sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano novo e o trenzinho!

Feliz ano novo a todos os nossos leitores.
Até parece incoerência, mas a cada virada de ano ouvimos tantas "renovações" de votos, que o óbvio é a tônica nesses dias.
Uns dizendo "vou fazer isso...", outros "vou fazer aquilo...", e ainda, "não farei mais isso...", como se compromissos e alianças consigo mesmo tivessem um marco gestacional a cada ano que se inicia.
Isso pode demonstrar uma tácita fragilidade em nossas atitudes no campo das decisões. As eras e o tempo não podem ser a nossa motivação única para gerarmos o "sim" e o "não" em áreas importantes de nossas vidas, ainda que, se tomarmos isso como um planejamento pessoal, que não é de todo errado. Algumas decisões poderão ter um curso natural de cumprimento, a longo prazo, o que seria necessário mais do que os 365 dias do ano.
Isso me faz lembrar um momento na vida de Jesus, quando passeava às margens do mar da Galiléia, e avistou Simão (Pedro) e André e disse-lhes: "Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram." (Mateus 4:19,20).
Me impressiona a maneira como estes homens tomaram uma decisão tão abrupta, sobretudo pelo significado que isso daria à suas vidas. Não foi em um clima de euforia e festa, mas em um momento singular, no cotidiano, quando estavam lançando suas redes ao mar.
Encarar decisões sérias que irão mudar de alguma maneira o curso de nossa história, pode e deve ser em qualquer momento, quando o Mestre nos mandar. Nesse contexto, Simão e os outros discípulos foram chamados a uma tomada de decisão. Talvez o nosso cenário seja um pouco diferente. Temos alguns projetos e carecemos de encorajamento, motivação e iniciativa para os colocar em prática. Aqui vai uma dica importante: leia o primeiro versículo do capítulo 16 de Provérbios: "O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor." Não importa o teor da sua decisão, desde que esta seja absolutamente endossada, aprovada, revestida do "sim" do Senhor. Isso pode demandar algum tempo. Ouvir a voz de Deus requer estar disposto a ouvi-lo. Requer intimidade. Requer estarmos sensíveis ao natural e ao sobrenatural. E o mais importante é que a resposta pode ser 'sim' ou pode ser 'não'.
Nunca me esqueci de um episódio da minha infância; era garotinho e, em um período de final de ano qualquer, meu pai (terreno) viajou e me prometeu trazer um brinquedo que eu tanto sonhava: um trenzinho com pistas. Ah que intensa ansiedade aquilo me gerou. Mal esperava o momento de sua chegada para sentar-me ao chão e brincar, brincar e brincar com meu trenzinho. Quando ele entrou pela porta, eu e todos meus irmãos fomos ao seu encontro com abraços e beijos e, talvez o mais importante: cada qual querendo o seu respectivo brinquedo. Que sensação de total expectativa!
Quando chegou minha vez, ele me entregou um embrulho (menor do que imaginava para o tão esperado), porém acompanhado de algumas palavras de considerações que, para mim, soaram como um sonido póstumo: "O teu trenzinho, papai não pode trazer, mas eu comprei esse carrinho!". Aquilo foi uma canção do "inesperado" aos meus ouvidos. Eu queria muito o 'sim'. Veio o 'não'. Eu não entendia o porque desse não. Só queria meu trenzinho. Claro que isso estava completamente fora do meu alcance em mudar o curso final. Para mim, não importava muito se meu pai não tinha dinheiro suficiente para comprar o trenzinho. Não importava muito se ele tinha, talvez, esquecido e comprado o brinquedo errado. Não importava muito se ele decidiu que o outro brinquedo era melhor do que o trenzinho que eu tanto almejava. O que realmente me importava naquele momento foi que eu queria o 'sim' e veio o 'não'.
Confesso que esse episódio nunca me deixou traumatizado (graças a Deus!), entretanto minha memória provavelmente sempre se lembrará dele.
Isso nos faz refletir em algo, sobre Deus em nossas decisões e planos.
Talvez o seu "trenzinho" virá do jeito que você planejou e pediu. Amém por isso! Talvez não. Então surge uma nova reflexão de como reagirmos diante do 'não' do Pai. O coração deve estar preparado para ambos. Isso também nos ensina que sempre devemos planejar nossos alvos e pedir ao Senhor os nossos anseios. É bíblico: "O coração do homem PODE fazer planos...". Faça sempre seus planos! Tome sempre suas decisões! Apenas permita que Deus seja o anuente delas.
Que em 2011 "...o Senhor Te abençoe e Te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o Seu rosto e Te dê a paz." (Números 6:24-26).

2 comentários:

  1. Diogo Ferreira Amaral1 de janeiro de 2011 20:53

    Isso é verdade, devemos deixar Deus cuidar dos nossos planos, ele vai escolher o melhor para nós!

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  2. Assim como Simão (Pedro) e André ouviram e atenderam a voz do Senhor.Que possamos repetir isso em nossas vidas.Depois de ler e refletir quero trazer para esse começo de ano essa mensagem e aplicar em minha vida.DEUS nós abençoe.

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