível. É incompreensível. É invencível. É irresistível. Você não consegue tirá-lo da mente. Não pode tirá-lo da mão. Não pode sobreviver a Ele e não pode viver sem Ele. Os fariseus não O suportavam, mas descobriram que não podiam detê-lo. Pilatos não conseguiu encontrar qualquer falta nele. Herodes não pôde matá-lo. A morte não O deteve e o sepulcro não conseguiu segurá-lo. Esse é o meu rei!



E teu é o reino e o poder e a glória para sempre, sempre e sempre! Quanto tempo é isso? Sempre e sempre! Quando você terminar todos os sempres, então amém! Deus Todo-Poderoso! Amém!



Estraído do Livro “O glorioso aparecimento” de Tim Lahaye & Jerry Jenkins. Págs 32, 33 e 34


segunda-feira, 11 de junho de 2012

O inferno é justo


Inferno -- Reflexões





Inferno: conceito

Para responder a esta questão é necessário que identificar o que significam os conceitos de Paraíso e Inferno. Estes não podem ser "locais" no sentido estrito do termo, pois são estados metafísicos, e portanto supra espaço e tempo. Estes estados se referem a uma condição de maior ou menos proximidade em relação a Deus. Na doutrina cristã, Paraíso é um estado consciente de Proximidade e União com Deus. Inferno é um estado consciente de distância e desunião com Ele.


Ora, se Deus é A Realidade, o SER, único que tem real existência, todos os outros existindo apenas na medida em que participem deste SER Absoluto(conceito cristão de Deus), segue-se que o Paraíso é um estado mais pleno de ser. O ente que se une conscientemente a Deus tem maior participação na Realidade Absoluta e é, então, mais pleno e real ele mesmo. O Paraíso nada mais é do que um estado de união com o Absoluto, e, portanto, um estado superior de existência(Daí: ”Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”).


O Inferno é o contrário disto, é um estado inferior de existência na medida em que é o grau da distância de um ente em relação ao SER.


Salvação da alma é um conceito que remete à idéia de união com o Absoluto. A alma está salva quando participa da Natureza Divina em máxima semelhança com Ela, podendo vivenciá-la sem intermediários.


Falta definir mais um conceito antes de entrar no assunto específico do tópico: O que os Patriarcas, que escreveram sobre a Justiça Divina considerando-a um atributo divino, queriam dizer com o termo?


 II: Justiça Divina em relação a Criação
Nos textos da Antiguidade Clássica e dos Patriarcas cristãos, bem como nos dos pensadores hebreus, a Justiça Divina tem, para além dos aspectos morais(que estão englobados na análise que eu vou fazer), os seguintes significados:


1)A Criação é um Cosmos, ou seja, Ordem. O caos indiferenciado e homogêneo é o contrário de criação, pois esta pressupõe uma multiplicidade de entes que interagem uns em relação aos outros em determinada forma organizacional. As metáforas utilizadas pelos antigos para falar a respeito da Criação eram as de um organismo. Um organismo é Uno em sua Totalidade, mas múltiplo devido a sua complexidade. Em um organismo, a ordenação de suas múltiplas partes têm de contribuir para a Unidade Total. Se não contribuírem, a unidade, ou seja, o organismo, entra em crise e morre. Em outras palavras, deixa de existir.


Ora, O Cosmos(a criação entendida em toda a sua totalidade e unidade espaço temporal, e não apenas atual) é também um organismo, cujas partes têm de contribuir para o seu sentido geral. Justiça é justamente a atividade ordenadora das diferentes partes do Cosmos, de modo que este se sustente no tempo e espaço, em vez de voltar ao Caos, ou seja, a fim de evitar que o Cosmos morra, ou que não cumpra seu sentido último, sua finalidade.


A Justiça de Deus é, então, uma atividade pela qual Ele, exercendo uma ordenação absolutamente correta das partes do organismo cósmico, sustenta a existência do mesmo de modo que este possa chegar ao seu fim, cumprir sua finalidade. 


Este é o primeiro significado da Justiça Perfeita Divina: Aquela que impede que o Caos, o retorno a matéria indiferenciada(a matéria prima dos escolásticos), se implante devido a uma má ordenação das partes em relação ao Todo. Se Deus não ordenasse o Universo, o Cosmos não existiria, pois é esta atividade ordenadora, que mantém a diferenciação entre os entes, e a existência, portanto, de cada um deles e do Todo(Criação) do qual fazem parte.


III: A Justiça Divina é também Amor
A Justiça Divina é Perfeita porque sua atividade ordenadora é tal que impede um desequilíbrio entre as partes de modo que se instaure uma doença que leve o organismo cósmico à morte. Em outras palavras, a Justiça Divina mantém cada coisa em seu lugar, a fim de que elas(cada uma delas e a totalidade delas) possuam existência e que o Cosmos como um todo cumpra a finalidade para o qual ele existe.


Este é um ponto que considero muito importante: A Justiça de Deus não está, então, separada de Seu amor(o que é óbvio: todos os atributos de Deus são, na verdade, um só, já que a Essência Divina é absolutamente simples e Una): O exercício de Justiça garante a existência de cada ser.


IV: A Justiça aplicada ao indivíduo
2)O segundo significado de Justiça não é diferente deste primeiro, mas apenas sua aplicação a nível individual. Neste caso, a Justiça é a atividade Divina que mantém cada ente em uma correta relação com o Todo. É a atividade que não permite que um ente introduza, por sua ação, um desequilíbrio tal que afete o Cosmos, comprometendo a sua existência.


No caso de seres com livre arbítrio, a Justiça atua de forma tal que, apesar(e por meio) do exercício da liberdade, seja qual for a escolha singular que daí advenha, esta seja sempre reequilibrada, ou não deixe de estar harmonizada, em relação ao Todo final e seu sentido último. 


Se Deus permitisse que a ação de uma parte comprometesse a existência de outras, Sua Justiça não seria Perfeita, pois sua atividade ordenadora teria sido vencida pelo caos gerado por tão somente uma parte.



Ao mesmo tempo, Ele ordena as conseqüências desta escolha atuando sobre o ser que a realizou de modo que ele ganhe um novo lugar, uma nova posição, no ordenamento geral das coisas. Ou seja, uma nova posição no Cosmos.


Em virtude de suas próprias escolhas, e da atividade ordenadora de Deus (Justiça), cada ser com livre arbítrio decide sua própria posição, seu próprio lugar atual, no Todo da Criação. Assim a Justiça é cumprida tanto a nível individual quanto a nível Cósmico, ou total.Cada ser com livre arbítrio decide sua posição no ordenamento geral do Cosmos. Ao mesmo tempo o Cosmos não tem sua existência comprometida, pois continua ordenado de modo que possa cumprir o fim pelo qual foi criado. Deus é então Justo. Mais ainda: Perfeitamente Justo.


A Justiça de Deus é, então, Amor, ao mesmo tempo que dá ao homem a liberdade para se utilizar deste amor gratuitamente oferecido do modo como quiser.


Vou abordar agora o tema específico do tópico, a questão da Justiça do Inferno:


V: o limitado não pode conhecer o Absoluto
Aplicando o conceito de Justiça, pelo qual um ser com livre arbítrio escolhe sua própria posição no ordenamento geral da criação, vou tentar responder a questão se não há o caso de um homem, por seus próprios méritos, realizar sua salvação – a união consciente com o Absoluto em máxima semelhança com Ele.


Vou então abordar a Justiça do Inferno por meio da avaliação da possível Justiça do seu estado oposto, ou seja, o Paraíso.


Em ouras palavras: um homem, poderia, por meio da obediência à Justiça Divina, e através mesmo dela, alcançar a posição, ou o estado, de união com o Absoluto em máxima semelhança com Ele(Salvação da Alma)?


Sendo Deus Absoluto e Infinito, como um ente pode alcançá-lo e unir-se a Ele sem intermediários de qualquer espécie? Pode o homem alcançar o Absoluto? Ora, o homem é um ser limitado(ou, dizendo teologicamente, pecador).Daí se conclui que se algum homem alcançar, por seus próprios méritos, o Absoluto, este não é realmente Absoluto, pois pode ser alcançado (há diversas formas teológicas de se afirmar isto, enfatizando o aspecto moral: Se um pecador enquanto tal fosse admitido no Paraíso isto violaria a Santidade de Deus - o limitado não pode alcançar o Ilimitado).


O Absoluto, por sua própria Natureza, é Ilimitado. Como um homem poderia romper sozinho as suas limitações de ser criado e cósmico e se unir ao Ilimitado? Se por mais infinita que for a existência de uma alma algo nela faltar para que ela se una ao Infinito e Ilimitado, este algo, em virtude do próprio conceito de Absoluto, será sempre um infinito. Um ser limitado, por mais que acresça e some a si mesmo, jamais alcançará o Ilimitado. Da mesma forma, uma soma de finitos, não pode dar por resultado o Infinito, pois este é ausência de finitude, e não a totalidade dos finitos.


VI: O Inferno é Justo
Nenhum ser humano tem, em si próprio, capacidade de romper a barreira de suas limitações e vivenciar diretamente a Realidade Última (salvação da alma). Os seres humanos não podem, em virtude de suas imperfeições, atingir o estado necessário para alcançarem a natureza íntima do SER, participando dela, e realizando em si a Vida Eterna(dizendo teologicamente, nenhum de nós tem capacidade ou mérito para "ver Deus face a face")


A conclusão é: Não é possível apenas pelo rigoroso cumprimento da Justiça a união com o Absoluto. 


É injusto então que os homens não se salvem? Não, pelo contrario! A não união com o Absoluto advém da rigorosa aplicação da Justiça Divina. Por isto mesmo é justo que ninguém se salve, ou seja, que ninguém se una com o Absoluto.


Ninguém pode ir ao Absoluto pela aplicação da Justiça, ou dizendo em termos teológicos, ninguém pode por méritos próprios vivenciar o Paraíso, e ver Deus face a face.Pela rigorosa aplicação da Justiça Perfeita, estamos todos "condenados" a não participarmos conscientemente de Deus e, portanto, permanecermos em um estado inferior de existência, desprovidos de vida plena. E tudo que não é plenitude de vida é, em alguma medida, morte e impermanência. 


Resta uma última pergunta: Deus nos criou sem condições de vivenciá-lo diretamente?


VII: O Homem é Livre
A resposta cristã é não: A Queda, por meio da qual o homem se afastou de Deus, se deu por livre arbítrio humano. Além disto, pode ser suplantada também pela aplicação desta mesma liberdade. Mas não por meio da Justiça tão somente (entendendo este conceito de maneira analítica), e sim pelo da Graça. Mas isto é outro papo.


Concluindo: O inferno, estado metafísico possível do homem após a morte, é absolutamente justo. Não é um ato de crueldade, muito pelo contrário: é também um ato de amor. 


A Justiça Divina ordena os entes que se recusam a vivenciá-lo de maneira consciente em um estado condizente com esta escolha. 


Mantém a existência dos entes que se recusaram a participar conscientemente do SER, o único subsistente por Si mesmo, e sem o qual nada tem real existência: Logo após o Juízo Final, cada ser deste, mesmo não participando dos "Novos Céus e Nova Terra", continuará a existir já que Deus está presente, por meio de Sua Justiça, tb no Inferno.(ou seja, aqueles que condenam a si mesmos não retornam ao nada).                 


E, sendo eu sim um pouquinho cruel: Deus dá a cada homem a oportunidade de se livrarem da consciência da Presença do próprio Deus, eternamente. E tem gente que ainda diz que Ele é tirano. Muito pelo contrário :)






segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pronto para a surpresa?


O coração da Humanidade


Nossos corações parecem tão distantes do dEle. Ele é puro; somos gananciosos. Ele é pacificador; somos contenciosos. Ele tem um propósito; nós somos distraídos. Ele é agradável; somos irritantes. Ele é espiritual; somos materialistas. A distância entre nossos corações e o dEle parece imensa. Como podemos anelar ter o coração de Jesus?



Pronto para a surpresa? Você já tem. Você já possui o coração de Cristo. Por que está me olhando dessa forma? Eu mentiria para você? Se alguém está em Cristo, já possui o coração de Cristo. Uma das maiores, porém desapercebidas, promessas de Cristo é esta: se você entrega sua vida a Jesus, Ele entrega-se a si mesmo por você. Ele faz de seu coração a sua própria casa. Seria difícil ser mais sucinto do que Paulo: “Cristo vive em mim” (Gl 2.20).

Mesmo correndo o risco de ser repetitivo, permita-me sê-lo. Se você já entregou sua vida a Jesus, Jesus já habita em você. Ele já mudou, desfez suas malas e está pronto para transformá-lo “de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3.18). Paulo explica isso com estas palavras: “Mas por estranho que pareça, nós, cristãos, possuímos efetivamente dentro de nós uma dos próprios pensamentos e da mente de Cristo” (1Co 2.16, A Bíblia Viva).

Estranho é a palavra! Se eu tenho a mente de Cristo, por que ainda penso tão como eu? Se tenho o coração de Cristo por que ainda carrego as dificuldades de Max? Se Jesus habita em mim, por que ainda detesto os congestionamentos?

Parte da resposta é ilustrada em uma história sobre uma senhora que possuía uma pequena casa no litoral da Irlanda na virada do século. Ela era rica, porém econômica. Então as pessoas ficaram surpresas quando ela decidiu estar entre os primeiros que teriam eletricidade em sua casa.

Várias semanas após a instalação, um leitor de medição apareceu à porta. Ele perguntou se a eletricidade estava funcionando bem e ela respondeu que sim. “Estou intrigado, e gostaria que a senhora me explicasse uma coisa”, disse ele. “Seu medidor demonstra que a senhora quase não utiliza a eletricidade!”

“Certamente”, respondeu ela. “Todos os dias, quando o sol se põe, ligo minhas luzes tempo suficiente para acender meus candelabros; então eu as desligo”.

Ela possui eletricidade mas não a utiliza. Sua casa está conectada, porém permanece inalterada. Será que não cometemos o mesmo erro? Nós também – salvos, embora com o mesmo coração – estamos conectados, porém permanecemos inalterados. Confiando em Cristo para a salvação, mas resistindo à transformação. Nós ocasionalmente ligamos o interruptor, entretanto, na maior parte do tempo, optamos pelas sombras.

O que aconteceria se deixássemos as luzes ligadas? O que aconteceria se não apenas ligássemos a luz mas vivêssemos na luz? Que mudanças ocorreriam caso persistíssemos na tarefa de descansar no esplendor de Cristo?

Não duvide: Cristo possui planos ambiciosos para nós. O mesmo que salvou a sua alma anseia remodelar seu coração. Seu plano é nada  menos do que uma total transformação: “... para serem conforme a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29). “... e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.10).

Deus está pronto a moldar-nos à semelhança do Salvador. Devemos aceitar sua oferta? Eis minha sugestão. Vamos imaginar o que significa ser simplesmente como Jesus. Vamos nos aprofundar no coração de Cristo. [...], refletindo sobre sua intimidade com o Pai, admirando seu foco central, ponderando acerca de sua paciência. Como Ele perdoou? Quando Ele orou? O que o fez tão agradável? Por que Ele não desistiu? Precisamos estar “olhando para Jesus” (Hb 12.2). Talvez, ao vê-lo, possamos perceber em que podemos nos tornar.

Max Lucado – Simplesmente Como Jesus.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

é tão duro para essas criaturas perseverarem.




Sinais de atrito
(O Diabo recomenda que seu aprendiz use o tempo para desgastar uma alma)




O INIMIGO protegeu o paciente de você na primeira grande onda de tentações. Mas, se ele pelo menos 

pudesse ser mantido vivo, você teria o próprio tempo como seu aliado. Todos aqueles longos, chatos e 

monótonos anos de prosperidade ou adversidade da meia-idade representam uma excelente ocasião para se 

fazer campanha. Veja, é tão duro para essas criaturas perseverarem. A rotina da adversidade; a desilusão 

gradual de amores juvenis e de esperanças da juventude; o desespero silencioso (dificilmente sentido como 

sofrimento) de ficar eternamente tentando superar as tentações crônicas com as quais sempre temos 

conseguido derrotá-los; a monotonia que criamos na vida deles e o ressentimento pouco articulado com o 

qual nós lhe enviamos a responder a isso, tudo fornece oportunidades admiráveis de esgotar uma alma pelo 

atrito. Se, por outro lado, os tempos da meia-idade provarem-se prósperos, nosso posicionamento se 

mostrará ainda mais forte. A prosperidade "amarra" qualquer pessoa ao mundo. Ela passa a sentir que está 

"encontrando o seu lugar no mundo", enquanto, na verdade, é o mundo que está encontrando o seu lugar na 

pessoa. A sua reputação vai aumentando, o seu círculo de amizades cresce, atrelado ao seu senso de 

importância e a pressão crescente de trabalho cativante e agradável, e constroem no indivíduo um 

sentimento de que ele está realmente em casa nesse mundo - que é precisamente tudo o que ele queria. 

Você notará logo que os jovens, em geral, estão menos dispostos a morrer do que as pessoas de meia-idade e os velhos.


Cartas de um Diabo a seu Aprendiz - C S Lewis

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Nele não há pecado.


O coração de Cristo

O coração de Jesus era puro. O Salvador era adorado por milhares de pessoas, mas ainda assim contentava-se com uma vida simples. Ele recebeu o cuidado de mulheres (Lc 8.1-3) e nunca foi acusado de ter pensamentos impuros; foi desprezado por aqueles a quem criara, mas mostrou-se disposto a perdoá-lo antes mesmo que clamassem por misericórdia. Pedro, que viajou com Jesus durante três anos e meio, descreveu-o como um “cordeiro imaculado e incontaminado” (1 Pe 1.19). Após sua convivência com Jesus, João concluiu: “e nele não há pecado” (1 Jo 3.5).

Jesus possuía um coração sereno. Os discípulos inquietavam-se sobre a necessidade de alimentar a muitos, mas Jesus não. Ele agradeceu a Deus pelo problema. Os discípulos gritaram de medo durante a tempestade, Jesus não. Ele dormiu o tempo todo. Pedro puxou sua espada para lutar com os soldados, mas Jesus não. Ele levantou sua mão para curar. Seu coração estava em paz. Quando seus discípulos o abandonaram, Ele ficou amuado e quis voltar para casa? Quando Pedro o negou, Jesus perdeu a paciência? Quando os soldados cuspiram em sua face, soprou fogo neles? Nem pensar! Ele estava em paz. Ele os perdoou. Recusou-se a ser guiado pela vingança.

Também recusou-se a ser dirigido por qualquer outra coisa que não fosse seu chamado supremo. Havia um propósito em seu coração. A maioria das pessoas nada almejam em particular e é só isto que conseguem. Jesus possuía um único objetivo – salvar a humanidade dos seus pecados. Ele poderia resumir sua vida em uma única sentença: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Jesus estava tão concentrado em sua missão que soube quando dizer “Ainda não é chegado a minha hora” (Jo 19.30). Mas Ele não estava concentrado a ponto de se tornar inconveniente.

Ao contrário, como eram agradáveis seus pensamentos! As crianças não podiam resistir a Jesus. Ele encontrava beleza nos lírios, alegria na adoração e possibilidades nos problemas. Ele passava dias entre multidões de pessoas enfermas e ainda sentia pena delas. Ele passou mais de três décadas entre a sujeira e o lamaçal de nossos pecados e ainda enxergou beleza em nós a ponto de morrer por nossas transgressões.

Porém, o maior atributo de Jesus era este: seu coração era espiritual. Seus pensamentos refletiam um relacionamento íntimo com o Pai. “Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim”, afirmou Ele (Jo 14.11). seu primeiro sermão tem início com as palavras “O Espírito do Senhor é sobre mim” (Lc 4.18). Ele foi “conduzido pelo Espírito” (Mt 4.1) e “cheio do Espírito Santo” (Lc 4.14). Ele retornou do deserto “pela virtude do Espírito” (Lc 4.14).



Jesus recebeu suas instruções de Deus. Ele tinha o hábito de adorar (Lc 4.16). Era sua prática memorizar as Escrituras (Lc 4.4). Lucas diz que Jesus “retirava-se para os desertos e ali orava” (Lc 5.16). Seus momentos de oração o orientavam. Certa vez, ao retornar de um período de oração, Ele anunciou que era tempo de ir para outra cidade (Mc 1.38). Outro momento de oração resultou na escolha dos discípulos (Lc 6.12,13). Jesus era guiado por uma mão invisível. “Porque tudo quanto ele (Deus) faz, o Filho o faz igualmente” (Jo 5.19). No mesmo capítulo, Ele afirma: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo” (Jo 5.30).

O coração de Jesus era espiritual.

fonte: Simplesmente como Jesus - Max Lucado